RELEMBRANDO: ATO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS

AMANHÃ 01.04.2011 AS 13:30 HS NO PÁTIO DA REITORIA ESTUDANTES DE HISTÓRIA CONVIDAM AO ATO EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS.

O ATO FOI PROVOCADO PELA AGRESSÃO SOFRIDA PELOS ESTUDANTES NO PARQUE SÃO LOURENÇO POR PARTE DA GUARDA MUICIPAL, ENTRE OUTRAS COISAS O ATO FOI PROGRAMADO PARA O DIA DO GOLPE EM 1964, GOLPE ESTE QUE MERGULHOU O PAÍS EM UMA CRESCENTE ONDE DE REPRESSÃO.

TAL ATO NOS FAZ LEMBRAR QUE AS AGRESSÕES QUE AINDA ESTAMOS MUITO LONGE DE LIVRAR-NOS DAS AÇÕES DISCRIMIMATÓRIA E VIOLENTAS DO eSTADO.

OS CRIMES DO ESTADO NÃO PASSAM SEM SER NOTADOS!

PUNIÇÃO AOS CRIMES DA DITADURA!

ABAIXO A REPRESSÃO NOS ESPAÇOS PÚBLICOS!

LEIA A MOÇÃO ESCRITA PELOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA:

Moção de Repúdio à Ação da Guarda Municipal de Curitiba

No
dia 19 de março de 2011 vivenciamos mais uma triste experiência na
cidade de Curitiba. Reunidos em uma confraternização no Parque São
Lourenço, os estudantes de História da UFPR foram surpreendidos pela
ação violenta da guarda municipal de Curitiba que, longe de permitir
qualquer tipo de diálogo, utilizou-se de muita violência para manter a
ordem que o churrasco dos estudantes estaria, teoricamente,
transgredindo. O absurdo da ação policial já se revela no efetivo
deslocado para cuidar de tal questão: 10 viaturas da guarda municipal,
armados, foram chamadas para conter a churrascada dos
historiadoriadores. O resultado foi muitas pessoas agredidas e um
estudante detido.

Frente
a esse fato, nos perguntamos, afinal, a que(m) servem aqueles que se
denominam os defensores da ordem? Poder-se-ia afirmar que a ação dos
guardas refletiria uma falta de preparo. Nós, por outro lado, achamos
que isso reflete, sim, a existência de um preparo. Um preparo específico
para a função que o Estado preconiza para suas forças policiais – para
além da própria guarda municipal. Sabemos quais os sujeitos escolhidos
para receberem o preparo despreparado da polícia, e quais tem todas as
suas faltas perdoadas.

A
lógica do sistema em que vivemos, como nos dizia Brecht, privatizou
nossa vida, nosso trabalho, nossa hora de amar e nosso direito de
pensar, agora demonstra cada vez mais privatizar o lazer em nossa
sociedade. De forma sistemática, vemos episódios de repressão à
manifestações culturais da juventude – mesmo quando não deliberadamente
políticas, como seria de se esperar – em espaços públicos. Cada vez mais
é afirmado pelo Estado, de maneira indireta, que o lugar para se
confraternizar e divertir são espaços privados.

Frente
a essa agressão, ainda que possa ser encarada como um ato isolado, nos
leva a atentar para as ações repressivas do Estado como um todo. Sabemos
que não são só os estudantes as vítimas de intervenções policiais, que
atingem com veemência a juventude pobre e os movimentos sociais. Temos,
assim, que nos solidarizar e estar lado a lado àqueles que sofrem com a
ação das forças do Estado.

Pela punição dos responsáveis pelas ações de violência contra os estudantes de história!

Contra a ação repressiva do Estado às expressões culturais da juventude!

Contra a criminalização da juventude e dos movimentos sociais!

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