Coletivo Quebrando Muros lança Manifesto da Campanha: Nossas Lutas Não Cabem nas Urnas!

MANIFESTO DO COLETIVO QUEBRANDO MUROS

Época de eleições. Uma loucura para alguns estudantes. Correria para ver de onde vem a verba para material de divulgação, com que grupos ou partidos se coligar, nome da chapa, programa, conversar, propagandear sua chapa,correria, sem tempo pra nada. Claro, as intenções podem muitas vezes ser boas, fazer o possível para melhorar a universidade, o ensino e as condições dos estudantes.Mas afinal, será que essa é melhor forma de se mudar o ambiente acadêmico em que vivemos?Pensamos que a luta não diz respeito a simples escolha de novas chapas, novos dirigentes, os quais tantas vezes são tão ausentes do cotidiano estudantil, trancados em suas gestões e espaços burocráticos.Muito pouco buscam politizar o dia-a-dia dos estudantes, onde realmente acontecem suas batalhas cotidianas.

Nós, do Quebrando Muros, convidamos os que pensam que essa correria, essa vontade de lutar, não precisa ser tão intensa na época de eleições,mas sim todos os dias. Afinal é em nosso cotidiano que descobrimos nossos problemas, construímos novas pautas, e fazemos nossas lutas. Sem uma necessidade de ganhar votos, mas de ganhar pessoas para as lutas. Afinal não são votos que fazem a luta sim as pessoas,Não são lideranças de entidades, nem cargos em conselhos que nos mobilizam, mas sim o dialogo direto com os estudantes.

O que vemos nestas eleições, assim como nas passadas é um jogo de cartas marcadas, onde já sabemos quem é quem nesta disputa, cada organização política elabora seu programa, junta seus recursos e busca ganhar o aparato para que este seja espaço de publicidade dos programas e interesses de sua organização. Assim, os interesses de todos os outros estudantes serão submetidos aos interesses destas organizações e seus programas, e, de acordo com essa perspectiva nossa participação se limita a escolher os lideres para o próximo ano. Não somos nós estudantes capazes de expressar nossos interesses, de fazer nossas entidades espaços de discussão de nossos problemas e lutas permanentemente? Ou precisamos sempre estar sob a tutela daqueles que julgam portadores de nossos interesses? O programa de luta dos estudantes pode ser construído por todos nós, com nossa participação ativa enquanto sujeitos de nossas lutas!Não precisamos ser coadjuvantes de nossas organizações, podemos e devemos nos empoderar e somente assim teremos as condições de fazer um verdadeiro enfrentamento.

Como já deixamos claro não negamos a importância da organização, nem da construção de entidades, muito pelo contrário: somos seus defensores efusivos. Colocamos apenas o questionamento a que tipo de entidades vamos construir. Pois se queremos um novo movimento não podemos apelar as velhas formas, aos modelos que nos dividem entre representados e representantes, dirigentes e dirigidos, partidos x e y.

Precisamos é de organização da base, participação daqueles que são os interessados diretos, os estudantes eu você, todos nós, como iguais.

Por isso convocamos todos aqueles que tem vontade de se organizar sem medo de grandes desafios a se juntarem a nós do Coletivo Quebrando Muros, não para serem nossos seguidores, mas pra serem nossos iguais na luta!

“Nossas lutas não cabem nas urnas!”

Quebrandomuros.wordpress.com
autogestaoufpr@gmail.com

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2 comentários

  1. Companheir@s do Quebrando,

    a posição assumida pelo grupo continua a ser a mais coerente entre aqueles que lutam por destruir as relações de exploração, perpetuadas também pela formação de cientistas voltad@s ao mercado, por relações de solidariedade e apoio mútuo, só possíveis com a construção de novas relações econômicas e sociais, a partir da autogestão generalizada.

    O Quebrando continua a ser coerente com quem denuncia a burocratização dos movimentos sociais, e o retrocesso que isso representa aos explorados em termos da luta de classes, mas se preocupa fundamentalmente em construir a luta no dia a dia, com a base do movimento estudantil.

    Pois a luta se dá no cotidiano. As eleições e a disputa por cargos e espaços não podem ser a finalidade da militância estudantil, tornado-se apenas a razão de ser dos futuros burocratas. Tendo movimento de classe estudantil, ai sim, no cotidiano, COM A BASE ATUANDO SEMPRE, as eleições até tem razão de ser, é o espaço dos debates entre as diferentes posições no movimento. O movimento se fortaleceria, haveria espaço para a articulação de forças d@s explorad@s entre estudantes, fato esse que não acontece se continuar como está.

    Assim, a velha e ultrapassada tese da CRISE DA DIREÇÃO, batida e idealizada por setores de esquerda do movimento estudantil, companheir@s noss@s de classe, adversári@s na política, SEGUE COMPLETAMENTE EQUIVOCADA.

    Já a posição do coletivo sempre foi contrária a esta idéia, COMPREENDENDO “A INÉRCIA ESTUDANTIL” como parte de um processo mais amplo de burocratização e cooptação de amplos setores dos movimentos sociais, iniciado lá por 1930, e que agora passa por um de seus “pontos altos”, legitimado por um “governo social de trabalhadores” (como se isso fosse possível!!).

    A autogestão das lutas estudantis, dos trabalhadores do campo e da cidade e de tod@s explorad@s, também não passa pela eleição de uma “direção autogerida” de uma tomada do centro, mas sim, do levante da periferia, da REORGANIZAÇÃO PELA BASE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL.

    E o fato da proposta não ser hegemônica entre @s estudantes, hoje, NÃO DEIXA DE TORNÁ-LA A MAIS COERENTE COM QUEM ACREDITA QUE A ATIVIDADE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DEVE COINCIDIR COM O INTERESSE D@S EXPLORAD@S.

    Wili – militante da FARJ – integrante do GERMINAL

  2. Companheir@s do Quebrando,

    a posição assumida pelo grupo continua a ser a mais coerente entre aqueles que lutam por destruir as relações de exploração, perpetuadas também pela formação de cientistas voltad@s ao mercado, por relações de solidariedade e apoio mútuo, só possíveis com a construção de novas relações econômicas e sociais, a partir da autogestão generalizada.

    O Quebrando continua a ser coerente com quem denuncia a burocratização dos movimentos sociais, e o retrocesso que isso representa aos explorados em termos da luta de classes, mas se preocupa fundamentalmente em construir a luta no dia a dia, com a base do movimento estudantil.

    Pois a luta se dá no cotidiano. As eleições e a disputa por cargos e espaços não podem ser a finalidade da militância estudantil, tornado-se apenas a razão de ser dos futuros burocratas. Tendo movimento de classe estudantil, ai sim, no cotidiano, COM A BASE ATUANDO SEMPRE, as eleições até tem razão de ser, é o espaço dos debates entre as diferentes posições no movimento. O movimento se fortaleceria, haveria espaço para a articulação de forças d@s explorad@s entre estudantes, fato esse que não acontece se continuar como está.

    Assim, a velha e ultrapassada tese da CRISE DA DIREÇÃO, batida e idealizada por setores de esquerda do movimento estudantil, companheir@s noss@s de classe, adversári@s na política, SEGUE COMPLETAMENTE EQUIVOCADA.

    Já a posição do coletivo sempre foi contrária a esta idéia, COMPREENDENDO “A INÉRCIA ESTUDANTIL” como parte de um processo mais amplo de burocratização e cooptação de amplos setores dos movimentos sociais, iniciado lá por 1930, e que agora passa por um de seus “pontos altos”, legitimado por um “governo social de trabalhadores” (como se isso fosse possível!!).

    A autogestão das lutas estudantis, dos trabalhadores do campo e da cidade e de tod@s explorad@s, também não passa pela eleição de uma “direção autogerida” de uma tomada do centro, mas sim, do levante da periferia, da REORGANIZAÇÃO PELA BASE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL.

    E o fato da proposta não ser hegemônica entre @s estudantes, hoje, NÃO DEIXA DE TORNÁ-LA A MAIS COERENTE COM QUEM ACREDITA QUE A ATIVIDADE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DEVE COINCIDIR COM O INTERESSE D@S EXPLORAD@S.

    Wili – militante da FARJ – integrante do GERMINAL

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