Reitoria Declara Guerra aos Tercerizad@s!

Nesta sexta-feira, 6 de Abril, Valéria, a encarregada do R.U. foi afastada de seu posto de trabalho a pedidos de funcionários da UFPR. Seus colegas afirmam que a trabalhadora nunca faltou com suas atribuições e que, mais do que isto, é exemplar. Sendo descartada a possibilidade do não cumprimento de suas atribuições como motivação deste pedido de afastamento feito pela UFPR à empresa Orbenk, fica a dúvida: qual foi o motivo? Fica claro que isso aconteceu devido à Greve ocorrida nos R.U.s da UFPR nos dias 19, 20 e 21 de Março. Nota-se que a Universidade iniciou uma política de retaliação a estes funcionários, desrespeitando o direito garantido em constituição de greve e organização d@s trabalhadores/as. Fica explicito, também, outro tipo de desrespeito aos direitos d@s trabalhadores/as, o que já faz parte do cotidiano da UFPR – assédio moral, que pisa nos mínimos direitos trabalhistas, ao ferir o direito fundamental à dignidade destes/as trabalhadores/as, não garantindo nem mesmo um ambiente que ofereça mínimas condições de trabalho. O curioso é que quando se trata de salvaguardar os direitos d@s trabalhadores/as terceirizad@s, a Universidade simplesmente “lava as mãos” e joga a responsabilidade para a empresa, porém quando se trata de reprimir a organização e a luta por direitos destes/as trabalhadores/as, a Universidade não perde tempo em assumir esta responsabilidade. Estas condições de trabalho são intrínsecas ao processo de terceirizações, e este episódio só evidencia a que tipo de situação estão submetid@s estes/as trabalhadores/as, que tem, com a privatização do serviço, seus direitos privatizados também.
Junto deste processo de terceirização que destrói todos os direitos d@s trabalhadores/as, acompanhamos a burocratização dos sindicatos que torna ainda mais difícil a organização destes/as para reivindicar seus direitos. Neste caso, observamos que mais uma vez, o sindicato – alheio ao que acontece em sua base – tem foco em arrecadar contribuições para sustentar a burocracia que “mama” na classe, além de servir de base de apoio a candidatos, e nem sequer aparece para defender a trabalhadora, deixando-a à mercê da empresa e da UFPR. Neste sentido, nós, estudantes (trabalhadores/as em formação) e servidores/as devemos demonstrar toda solidariedade à Valéria, mais uma trabalhadora vítima das políticas de desrespeito aos direitos trabalhistas e da perseguição à sua organização nesta Universidade.
 Somos Tod@s Valéria!
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