Todo apoio à Greve d@s Cozinheir@s do R.U. UFPR!

Há tempo sabemos dos resultados da política de  terceirizações que assolam todo serviço público brasileiro, sendo as terceirizações na UFPR mais um entre tantos. A terceirização se configura como privatização no aspecto que traz a lógica do lucro para dentro de nossa Universidade. Tal lógica desvirtua o serviço público, que é pago com as contribuições de tod@s @s brasileir@s (em sua maioria trabalhador@s) para que obtenham certos serviços prestados pelo Estado, quando são terceirizados, sai de foco o serviço e entra o lucro.

As terceirizações prejudicam @s trabalhador@s e usuári@s (em geral outr@s trabalhador@s, no caso da UFPR, futur@s trabalhador@s ou estudantes trabalhador@s), pois se para @s primeir@s os direitos trabalhistas são mais frouxos que no serviço público e sua estabilidade no serviço é inexistente – o que somente favorece as empresas na sua busca por mão de obra barata, para @s usuári@s, o que temos é que est@s recebem uma prestação de serviço cada vez mais precária (não por vontade d@s trabalhador@s, mas da empresa) vendo seus impostos, que deveriam garantir o serviço, tornar-se lucro para as empresas.

Nesse sentido faz todo sentido a defesa e a solidariedade d@s usuári@s com @s trabalhador@s, afinal ambos estão na parte de “baixo” da sociedade e tem seus interesses afinados, em oposição aos interesses privatistas. No mais, notamos que esta conjuntura em que as privatizações se tornaram a norma no serviço público (vide as recentes privatizações dos Hospitais Federais, Hospitais Estaduais, da Previdência), somente a força dos “de baixo” parece ter o poder de mudar este panorama.

Desta maneira, quando vemos greves como as de hoje no R.U da Reitoria e do Politécnico, em que pararam @s cozinheir@s, não podemos ter dúvidas de qual lado ficar: com toda certeza, estamos ao lado d@s trabalhador@s. Est@s que, em sua luta por reajustes salariais, enfrentam a precarizante condição de “terceirizado”. Estar junto e politizar este processo é papel de tod@ estudante comprometid@ com o bem público, bem como com uma posição classista, tanto porque est@s enfrentam as precarizantes políticas privatizantes como porque enfrentam a reinante burocracia sindical, ousando aplicar a ação direta como método de luta, fortalecendo nas bases o movimento dest@s trabalhador@s que se encontram em tão frágil condição. Neste sentido, esta modesta greve de parte d@s trabalhador@s tercerizad@s pode representar o inicio de nossa reação às políticas precarizantes e privatizantes que pouco a pouco atingem a UFPR, e que podem ser derrotadas somente com a unidade dos setores explorados.

Breve relato:

Hoje dia 19.03, desde a manhã, @s cozinheir@s do R.U. da Reitoria e do Politécnico pararam suas atividades com intuito de obter um reajuste salarial de 7,5%. Por enquanto as negociações não avançaram, pois a empresa ofereceu uma proposta de reajuste de 17,5% (isto é, somar ao reajuste de 7,5% do início do ano, mais 9,5%), porém retirando de seu salário o “plus” de 150 R$ em vale-refeição. percebendo que tal proposta é o mesmo que trocar seis por meia dúzia, @s trabalhador@s continuam em greve nesta terça feira (20.03.2012), afirmando que sua pauta é mais 7,5% no salário sem perda do “plus”. É importante relatar que o funcionamento do R.U. neste dia infringiu várias leis trabalhistas, pois @s auxiliares de cozinha foram obrigad@s a trabalhar na função de cozinheir@, o que se caracteriza por desvio de função, e também desrespeita a CLT no sentido de substituir os trabalhadores em greve (que é terminantemente proibido). No mais, a prática de assédio moral é denunciado por est@s trabalhador@s, que, em sua maioria, demonstram apoio aos cozinheir@s.

Cabe destacar que durante o dia de mobilização, @s trabalhador@s contaram com apoio de estudantes da UFPR e servidor@s, seja no apoio direto (panfletagem, assembleias, negociações), ou na assinatura do abaixo assinado de apoio @s grevistas, que conta com mais de 500 assinaturas.

Toda a solidariedade à greve d@s cozinheir@s!

Não às terceirizações!

Não às Privatizações!

Viva à organização d@s trabalhadores!

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2 comentários

  1. Ótimo texto. Os funcionários do RU da UnB também estão em greve. Entretanto, eu nunca havia olhado sob essa perspectiva. Me esclareceu um bocado de coisas.

    Vida longa ao coletivo de vocês!

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