Ato dia 10.02.2011

A chuva pode ter atrapalhado um pouco, mas não conteve a vontade d@s estudantes, trabalhador@s, populares que se somaram e membros das organizações que compõem a Rede Ampla Contra o Tarifaço. Foram um pouco mais de 60 participantes que saíram por volta das 09:30 da Praça Tiradentes em direção a URBS, com intenção de demonstrar as autoridades da capital do Paraná que não estamos dispostos a engolir mais um aumento da tarifa. Os manifestantes entregaram em ato público, uma carta ao diretor de Transportes Lubomir Ficinski requisitando o congelamento imediato da tarifa em 2,20. Aproveitando a ocasião, Lubomir afirmou novamente que a tarifa irá aumentar, alegando responsabilidade principal  a elevação do salário dos trabalhador@s do transporte, além do aumento do custo dos insumos .

Nós do Coleivo Quebrando Muros, um dos Grupos que compõem a Rede Ampla Contra o Tarifaço, sabemos muito bem que os sucessivos aumentos da tarifa correspondem a lógica de um serviço voltado as necessidades do capitalismo, isto é o lucro dos patrões, e não a garantia de um serviço público fundamental a população. Sendo assim como já optamos por uma lado nesta batalha, estaremos jundo dos explorad@s na luta contra as altas trarifas, assim como nos solidarizaremos aos trabalhador@s do ramo do tranporte coletivo que agora além de sofrer a exploração de seus patrões, vão ter de servir de bode espiatório para o aumento da tarifa, o que mostra o quanto as classes dominantes junto a seu sócio, o estado (representado pela URBS no caso) apelam ao ridículo para justificar o que é lhes é vantajoso, pois é muito claro que quem sai ganhando nessa história são somente os donos das empresas.

Conhecemos este jogo proposto pelos ricos, tentar  confundir seus interesses com os dos trabalhador@s. Responsabilizando os aumentos saláriais pelo aumento do preço da passagem, visam dividir aqueles que são o conjunto d@s explorad@s, tentando os colocar em lados opostos,  de um lado o usuário que em geral é trabalhad@r ou estudante, e do outro os servidores das empresas de tranporte que são explorados em seus empregos para manter a “rentabilidade” do negócio, e por meio desta manobra colocar os interesses de uns em oposição aos dos outros.

Temos a consciência de que o interesse d@s explorad@s jamais pode estar alinhado com o de seus explorador@s , e que o verdadeiro enfrentamento deve ser entre @s explorad@s contra seus inimig@s explorador@s. Logo nós do QM entedemos que só há uma saída, que é a Luta por um transporte realmente público, que esteja a serviço do interesse popular, que não seja baseado na exploração dos trabalhadores, nem onere o usuário com altas tarifas, por aquilo que deveria ser garantido por direito como serviço Público , e não  estar gerando riqueza a uns poucos vigaristas.

2,20 JÁ É ROUBO!

NA RUA BARRAREMOS O AUMENTO!

Leia a carta na integra intregue na manifestação do dia 01.02.2011:

Senhor Diretor da URBS,

Marcos Isfer,

As entidades abaixo assinadas vêm de público manifestar o interesse no
congelamento da passagem em R$2,20.

Acreditamos na urgência do assunto, visto o valor do transporte coletivo
para milhares de pessoas que, muitas vezes, têm nos ônibus a sua única
forma de locomoção. Além disso, reconhecemos a importância do assunto como
uma grande bandeira da administração municipal, por tanto que
nossas palavras não sejam ignoradas.

Deve-se ter consciência de que o transporte coletivo é um direito do povo,
garantido na Constituição Federal de 1988, e se traduz em uma obrigação
dos estados e dos municípios em oferecer esse serviço para a população.

Pouco nos importa se os custos operacionais e a inflação subiram e se isso
impede a conservação do lucro das empresas em patamares, no mínimo,
iguais. A questão não é o aumento passar na prova de justificação perante
as empresas, a questão é o aumento passar diante da concepção popular.

Livre de interesses daqueles que querem utilizá-lo em seus próprios
benefícios, o transporte assim como a saúde, a educação, a segurança, a
moradia, o lazer entre outros deve ser tratado como bem público e nunca
como mercadoria.

Exigimos o seguinte compromisso:

Congelamento imediato e definitivo da tarifa em R$ 2.20.

Atendida nossa reivindicação, poderemos acreditar e consolidar uma cidade
democrática e participativa.

Rede Contra o Aumento da Tarifa, 10 de fevereiro de 2011.

Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFPR
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários – SEEB
Sindicato dos Trabalhadores da UFPR, UTFPR, Funpar/HC e IFPR –
Sinditest/PR
Centro Acadêmico de Psicologia – CAP/UFPR
Centro Acadêmico de Comunicação Social – CACOS/UFPR
Centro Acadêmico de História – CAHIS/UFPR
Centro Acadêmico Vilanova Artigas – Arquitetura e Urbanismo –
CAVNA/UTFPR
Centro Acadêmico de Licenciatura em Música – CALMU/Embap
Movimento Passe-Livre – MPL
ONG Sociedade Peatonal
Coletivo Maio
Coletivo Barricadas
Coletivo Outros Outubros Virão
Partido Acadêmico Renovador – PAR/UFPR
Consulta Popular
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Luta Socialista
Partido dos Trabalhadores Curitiba – PT
Juventude do Partido Social Cristão – J-PSC
Centro Academico de Sociologia – PUC
União da Juventude Comunista – UJC
Instituto Reage Brasil

Coletivo Quebrando Muros

Rede Amigos das Águas

Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Estado do Paraná

SINDJUS-PR

Chegada na URBS!

Mais fotos no site da rede: http://www.contraotarifaco.libertar.org

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