Mês: setembro 2012

A Outra Campanha Curitiba convida: Discutindo perspectivas além das eleições, 03 e 04 de Outubro de 2012

A Outra Campanha Brasil

 

O que é Outra Campanha?

A Outra Campanha é uma articulação aberta aos grupos, movimentos e companheiros interessados em construir uma outra forma de fazer política, com base no protagonismo e na luta popular. É na luta que se cria o poder popular, que fazemos valer nossos direitos e arrancamos das elites políticas e econômicas as conquistas. A Outra Campanha Brasil é inspirada em La Otra Campaña organizada pelos zapatistas e espalhada pelo mundo.

Discutindo perspectivas além das Eleições

Convidamos a todxs, “em tempo de eleições”, que se interessam em discutir a política, que não se restringe a nossos representantes. A todxs que não fazem a política de cargos, a política do Estado, ou seja, das classes dominantes. A todxs que escolhem lutar com xs “de baixo”, que fazem da luta seu cotidiano, e que sabem que seu local é junto a base dxs exploradxs.

03.10.2012- Discutindo perspectivas além das eleições

Onde: Reitoria UFPR, Anfiteatro 100, Dom Pedro I

19h

04.10.2012- Discutindo perspectivas além das eleições

Onde: Centro Politécnico, Auditório Leo Grossman.

19h

Organização: Coletivo Quebrando Muros
https://quebrandomuros.wordpress.com/

http://www.facebook.com/events/355026447916368/?context=create

http://www.facebook.com/events/285025591602373/?context=create

saiba mais: http://outracampanhabrasil.blogspot.com.br/

Anúncios

AMANHÃ:Assembleia de Estudantes da UFPR-12.09.12 e As Conquistas da Greve estudantil na UFPR

Onde: auditório do HC (Hospital de Clinicas), 7° andar

Quando: 12.09.12, quarta, as 18:30h

Saiba Mais:

A Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) assinou acordo com o governo no dia 24 de agosto, dando fim à greve dos técnicos-administrativos. Sendo assim, na segunda-feira (27), os técnicos-administrativos da UFPR retornaram suas atividades.
Já os professores se mantêm em luta para que a categoria saia desta greve com vitórias importantes para a carreira e, consequentemente, para a melhoria do ensino ofertado. O governo ainda mantém suas postura intransigente de não retomar as negociações com a categoria e assim, enfraquecer a maior greve das universidades federais do Brasil.

Os estudantes, por sua vez, já aceitaram a proposta da reitoria na última assembleia geral (XI). No entanto, se mantiveram em greve para dar continuidade à negociação das pautas comunitárias, à luta pelas pautas nacionais e, também, em solidariedade aos professores grevistas.Na manhã do dia 24 de agosto, ocorreu a Assembleia Comunitária da UFPR no RU central, em que as três categorias decidiram aceitar a proposta da reitoria para a negociação unificada, garantindo pautas importantes, como a não implementação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).O comando de greve entendeu que a falta de deliberações nas últimas semanas tornaria inviável a realização da XII Assembleia. Mas, agora, surgem novas demandas, novos cenários possíveis para a greve de 2012 e, portanto, estamos convocando a XII Assembleia Geral dos Estudantes para dia 12 de setembro, com local a definir.Para mais informações:
http://comandoufpr.wordpress.com/

PAUTAS
informe das categorias
Informe das comissoes
Negociação unificada
Informe Nacional
Informes Gerais

Agora que o RU voltou a funcionar, tivemos que mudar de local:
Auditório do HC – 7º andar do anexo B – Catazes indicarão o caminho

XII Assembleia Geral dos Estudantes
Leia Também:
As conquistas da greve estudantil UFPR

A greve promovida pelos alunos da UFPR em 2012 provou que a organização estudantil é o meio de luta no qual, ombro a ombro, podemos construir um projeto de educação para nossa universidade. Não foi apelando para a burocracia estatal (que, de fato, paralisa os processos de mudança) ou recor-rendo à entidade representativa dos estudantes, o DCE (que durante a greve foi suprimido pelo Co-mando de Greve dos estudantes), que os estudantes, organizados de forma horizontal e sem direções, obtiveram conquistas em sua greve.
Se, em principio, os gestores enviados pelo Reitor para negociar com os grevistas trataram-nos com descaso, a atitude dos burocratas virou do avesso durante o processo de luta. A ocupação do pré-dio da reitoria obrigou uma retomada séria das negociações na qual as pautas estudantis finalmente passaram a ser tratadas com a devida atenção por aqueles que detêm o poder administrativo da insti-tuição.
Vale ressaltar que a organização da ocupação reflete a organização do movimento: Democracia direta e autogestionada na qual todos os ocupantes tinham o direito de opinar, votar, mas também a incumbência de realizar. Assim foi na ocupação, assim foi nos comandos e assembleias nas quais as deliberações sempre foram tomadas com a participação de todos os alunos que se envolveram no pro-cesso. Dessa maneira foi possível que alunos de todos os setores da universidade participassem da ela-boração das pautas em disputa.
Para compor o Comando de Greve Nacional dos Estudantes a UFPR elegeu de maneira democráti-ca, em assembleia, seus delegados que foram à Brasília. Não para representar os estudantes, mas sim para transmitir o que os alunos haviam decidido em assembleia, sem possibilidade de fazer acordões ou negociar com termos não referendados pela base. Infelizmente esse tipo de trabalho ainda tem muito que progredir em outros lugares do país.
Os resultados dessa organização são bastante evidentes na forma de conquistas: aumento de 25% na bolsa moradia e do valor correspondente ao índice de inflação nas demais bolsas, revisão da separação por gênero nas moradias estudantis, autonomia curricular por parte dos departamentos, garantia real de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, aumento do acervo de bibli-oteca e possibilidade de pedido de livros por parte de alunos, reestruturação de laboratórios e equipa-mentos, aumento da oferta de vagas nos cursos de línguas e muitas outras pautas asseguradas. Não podemos esquecer que a luta unificada (servidores/as, estudantes e docentes) garantiu a ampliação da creche para atendimento de toda a comunidade acadêmica, e transitoriamente uma bolsa creche as mãe que dela demandarem, mostrando que a unidade é o melhor caminho na luta.
Cabe por fim convocar todos os alunos a participarem da manutenção de um Movimento Estu-dantil organizado e alerta para poder, olho no olho, construir uma UFPR melhor!

“A liberdade não se concedem, conquistam-se!” – Kropotkin.

baixe o texto em formato panfleto:

panfleto pronto

Debate: Educação e Política

O Cafil convida a comunidade acadêmica para participar de um debate sobre educação e política, com a proposta de pensar em novas alternativas para a educação institucional.

Convidados:
Kauê Méndez (Espaço Marx)
Alysson Aquino (Pesquisador de Educação Libertária – UFPR)

Local: D.Pedro II, sala 600 (sexto andar)
Quando:11 setembro (terça), às 18h30.

Publicado em https://www.facebook.com/events/225549617571846/

Imagem

A Outra Campanha PR- 07.09-divulgação em Curitiba e Foz do Iguaçu

A Outra Campanha Brasil

O CQM componente da “Outra campanha Brasil” (acesse o site: http://outracampanhabrasil.blogspot.com.br/) , estara organizando divulgações da “Outra Campanha” em duas cidades neste 07 de Setembro, em Foz do Iguaçu e Curitiba.

Em Foz do Iguaçu, no “Dia do Basta” que será  na Avenida Paraná, às 11h00 , para lá difundir nossa posição a respeito da corrupção, afirmando que este não é um problema que se resolve buscando políticos mais “limpos”, mas organizando o povo para mudar a organização do poder em nossa sociedade.

Nos juntaremos ao “Grito dos Excluídos” de Curitiba, que esta em sua 18 º edição na cidade, para denunciarmos as desigualdades de nosso país. Aproveitando a ocasião divulgaremos “A  Outra Campanha” aos “excluídos”, afinal jundo com os de “baixo” e a esquerda que sempre nos colocamos. O evento será na Vila 23 de agosto, a partir das 09h, saiba mais em http://www.facebook.com/#!/events/179585428842243/

O material que distribuiremos é o da AOC Brasil:

A Outra Campanha – 2012 – Nº 1

Convidamos todos os indivíduos, entidades, coletivos, grupos e movimentos populares para construir

A Outra Campanha. Essa iniciativa é inspirada na chamada “La Otra Campaña” impulsionada pelos zapatistas no México em junho de 2005. Abraçamos essa proposta porque estamos de acordo com a postura política de independência de classe e de protagonismo popular, além de acreditarmos estar fazendo adesão a uma proposta latino-americana que se coloca realmente abaixo e à esquerda, caminhando no sentido da construção do poder popular.

A Outra Campanha é uma articulação aberta a quem se interessa por construir outra forma de fazer política, com base no protagonismo e na luta popular, que não passe pelas eleições, pois estamos fartos de tantas promessas, mentiras e escândalos de corrupção envolvendo todos os setores da classe política. É somente em período de eleições que nos convocam para comparecer às urnas, como se algum dos candidatos e seus partidos eleitoreiros fossem resolver todas as demandas do povo. Estamos mais do que convencidos de que as nossas urgências não cabem nas urnas. É na luta que se cria o poder popular, que fazemos valer nossos direitos e arrancamos conquistas das elites políticas e econômicas. Por isso, uma Outra Campanha.

Mas, afinal, por que Outra Campanha?

Outra Campanha

para convocar a luta e a organização popular, não para pedir votos, é o trabalho que nos mobiliza para fazer política. Porque a política não é assunto só para especialistas ou representantes. Porque a política é a articulação do povo organizado e a criação de outra estrutura de exercício de poder. Porque os direitos se conquistam na base e na rua.

Outra Campanha

para lutar por um programa de emergência que atenda as necessidades do povo e enfrente os problemas sociais mais graves dos brasileiros e das brasileiras. Para recuperar a dignidade dos que sofrem na vida o preço das promessas não cumpridas, pois somente a ação direta dos de baixo contra os que oprimem é capaz de fazer justiça.

Outra Campanha

para construir um povo forte; para organizar os desorganizados; para unir os movimentos sociais que lutam para fazer política com as próprias mãos com independência do governo, dos partidos e dos patrões, pela decisão das assembleias e da luta popular em unidade.

Outra Campanha

para dar voz a quem não é permitido falar; para construir participação popular onde o poder gera exclusão; para criar força política pelos lugares de trabalho, estudo e moradia, pela cultura e pelos meios de comunicação livres e comunitários.

Outra Campanha

para construir o poder do povo, o poder popular; para acumular forças com democracia de base e tomar a política de volta, arrancando a legitimidade das garras dos corruptos, das oligarquias e dos grupos dominantes do poder.

Outra Campanha porque nossos sonhos e urgências não cabem nas urnas! Lutar, criar, poder popular!

baixe o panfleto: panfleto Outra Campanha-2012-1

Retirado de: http://outracampanhabrasil.blogspot.com.br/2012/08/panfleto-da-outra-campanha-n-1.html

Contato AOC-PR- quebrandomuros@riseup.net

Por que tendência libertária e autônoma?

Antes de apresentar o resultado de nossos debates sobre o que é o Rizoma, achamos importante destacar algumas ressalvas: não temos a intenção de apresentar definições imutáveis e não queremos nos apegar a conceitos rígidos. Apesar de entendermos que não são as definições que engessam os coletivos, defendemos que os conceitos e as definições devem sair de nossas práticas coletivas, e servir para o fortalecimento destas, possibilitando a construção de discursos que expressem reflexões e legitimações acerca da nossa ação. Isto é, entendemos que as definições aqui apresentadas são somente uma única foto de um longo filme. Queremos construir um coletivo dinâmico, em permanente construção, que mantêm uma autocrítica e se renova constantemente: o Rizoma não é, está sendo.

Exatamente por intencionarmos que o nosso grupo seja fluído e aberto a mudanças, escolhermos o conceito de tendência para nos definir. Tendência porque queremos que as ações e as reflexões de nosso grupo tendam a um horizonte político, no caso, ao horizonte da vertente libertária. Tendência porque o que nos une são alguns acordos metodológicos e programáticos – alguns consensos sobre os fins que queremos, e sobre os devidos meios. Tendência porque entendemos que através de nossa atuação na microrealidade universitária, podemos contribuir de maneira rizomática em lutas mais amplas. Tendência porque entendemos também que é necessário termos compromisso e respeito coletivo nesta caminhada afim de que ela se dê da melhor maneira possível – somos contra a disciplina como meio de domesticar os corpos, mas defendemos sim a importância do compromisso, do “procedê”, de se cumprir as tarefas com as quais nos comprometemos individualmente e coletivamente. Todavia, gostaríamos muito de frisar que visamos a leveza, de maneira alguma entendemos que o Rizoma deva funcionar como um partido tampouco como uma seita – não queremos um grupo uniforme nem uniformizado! O Rizoma que viemos nos esforçando para construir nestes seis iniciais meses não é um coletivo restrito a pessoas de uma determinada posição ideológica ou filosófica; o Rizoma que queremos é tão somente um grupo de estudantes que participam do movimento estudantil e compartilham alguns objetivos e alguns métodos de luta. Queremos sim influenciar o movimento fortalecendo algumas práticas e aspectos específicos deste, todavia, não queremos impor nossas posições e cooptar pessoas tanto quanto não queremos somente aceitar ou negar posições de outros. Não queremos ser nem a vanguarda, tampouco a retaguarda do movimento. Queremos propor, criticar e construir coletivamente; ombro a ombro.

Ao dizermos que o Rizoma não é restrito a uma determinada corrente político-ideológica não queremos de maneira alguma negar que temos sim proximidade com algumas correntes, como por exemplo, com diferentes linhas do anarquismo, com o situacionismo, com o autonomismo, com o zapatismo, com algumas linhas heterodoxas do marxismo (autonomistas, conselhistas, lefebvrianos…). Queremos sim deixar claro que o Rizoma é uma tendencia, não um partido; que é um determinado setor do movimento, não um grupo político. Sendo assim, achamos sim ser necessário termos alguns objetivos de longo prazo, alguns horizontes convergentes, entretanto, sem deixar que estes acordos engessem o grupo. É aí que entra a segunda parte da definição do Rizoma: por que libertária e autônoma?

Libertárixs porque somos contra todas as formas de opressão, sejam elas econômicas, políticas, ideológicas etc. Somos contra a dominação Estatal (antiestatistas), somos contra a exploração capitalista (anticapitalistas), somos contra as opressões étnicas, de gênero e de orientação sexual e somos contra as instituições e ideologias disciplinares, que nos tornam servos doceis. Somos libertárixs porque entendemos que somente através da ação direta, somente com xs próprixs oprimidxs realizando as suas lutas sem depender nem contar com representantes, é possível conquistarmos avanços rumo a uma sociedade sem dominação. Somos libertárixs porque entendemos que devemos começar a construir agora, através de nossas lutas, a sociedade em que queremos viver amanhã – e por isto, defendemos a autogestão e a democracia direta como formas organizativas. Somos libertárxs porque entendemos que a minha liberdade individual é estendida ao infinito quando se encontra com a do outro, isto é, porque entendemos que a liberdade individual tem que ser complementar a liberdade coletiva. Somos libertárixs porque reivindicamos a liberdade social, não a liberdade egoísta do senso comum liberal. E somos libertárixs também porque entendemos que somente com uma ampla aliança entre os movimentos sociais dos diferentes setores populares é possível a transformação que tanto desejamos.

E por sermos libertárixs, não queremos aparelhar lutas nem coptar militantes. E por semos libertárixs, nos identificamos com as diferentes lutas populares históricas e contemporâneas contra esta sociedade de dominação. E por sermos libertárixs, entendemos que deve haver sim coerência entre o discurso e a prática, e estamos aqui pra agir, não pra fazer discursos vazios – a ação e a nossa maneira de agir é parte intrínseca e inseparável do que somos. E por sermos libertárixs, não apresentaremos nunca uma proposta pronta, fechada e imutável; entendemos que o caminho se faz caminhando, que a construção é constante e permanente. E por sermos libertárixs, não lemos a realidade como um mero resultado das relações econômicas, mas sim como resultado de complexas relações de poder das diferentes esferas da realidade social. E por sermos libertárixs, quando olhamos ao nosso redor e vemos tanta repressão, inexoravelmente, levantaremos as mangas de nossa camisa, e iremos corajosamente a luta – até destruirmos tudo o que nos oprime! Até construirmos uma sociedade igualitária e livre!

E por sermos libertárixs, somos também autônomos. Autônomos porque defendemos que os próprios movimentos devem definir seus destinos – os caminhos devem ser decididos por todxs do movimento e no movimento, não em gabinetes de partidos, empresas, governos, ou de qualquer outro tipo de organização e de instituição . Autônomos porque queremos ressaltar a importância da questão territorial nas lutas contestativas.

Por isto tudo, resolvemos nos empenhar neste projeto coletivo, e estaremos sempre abertos a todxs que quiserem ajudar na construção desta alternativa para o movimento estudantil.

 Lutar por uma outra universidade para construir uma outra sociedade!
Rizoma, julho 2012

Não Passara: EBSRH fora da UFPR!

A dois dias atras noticiávamos o ato que ocorreria na sessão do COUN (Conselho Universitário) da UFPR, do dia 30 de agosto (quinta feira), (https://quebrandomuros.wordpress.com/2012/08/29/tods-ao-coun-30-de-agosto-dia-de-luta-contra-a-ebsrh/)

O ato encampado por membros de todas as categorias da UFPR, tinha como objetivo aprovar uma resolução que vetasse a aprovação da adesão do HC (Hospital de Clinicas, Hospital Universitário da UFPR) a EBSRH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), sancionada pela lei federal 12.550/2011.

A adesão a tal empresa significaria que o Hospital não estaria sendo mais administrado pela UFPR, mas sim pela empresa. Os “riscos” de tal “negócio”, são claros, hoje o HC é um hospital escola, desvinculado da UFPR e vinculado a uma empresa, este com toda a certeza adotaria a lógica mercantilizada de serviços da saúde, ou seja em vista as “metas” o “desempenho”, não a qualidade do serviço.

O servidores seriam em muito prejudicados, pois seriam “cedidos” a tal empresa, perdendo por exemplo seu direito a carreira, no mais sabemos que a lógica empresarial impõem condições de trabalho muito mais precárias do que as do serviço público, superexplorando seus servidores/as. Cabe lembrar que o Hospital também estaria totalmente aberto a uma nova onda de terceirizações, que com o longo dos anos daria por fim a carreira pública que garante estabilidade ao trabalhador.

Podemos afirmar sem dúvida alguma que a comunidade que se vale do serviço do HC seria em muito prejudica também, pois este é um dos únicos hospitais com atendimentos de alta complexidade que faz parte do SUS no Estado do Paraná. Implementada a EBSRH este estaria sujeito a terceirizações ainda maiores de seu serviço (o que precariza as condições de atendimento), este passaria a ser gerido pela lógica empresarial que é a do mercado, e ainda , estaria ainda mais vulnerável as privatizações, que acabariam por faze-lo a exemplo de outros Hospitais que já aderiram tal modelo de gestão (Hospital da UFRS) , um Hospital de “porta dupla”, ou seja um hospital onde a uma porta para os convênios e outra para o SUS, e nós sabemos onde é  que a fila é maior…

E COM A LUTA BARRAMOS A EBSRH 

É importante frisar que esta vitória somente foi possível por meio da greve unificada. A pauta do veto da EBSRH no HC-UFPR, era uma das pautas unificadas entre as três categorias estudantes, servidores/as e docentes.

Sabemos que somente pudemos impor a burocracia do COUN tal medida por meio de nossa luta, e é somente com esta que poderemos barrar a EBSRH no Brasil inteiro, pois temos a consciência de que temos de vencer tal pauta a nível nacional, afinal o MEC já desvinculou os HCs do ministério da educação, colocando todos os seus assuntos referentes a estes sob a tutela da EBSRH.

Esperamos que a luta que fizemos aqui na UFPR sirva de exemplo para @s Lutadores/as de todo o Brasil, e que estes em suas bases articulem a luta para que possamos vencer de vez a EBSRH e avançar rumo a uma saúde gratuita, pública e de qualidade!

Leia também:

retirado de: http://www.sinditest.org.br/portal/geral/pressao-da-comunidade-universitaria-faz-coun-rejeitar-ebserh/

Pressão da comunidade universitária faz COUN rejeitar Ebserh

Publicado em 30/08/2012 por Sinditest

Reunião do Conselho Universitário da UFPR em 30 de agosto de 2012

A pressão da comunidade acadêmica deu resultado. O Conselho Universitário da UFPR aprovou resolução em que rejeita entregar à Ebserh a administração do Hospital de Clínicas.

A reunião do COUN ocorreu na manhã desta quinta-feira, 30 de agosto, na Reitoria da universidade. A decisão foi unânime e por aclamação.

A rejeição da Ebserh era uma das reivindicações que os alunos e servidores: técnicos administrativos e docentes da UFPR apresentaram à Reitoria na greve deste ano. É uma luta de toda comunidade acadêmica.

Mas é certeza de todos que a resistência à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares não acabou. O governo federal criou a Ebserh para administrar os hospitais universitários de todo o país. Vai usar todos os mecanismos para impor o modelo privado de administração também ao HC da UFPR.

Se isto acontecer, o HC não será mais da UFPR. A universidade perde autonomia no gerenciamento deste hospital-escola, que passa a ser preparado para privatização.

Por tudo isto, vamos manter a luta em defesa do HC 100% público vinculado à Universidade Federal do Paraná, para realizar suas funções de ensino, pesquisa e extensão e atender ao SUS.

Clique aqui para ler a Resolução do COUN contrária a EBSERH