Coletivo Quebrando Muros Recebe Calour@s!

Durante do dia 30 de janeiro a 3 de fevereiro estaremos recebendo calouros de pelo menos 17 cursos da UFPR, pois estaremos nas matriculas distribuindo materiais de nosso coletivo, bem como nossa militância estara auxiliando o comando de Mobilização na distribuição de seus materiais.

Leia a mensagem do Coletivo Quebrando Muros aos calour@s:

 

BOAS VINDAS AOS NOV@S ESTUDANTES DA UFPR!

A passagem para o ensino superior público é um grande momento! A universi-
dade dá muitas possibilidades de experiência e conhecimento que levaremos ao nosso
trabalho e a nossa vida, afinal é o que se espera de uma formação de qualidade. É real-
mente uma grande alegria, e um grande privilégio ao mesmo tempo, visto que apenas
3% (em idade universitária 18 a 24 anos) dos jovens brasileiros têm acesso ao ensino
superior público. Ao mesmo tempo 78% das matriculas são no ensino pago, onde não
tão somente o conhecimento e nossa formação se inclinam aos interesses de mercado,
mas a própria educação vira mais uma mercadoria.

Educação só mais uma mercadoria

Quando observado as políticas públicas notamos que indiferente dos governos
seja de direita ou esquerda a educação tem o mesmo trato no Estado capitalista. Hoje
são menos de 5% do PIB (Produto Interno Bruto), o PNE (Plano Nacional de Educação)
que vai reger as políticas públicas pelos próximos 10 anos não prevêem mais de 7%
para os próximos anos, sendo que os movimentos sociais exigem 10%. Vemos ainda
47,19% (dado orçamento 2012) dos recursos da União provenientes dos impostos pa-
gos pela massa de trabalhadores , irem para bancos e amortizações de “divididas” com
especuladores (agiotas) da dívida do Estado, e apenas 3,18% para educação.

O que percebemos é que na realidade capitalista, não somente os valores e in-
teresses mercadológicos atravessam nossa formação, bem como a própria educação
que passo a passo se torna mercadoria mesmo no setor estatal, vide o convênio das
carteirinhas (que serão cartões do banco também) UFPR com o Banco Santander. Junto
com isso vemos a permanente precarização das condições de ensino e trabalho nas
Universidades brasileiras. Apesar de os recursos aumentarem pouco, ou nada, pro-
gramas de expansão como o REUNI dobram o número de alunos sobrecarregando a
estrutura da universidade, bem como os trabalhadores desta.

Somente na Lutas construímos um projeto de educação transformador

Nota-se que a educação não esta separada do projeto de sociedade que temos,
voltado ao aperfeiçoamento das condições de acumulação de riqueza das classes
dominantes. Os fatos são que em governos de esquerda ou direita o Estado se
mantém ao lado dos interesses das classes dominantes.

Desta maneira construir um projeto de educação transformador, necessaria-
mente remete a um novo projeto de sociedade. Esta nova sociedade somente se faz
por meio da AÇÃO DIRETA organizada pelos de “baixo”, que criam as condições para
transformar a atual sociedade, em suas lutas. Isso ficou mais uma vez claro com a greve
e ocupação da reitoria e as conquistas que renderam a estudantes, professores e estu-
dantes em 2011.

“Quando os de baixo se movem os de cima caem!”

Visite nosso blog ou entre em contato por e-mail:

https://quebrandomuros.wordpress.com

autogestaoufpr@gmail.com

Coletivo Quebrando Muros

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