Mês: julho 2013

[OP-RJ]Povo na luta é povo que transforma!!

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A atual conjuntura consiste em um quadro perverso do Capitalismo, pois este coloca no centro de tudo os interesses privados – sobretudo o lucro empresarial. Isto acaba gerando uma estrutura socioeconômica desigual, dificultando para muitos o acesso à alimentação, moradia, saneamento básico, trabalho, saúde etc. Neste cenário, convivem diversas lutas em que indivíduos e grupos reivindicam tais direitos básicos que lhes são negados pela sociedade. Uma destas lutas é a que constrói o Fórum de Lutas contra o Aumento: por um transporte público, gratuito e de qualidade.

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Por esta origem comum, a questão dos transportes e outras demandas dos movimentos sociais se relacionam entre si. Defendemos, a partir disto, que haja uma aproximação entre o Fórum Contra o Aumento das Passagens e outros movimentos sociais/populares. Esta união entre os movimentos sociais é central para construção do PODER POPULAR.

Só a partir da organização e luta popular que conseguiremos alcançar mudanças de fato – como vimos recentemente na redução dos 20 centavos. Até em cidades governadas por partidos de esquerda, a passagem só baixou mesmo após o povo ir pra rua massivamente e pressionar os políticos (como Macapá, governada pelo PSOL). É preciso fazer uma política desde baixo por todas e todos que sentem diariamente as dores de se viver numa realidade de injustiça, dominação, miséria e discriminação. Mas, diante de tantas demandas como são as dos movimentos sociais, que reivindicações trazer para o Fórum de Lutas Contra o Aumento das Passagens?

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Com relação à questão da moradia, a especulação imobiliária é um dos grandes vilões dos/as trabalhadores/as no Rio de Janeiro. O governo, financiado pela máfia da construção civil e outros grupos dominantes, violam a função social do solo urbano a partir dos despejos e remoções de famílias sem-teto e aumento dos aluguéis. Isso faz com que as empreiteiras tenham livre acesso ao uso do solo urbano para alimentarem seus lucros exorbitantes, gerando um déficit habitacional brasileiro de cerca de 40 milhões de sem-teto pelo país.

Na área da saúde, ao longo dos 20 anos de criação do SUS (Sistema Único de Saúde), sucessivos cortes de investimento do setor têm sido feitos. Isto se reflete na péssima qualidade da saúde pública – filas intermináveis de hospitais, casos de pessoas mortas esperando por exames, falta de medicamentos básicos –, que já é bem conhecida de todos nós.

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O povo, quando se organiza e luta pelos seus direitos, acaba esbarrando na repressão que tem sido cada vez mais forte contra os protestos e os movimentos sociais. A questão social tem sido tratada, comumente, como caso de polícia. Isto se agrava quando levamos em conta a organização das Olimpíadas e da Copa do Mundo. Junto a estes dois eventos, vemos um aumento significativo da repressão policial, da privatização de espaços públicos (Maracanã) e de uma “limpeza” da cidade (ocupações e populações de rua), a partir de uma reforma urbana que só privilegia as classes dominantes.

Nas manifestações contra o aumento das passagens, repressão e truculência policial foram visíveis, na medida em que o único diálogo do governo com o povo foi o das bombas de gás lacrimogêneo.

Também é importante a diferença da atuação da polícia no asfalto e na favela. Nesta última, não são usadas apenas armas não-letais, sendo o extermínio da população da comunidade muito comum nas operações policiais. Vemos isso desde sempre e, mais recentemente, nas ocupações militares para implantação das UPPs e na operação da Maré que deixou 13 mortos. Já são mais de 10 mil mortos em uma década! É esta a lógica de atuação da polícia militar do Rio, a polícia que mais mata no mundo. A polícia que reprime no asfalto é a mesma que mata na favela!!

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Para alteração deste quadro social, as bandeiras de luta estão colocadas e sugerimos a aproximação do fórum com estas lutas:

Pela moradia gratuita e de qualidade para todas as trabalhadoras e trabalhadores;
Contra os despejos e remoções das ocupações sem-teto, comunidades indígenas, quilombolas e favelas;
Pelo direito de posse no campo e na cidade e fim dos títulos de propriedade;
Por um sistema de saúde para o povo, com qualidade e gratuidade garantidas e um sistema de transporte público com tarifa zero sem aliviar/subsidiar os empresários;
Pela democracia direta nos espaços políticos de decisão;
Contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais;

Libertação imediata dos presos políticos das manifestações;
Pelo Fim da Polícia Militar;
Pelo fim do uso de venenos (agrotóxicos) e transgênicos no campo;
Fim das privatizações e leilões do petróleo.

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Na nossa luta, a despeito dos avanços que conseguimos, a resposta que o governo tem dado para o povo, na maior parte das vezes, é a violência. O Estado vândalo e violento tem tentado apagar nossas reivindicações, mas nós não nos calaremos! Não é através dele que virá a mudança, mas só a partir do povo nas ruas que poderemos trazer transformações efetivas, pois o governo – que elege seus políticos mentirosos e corruptos a partir de uma aliança com a classe empresarial – só poderá agravar a condição de miséria do povo, beneficiando a iniciativa privada que monopoliza e precariza os diferentes setores.

Precisamos construir o Poder Popular dando voz a quem não é deixado falar!! Para isto, organização e luta! As manifestações que têm ocorrido são de extrema importância para que consigamos as transformações que almejamos, mas também de suma importância é o trabalho de base! Este consiste na agitação e propaganda da nossa luta, assim como a participação nas assembleias de organização dos atos e discussão da linha política do movimento! Precisamos fazer frente à grande mídia, que procura orientar as ações dos manifestantes, inventando nossas bandeiras de luta e justificando a truculência policial. Com a nossa união e organização podemos ter voz e força na sociedade para colocar nossas reais demandas, e não as inventadas pela mídia de massas.

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Mas quais as vias de luta para efetivas mudanças? Como construir um Povo Forte que dê voz a todas/os as/os oprimidas/os que queiram se juntar à luta?

Devemos trazer estas questões para o nosso Fórum de Luta Contra o Aumento das Passagens. A finalidade de construir um povo forte não pode estar deslocada dos nossos meios para obtê-la. A organização pela base – que ouça todas as vozes dos que estão na luta – deve ser prioridade nos nossos métodos organizativos. Só a união de todas as cabeças que fazem parte do movimento social numa luta comum que trará nosso almejado Poder Popular. Neste sentido, a política do Fórum deve ser feita de forma horizontal, dando voz e voto para todos os que queiram participar. Mas como obter isto?

Para uma política horizontalizada, é de fundamental importância a organização por núcleos de base, seguindo o princípio da democracia direta. Ao invés de uma plenária com milhares de pessoas, que nada tem de funcional, seria mais coerente voltarmos para nossos locais de origem, onde poderemos puxar reuniões e assembleias locais para discutir a política e os rumos do movimento. Dessa assembleia local, elege-se um delegado revogável (pode ser tirado a qualquer momento) para levar as decisões do coletivo local à assembléia maior do Fórum (a plenária que temos feito atualmente), englobando todos os núcleos. O delegado é controlado pela base, não é um burocrata nem um representante que tira as políticas da sua cabeça. Após, volta-se com as discussões da assembléia maior para as locais, onde novamente são discutidos os rumos do movimento nas instâncias regionais e novamente eleito um delegado (não necessariamente o mesmo anterior) para levar as decisões do coletivo local à assembleia maior.

OP_na_luta_parawebTal método visa centrar o diálogo nas particularidades de cada grupo. Ouvir todas as partes que estão envolvidas na luta e, assim, construir o Poder Popular pela base. Portanto, organize-se com os integrantes de seu bairro, centro acadêmico, sindicato, associação de moradores, etc. A partir disto, leve, através de um delegado, as decisões do coletivo local para a Assembleia Maior, onde serão discutidas as questões a partir das decisões locais.

Só com as decisões horizontalizadas que poderemos construir o Poder Popular e alcançar as mudanças que queremos! Vamos deixar claro aos poderosos que continuamos lutando!

TODAS/OS À LUTA! PELA CONSTRUÇÃO DO PODER POPULAR!!

ORGANIZAÇÃO POPULAR (Tendência combativa e autônoma) organizacaopopular@gmail.com

Uma breve avaliação sobre a luta pelo transporte em Curitiba: Vencer o sectarismo é necessário para avançar nas ruas

Nunca antes na história deste país…

              Há alguns anos que não se via as massas saírem às ruas do país contestar as políticas sociais e econômicas. Há pelo menos 10 anos (desde o começo do governo PT), não se tinha registro de lutas massivas por interesses coletivos.

Podemos afirmar que tal revolta tem sua raiz nas demandas reprimidas por esse tempo, de um governo que prometia romper com a política do “tucanato” comprometida com os interesses das classes dominantes (burguesia), e trazer à população reformas que abrangessem os serviços públicos. As reformas em torno dos direitos sociais não só não vieram, como este governo não foi capaz de romper os laços com as classes dominantes (ruralistas, empreiteiros, capital imobiliário, megaempresários) e mesmo com partidos afinados a uma política conservadora como o PMDB. Pelo contrário, o que o governo PT fez foi cooptar os movimentos sociais existentes (UNE, CUT e MST), tirando deles suas forças de mobilização e de enfrentamento ao capital, fazendo com que reformas conservadoras fossem implementadas com maior sucesso que no período anterior, a exemplo das reformas universitária, previdenciária e trabalhista, intensificando as privatizações (aeroportos, portos, hospitais, etc.), garantindo lucros recordes aos banqueiros, sem falar em toda uma agenda de reformas que atacam as classes exploradas em curso. Em resumo, tal governo, como é de se esperar serviu aos fins do Estado, gerindo as contradições, cumpriu seu papel direitinho trazendo a conciliação de classes com “migalhas” para os de baixo, firmando um pacto com os de cima como “nunca antes na história deste país” tinha se visto. A burguesia nunca havia avançado tanto em seus ganhos e passado por cima dos direitos sociais até a chegada do PT no governo.

Deste modo, o mês de junho representa os resultados desta política tocada pelos partidos no poder, em que o estopim para a revolta foi o aumento da tarifa, o qual colocou em curso uma rebelião popular que tem como fundo questões estruturais que vão muito além de 20 centavos.

Não podemos temer as ruas

                Em Curitiba as movimentações começam no dia 13 de junho em um movimento que foi chamado em solidariedade aos movimentos que se iniciaram com mais vigor em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Porto Alegre, para logo se espalhar por todo Brasil e se tornar uma onda de protestos populares. No dia 17 temos o ápice deste movimento em Curitiba com cerca de 20000 pessoas nas ruas, manifestação de tamanha proporção não era vista desde 1992, no fora Collor. A partir daí se sucederam manifestações ao menos semanais na cidade que contavam com número menor de manifestantes, mas que ainda se somavam quantidades relevantes. Tal movimento foi responsável por baixar a tarifa de R$2,85 para R$2,70, 15 centavos, fato relevante na história dos movimentos pelo transporte público ocorridos na capital paranaense, sendo ilustrativo da força das ruas.

A mídia como em todo país, não atuou de forma diferente em Curitiba, alinhando-se com a agenda conservadora das direitas tradicionais, buscou dar um tom ufanista a este movimento, injetando suas pautas conservadoras que tem como objetivo as disputas eleitorais de 2014. Tal influência nefasta da mídia corporativa, somada a ação de grupos conservadores que se infiltravam nos atos, aproveitando-se de um sentimento antipetista, fizeram por incitar parte dos manifestantes contra a esquerda e suas bandeiras em geral. Tal clima gerado por tentativa de disputar e hegemonizar o movimento por parte da direita acarretou em certa insegurança na militância de esquerda, que se unificou para atuar nos atos.

Todavia, um equívoco interpretativo fez com boa parte da esquerda assumisse a postura reativa frente ao movimento, taxando uma grande massa manifestante como reacionária, se esquecendo de sua responsabilidade histórica de organizar o povo oprimido, pois se por um lado o PT cooptou os aparelhos de luta das classes exploradas e as desarmou, por outro, à esquerda para além do PT pouco fez para organizar esta massa que segue sem referenciais organizacionais, culminando em um movimento que vai para as ruas sem organicidade e em revolta espontânea contra este modelo político.

Não podemos nos esquivar de nossas responsabilidades, é também nossa culpa a desorganização deste movimento, e mesmo seus “vacilos” ideológicos, devido à falta de referencial desta massa nas organizações de esquerda. Lembramos de que este é o nosso dever militante, organizar e formar a opinião dos manifestantes, se não, de que valem nossas organizações?

Um veneno para as lutas: o sectarismo entre a esquerda

                Como vimos em outras cidades (ex: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Goiânia, etc.) esta luta poderia (ou ainda pode) ter avançançado muito mais, tanto nas conquistas (ex: passe livre em Goiânia e região metropolitana de POA), como na aplicação da ação direta avançada (ocupação de câmaras em Belo Horizonte e Porto Alegre).

Desde a composição da Frente de Luta pelo Transporte, no dia 15 de junho, o objetivo desta era unificar os lutadores, em especial aqueles das organizações de esquerda, pois já bastava o divisionismo que tentavam se instalar neste movimento por parte dos governistas, como da mídia corporativa (direita).

Avaliamos que o receio frente a um movimento espontâneo que ganhava contornos duvidosos ao rumo que se seguiria e a impossibilidade de hegemonização destes atos por parte de um grupo ou outro fizeram com que a esquerda tomasse posturas vacilantes. Se por um lado vacilamos frente às disputas que deveríamos ter travado anteriormente para definirmos os rumos deste movimento, mas que posteriormente demonstraram ter um viés reivindicatório de pautas que podemos considerar de esquerda (revogação do aumento da tarifa, transporte, saúde, educação públicos, contra a copa e seus crimes, etc.), por outro vemos o despreparo da esquerda para lidar com esta escala de movimento (movimento de massas). Quando as principais ações da esquerda são relacionadas às suas disputas mesquinhas por direções de entidades esvaziadas de base social e mesmo legitimidade, por suas fratricidas disputas em busca de fortalecer suas siglas, onde a busca por adeptos a seus grupos se põe acima da construção de um movimento que possa se massificar, vemos que todos estes elementos fazem com que não consigamos, de forma unida, influenciar um movimento que poderia ter muito mais força, radicalidade e eficiência.

Tal falta de maturidade e foco nas lutas populares revela um despreparo da esquerda de Curitiba para ocupar seu papel em momentos decisivos. Sabemos que este movimento surgiu de maneira espontânea e em separado das tradicionais entidades e organizações de esquerda, exigindo improviso e respostas rápidas no calor da luta. Nossos erros não vêm servir para nos condenar, mas para que frente a eles tomemos uma postura reflexiva, para que avancemos em nossa organicidade. Se não desenvolvermos nossa potencialidade conjunta neste movimento, em um momento em que sabemos que as lutas se intensificarão (copa 2014, olimpíadas, crise econômica) estaremos confusos, desunidos e com pouca capacidade de influência. Mas caso dermos atenção e prioridade a nossa organização frente ao que está por vir, poderemos corrigir nossos erros passados e construir um movimento massivo enraizado nas pautas reivindicatórias e transformadoras, que são da esquerda.

Erramos em não nos unificar na ação, perdemos o “bonde da história” neste movimento que poderia ter ido bem mais longe, se soubéssemos inovar nas táticas. Nós do Quebrando Muros não nos ausentamos de tal autocrítica, pois nos vemos dentro da esquerda, e temos parte desta responsabilidade. Deste modo, propomos a unidade da esquerda frente ao movimento da luta de massas, uma unidade que não se fará em salas a portas fechadas, mas na prática combativa, na construção fraterna e solidária que não nos dilui em meio às massas, mas que possibilita potencializar o poder de influência da esquerda em torno de suas confluências, afinal “uma andorinha só não faz verão”.

Sobre o Ato do dia 11 de Julho

Nas últimas semanas, presenciamos diversos movimentos eclodindo por todo o país com a pauta de redução da tarifa de ônibus e contra a repressão aos movimentos sociais. Em Curitiba, por não existir MPL (para esclarecimento sobre o extinto MPL-Curitiba: http://saopaulo.mpl.org.br/2013/05/19/nota-do-mpl-nacional-sobre-a-expulsao-do-coletivo-de-curitiba/) para convocar mobilizações em torno da pauta do transporte, diversas organizações de esquerda se reuniram e, juntas, construíram a Frente de Luta pelo Transporte, com o intuito de unir forças e focar a luta na pauta central de redução da tarifa de ônibus, e tem convocado, desde então, atos e assembleias para mobilizar a população curitibana.
A FLPT tem caráter horizontal e aberto, onde qualquer pessoa ou organização pode somar forças e ajudar na luta. E, principalmente, a FLPT é contra qualquer tipo de opressão! Porém, desde o início, o ex-integrante do extinto MPL-Curitiba e agressor tem tentado compor os espaços, falando em nome do MPL. Entendendo que ele não fala em nome do MPL, é um agressor, opressor e deve ser combatido tanto quanto o Estado capitalista, a FLPT tem a política de não permitir a participação deste sujeito nos espaços.
No dia 11 de julho, durante o VII Ato pela Redução da Tarifa, ele apareceu no meio do trajeto, acompanhado de mais 3 ou 4 pessoas (sua companheira e pessoas da anonymous), e começou a compor o ato na maior cara de pau. Quando o ato chegou ao seu destino – Câmara Municipal – por volta das 20h30, os megafones ficaram livres para palavras de mobilização. Nós, do Quebrando Muros, já esperávamos que ele tentasse falar em nome do MPL no megafone, e estávamos preparadxs para isso. Porém, ele mandou que sua companheira o fizesse, já sabendo que não permitiríamos que ele falasse, como já não permitimos no I Ato pela Redução da Tarifa de Curitiba. Foi então que decidimos intervir, informando no outro megafone que o MPL-Curitiba não existe e não fala em nome do movimento. Quando ele tentou responder, colocamos nossa política em prática, e mandamos que o agressor se retirasse do espaço com palavras de ordem feministas – “Fora Agressor”; “Machistas, machistas, não passarão!”; “Se cuida seu machista, a Frente de Luta é toda feminista”; etc.
Mas ele não se retirou, e continuou tentando falar no megafone, junto com sua companheira e seus “amigos” da anonymous (grupo que tem posturas antipartidárias e antidemocráticas, tentando deslegitimar organizações que há muito tempo vem construindo a luta). Continuaram tentando nos enfrentar (toda a FLPT), nos chamando de autoritários e antidemocráticos por não permitirmos a presença destes (agressores) no local. Quem presenciou o ato pôde notar a forma que ele persuadiu sua companheira a tirar roupa e se posicionar a seu lado, o que já é conhecido da sua personalidade, que é extremamente manipuladora, agindo assim com suas companheiras, com o finado MPL – Curitiba, com o anonymous, e dessa forma ele vem tentando crescer nos movimentos libertários, aparecendo em reuniões, assembléias, atos e tentando se legitimizar na fala de suas companheiras.
Nós, do Coletivo Quebrando Muros, apoiamos o MPL enquanto movimento horizontal e libertário. Enquanto socialistas libertárixs, jamais permitiremos a presença de um agressor nos movimentos, e continuaremos pautando, junto a Frente de Luta, pela retirada deste sujeito dos espaços de luta pela redução da tarifa em Curitiba. MACHISTAS, RACISTAS, HOMOFÓBICOS, FASCISTAS: NÃO PASSARÃO!

Unidade na diversidade: por uma frente de esquerda pela base

Unidade na diversidade: por uma frente de esquerda pela base
Devido aos acontecimentos envolvendo a participação da direita nos atos de ruas que barraram o aumento da tarifa em vária capitais, o Coletivo Quebrando Muros – Campinas vem por meio desta fazer um chamado pela unidade da esquerda pela base.
Também gostaríamos de esclarecer algumas coisas. Não nos posicionamos contra o uso de bandeiras, nosso embate com os partidos é num plano ideológico-político, de métodos, estratégias, táticas. Não defendemos essa atitude conservadora da direita nacionalista. @s anarquistas sempre foram ferrenh@s defensor@s das liberdades individuais e coletivas. Historicamente, também foram opositor@s da igreja e da religião cristã, contudo, não se coibia a liberdade religiosa. Bakunin, na I Internacional, mostrou que a base para transformação social deve estar assentada na solidariedade de classe e na luta contra o poder econômico. Outros elementos, como o religioso, deveriam ser respeitados em sua pluralidade e não proibido. Situação semelhante acontece com as bandeiras partidárias nas recentes manifestações.
Assim, não cabe imputar axs militantes ligados ao socialismo libertário a bandeira do antipartidarismo, como tem feito alguns comp@s de esquerda. A escola por não se organizar na forma de um partido não nos faz contrários aos mesmos. Assim sendo, dependendo da correlação de forças, é possível sim uma aliança “tática” com os partidos de esquerda, pois acreditamos que o conjunto da classe trabalhadora só pode impor derrotas à classe dominante se conseguirmos levar adiante um projeto político que consiga reunir as diferentes organizações de esquerda ( comprometida com “os de baixo”) salvaguardando as suas particularidades, tal como acontece dentro de uma frente de luta ou movimento social.
Os últimos acontecimentos que se sucederam no Brasil demonstrou que é nas ruas que podemos impor as maiores derrotas “aos de cima”, e não atrofiados nos gabinetes e escritórios da burocracia, que são os terrenos da disputa da classe dominante.
Por isso, o Coletivo Quebrando Muros convoca tod@s para seguir mobilizad@s nas bases para arrancar da burocracia (de direita ou “esquerda”) reais conquistas para a classe. Não cederemos às chantagens dos governantes (nem do capital), as ameaças da presidenta Dilma Rousseff devem ser combatidas nas ruas, como também será nas ruas o placo das lutas para combater a direita fascista. Não podemos ter medo das nossas próprias forças, não podemos aceita o “pacto” do governo com os movimentos sociais. A esquerda precisa se unir justamente no terreno em que conseguimos vitórias, e não em defesa de “caciques” de gabinetes. Isso já está acontecendo, a frente de esquerda encabeçada pelo MPL, MTST, Periferia Ativa e Rede Extremo Sul, conseguiram organizar manifestações nas periferias de São Paulo como fechamento de rodovias ( Dutra, Rodoanel) e avenidas, pautando junto à classe oprimida uma outra agenda política que está apavorando os governantes. Devemos continuar neste caminho e aprofundar o processo de luta.
Nesta semana ocorrerão assembleias na Unicamp para debates os últimos acontecimentos e como as organizações de esquerda irão se portar daqui pra frente. Nós propomos uma unidade de esquerda pela base, pois, ao que parece, não há outro forma de impedir o avanço da direita e nãos nos organizarmos nas nossas bases.
Coletivo Quebrando Muros – Campinas
Abajo y a La Izquierda

Trabalhadoras da terceirizada Adminas entram em greve

Atrasar o pagamento é ilegal. Mas essa prática é constante entre as empresas que exploram a mão de obra terceirizada no HC da UFPR

A greve atingiu o Hospital de Clínicas da UFPR antes do previsto.

As trabalhadoras da empresa “Adminas – Administração e Terceirização de Mão de Obra” estão em greve, concentradas neste momento do lado de fora do hospital.

Já estamos no sétimo dia útil do mês e as trabalhadoras (a maioria é composta por mulheres) ainda não receberam salários, vale-refeição, vale-transporte ou abonos.

Atrasar o pagamento é ilegal. Mas essa prática é recorrente entre as empresas que exploram a mão de obra terceirizada (com a conivência do poder público).

Terceirização é escravidão. É um mecanismo perverso para dividir os trabalhadores, impedir que eles se reconheçam como uma única classe social, impedindo assim que lutem juntos pela melhoria de suas condições de trabalho. Como resultado dessa divisão, os patrões conseguem reduzir os salários a um valor mínimo de miséria.

A Direção do Sinditest presta sua solidariedade e apoio às trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do Hospital de Clínicas. Não podemos atuar junto a eles, para ajudar a fortalecer a greve, porque possuem outro sindicato: a legislação perversa do país, que fragmenta os trabalhadores por seus vínculos empregatícios e sindicatos, não nos permite interferir nisso.

No entanto, podemos denunciar as injustiças, manifestar solidariedade e nos colocar ao lado desses trabalhadores.

Se você é contra o salário de fome pago ao pessoal terceirizado, à situação de opressão, exploração e discriminação constantes a que essas trabalhadoras são submetidas todos os dias no interior do HC (e em todas as nossas universidades), deixe uma mensagem de repúdio ao atraso no pagamento dos salários e à exploração no site da empresa Adminas:

http://www.adminas.com.br/contato.php
Combater as injustiças e lutar por condições de trabalho dignas é dever de todos.

Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR

Onde e quando: Dia 9 de Julho, Terça-feira, às 19 horas, no pátio da Reitoria.

Em um momento de efervescência, o movimento estudantil combativo tem o dever de não ficar parado! Na quinta-feira, dia 11, teremos uma paralisação nacional, convocada por diversas centrais sindicais, com uma pauta de lutas ampla e popular (confira aqui: http://portal.andes.org.br/imprensa/noticias/imp-ult-580792295.pdf). O Coletivo Quebrando Muros reforça a importância da participação dxs estudantxs. Aquelxs que nos dois últimos anos vêm mostrando a força da ação direta dentro da UFPR, são agora chamadxs para fortalecer a luta que acontece agora. Para tanto, devemos novamente nos organizar de forma coletiva e democrática.

Além disso, é chegado o momento de avaliarmos o andamento do pós-greve, e vermos até que ponto nossas pautas foram atendidas pela Reitoria. Sabemos que a burocracia só funcionará se for movida e pressionada pelo movimento. É hora de nos reorganizarmos e exigirmos o cumprimento de tudo o que foi conquistado!

Pautas:

1. Informes
2. Mobilizações nacionais e municipais – Análise de Conjuntura
3. “Pós greve” da UFPR

A luta não para!

A Luta está na Universidade !

Nos últimos anos a mobilização estudantil trouxe transformações
importantes para a UFPR. Através da resistência organizada com as greves

e ocupações de reitoria de 2011 e 2012, alcançamos conquistas

importantes. Mas esta é uma luta que não pode acabar!
 Reivindicações importantes foram atendidas – como a abertura dos
RU’s em todos os dias da semana, aumento do número e valor de

bolsas e o sinal wi-fi para todos os campi –, porém, muitas das
necessidades da comunidade universitária pautadas nas greves ainda
não foram atendidas pela reitoria, como por exemplo a creche para os
filhos dos estudantes e total acessibilidade para os trabalhadores e
estudantes com necessidades especiais. Sem a luta constante e a
pressão contínua sobre as direções da universidade, nossas vitórias
não serão efetivadas!
É necessário que nós estudantes nos reunamos para poder reorganizar
e rearticular a luta! Não podemos deixar que a reitoria simplesmente
ignore as demandas da comunidade acadêmica que ela tem o dever de
atender. Por isso, é essencial que estejamos todos na Assembleia Geral
dos Estudantes da UFPR!

A luta está na rua!

Nas últimas semanas, as ruas do  país foram tomadas por milhões de  pessoas! As palavras de ordem e a  ocupação de prédios institucionais  demonstraram o descontentamento da população com a situação precária dos serviços públicos, com a violência policial e a organização das estruturas políticas atuais. E, mais uma vez, ficou demonstrado que as mobilizações de
massa colocam os governantes contra a parede para que eles atendam nossas reivindicações!

Diminuímos 15 centavos na tarifa, é verdade, mas ainda não conquistamos o que exigimos! Queremos mais
madrugueiros e mais integrações. Queremos pagar R$2,60 aos dias de semana e R$1,00 aos domingos.
Queremos passe livre estudantil e tarifa zero. Queremos investimentos do governo para saúde e educação públicas,
queremos a universalização do ensino e do saneamento básico!

As demandas são muitas e apenas a luta constante e a tomada das ruas nos permitirá conquistá-las! Na próxima
quinta-feira, tomaremos as ruas mais uma vez reivindicando o que queremos e precisamos!

“Povo na rua, pra resistir,  pra lutar.
Povo que avança para o poder popular”

Hino Ação Direta

Jul/13 – Informativo Especial do Coletivo Quebrando Muros para a Assembléia Popular do Transporte

Criar um povo forte :
organizar e lutar de maneira independente !

Quem esteve nas ruas nas últimas semanas vê o quanto o povo organizado e comba-tivo é capaz de fazer valer seus interesses e avançar na construção do Poder Popular, um poder que sobrepuja o interesse dos grandes empresários, e de suas marionetes: milita-res, grandes meios de comunicação e governantes. Conquistamos o R$2,70, trouxemos uma nova forma de política (a ação direta nas ruas!), mas não vamos parar por aí!
Cientes de que a redução do preço da passagem é só a ponta do iceberg das nossas demandas concretas, devemos estar esclarecidos do que queremos para avançar nas con-quistas e não se deixar levar pelo discurso da grande mídia e dos setores ligados ao Esta-do ou seja, daqueles que tentam colocar nossa luta “embaixo do braço”!

>>Transporte: O acesso e a qualidade do transporte é um direito de todos! – Redução e congelamento da Tarifa imediato para R$ 2,60, sem precarizar o serviço ou onerar o poder público em favor dos capitalistas! – Gestão Pública do Transporte! Abaixo a privatização! – Que se retire do preço da passagem os serviços que hoje são cobrado dos usuários e que deveriam ser pagos pelas empresas, como o transporte e plano de saúde dos tra-balhadores, taxas indevidas (taxa de depreciação , taxa de risco etc.), sem prejudicar os direitos adquiridos!

>>Liberdades:
A liberdade de organização e ex-pressão, nossas únicas conquistas no processo de reabertura democrática! Para que isso deixe de ser mera abstra-ção, lutemos para garantir o que já foi conquistado e pelo fim do racismo, se-xismo e da homofobia!
– Contra a repressão da pobreza e movi-mentos sociais! Abaixo a criminalização do usuário de drogas!
– Por políticas públicas verdadeiramente laicas! Abaixo ao fundamentalismo religio-so! Contra qualquer tipo de descriminação! (Contra “cura Gay”, Contra estatuto do nascituro etc.)

>> Saúde:
Ao passo que o ritmo alucinante de tra-balho e a vida mergulhada nesse siste-ma de ilusão e sofrimento nos adoece, a saúde de qualidade é para poucos…
– Dinheiro público para saúde pública! Contra projetos de privatização e fomento a saúde privada como as Parcerias Público- Privadas nos Hospitais Públicos (Hospitais “Mistos”), e a terceirização de serviços da saúde! Estrutura pública para a saúde já! – Universalização do acesso ao saneamento básico, unidades de saúde e hospitais públi-cos bem equipados!

>>Educação:
A educação como está não serve a emancipação do ser humano, mas sim para formar mão de obra barata e en-cher o bolso dos empresários, mas não vamos ficar passivos a isso!
– Dinheiro público para educação pública! Contra projetos de privatização e fomento ao ensino na lógica do lucro como o PNE que promove a educação privada e tecni-cista nos moldes do Banco Mundial, ProU-NI que despeja dinheiro público nas uni-versidades privadas (para cada, vaga ce-dida o Estado paga três para as universi-dades privadas!) – Contratação de mais professores e servi-dores para o ensino público! – Pela valorização do trabalhador da edu-cação! Contra a precarização das escolas! – Pelo acesso universal ao ensino superior público!

>>Reforma Política:
É extremamente necessária a construção de uma sociedade verda-deiramente democrática, em que os trabalhadores e estudantes sejam a-tores políticos de fato sobre as ques-tões que lhe dizem respeito! Mas não podemos nos iludir achando que uma reforma política efetiva venha da bondade de nossos governantes!
– Contra pautas políticas abstratas! Solu-ções concretas para problemas concretos! – Priorizar projetos de lei de iniciativa popular! – Que as reformas estruturais, tenham ampla discussão e participação popular nos processos decisórios por plebiscito! – Contra o pagamento da interminável dívida pública, que já se pagou várias vezes e hoje só onera o poder público em favor dos banqueiros!

Essas propostas se baseiam nas urgências históricas dos movimentos sociais combati-vos, não saíram do nada e não vão ser conquistadas com facilidade. O movimento da luta pelo transporte mostrou em menos de um mês, que é possível se pensar em um projeto de sociedade diferente da forma colocada pela classe dominante. Fomos as ruas e coloca-mos nossas reivindicações, mas a verdadeira prova real do movimento está colocada na nossa capacidade de acúmulo organizativo, para que tudo isso não seja mero fogo de pa-lha, e que possamos seguirmos fortes na construção de uma sociedade verdadeiramente justa e democrática!
É fundamental atentarmos que as pautas que estão aqui colocadas, não dão conta de superar de fato os principais problemas de nossa sociedade pois nem mesmo esbarram na estrutura político-econômica que os produziu, isto é o sistema capitalista, mas são grandes demandas que unem os que lutam por melhores condições de vida, e fortalecem a Solidariedade de Classe!

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