Arquivo de outubro, 2012

Nota de esclarecimento ao DCE

Publicado: outubro 19, 2012 em Sem categoria
Em apoio, o coletivo Quebrando Muros abriu espaço em seu blog para que,
como idealizadores de todas as intervenções realizadas no 2º andar do prédio 
do DCE (via edital), nós, Carol, Kzau e Julio, pudéssemos nos manifestar:
Tendo em vista as pichações que ocorreram na última festa realizada no 2º andar do DCE, e, principalmente, as notas lançadas pelo DCE e também pelo coletivo Quebrando Muros, nós, como idealizadores e pintores das intervenções de todo o espaço do 2º andar, resolvemos nos manifestar a respeito – afinal, percebemos que essas discussões, muito além de defender a “arte” e o espaço público, nada mais são do que meros ataques políticos. 
 
A priori, gostaríamos de deixar claro que entendemos que o espaço de integração do prédio do DCE é um espaço da universidade – portanto público – com uma circulação muito grande de pessoas com as mais diversas posições políticas. Justamente por respeitar a maioria das pessoas que frequentam o espaço de integração, em nenhum momento nos propusemos a pintar símbolos ou fazer referência à partido x ou coletivo y, muito pelo contrário: Essa arte é apóloga às lutas do movimento estudantil como um todo. 
Além disso, ressaltamos que esse trabalho só foi “nosso” durante todas as noites e dias em que nos dedicamos para tal – A partir do momento que foi deixado ali, é dos estudantes porque foi feito para os estudantes.
 
Enquanto pintávamos, conversamos inúmeras vezes sobre o fato de que tudo aquilo não duraria muito tempo, mas o suficiente para ser registrado e contar uma história. Por isso que, pensando nessa história, as colunas foram propositalmente deixadas em branco: para que todxs pudessem intervir também – o que realmente acabou acontecendo “de modo sadio” na festa de quinta. Porém, assim como fizemos referência às lutas do ME, sem dar nome aos bois ou favorecer alguém, realmente gostaríamos que isso fosse considerado e respeitado nas intervenções seguintes – entendendo , o que infelizmente não aconteceu e por isso ficamos “levemente decepcionados” em ver que o que foi feito em cima das pinturas não foi um grafite ou algo politizado – são pichações e tags sem nenhum proposito aparente a não ser demarcar território e vandalizar.
 
Enfim, aconteceu: e infelizmente aconteceu na festa do Coletivo Quebrando Muros.
 
Tendo vínculo direto com o coletivo, eu, Carol, devo dizer que confio o suficiente nesses companheirxs para afirmar que ao contrário de algumas intervenções feitas nas colunas, as pichações feitas sobre as pinturas não são de autoria dos mesmos. Primeiro por entender que o coletivo como um todo é adepto às intervenções que sejam politizadas, transmitindo conteúdo em qualquer espaço público –  o que não acontece nas intervenções feitas no espaço, cuja unica finalidade (pelo menos ao nosso ver) é demarcação. Segundo porque muitos deles acompanharam o nosso trabalho e acredito que entendam dedicação e o esforço que nós três tivemos com esse arte durante todos os dias e madrugadas da semana que foram reservadas para a intervenção.
 
Por isso, gostaríamos realmente de entender com que tipo de autoridade o DCE afirma que o coletivo Quebrando Muros é responsável por depredar o espaço, sendo que ninguém provou nada e que o coletivo era somente responsável pela festa e pelo espaço. Quanto a isso, sabe-se muito bem o quão difícil é controlar a festa e todas as atividades que ocorrem lá dentro, principalmente quando o espaço está cheio.
 
Portanto, deixamos claro que o coletivo não deve se responsabilizar pela “limpeza” de nada. Afinal, pegar um pano e passar não vai resolver o problema. Isso exige pegar tintar e fazer uma nova intervenção. Se o caso for, façamos então oficinas de pintura  e intervenções periodicamente com toda a comunidade estudantil – será lindo!
 
Ressaltamos, por fim, que somos a favor da arte e da liberdade de expressão, desde que dosada com respeito à arte alheia – Mas, por gentileza, os lados que nos poupem de se aproveitar da situação para baixos ataques políticos. 
Carol Zanelatto
Lucas Kzau
Julio Teodoro

Pró-Reitoria de Movimento Estudantil

Publicado: outubro 19, 2012 em Sem categoria

Mais uma vez a gestão do DCE “Nós vamos invadir sua praia” demonstrou seu caráter autoritário. Logo após o episódio das pichações no segundo andar – que ocorreram durante a festa do dia 11.10 (Festa Quebradeira) – do qual o Coletivo Quebrando Muros foi acusado, pela gestão, de ser responsável, membros do DCE lançaram informes via e-mail e facebook de que fechariam o prédio, não permitindo a realização de novas festas até que as pichações fossem “limpas”.
Não bastando ter se colocado como mediador das intervenções ocorridas no prédio, um local que é público e de todxs xs estudantes, a gestão coloca-se como síndica do prédio, retaliando outro coletivo (Gesto e Processo). O coletivo, que tinha festa marcada, teve seu evento cancelado por este ter como responsável uma integrante do Coletivo Quebrando Muros. Membros do DCE chegaram a afirmar que a “política” da gestão será de que os coletivos e CAs responsáveis pelas festas terão de limpar e restaurar as artes sempre que ocorram intervenções não aprovadas previamente pela gestão, e caso contrário fecharão o espaço para festas (espaço público dxs estudantes).
Vale lembrar que o mesmo grupo (C7), que hoje compõe o DCE e criminaliza as intervenções (políticas e não políticas), quando não estava na gestão, realizou no mesmo local pichações de cunho machista, sexista e homofóbico com a intenção de “ofender” a esquerda e a gestão da época.
Fica claro, portanto, que a intenção deste grupo não é manter a “salubridade” do local, como tem alegado, e sim atacar e desmoralizar um grupo político da esquerda combativa, através de falácias e picuinhas. Os próprios estudantes que fizeram as artes no DCE em nota apresentam “ressaltamos que esse trabalho só foi “nosso” durante todas as noites e dias em que nos dedicamos para tal – A partir do momento que foi deixado ali, é dos estudantes porque foi feito para os estudantes ”.
A real depredação da universidade pública ocorre quando se amplia o número de estudantes, sem qualidade, sem estrutura, e sem professores. Quando há falta de investimento público (4%PIB), ou quando são administradas por pessoas que apoiam sua privatização. Essas são medidas que a gestão DCE nunca se colocou contra. Muito pelo contrário, apoiou candidatos à Reitoria, apoia o REUNI e PNE, ou seja, são eles que contribuem com a depredação e sucateamento da educação superior. Quem não depreda é que está na luta, nas greves, na construção diária em cada curso, se movimentando em favor de uma universidade de qualidade, contra esses decretos e essa “velha” forma de fazer movimento.
O coletivo se posiciona contra qualquer retaliação às pichações realizadas no DCE, e aos coletivos que farão festas no DCE. E, além disso, fazemos um chamado a gestão “Nós vamos invadir sua praia”: Que os enfrentamentos políticos sejam realizados com argumentos políticos, e não com moralismos!

“Algunas personas representan la autoridad sin tener ninguna autoridad propia.”
(Banksy)

Nota em resposta à gestão do DCE “Nós vamos invadir sua praia”

Publicado: outubro 13, 2012 em Sem categoria

Na noite de quinta-feira, 11 de outubro, nós, do Coletivo Quebrando Muros, realizamos a segunda festa no DCE pós-reforma, a 1ª Festa Quebradeira.
As festas só foram liberadas após alguns/as estudantes, selecionados por um “edital” que o DCE lançou, terem feito algumas intervenções artísticas nas paredes do local, das quais uma integrante do Quebrando Muros participou, tendo sido “selecionada” no edital para pintar a parede do palco.
Nós, do Coletivo Quebrando Muros, sempre prezamos pela integridade dos espaços públicos, pois estes espaços nos pertencem também. Nenhum/a integrante do Coletivo, de forma alguma, depredou o DCE, ou outro espaço da Universidade. Atendemos ao pedido da gestão do DCE de cuidar do espaço, porém, ao longo da festa, o andar ficou cheio com a circulação de mais de 400 pessoas e, como somos poucxs, foi impossível monitorar todos os cantos do DCE.
Entendemos também que, por ser um espaço público, um espaço dxs estudantes, intervenções nos espaços que não tenham arte (paredes em branco) devem ser bem-vindas. Mas repudiamos alguém estragar as artes apólogas às lutas dxs estudantes, as artes feitas pelxs próprixs estudantes, nossxs colegas de lutas. Somos, portanto, a favor das artes de ruas, das pichações, desde que estas sejam politizadas e não estraguem a arte do outro, nunca picharíamos “fezes” ou qualquer coisa parecida em lugar algum, muito menos em um espaço público como o 2º andar do DCE, desrespeitando o trabalho e dedicação de um/a companheirx.
Somos um coletivo de Tendência Libertária, não temos líderes nem direção, e se algum membro do Quebrando Muros “avisou” que ia fazer uma intervenção na parede, não foi por ser nenhuma das coisas citadas acima e, como já dissemos, somos à favor das intervençõs nos lugares das paredes que estavam em branco. Nossos ataques políticos, sejam à gestão do DCE, sejam a qualquer outro grupo, se dão, e sempre se darão, nos meios políticos e de forma politizada. E se a gestão, ou outro grupo, deseja nos atacar, que o faça também com argumentos políticos, e não através de acusações carregadas de suposições infundadas, desonestas e absurdas, pois somos um grupo político.
O DCE não é propriedade da gestão “Nós vamos invadir sua praia”, o DCE é dxs estudantes, e se xs estudantes decidem ocupar seu espaço, nós estaremos juntos com eles/as, sempre.
Não apoiamos o estrago à arte dxs companheirxs, mas também não apoiamos a censura. O DCE é um espaço público, não é propriedade privada. Lamentamos a falta de respeito de terceiros para com o trabalho dxs companheirxs, que dedicaram horas de seus dias para pintar o DCE. Porém, somos realistas a ponto de entender que esse tipo de situação viria à acontecer, mais cedo ou mais tarde, visto que as paredes do DCE são, tradicionalmente, o local onde os estudantes que o frequentam podem se manifestar artística e políticamente. A gestão atual do DCE deveria ter previsto isto, não é necessária uma capacidade de abstração muito grande para tal, e se ela quisesse evitar este tipo de acontecimento, seria mais fácil se simplesmente não abrisse o 2º andar. E se não o abrirem nós, estudantes, o abriremos, pois este espaço nos pertence.

“Que a UNIVERSIDADE se pinte de negro, mulato e Camponês. Tanto no que se refere aos estudantes quanto aos professores. Que ela se pinte de Gente. Afinal, a UNIVERSIDADE não é de ninguém é PATRIMÔNIO DO POVO.” (Ernesto Guevara)

Moção de repúdio à violência policial aos etudantes da UFES

Publicado: outubro 10, 2012 em Sem categoria

Nós, estudantes e trabalhadores do Coletivo Quebrando Muros, vimos por

meio desta moção repudiar a ação violenta da Polícia Militar do Espirito
Santo contra os estudantes da UFES- campus de Goiabeiras, no dia 05 de
outubro. Entendemos que a Universidade deve ser um espaço democrático e de
debate crítico, e JAMAIS de repressão policial e que os estudantes podem
e devem utilizar os espaços da universidade, não só no âmbito acadêmico,
como também no político, cultural, social, prezando sempre pela autonomia
e livre expressão.

Percebemos que os casos de militarização dos campi de diversas
universidades públicas do país só vem aumentando, já tivemos casos
recentes na USP, UNIFESP Guarulhos, UERJ e agora a UFES entre tantos
outros. Esta postura é contrária aos direitos de liberdade de pensamento e
manifestação dentro da universidade, visto que fere a autonomia
universitária. Em todos os exemplos, vemos que a intervenção policial
sempre é violenta, e vem no intuito de conter manifestações e atos de
estudantes e trabalhadores em luta por melhorias na educação, condições de
trabalho e agora até em atividades culturais.

Nesse sentido, é inadmissivel a violência cometida contra os estudantes da
UFES.
Expressamos também nosso total apoio aos estudantes!

FORA PM DA UFES!

Coletivo Quebrando Muros

Contra a violência à mulher – carta de apoio à companheira Paula

Publicado: outubro 10, 2012 em Sem categoria

Contra a violência à mulher – carta de apoio à companheira Paula

Coletivo Quebrando Muros

Que el passado se hunda en la nada!

Que nos importa el ayer?

Queremos inscribir de nuevo

la palabra mujer”

Hino das Mujeres Libres – 1937

A coragem da companheira Paula é de extrema relevância no período em que vivemos. Revelando o quanto as mulheres têm de demonstrar sua força para poder combater o machismo.

É importante Lembrar que vivemos um momento marcado pela nebulosidade em relação aos problemas relacionados ao gênero feminino. Em que, para o “senso comum”, os direitos das mulheres já foram conquistados e estas já estão em quase pé de igualdade com os homens – quem sabe para as mulheres ricas isso seja verdade. Entretanto, nós, mulheres trabalhadoras, sabemos muito bem que ainda somos muito exploradas e oprimidas. No capitalismo somos nós que recebemos os menores salários, os empregos mais precarizados, mais instáveis, não temos acesso à creches e escolas públicas para xs filhxs, e ainda possuímos uma dupla jornada de trabalho (cuidando de crianças, idosos e toda a economia doméstica). Além disso, somos violentadas diariamente, com palavras – no simbólico – que não queremos ouvir e, quando isso se agrava, vivenciamos violências físicas e violações de nossas vontades, com assédios e estupros. E ainda, nem mesmo termos o direito sobre nossos corpos com a criminalização do aborto.

Nós, mulheres da classe oprimida, temos que diariamente aprender a dizer: NÃO! À todas essas formas de opressão, agindo de maneira individual ou de maneira coletiva – com maior força – nos espaços de militância nos movimentos estudantis, comunitários, agrários ou sindicais.

Ingenuamente, em nossos espaços de militância, acreditamos encontrar militantes, homens e mulheres, com posturas diferenciadas. Entretanto, percebemos que nossxs colegas também foram criados nesta sociedade e apresentam muitas limitações. Assim, nos movimentos sociais, todxs necessitam apreender dia a dia a ter relações mais libertárias, é um processo. Como em todos os processos há pessoas que estão dispostas a se modificar, se educando e aprendendo, e outras que não estão dispostas e acabam ficando pelo caminho. Estas pessoas que continuam com suas práticas opressivas e não querem modificá-las não são necessárias para o nosso movimento, não queremos que elas façam parte dele, devem ser expulsas e derrotadas. Pois, para construir a sociedade que queremos, a transformação do atual sistema, derrotando o patriarcado e a classe exploradora, precisamos – desde já – construir com as pessoas dispostas uma nova sociedade sem hierarquias, igualitária para todos os gêneros, baseada na liberdade, solidariedade, autogestão e no federalismo!

O Coletivo Quebrando Muros repudia toda e qualquer violência gratuita. Seja contra mulheres ou homens; homossexuais ou heterossexuais; trans* ou cis; negros, índios, asiáticos ou brancos. Demonstramos aqui nossa solidariedade para com a companheira Paula, e também à todxs as vítimas do machismo, do sexismo, do racismo e/ou da homofobia. Por uma sociedade livre e justa: Nenhuma agressão ficará sem resposta!

Força à companheira Paula!

Força a todas as mulheres trabalhadoras!

Publicização do caso de violência sofrida pela companheira

Carta Aberta

Venho através desta carta de repúdio denunciar o machismo. Em especial, no meio libertário, espaço qual lutamos para que seja sempre combativo e não agregador de posturas como essa.
Na noite de 11 de setembro de 2012, Gustavo Oliveira (xGustavinhox – Nieu Dieu Nieu Maitre e Holodomor, MPL e CMI), dito anarquista e feminista, responsável pela Ocupação J13, de Curitiba/PR e até então, meu chamado “companheiro”, me agrediu com socos, empurrões e tentativa de estrangulamento.
Em meio a desavenças e intrigas criadas pelo agressor durante muito tempo, alguns episódios menores já haviam se sucedido. Na noite da ocasião, tive intenção de esclarecer coisas entre eu e sua outra companheira, assim também com o nosso amigo e meu ex companheiro, que se fazia presente. Procurava me inserir num espaço dito libertário com transparência e dar fim aos desentendimentos causados por mentiras. Acreditei que a presença de todos os envolvidos, escutando ao mesmo tempo, retiraria a vantagem e o poder dele, visto que era a única pessoa que mantinha diálogo com os demais e ainda nos proibia, por uma série de chantagens, de nos comunicar.
Quando cheguei ao espaço onde os três estavam, foi-me negado o pedido de ter uma conversa, mas antes que a janela se fechasse, tive tempo de falar coisas julgadas importantes ao conhecimento dos outros e então sua companheira abriu a porta e decidiu ir embora sem discutir. Tentei acompanhá-la e expor os porquês de eu aparecer ali daquela maneira. Após alguns minutos, quando voltei à “Ocupa J13”, fui logo empurrada com violência ao vidro do ponto de ônibus, onde bati o cotovelo e caí no chão. Nosso amigo, Vinícius (Piuí), testemunhou e interviu após ter sido ameaçado, que recebeu também um empurrão. Mesmo assim continuei a ser ameaçada.
Seguiu-se uma longa discussão, onde mesmo sem a presença de sua companheira, expus os fatos que fui determinada a falar. Com os ânimos mais calmos depois de um bom tempo, fui embora de lá com o Vinícius. Alguns minutos após, ele me ligou dizendo que queria pegar os pertences dele e veio até a minha casa. Ainda em choque, permiti a entrada dele esperando ouví-lo uma vez mais, com a esperança de que ele mudasse seu discurso, por ter sido confrontado com fatos anteriormente. A partir desse momento, as intenções dele eram outras: Entrou no meu quarto e jogou o que estava em cima da mesa no chão alegando que eu havia escondido as coisas dele, abriu gavetas, jogou roupas no chão, ameaçou jogar uma caixa cheia de coisas pela janela do apartamento e enfim, bagunçou e quebrou o que pôde.
Peguei o celular para chamar a polícia implorando para que ele parasse, e ele o tomou de minhas mãos e jogou em cima do guarda roupas. Na tentativa de impedir que ele continuasse a destruir minhas coisas, comecei a gritar para que ele fosse embora e me deixasse em paz. Foi nesse momento que ele me deu socos e me jogou no chão. Tentei contê-lo, mas ele conseguiu me jogar na cama, e então subiu em cima de mim e apertou o meu pescoço com as duas mãos. Nessa hora, em meio ao desespero, reagi conseguindo arranhá-lo no pescoço. Tudo isso aconteceu rapidamente e logo, minha companheira de apartamento, Rafaele Schorr interveio. Eu pedi para que ela chamasse a polícia e ele parou imediatamente. Ainda assim, foi embora jurando vingança (?).
As fotos dos hematomas foram tiradas na manhã seguinte. Ele negou durante dias de todas as maneiras possíveis o que fez, então resolvi enviar as fotos para ele e falei sobre minhas intenções em denunciá-lo. Mesmo assim, chegou por terceiros o singelo recado de que eu mereci ter apanhado, por querer ter resolvido uma situação insustentável.
Tentei dialogar de várias formas e não obtive qualquer sinal de arrependimento. Em seguida, decidi investigar o passado dele; conversando com vários amigxs, ex amigxs e ex companheiras. Acabei descobrindo a reincidência dos fatos, tanto na violência, como exatamente no mesmo formato das intrigas e manipulações já praticadas durante muitos anos. Hoje enxergo que essa conduta se reflete no funcionamento da ocupação e muitas vezes nas práticas autoritárias dentro dos coletivos. Ele utiliza de um espaço dito libertário (que na verdade é privado, porque só entra quem tem afinidade pessoal) para atrair meninas mais novas em nome de um ideal anarquista, mas as manipula sempre à seu favor. Utiliza também da retórica do “amor livre”, quando na verdade cria relações baseadas em mentiras e intrigas onde as envolvidas não sabem uma das outras e, quando descobrem, o fato se dá da pior maneira possível, por terceiros. Ele cria inimizades, jogando sempre umas contra as outras e abusando do que o patriarcalismo prega: a sensação de que nós, mulheres, devemos disputar entre si. É esse o seu verdadeiro jogo de poder machista. As envolvidas são mantidas em completa ignorância sobre o que, de fato, ocorre e também sobre as outras companheiras, as quais ficam de mãos atadas por chantagens.
Enquanto feminista, enquanto anarquista e enquanto mulher, não posso me manter calada e legar à outra mulher o sofrimento e a dor que me foi causada. Ao ficar calada, daria consentimento à todos os homens que espancam mulheres. Portanto, em solidariedade à todas as mulheres que sofreram e sofrem pela confiança traída e violência de seus companheiros, fica aqui o meu posicionamento de repúdio.
Além desta denúncia, estou movendo uma ação por agressão contra ele. É imprescindível que qualquer agressor machista seja repreendido e execrado do meio em que atua com violência. Outras mulheres já foram vítimas de agressão e de manipulações por parte dele, e mesmo tendo sido de conhecimento público a agressão dele contra uma ex companheira há 8 anos, ele continuou transitando pelo espaço libertário sem qualquer censura. Impune para cometer a mesma agressão novamente.
Um homem que utilize de sua posição de superioridade física para subjugar uma mulher, de qualquer maneira que seja e por quaisquer que sejam os motivos, comete um ato injustificável e irremissível. Merece o ostracismo e a reeducação.
Peço o apoio para desmascarar esse machista em pele de libertário. Boicote, não se cale, não seja cúmplice!
Segue em anexo o B.O., uma foto do Gustavo para fins de reconhecimento e fotos dos ferimentos causados por ele.”

(Retirado de http://bastademachismo.blogspot.com.br/2012/10/venho-atraves-desta-carta-de-repudio.html)

 

É HOJE: TOD@S LÁ! ASSEMBLÉIA GERAL D@S ESTUDANTES

Publicado: outubro 2, 2012 em Sem categoria

Na XII Assembleia Geral dos Estudantes, realizada no dia 12 de setembro de 2012, foi decidido o fim da Greve Geral dos Estudantes da UFPR. Além disso, foi também deliberado a criação do Comando Pós-Greve. O Comando Pós-Greve opera nos mesmos moldes do Comando de Greve e tem como intuito dar continuidade a mobilização dos estudantes, mesmo com o fim da greve, e assim garantir nossas conquistas. Por isso, o Comando de Pós-Greve convoca os/as estudantes para a XIII Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR! PONTOS DE PAUTA: 1) INFORMES DAS CATEGORIAS: Como se deu a luta dos servidores públicos federais? Para além da greve dos professores, técnicos administrativos e estudantes, diversas outras categorias iniciaram seus processos de luta por melhores condições de trabalho. Algumas já encerraram suas greves, outras estão em seu inicio. Enquanto futuros trabalhadores, é importante acompanharmos esses processos de luta e entendermos a conjuntura de mobilizações pelo país. 2) AVALIAÇÃO DA GREVE DOS ESTUDANTES: Vamos analisar como se deu a greve dos estudantes na UFPR. Todos os processos que envolveram a mobilização e luta por melhores condições de ensino em nossa universidade. 3) COMISSÕES PARA GARANTIA DAS CONQUISTAS: Algumas das pautas conquistadas pela negociação com a reitoria tem como encaminhamento a criação de comissões paritárias. As comissões são responsáveis por avaliar as especificidades das pautas, seus prazos e meios de serem efetivadas. Por isso, precisamos continuar mobilizados e mostrar para a reitoria que #ESTAMOS DE OLHO! 4) INFORMES GERAIS

DATA: 02/10/2012 (Terça-Feira) ,HOJE!

HORÁRIO: 18h30

LOCAL: PÁTIO DA REITORIA*

*em caso de chuva, a assembleia será no Auditório do 7o andar do Anexo B, no Hospital das Clínicas

 

LEIA TAMBÉM:

Neste ano tivemos um marco importante no processo de lutas que construímos: superamos a representatividade! Com todo o processo de greve, vimos que a mobilização ativa dos estudantes em defesa de suas reivindicações é, de fato, a única forma de garantir melhorias efetivas na qualidade de ensino, em detrimento da representatividade, na qual se delega a outros a esperança de resolução das nossas próprias questões, necessidades e angústias.

Após a conquista das reivindicações, pensando num horizonte de permanente mobilização dos estudantes e garantia da efetivação das pautas conquistadas, deliberou-se na última assembleia pela criação de um comando de pós-greve, visto que, na mesma assembleia, votou-se pelo fim da greve estudantil. O comando do pós-greve, criado e legitimado na última assembleia geral, tem como um dos principais objetivos a construção da XIII assembleia geral dos estudantes, na qual serão eleitos representantes discentes  que comporão  uma comissão paritária, junto com professores e técnicos, garantindo assim a efetivação das conquistas da greve.

Diante disso, a assembleia é uma demanda estudantil urgente, proposta e aprovada por todos os estudantes presentes na última assembleia geral. Sendo assim, sua legitimidade e  necessidade são inquestionáveis, pois é preciso organizar os estudantes, neste momento, para que tudo que a greve conquistou não tenha sido em vão. Se posicionar contra a assembleia e promover a desmobilização, como a atual gestão do DCE tem feito ao longo do ano, é a prova de que esta entidade atualmente não representa e não respeita a necessidade real dos estudantes deliberada coletivamente em assembleia. Não deixemos que falem em nosso nome!

Nesta terça, vamos reafirmar qual forma de mobilização se mostrou mais efetiva: a organização ativa dos estudantes, ao contrário da burocrática representatividade!

O comando de pós greve dos estudantes da UFPR, convida todos os estudantes a  participarem da assembleia que se realizará dia 02 de outubro (terça-feira), as 18:30horas, no pátio da reitoria!

Precisamos eleger os representantes discentes, que comporão a comissão paritária, para garantir a efetivação das seguinte conquistas:

  1. Revisar critérios de concessão dos benefícios da bolsa PROBEM;
  2. Revisar do estatuto de moradias estudantis, garantindo a diversidade de gênero e o caráter misto das moradias;
  3. Garantir da bolsa estágio pra estagiários com carga horaria obrigatória acima de 30 horas semanais
  4. Garantir  vale alimentação e vale transporte para estágios obrigatórios
  5. Estudo sobre a criação de um Colégio de aplicação para estudantes de licenciatura;
  6. Construção de creches para filhos de estudantes e servidores.
  7. Construção do Centro de eventos para estudantes.

Retirado de: http://comandoufpr.wordpress.com/2012/10/01/xiii-assembleia-geral-dos-estudantes-da-ufpr/