Pró-Reitoria de Movimento Estudantil

Mais uma vez a gestão do DCE “Nós vamos invadir sua praia” demonstrou seu caráter autoritário. Logo após o episódio das pichações no segundo andar – que ocorreram durante a festa do dia 11.10 (Festa Quebradeira) – do qual o Coletivo Quebrando Muros foi acusado, pela gestão, de ser responsável, membros do DCE lançaram informes via e-mail e facebook de que fechariam o prédio, não permitindo a realização de novas festas até que as pichações fossem “limpas”.
Não bastando ter se colocado como mediador das intervenções ocorridas no prédio, um local que é público e de todxs xs estudantes, a gestão coloca-se como síndica do prédio, retaliando outro coletivo (Gesto e Processo). O coletivo, que tinha festa marcada, teve seu evento cancelado por este ter como responsável uma integrante do Coletivo Quebrando Muros. Membros do DCE chegaram a afirmar que a “política” da gestão será de que os coletivos e CAs responsáveis pelas festas terão de limpar e restaurar as artes sempre que ocorram intervenções não aprovadas previamente pela gestão, e caso contrário fecharão o espaço para festas (espaço público dxs estudantes).
Vale lembrar que o mesmo grupo (C7), que hoje compõe o DCE e criminaliza as intervenções (políticas e não políticas), quando não estava na gestão, realizou no mesmo local pichações de cunho machista, sexista e homofóbico com a intenção de “ofender” a esquerda e a gestão da época.
Fica claro, portanto, que a intenção deste grupo não é manter a “salubridade” do local, como tem alegado, e sim atacar e desmoralizar um grupo político da esquerda combativa, através de falácias e picuinhas. Os próprios estudantes que fizeram as artes no DCE em nota apresentam “ressaltamos que esse trabalho só foi “nosso” durante todas as noites e dias em que nos dedicamos para tal – A partir do momento que foi deixado ali, é dos estudantes porque foi feito para os estudantes ”.
A real depredação da universidade pública ocorre quando se amplia o número de estudantes, sem qualidade, sem estrutura, e sem professores. Quando há falta de investimento público (4%PIB), ou quando são administradas por pessoas que apoiam sua privatização. Essas são medidas que a gestão DCE nunca se colocou contra. Muito pelo contrário, apoiou candidatos à Reitoria, apoia o REUNI e PNE, ou seja, são eles que contribuem com a depredação e sucateamento da educação superior. Quem não depreda é que está na luta, nas greves, na construção diária em cada curso, se movimentando em favor de uma universidade de qualidade, contra esses decretos e essa “velha” forma de fazer movimento.
O coletivo se posiciona contra qualquer retaliação às pichações realizadas no DCE, e aos coletivos que farão festas no DCE. E, além disso, fazemos um chamado a gestão “Nós vamos invadir sua praia”: Que os enfrentamentos políticos sejam realizados com argumentos políticos, e não com moralismos!

“Algunas personas representan la autoridad sin tener ninguna autoridad propia.”
(Banksy)

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