Convocação Assembleia Geral d@s Estudantes da UFPR dia 15.05.2012 Convocação Coletivo Quebrando Muros

ESTUDANTE UFPR

Você está sendo convocado a comparecer a I Assembléia Geral dos Estudantes de 2012, que acontecerá no dia 15 de maio, às 11h30 no R.U do Politécnico.

Por que uma Assembléia Geral de Estudantes está sendo convocada? A priori porque ela é a nossa instância máxima de diálogo e deliberação – e a atual conjuntura política de nossa Universidade pública incita muito que dialogarmos! Ou seja, o espaço é nosso e é só a gente chegar junto!

Vamos às recordações: O decreto de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) – resultou – a partir de 2008 (governo PT) – no aumento no número de vagas, algumas ampliações da estrutura física, criação de novos cursos (com currículos enxutos) e poucas (ou nenhuma) contratações de funcionários e professores, tudo atreladoa sucessivos cortes no orçamento da educação: R$ 3 bilhões em 2011 e R$ 1,927 bilhõesem 2012. Lembrando que a própria verba prometida pelo Reuni foi reduzida à metade! Ou seja, a expansão universitária manteve o desenfreado ritmo e a contrapartida, no entanto, ficou na lábia dos lorotas. Agora em 2012 o governo do PT mantém a mesma postura – demonstrando o quão incentiva e defende a iniciativa privada em detrimento do serviço público: declara que por não terem sido cumpridas as metas do Reuni I será necessário o investimento do setor privado nas Universidades Federais (UF’s), decretando o Reuni II – bruta privatização do ensino – junto às privatizações dos Hospitais Universitários (EBSERH) e da Previdência Social (FUNPRESP). Marcam, portanto o 1° semestre de 2012 os ataques do Estado ao serviço público, como também a organização dos “de baixo” – pois é dada continuidade aos movimentos de Greve Geral de 2011 por toda a ampla categoria dos servidores federais.

Os nossos professores estão desde outubro/2011 articulados em um Grupo de Trabalho (GT) na intenção de refinar os parâmetros e concepção do governo quanto ao plano de carreira dos docentes federais.Há hoje, uma enorme discrepância na distribuição das “horas/aula x horas/demais atividades” entre os docentes: uma quantia significativa dedica apenas 4h semanais à sala de aula enquanto outros chegam a cumprir até 26h. O reflexo das dicotomias entre as atividades exercidas (correção de provas, publicação de trabalhos e orientação de graduandos e pós-graduandos) e as cargas horárias cumpridas e exigidas recai obviamente na qualidade do ensino superior público. E é bem sensível para nós estudantes, – trabalhadores em formação, essa sobrecarga – como também para os técnicos administrativos. A pauta então é uma equiparação – redistribuição – das cargas horárias: Máximo de 12h semanais – em sala de aula – para os professores – e máximo de 30h semanais para os demais servidores (ponto que podemos expandir aos terceirizados).

E NÓS ESTUDANTES? A política de assistência estudantil que executa a nossa Pró-Reitoria é das mais incoerentes, tanto quanto a sua denominação: as bolsas oferecidas pela Universidade aumentaram seu valor (devido à greve estudantil de 2011), porém continuam com um valor insuficiente – como fica quem precisa manter-se com elas? – estamos comemorando os 100 anos de UFPR junto aos 100 anos sem creche para os estudantes pais/mães; e as promessas de ampliação dos R.U.s (muitíssimo frequentados, haja vista as enormes filas) são substituídas por propostas de privatização ampla do serviço – que já é terceirizado – ou total descaso e descomprometimento (recordem a inauguração do RUtopia do Botânico no último 8 de maio). E se por ventura em nossos cursos possuímos alguma mínima qualidade física e estrutural, basta conversarmos com nossos colegas para descobrirmos bibliotecas com uma ausência absurda de exemplares (dá-lê gasto com Xerox), matérias obrigatórias – ou não – que estão impossibilitadas de serem cursadas por conta da ausência de professores ou por causa do número diminuto de estudantes matriculados – uma vez que em meio a tantos empecilhos para permanecer, muitos desistem da Universidade ao longo do curso – dentre outros tantos inumeráveis problemas. No ano passado a lição foi dada: Para combater o Sucateamento da Educação é preciso Ação Direta e Organização!

 

Coletivo Quebrando Muros

A nossa luta continua: Aumento das bolsas – em quantia e valor (salário mínimo já), ampliação e manutenção dos R.U. sete dias por semana, creche para os filhos dos nossos estudantes, aumento no número de exemplares nas bibliotecas e acesso a computadores, contração de mais professores em regime de dedicação exclusiva junto a reelaboração do plano de carreira, absorção dos terceirizados pelo serviço público (contra as privatizações), contra EBSERH, Reuni I e Reuni II.

Pauta dos terceirizados: Máximo 30h horas semanais e reajuste salarial!

Pauta dos professores: Máximo de 12h aula – reelaboração do plano de carreira e reajuste salarial!

Onde há muros, há o que esconder”.

Anúncios

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s