Sobre o Ato do dia 11 de Julho

Nas últimas semanas, presenciamos diversos movimentos eclodindo por todo o país com a pauta de redução da tarifa de ônibus e contra a repressão aos movimentos sociais. Em Curitiba, por não existir MPL (para esclarecimento sobre o extinto MPL-Curitiba: http://saopaulo.mpl.org.br/2013/05/19/nota-do-mpl-nacional-sobre-a-expulsao-do-coletivo-de-curitiba/) para convocar mobilizações em torno da pauta do transporte, diversas organizações de esquerda se reuniram e, juntas, construíram a Frente de Luta pelo Transporte, com o intuito de unir forças e focar a luta na pauta central de redução da tarifa de ônibus, e tem convocado, desde então, atos e assembleias para mobilizar a população curitibana.
A FLPT tem caráter horizontal e aberto, onde qualquer pessoa ou organização pode somar forças e ajudar na luta. E, principalmente, a FLPT é contra qualquer tipo de opressão! Porém, desde o início, o ex-integrante do extinto MPL-Curitiba e agressor tem tentado compor os espaços, falando em nome do MPL. Entendendo que ele não fala em nome do MPL, é um agressor, opressor e deve ser combatido tanto quanto o Estado capitalista, a FLPT tem a política de não permitir a participação deste sujeito nos espaços.
No dia 11 de julho, durante o VII Ato pela Redução da Tarifa, ele apareceu no meio do trajeto, acompanhado de mais 3 ou 4 pessoas (sua companheira e pessoas da anonymous), e começou a compor o ato na maior cara de pau. Quando o ato chegou ao seu destino – Câmara Municipal – por volta das 20h30, os megafones ficaram livres para palavras de mobilização. Nós, do Quebrando Muros, já esperávamos que ele tentasse falar em nome do MPL no megafone, e estávamos preparadxs para isso. Porém, ele mandou que sua companheira o fizesse, já sabendo que não permitiríamos que ele falasse, como já não permitimos no I Ato pela Redução da Tarifa de Curitiba. Foi então que decidimos intervir, informando no outro megafone que o MPL-Curitiba não existe e não fala em nome do movimento. Quando ele tentou responder, colocamos nossa política em prática, e mandamos que o agressor se retirasse do espaço com palavras de ordem feministas – “Fora Agressor”; “Machistas, machistas, não passarão!”; “Se cuida seu machista, a Frente de Luta é toda feminista”; etc.
Mas ele não se retirou, e continuou tentando falar no megafone, junto com sua companheira e seus “amigos” da anonymous (grupo que tem posturas antipartidárias e antidemocráticas, tentando deslegitimar organizações que há muito tempo vem construindo a luta). Continuaram tentando nos enfrentar (toda a FLPT), nos chamando de autoritários e antidemocráticos por não permitirmos a presença destes (agressores) no local. Quem presenciou o ato pôde notar a forma que ele persuadiu sua companheira a tirar roupa e se posicionar a seu lado, o que já é conhecido da sua personalidade, que é extremamente manipuladora, agindo assim com suas companheiras, com o finado MPL – Curitiba, com o anonymous, e dessa forma ele vem tentando crescer nos movimentos libertários, aparecendo em reuniões, assembléias, atos e tentando se legitimizar na fala de suas companheiras.
Nós, do Coletivo Quebrando Muros, apoiamos o MPL enquanto movimento horizontal e libertário. Enquanto socialistas libertárixs, jamais permitiremos a presença de um agressor nos movimentos, e continuaremos pautando, junto a Frente de Luta, pela retirada deste sujeito dos espaços de luta pela redução da tarifa em Curitiba. MACHISTAS, RACISTAS, HOMOFÓBICOS, FASCISTAS: NÃO PASSARÃO!

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