Unidade na diversidade: por uma frente de esquerda pela base

Unidade na diversidade: por uma frente de esquerda pela base
Devido aos acontecimentos envolvendo a participação da direita nos atos de ruas que barraram o aumento da tarifa em vária capitais, o Coletivo Quebrando Muros – Campinas vem por meio desta fazer um chamado pela unidade da esquerda pela base.
Também gostaríamos de esclarecer algumas coisas. Não nos posicionamos contra o uso de bandeiras, nosso embate com os partidos é num plano ideológico-político, de métodos, estratégias, táticas. Não defendemos essa atitude conservadora da direita nacionalista. @s anarquistas sempre foram ferrenh@s defensor@s das liberdades individuais e coletivas. Historicamente, também foram opositor@s da igreja e da religião cristã, contudo, não se coibia a liberdade religiosa. Bakunin, na I Internacional, mostrou que a base para transformação social deve estar assentada na solidariedade de classe e na luta contra o poder econômico. Outros elementos, como o religioso, deveriam ser respeitados em sua pluralidade e não proibido. Situação semelhante acontece com as bandeiras partidárias nas recentes manifestações.
Assim, não cabe imputar axs militantes ligados ao socialismo libertário a bandeira do antipartidarismo, como tem feito alguns comp@s de esquerda. A escola por não se organizar na forma de um partido não nos faz contrários aos mesmos. Assim sendo, dependendo da correlação de forças, é possível sim uma aliança “tática” com os partidos de esquerda, pois acreditamos que o conjunto da classe trabalhadora só pode impor derrotas à classe dominante se conseguirmos levar adiante um projeto político que consiga reunir as diferentes organizações de esquerda ( comprometida com “os de baixo”) salvaguardando as suas particularidades, tal como acontece dentro de uma frente de luta ou movimento social.
Os últimos acontecimentos que se sucederam no Brasil demonstrou que é nas ruas que podemos impor as maiores derrotas “aos de cima”, e não atrofiados nos gabinetes e escritórios da burocracia, que são os terrenos da disputa da classe dominante.
Por isso, o Coletivo Quebrando Muros convoca tod@s para seguir mobilizad@s nas bases para arrancar da burocracia (de direita ou “esquerda”) reais conquistas para a classe. Não cederemos às chantagens dos governantes (nem do capital), as ameaças da presidenta Dilma Rousseff devem ser combatidas nas ruas, como também será nas ruas o placo das lutas para combater a direita fascista. Não podemos ter medo das nossas próprias forças, não podemos aceita o “pacto” do governo com os movimentos sociais. A esquerda precisa se unir justamente no terreno em que conseguimos vitórias, e não em defesa de “caciques” de gabinetes. Isso já está acontecendo, a frente de esquerda encabeçada pelo MPL, MTST, Periferia Ativa e Rede Extremo Sul, conseguiram organizar manifestações nas periferias de São Paulo como fechamento de rodovias ( Dutra, Rodoanel) e avenidas, pautando junto à classe oprimida uma outra agenda política que está apavorando os governantes. Devemos continuar neste caminho e aprofundar o processo de luta.
Nesta semana ocorrerão assembleias na Unicamp para debates os últimos acontecimentos e como as organizações de esquerda irão se portar daqui pra frente. Nós propomos uma unidade de esquerda pela base, pois, ao que parece, não há outro forma de impedir o avanço da direita e nãos nos organizarmos nas nossas bases.
Coletivo Quebrando Muros – Campinas
Abajo y a La Izquierda

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