Informe sobre a situação do curso de Ciências Sociais da UNISINOS

Informe sobre a situação do curso de Ciências Sociais da UNISINOS

 

Foi realizada hoje, dia 06 de setembro, uma reunião entre o Coordenador da graduação do Curso de Ciências Sociais, José Luiz Bica de Mello e alguns estudantes da Ciências Sociais, (parte da coordenação do DA e estudantes do curso) para tratar a respeito da situação do curso na Unisinos, tendo como pauta o Informe da coordenação sobre o andamento da reformulação do bacharelado e licenciatura das ciências sociais. A situação é a seguinte: já é o 3º vestibular em que a Universidade cancela o ingresso para o curso de ciências sociais da Unisinos (que oferece somente licenciatura, sendo o currículo do bacharelado de 1994 e portanto desatualizado, não sendo ofertado de fato), alegando que há baixa procura, não sendo suficiente o número de inscritos. Na reunião de hoje, ao se rememorar outras reuniões (de Colegiado do curso e dos estudantes com a coordenação) que discutiram a respeito dessa situação de não abertura, se relembrou que a condição que a Universidade oferece para voltar a abrir o vestibular para o curso é a de que haja uma reformulação tanto do currículo do bacharelado quanto o da licenciatura, e que estes sejam de certa forma inovadores, atrativos, correspondendo, assim, as expectativas financeiras da Universidade, que não manterá um curso que na sua visão é defasado. As propostas iniciais da Unisinos foram na direção de um curso totalmente EAD, ou então enxuto, ao ter suas cadeiras compartilhadas com a Filosofia, outro curso numa situação complicada e que teve vestibular cancelado. Nas discussões que se desenrolaram, a proposta EAD foi rechaçada, o compartilhamento entre os dois cursos a se estudar, e a reformulação dos currículos aceita. Na reunião de hoje, portanto, ficou mais claro ainda o argumento da Universidade, que segundo o próprio coordenador do nosso curso, é de contenção de gastos, pois mais recentemente, novamente se fez a proposta de compartilhar ao máximo as disciplinas ofertadas entre filosofia e ciências sociais. A intenção ao que parece é diminuir ao máximo os gastos com estes dois cursos, enxugando-os no que for possível. A proposta da coordenação foi a de fazer a reformulação, portanto, mas solicitando também para o bacharelado o desconto de 50%. O coordenador nos apresentou, então, as propostas formuladas por parte dos professores para a reformulação, principalmente do currículo de bacharelado. Em termos gerais, seria além das cadeiras específicas do curso que já constam no currículo da licenciatura, e excluindo as pedagógicas, acrescentar duas ênfases situadas na questão “ambiente e sociedade” e “antropologia urbana”, aproveitando o aporte que uma das linhas de pesquisa do PPG do curso poderia fornecer (com estudos na questão ambiental, em que o próprio Bica é pesquisador) e um Laboratório que está sendo construído para trabalhar com antropologia visual, tendo uma série de recursos e equipamentos áudio visuais para pesquisa e produções nessa área. Seriam também agregadas cadeiras optativas e feito algumas alterações em disciplinas específicas. Um estágio profissional completaria o quadro curricular. Enfim, em termos bem gerais seria estas as alterações do currículo do bacharelado, condição para que a Universidade permita a abertura do vestibular, num posicionamento nada dialógico e demonstrando que seu horizonte é de fato voltado ao mercado. Dia 19 de setembro é o dia em que a proposta curricular do bacharelado e da licenciatura será enviada a Câmara de Graduação para sua aprovação. Nesta sexta feira, dia 09, o Coordenador nos enviará por escrito a proposta completa e poderemos, enquanto estudantes, propor modificações, acréscimos, etc. No entanto, devido a arbitrariedade da Unisinos, que de cima para baixo impõe condições, não há tempo para discussão aprofundada, seja por parte dos estudantes, seja por parte da Coordenação, seja entre Estudantes e Coordenação, o que no final das contas possibilitará somente a satisfação das vontades mercadológicas da Universidade. A partir desse relato, queremos situar nossa situação para os cursos de ciências sociais de outras Universidade e solicitar propostas tanto quanto à reformulação dos currículos (temas, ênfases, etc) quanto a possíveis intervenções para pressão da Unidade de Graduação e a Reitoria da Universidade.

 

Na espera de contribuições, um abraço a todos os estudantes de Sociais que estão na luta pelo reestruturação do Movimento de Área das Ciências Sociais.

Somamos nossos esforços nesta construção!

 

Diretório Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes

Gestão Porta Aberta – 2011/2012

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