Arquivo de novembro, 2011

1° seminário de formação do Coletivo Qubrando Muros

Publicado: novembro 29, 2011 em Sem categoria
Olá companhei@s!
O Coletivo Quebrando Muros – por meio desse – vem convidar a tod@s os interessados na militância no campo libertário  a participar do nosso I Seminário de Formação que acontecerá durante os dias 03 e 04 de dezembro.Passaremos o final de semana entretidos em intensos debates e reflexões. Como o seminário é interno também a participação é destinada a militantes interessados no campo libertário, por isso para se inscrever entre em contato: autogestaoufpr@gmail.com!Eixos:

1-Contextos da educação no mundo e no Brasil. Presença de Milena Martines (professora aposentada do DECISO e membro da APUFPR) e Luís Allan Künzle (Presidente da APUFPR)

Tal espaço tem como objetivo o entendimento da realidade em escala mundial, dos projetos e tendências da educação, assim como sua relação com o plano Nacional e seus projetos específicos.

2-Educação Movimento estudantil e estratégias de Construção do Poder Popular.

Neste espaço, visamos caracterizar a educação na sociedade capitalista. Temos como foco também o entendimento do Movimento estudantil nesse contexto, que metas temos a curto, médio e longo prazo, definindo táticas e estratégias que propiciem a construção do “poder popular” em seu sentido libertário.

3- Trabalho Social e Inserção Social.

Neste eixo a discussão se dará na importância de estar inserido nos setores explorados pelo capital/Estado e intervir na luta de classe. A ênfase será dada na metodologia do trabalho social que visa inserção na classe para organização e construção de um projeto de transformação social.

4- Conjuntura local, Organização, estratégias e planejamento

Por fim, neste espaço final traçaremos nossas linhas de atuação e desenvolveremos os elementos que irão direcionar tal atuação.

Sugerimos a lista de textos abaixo para serem lidos antes do Seminário de Formação! Eles estão disponíveis na pasta do GEA (past Grupo de Estudos Autogestão) da fotocopiadora da Reitoria (Rua Amintas de Barros, ao lado da casa das bolachas), com exceção do texto do José Antonio Gutiérrez Danton que está na pasta do Germinal na mesma fotocopiadora. O texto o agrupamnto de tendência não se encontra na fotocopiadora mas esta neste linc http://cazp.files.wordpress.com/2011/04/tendc3aancia-felipe-correa.pdf

Textos:

-Criar um povo forte – Felipe Corrêa

-O Agrupamento de Tendência-Felipe Corrêa

-Sindicalismo e Movimentos Sociais-Alexandre Samis

-Cartilha UP/MTD Capitalismo, Anticapitalismo e Organização Popular

-Autogestão Gestao Direta e Gestão Operária Maurice (p 10 a 53) Joyeux

-Instrução Integral – Mikhail Bakunin

-Rumo a Anarquia (Livro Escritos Revolucionários)-Malatesta

-Sindicalismo e Anarquismo (Livro Escritos Revolucionários) -Malatesta

-Concepções Anarco Sindicalista de autogestão (livro Anarquismo e Autogestão)-René Berthier

-Democracia, Autogestão e Movimento Estudantil (livro democracia e autogestão)-Fernando Bomfin Mariana

-Apresentação Da Periferia ao Centro Sujeito Revolucionário e Transformação Social (livro A Concepção Libertária da Transformação Social)-Felipe Corrêa

-Jan Waclave Makhaiski-Introdução-(Livro Marximo Heterodoxo) Mauricío Tragtenberg

-Sobre a política de alianças problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta-(Livro Problemas e Possibilidades do anarquismo) -José Antonio Gutiérrez Danton-

Dos dias 30 a 01 de Dezembro, teremos as eleições para DCE-UFPR. Por meio deste o coletivo Quebrando Muros vem externar sua posição no processo:

Manifesto de apoio do Coletivo Quebrando Muros a Chapa para DCE 2011/2012 Tecendo o Amanhã
O Coletivo Quebrando Muros existe desde 2009, e desde então busca estar inserido junto aos estudantes, assim como ao lado dos setores mais combativos do movimento estudantil. Sempre  defendemos o protagonismo das demandas e lutas construídas pela base. Nesse sentido buscamos sempre fazer um contraponto a burocratização e o afastamento das entidades da realidade dos  estudantes. Neste ano porém, na construção da greve podemos ver um redimensionamento das relações entre a base dos estudantes e suas entidades, onde estas puderam de certa forma com maior ou menor limitação responder as deliberações e políticas construídas por esta.
Pudemos também observar, com o processo de greve e ocupação da Reitoria da UFPR, o desenvolvimento e retomada de força dos setores mais combativos no movimento estudantil que culminaram nas históricas conquistas (café da manhã, RU aberto 7 dias da semana, ampliação no número e valor de bolsas, e 3 casas do estudante). Ao mesmo tempo que vemos a reorganização dos setores mais combativos do Movimento estudantil, podemos notar a organização da reação, incorporadas nos setores governistas ou ainda mais conservadores, estes setores agora querem “invadir sua praia”, no caso a praia do movimento estudantil e jogar areia nas nossas lutas. Tal reação é notável também a nível nacional quando vemos uma onda de criminalização do Movimento Estudantil, por parte das grandes empresas de comunicação.
Por meio de nossa participação direta na greve e na ocupação, podemos perceber que os setores que se colocaram ao lado dos estudantes em suas lutas se encontram  na chapa Tecendo o Amanhã. Neste sentido pela convergência e unidade prática que fizemos nos embates por uma universidade de qualidade, que resultaram numa série de conquistas para os estudantes da UFPR, e por saber que esta chapa abriga os setores mais combativos e que realmente demonstraram seu compromisso na prática e não em palavrórios e mentiras mal contadas em campanhas. Desta maneira para o atual contexto das lutas, e para as futuras lutas que virão, entendemos que o apoio a chapa Tecendo o Amanhã se coloca na ordem do dia, visando como objetivo resguardar o Diretório Central dos Estudantes a uma gestão que se coloque a disposição dos próximos enfrentamentos que virão.
A chapa Tecendo o Amanhã, assim representa a possibilidade de mantermos o DCE no campo combativo, isso é combatendo as políticas de privatização da Universidade (vide terceirizações e a PL 1749 que desvincula os Hospitais Universitários), as políticas de sucateamento do REUNI (que visa uma política de expansão das Universidades públicas sem a contrapartida financeira o que resulta na precarização desta e da desconstrução do tripé ensino-pesquisa-extensão), e as política propiciadas pelo PNE que não avança nem no que tange a conteúdo, pois não apresenta perspectivas do desenvolvimento de uma política educacional voltada para o público que  rompe com a lógica privatista e do desvio de verbas públicas para o setor privado, no que se refere este se quer aponta um avanço no financiamento para educação pública apontando para os 7% do PIB, quando a muito os movimentos sociais reivindicam 10%, as políticas de arrocho do orçamento público em prol de pagamento de juros aos banqueiros, quando o Governo dos trabalhadores cortam 50 bi R$ do orçamento público (3,1 bi R$ da educação), e tantas outras políticas promovidas por este governo de desmonte da edução superior pública.
Visto isso afirmamos que nosso trabalho ainda  é nas bases, e que as entidades não devem  representar mais que mera expressão das demandas dos estudantes, sendo essas construídas por estes mesmos, a exemplo do que foi a greve estudantil onde protagonismo destes se fez presentes na construção das políticas do movimento, onde os meios de decisão foram a democracia direta e o instrumento de luta a ação direta. Assim pensamos que nosso apoio a chapa Tecendo o Amanhã, somente pode se dar nestes temos, no mínimo compromisso as lutas que virão e no respeito ao interesse dos estudantes.

Leia também:

http://tecendoufpr.org/

 

 

Entrevista com Prof. Estêvão Fernandes sobre a Greve da UNIR

Publicado: novembro 24, 2011 em Sem categoria
 Retirado de:

http://passapalavra.info/?p=48772

19 de Novembro de 2011
Categoria: Destaques

“Aliás, faço aqui um apelo a imprensa, organizações não governamentais, centros acadêmicos, institutos, faculdades, sociedade civil organizada, DCEs e instituições cientificas: por favor, nos ajudem.Por Passa Palavra

 

unir011Passa Palavra (PP): Quais as principais reivindicações que motivam esta greve?

Estêvão Fernandes (EF): Hoje o que se pede é a saída imediata do atual reitor, para que se possa investigar devidamente as denúncias de irregularidades em sua gestão.

PP: Como se deu o processo de construção desta mobilização?

EF: Na minha opinião, esta foi a beleza de toda a coisa. Alguns alunos isoladamente foram se mobilizando para buscar melhorias em nossa universidade. Há um laudo recente do corpo de bombeiros (disponível para leitura online) que retrata bem o estado de abandono de nosso campus em Porto Velho. O mesmo pode ser dito com relação a maioria dos campi do interior. Enfim, os alunos foram se mobilizando, buscando melhores condições de estudo, aumento no número de professores e demandas básicas como água para dar descargas nos banheiros, iluminação no campus à noite,… Os alunos puxaram esse movimento por melhoria aos poucos e, de repente, o movimento havia crescido exponencialmente. Os professores acabaram aderindo, já que também sentimos na pele o que eles sentem. Os professores, pela manhã, decidiram em assembleia paralisar suas atividades. À tarde, foi a vez dos estudantes. Seja como for, foi entregue uma pauta de melhorias ao reitor que, em resposta, disse que 95% das exigências do movimento já haviam sido atendidas. A partir daí, cessaram todas as possibilidades de diálogo, as denúncias de desvios e desmandos foram surgindo e culminaram em um dossiê de 1.500 páginas com provas de irregularidades na universidade. Nesse meio tempo, os alunos ocuparam a reitoria, não como forma de vandalismo ou mero protesto, mas sim para salvaguardar os documentos que lá se encontram, evitando assim que eventuais provas sejam destruídas ou removidas. Depois disso uma comissão de alunos e professores grevistas foi ao MEC e a Casa Civil e ouviu tanto lá quanto cá, de forma oficiosa, que nada haveria a ser feito, dado que nosso reitor é aliado e amigo pessoal do atual presidente do PMDB e sua esposa, senadora e deputada federal por Rondônia, respectivamente. O MEC instaurou uma comissão de sindicância, indo de encontro ao que os grevistas pediam: o afastamento do reitor enquanto as investigações prosseguissem, já que provas peremptórias haviam sido entregues, não apenas denúncias ou indícios. De lá pra cá os ânimos se acirraram, com perseguições e coação a alunos e professores. Vários de nós têm buscado dormir em casas de amigos, alunos estão com medo, recebemos um bilhete dizendo que em breve alguns de nós – eu, inclusive – logo desceríamos na enchente do rio: uma clara referência ao hábito de se desovar cadáveres no rio Madeira. Ainda nesta semana a aluna que foi ao MEC, junto com a comissão, e que tem sido seguida pela cidade, recebeu a “visita” de homens encapuzados em sua casa que lhe disseram “Você vai morrer”… Além disso, tivemos um professor preso, enquanto chupava um pirulito na reitoria da Universidade – as imagens estão disponíveis na internet; um deputado federal agredido nesta mesma ação, pela Polícia Federal e, mais recentemente, dois alunos foram presos com panfletos, pela PF. É importante que se diga, aliás, que o único motivo pelo qual os professores estão se revezando e dormindo ao relento, na porta da reitoria da Universidade, é para salvaguardar a segurança física dos alunos que lá dentro se encontram.

greve-unir3PP: Internamente à UNIR, quais setores aderem e ajudam a manter o movimento?

EF: Muita gente tem medo de perseguição mas pode se dizer, de um modo geral, que praticamente todos os alunos e professores aderiram. Pela forma como o movimento nasceu e em resposta às ações truculentas e às ameaças a coisa acabou se massificando.

PP: Qual a relação do movimento com a população local? Como ela recebe ou participa da mobilização?

EF: Completamente. Tem sido comum vermos pela cidade de Porto Velho carros com os vidros pintados com os dizeres “Eu apoio a greve da Unir”. Acabou se transformando em um movimento pela ética e pela qualidade do ensino, mais do que algo contra um reitor específico. É uma mudança que se pretende estrutural, não apenas conjuntural, e a população entendeu isso e apoia o movimento. Como não haveria de apoiar, vendo os alunos dormindo em um prédio cuja água e luz foram cortadas pelo reitor e vendo os professores dormindo ao relento para proteger seu alunos?! Depois de ver professores sendo levados a um presídio comum por policiais a paisana com pistola em punho.

reiunirPP: Conforme se lê nos comunicados da greve, as forças políticas contrárias ao movimento têm adotado métodos de repressão escandalosos. Em sua opinião, quais são os setores políticos mais interessados em coibir o movimento?

EF: Prefiro não falar muito sobre isso, ao menos não mais do que eu já disse antes, mas sugiro fortemente a leitura do blog dos grevistas: http://comandodegreveunir.blogspot.com

PP: Além do explícito objetivo de manutenção da ordem, do seu ponto de vista, haveria alguma motivação especial para o uso de tão elevado grau de violência por parte do Estado e de outros grupos informais?

EF: Sim, claro que sim! A greve é uma greve por princípios: morais, democráticos e pela liberdade de expressão. A repressão forte ao movimento nos diz não apenas como esses princípios são tratados na amazônia brasileira mas, sobretudo, o estado de abandono e rendição que é imposto às instituições de ensino na amazônia. Como assim, professores e alunos são presos, apanham, são ameaçados, porque querem um restaurante universitário, um hospital universitário (cuja verba já está disponivel, diga-se), um colegio de aplicação? Apanhamos, somos presos e ameaçados pela completa ausência do Estado ou, pior, de um estado que vendeu sua dignidade em nome de uma pretensa governabilidade… mas, a quê preço?!

PP: Frente a isso, que tipo de cuidado os militantes têm tomado?

unir_greve2EF: Além dos que já mencionei (dormir em casa de amigos ou conhecidos), as pessoas tem mudado um pouco a rotina, pegando caminhos diferentes dos que pega diariamente, trocando de carro no meio do persurso para casa, andando em grupo… Depois que recebemos o bilhete ameaçando nossas vidas, fomos à Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público. Além disso, uma forma fundamental de nos resguardarmos tem sido o uso da internet e das redes sociais. Uma vez que as pessoas fora de Rondônia saibam o que tem acontecido por aqui, nossa esperança é de que o poder público finalmente se faça presente por aqui e que possamos andar na rua sem ter medo. No interior, por exemplo, o carro de um professor foi atingido em movimento por um motociclista que quebrou o vidro de seu carro com um tijolo, no qual estava um bilhete com os dizeres “o próximo vai ser na sua cara, seu filho de uma vadia”…

logistas_apoiam_a_greve_estudantil_na_unir1PP: Quais entidades, grupos ou organizações, dentro ou fora de Rondônia, têm demonstrado apoio e preocupação com a situação de vocês? Este apoio tem sido o suficiente?

EF: Todo o apoio que temos recebido (a lista está no blog do comando de greve, mencionado acima) tem nos ajudado a persistir na luta. O que mais nos preocupa é a invisibilidade de nossa crise no cenário nacional, e as notas de apoio nos dão fôlego, mostram que, afinal, os moinhos de vento não são assim tão assustadores e que não estamos sozinhos. Entretanto, numa situação dessas, todo o apoio ainda é pouco, já que lutamos contra forças políticas, as quais imaginamos que não existam mais em um país que se pretende uma potência internacional, como no caso do Brasil. Aliás, faço aqui um apelo a imprensa, organizações não governamentais, centros acadêmicos, institutos, faculdades, sociedade civil organizada, DCEs e instituições cientificas: por favor, nos ajudem. Suas moções de apoio, seus emails, sua solidariedade tem sido realmente muito importante para nós e muitas vezes a garantia de segurança.

PP: O que podem fazer pessoas e organizações que, estando longe de Rondônia, estejam dispostas a ajudar e prestar solidariedade à greve?

EF: De tudo, desde simplesmente entrar no blog do comando de greve e se informar sobre o que tem ocorrido até enviar e-mails aos parlamentares, MEC, MPF, Casa Civil, Presidência… É preciso que as pessoas saibam, aqui, que há gente lutando pelos valores que defendemos, fora daqui, que, afinal, tudo isso não tem sido em vão… Se quiserem nos enviar moções de apoio, postar no twitter ou no facebook, pressionar os órgãos de imprensa, toda a ajuda, mesmo individual, é mais que bem-vinda.

Leia Aqui artigo do Profº Estêvão sobre as ameaças de morte na UNIR

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Ameaças de morte na greve da Universidade Federal de Rondônia

Publicado: novembro 19, 2011 em Sem categoria
retirado: http://passapalavra.info/?p=48727

17 de Novembro de 2011
Categoria: Brasil

Aos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região. Por Estêvão Rafael Fernandes [*]

greve_unirQuando achamos que a falta de bom senso e a impunidade chegaram a seu ápice, somos surpreendidos por mais descalabros.

Há pouco mais de 15 dias enviei a algumas pessoas um email (reproduzido aqui) rogando por apoio e buscando dar visibilidade a crise que se instaurou na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Supus, ingenuamente, que aos poucos o Governo brasileiro e as instituições responsáveis (Polícia Federal, Ministério Público, Ministério da Educação, etc.) fossem, de alguma forma, se sensibilizar pelo que tem ocorrido em terras rondonienses. Ledo engano.

Nestes 15 dias nada mudou para melhor. Ao contrário, o pânico se instalou e se intensificou. Prova disso está em dois fatos ocorridos hoje.

Nesta tarde uma aluna de psicologia, membro do comando de greve dos estudantes, foi surpreendida na porta de sua casa por homens encapuzados que lhe [disseram que] em breve ela morreria.

Além disso, um bilhete anônimo foi colocado sob a porta de diversos laboratórios e departamentos com os dizeres:

“NÃO ADIANTA CANTAR VITÓRIA ANTES DO TEMPO. MUITA ÁGUA AINDA PODE ROLAR… SEGUE ALGUNS NOMES QUE PODEM DESCER NA ENCHENTE DO RIO”

Segue-se uma relação de nomes de alunos e professores (entre os quais, eu).

unir_greveAos que não estão acostumados com os jargões amazônicos, a menção a “descer na enchente do rio”, ao qual o bilhete se refere, é uma referência clara ao hábito de se desovar cadáveres nos rios da região.

Peço, portanto, aos colegas, que nos ajudem a dar visibilidade a esses episódios brutais. Os ânimos aqui andam acirrados e alguns alunos e professores têm sido seguidos e/ou ameaçados (alguns, inclusive, têm dormido em casas de amigos ou parentes, com medo do que possa ocorrer). Aos que tiverem contatos em OnGs, entidades acadêmicas ou no Governo, ou mesmo os que queiram manifestar seu apoio publicamente por meio de moções, toda a ajuda é bem-vinda. Por favor, reproduzam esses emails a suas respectivas listas.

Não peço a nenhuma entidade que se manifeste contra ou a favor do movimento grevista, mas a favor da transparência nas investigações e no comprometimento do Governo brasileiro de que a segurança das pessoas que vêm sendo ameaçadas seja garantida.

Como sempre, agradeço pela ajuda.

[*] Prof. Estêvão Rafael Fernandes
Chefe do Departamento de C. Sociais
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Coordenador do Observatório de Direitos Humanos de Rondônia (CENHPRE/UNIR)
Porto Velho, RO, Brasil

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Mais informações, acompanhe: http://comandodegreveunir.blogspot.com/

NOTA PÚBLICA DOS PRESOS POLITICOS DA USP

Publicado: novembro 15, 2011 em Sem categoria
  • NOTA PÚBLICA DOS PRESOS POLITICOS DA USP

    São Paulo, 08 de novembro de 2011 – 14h15.

    Nós, estudantes da USP, que lutamos contra a polícia na universidade e pela retirada dos processos administrativos contra estudantes e trabalhadores, viemos por meio desta nota pública, denunciar a ação da tropa de choque e da polícia militar na madrugada do dia 8/11.
    Numa enorme demosntração de intransigência em meio ao período de negociação e na calada da noite, a reitoria foi responsável pela ação da tropa de choque da PM que militarizou a universidade numa repressao sem precedentes. Num operativo com 400 homens, cavalaria, helicópteros, carros especializados e fechamento do Portão 1 instalou-se um clima de terror, que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar em nosso pais.
    Resistimos e nos obrigaram a entrar em salas escuras, agrediram estudantes, filmaram e fotografaram nossos rostos (homens sem farda nem identificação). Levaram todas as mulheres (24) para uma sala fechada, obrigando-as a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Levaram uma das estudantes para a sala ao lado, que gritou durante trinta minutos, levando-nos ao desespero ao ouvir gritos como o das torturas que ainda seguem impunes em nosso país. Tudo isso demonstra o verdadeiro caráter e o papel do convênio entre a USP e a polícia militar.
    A ditadura vive na USP. Tropa de choque, polícia militar, perseguições a estudantes e trabalhadores, demissão de dirigentes sindicais, espionagem contra ativistas e estudantes, repressão através de consultas psiquiátricas aos moradores do CRUSP (moradia estudantil).
    Nós, que estamos desde as 5h sob cárcere e controle dos policias, chamamos todos a se manifestarem contra a prisão de 73 estudantes e trabalhadores por lutarem com métodos legitimos por seus direitos.
    Responsabilizamos o reitor Joao Grandino Rodas, e toda a sua burocracia acadêmica e o governador do estado de SP Geraldo Alckmin, junto ao seu secretário de seguranca pública, por toda a repressao dessa madrugada. Reafirmamos nossa luta contra a polícia, dentro e fora da universidade, que reprime a população pobre e trabalhadora todos os dias.

    Fora PM!
    Revogacao do convenio!
    Retirada dos processos!
    Liberdade aos presos politicos!

    .”Pode me prender, pode me bater, pode até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião! Porque da luta eu não saio não!”

Saudações a vitória da Chapa 2 para o SINDTEST

Publicado: novembro 14, 2011 em Sem categoria

É com muita Felicidade que nós do Coletivo Quebrando Muros Saudamos a vitória da Chapa 2 (Mudando os Rumos dos Ventos) para próxima gestão (2012/2013) do SINDTEST (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná) . Sabemos da importância de gestões de esquerda e combativas. Nesse sentido sempre estaremos ao lado daqueles que lutam para a desburocratização e o resgate de um perfil combativo dos sindicatos. Podemos ainda afirmar que nosso apoio se baseia na confiança de que esta chapa representa o setor mais combativo do movimento sindical, e se faz importante na medida que venceu os setores governistas (PT/CUT) e os setores mais burocratizados (chapa 1).

Temos a compreenssão de que os problemas dos sindicatos não são somente suas direções, e que sem uma mobilização das bases estes jamais poderão ser instrumentos de transformação. Nesse sentido por saber das intenções desta direção de favorecer e realmente oportunizar as participações da base nas decisões do sindicato expomos nosso apoio.

Ainda explicitamos que na atual conjuntura existe uma importância clara em ter gestões de esquerda nos sindicatos e outras entidades. Pois, configura-se um cenário que nos próximos períodos tenhamos duras lutas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), bem como nacionalmente. Contamos ainda que essa gestão possa fortalecer ainda mais os laços com as demais categorias da educação, podendo assim fazer uma luta conjunta.

Nesse sentido firmamos nosso apoio e dispomos nossas forças para serem somadas nas lutas que virão!

Força nas Lutas!

Saiba mais:

http://www.sinditest.org.br/portal/noticias/chapa-2-vence-as-eleicoes-do-sinditestpr/