Abaixo a Repressão no Espaço Público (repressão dos estudantes de história)

No dia 19 de março, os estudantes de História da UFPR estavam fazendo um churrasco no Parque São Lourenço, quando, sem mais nem menos, por voltas das 20h30min, viaturas da Guarda Municipal apareceram e começaram, sem diálogo nenhum, a reprimir e agredir os estudantes que ali estavam. Foram usadas armas de choque, spray de pimenta e cassetete. Houve várias pessoas agredidas e uma foi presa, por supostamente ser “líder de uma rebelião”. Depois, uma guarda apareceu com um braço enfaixado, alegando ter sido agredida, sendo que foi ela quem bateu.

Esse episódio foi apenas um de tantos que acontecem todos os dias e põe em evidência o sistema de coerção em que vivemos. E não devemos ser coniventes com esse tipo de sistema. Em assembléia, foi decidido fazer um ato contra esse episódio e contra a repressão de modo geral, que será realizado dia 1° de abril, mesmo dia do Golpe Militar de 1964, em conjunto com a luta pela abertura dos arquivos da ditadura. É bom lembrar que algumas das práticas usadas hoje pelos policiais e guardas civis são frutos exatamente desse período de ditadura militar, o que torna válido e lógico esse ato em conjunto. Porém, recordamos que as práticas coercitivas de modo geral vêm de antes da ditadura militar, vêm tanto da Era Vargas quanto de antes, do final do século XIX e começo do XX, em que qualquer manifestação operária era vista como tumulto à ordem burguesa e era brutalmente reprimida.

Essa repressão do dia 19 também está relacionada com a iniciativa de privatização da vida pública pelo Estado, em que cada vez mais os espaços públicos de socialização estão sendo barrados em favor dos espaços privados, e é prova disso as medidas restritivas às festas na Universidade, o que também é um claro golpe ao financiamento do movimento estudantil.

As mentiras dos guardas e a lentidão da justiça nos mostram como é falha a Justiça e como é inútil a burocracia, e como isso leva à impunidade dos guardas, que são preparados para serem despreparados, e como esse sistema privilegia a classe dominante e seus instrumentos de coerção.

E se pensarmos na conjuntura em que vivemos, veremos que esse episódio foi apenas um reflexo do que é a nossa sociedade hoje, portanto não devemos parar nossa luta depois desse ato, mas sim continuarmos nos organizando e nos posicionando contra esse sistema de coerção.

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