Mês: agosto 2013

12ª Jornada de Agroecologia – MST

Entre os dias 7 e 10 de agosto, membros do coletivo quebrando muros estiveram presentes na 12ª Jornada de Agroecologia realizada na Escola Milton Santos, escola de formação em agroecologia dos MovimentosSociais do Campo, localizada em Paiçandu, região metropolitana de Maringá – PR.Imagem

As Jornadas de Agroecologia são realizadas com o propósito de promover a interação entre os trabalhadores rurais que lutam contra o agronegócio e propondo alternativas de cultivo livre de transgênicos e agrotóxicos. Além disso, propicia a aproximação de trabalhadores rurais, trabalhadores urbanos e estudantes que lutam por uma sociedade mais justa, sem classes sociais.

 

O coletivo Quebrando Muros esteve presente ministrando a oficina AGROECOLOGIA E AUTOGESTÃO: uma experiência com horta escolar. Apresentando relatos do Grupo de Trabalho Germinal sobre a horta agroecologica na Escola Manoel Ribas, na Vila Torres em Curitiba.

 

Os movimentos que promovem as jornadas são: MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores; MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens; MMC – Movimento de Mulheres Camponesas; CPT – Comissão Pastoral da Terra; FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil; Terra de Direitos e GALO – Grupo de Agroecologia de Londrina.

A doença é a fome, o problema é social.

Preservando a natureza, combatendo o capital!

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RJ- Estamos juntos , mas ainda não misturados

Retirado de: http://organizacaopopular.wordpress.com/2013/08/13/estamos-juntos-mas-ainda-nao-misturados/

(por: Caralâmpio, Mais Preto e Renato Doria)

Quarta-feira 24 de julho de 2013, aconteceu no SINDIPETRO-RJ, na capital fluminense, uma atividade de enorme valor organizativo. As/os compas das favelas deram uma verdadeira aula para os da assistência. Expuseram de forma analítica os problemas das comunidades da Babilônia, Maré, Macacos, Tabajaras, Complexo da Penha e Anil, sem deixar de associar as respectivas realidades ao contexto atual. Belíssimas exposições, memoráveis mesmo.

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No segundo bloco, aquele reservado ao debate, um compa da “Assembleia do Largo” discorreu magistralmente sobre essa experiência que carrega as marcas históricas da horizontalidade, da democracia direta, da autonomia e do federalismo. Um relato tanto comovente quanto animador, talvez um dos grandes ganhos do “asfalto” diante de tantas iniciativas acontecendo a um só tempo.

Ficamos convencidos – até então era apenas uma suspeita – de que as Assembleias Populares são sim um caminho para organizar, aglutinar e orientar o que de melhor apareceu em toda essa convulsão que experimentamos nos últimos dois meses. Algo que, a despeito de não ser novo para a tradição libertária, é suficientemente generoso e funcional para servir de veículo coletivo para as novas ideias e experiências. Um meio simultaneamente de reflexão e deliberação, avesso ao aparelhamento e à manipulação partidária, eficaz na medida da participação de todos dentro de uma lógica autogestionária.

Os argumentos das/dos compas da “Assembleia do Largo” são de tal ordem cristalinos e transparentes que é quase impossível não entender seu objetivo que é, segundo entendemos, de inquestionável propositividade.

A proposta concreta, no entanto, precisa ainda de uma discussão mais ampla e geral. Uma vez que a ideia é unir os movimentos/bandeiras no sentido da ação mais consequente e organizada; ambição, aliás, da qual compartilhamos. Formar um organismo suficientemente forte que não se dissolva no contato com a realidade (N. Makhno). Algo com longevidade suficiente para operar a tão sonhada transformação.
Todavia existe um dado da realidade que não pode ser desprezado, algo que aprendemos muito depressa na militância, me refiro ao encontro de dois blocos sociais que, se por uma parte, se erguem em um mesmo momento histórico, contra o mesmo ator repressivo (Estado), por outra, conformam-se de experiências de classe e cotidianas bastante distintas. Singularidades que, para não entrar em considerações por demais subjetivas, devem ser preservadas e entendidas reciprocamente. Formas de organização que são preciosas e criativas e, por isso mesmo, devem ser sublinhadas para o mútuo compartilhamento.

Sendo assim, achamos que de fato é hora do entendimento, de dar início a um projeto comum, consequente, meditado e pactuado entre os que querem de fato outra sociedade. Nesse sentido estamos juntos. É possível a união ainda nesse sistema em que vivemos, desde que haja vontade e organização em torno de bandeiras explicitamente aceitas e incorporadas ao projeto coletivo. Mas, por outra parte, temos que reconhecer que há uma incontornável diferença, ditada principalmente pelas assimetrias das necessidades em uma sociedade de classes, uma que invariavelmente nos separa em etiquetas sociais, uma que a retórica mais inflamada não consegue esconder. Há que se reconhecer que entre os blocos em protesto existem claras diferenças, principalmente de privilégios. São distinções tais que nos impedem de ficar misturados. Juntos, mas não misturados… Achamos que esse é o maior desafio e que, na nossa opinião, deve pautar as nossas reflexões. Reconhecer os limites de uma relação não é sancioná-la previamente, estabelecer contornos rígidos, mas entender que um meio não é um fim, e que o nosso fim é a sociedade sem classes, o socialismo, realidade na qual estaremos, aí sim, “juntos e misturados”.

 

(Caralâmpio, Mais Preto e Renato Doria são militantes da OP)

Nota de solidariedade aos camponeses de São João da Barra

Logo Movimento dos Pequenos agricultores

Retirado de: http://organizacaopopular.wordpress.com/2013/08/08/nota-de-solidariedade-aos-camponeses-de-sao-joao-da-barra/

(por: Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA)

O Estado do Rio Janeiro vive um intenso processo de desagriculturalização e de desrespeito aos direitos fundamentais daqueles que produzem alimentos. Em São João da Barra, na região do Norte Fluminense, a construção do Complexo Portuário do Açu, obra financiada com recursos públicos do BNDES, está realizando a expulsão de 1500 famílias camponesas para a instalação do “Distrito Industrial de São João da Barra”. 90% das terras agricultáveis da região onde será instalado o empreendimento foram desapropriadas pelo Decreto 41.915/RJ do Governador Sérgio Cabral.
As atrocidades provocadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) e pela LLX, na expulsão dos camponeses de suas terras, estão deflagrando processos depressivos tanto aos que efetivamente perdem suas terras ou estão sob ameaça de perdê-las. Até o momento, tivemos conhecimento de três mortes de camponeses relacionadas às ações terroristas do Estado e da LLX.
Hoje, dia 01 de agosto, recebemos a noticia do falecimento Sr. José Irineu Toledo, camponês que nasceu na Comunidade de Água Preta, em São João da Barra, onde trabalhou ao longo de toda sua vida em sua pequena propriedade, por meio da qual sustentava sua família por meio da produção de alimentos. Não por trágica coincidência, nos momentos em que amigos e parentes velavam seu corpo, a CODIN, amparada pela Policia Militar, realizava a desapropriação da pequena propriedade de terra do Sr. José Irineu Toledo, mostrando a verdadeira cara do Estado e do Porto do Açu que destroem a vida dos camponeses que produzem alimentos.
Neste sentido, o Movimento dos Pequenos Agricultores vem a público expressar sua solidariedade à família de Sr. José Irineu Toledo e a todos os camponeses, ameaçados pela CODIN e pela LLX, e reafirmar nossa disposição de lutar juntos a eles em defesa da vida e de seus direitos.

Bandeira MPA

Movimento dos Pequenos Agricultores
Rio Janeiro, 01 de agosto de 2013.

Quem matou Ricardo?

 

Nota pública do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo sobre o assassinato de Ricardo Ferreira Gama, funcionário terceirizado da Unifesp Baixada Santista.

 


 

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo vem a público relatar e se posicionar diante dos fatos ocorridos desde quarta-feira na Vila Mathias, em Santos-SP.

Na quarta feira, 31/07, Ricardo Ferreira Gama – funcionário terceirizado da Unifesp Baixada Santista – após responder a uma ofensa feita a ele, foi agredido pela polícia em frente da Unidade Central, na Rua Silva Jardim. Alguns estudantes agiram verbalmente em defesa de Ricardo e foram ao 1º DP, aonde os policias afirmaram que levariam o funcionário.

Chegando lá, os estudantes foram informados que Ricardo fora levado ao 4º DP. E no 4º DP, que eles estariam na Santa Casa. Ou seja, eles estavam sendo despistados. De volta da Santa Casa, onde realmente estavam os policias e o funcionário, foram avisados pelos próprios policias que cometeram a agressão que o rapaz tinha sido liberado e que estava tudo resolvido. Ele não teria feito Boletim de Ocorrência, pois “admitiu” que não fora agredido.

Um dos estudantes quis, ele próprio, abrir um Boletim de Ocorrência e, a partir disso, começou a ser intimidado pelos policiais. Assustados, os estudantes foram embora sem abrir o B.O.

Chegando na Unifesp, os estudantes foram procurados pelo Ricardo que disse ter sido procurado em sua casa pelos policiais dizendo que se estudantes não parassem de ir à delegacia, eles “resolveriam de outro jeito”.

Na quinta-feira (01/08) à noite viaturas com homens não fardados de cabeça pra fora rondavam a Unifesp. Pessoas também chegaram a ir pessoalmente na Unifesp pedir a funcionários vídeos que estudantes teriam feito da agressão, e disseram que se ele não entregassem, “seria pior”.

Pois, mesmo com o passo atrás em relação ao Boletim de Ocorrência e sem nenhum vídeo publicado, na madrugada de quinta para sexta-feira (02/08) quatro homens encapuzados mataram o Ricardo na frente de sua casa com oito tiros.

Na segunda-feira, 05/08, houve uma roda de conversa no campus sobre o caso puxada pela Congregação. A direção teve momentos vergonhosos, dizendo, por exemplo, que “o caso aconteceu da porta pra fora”, ou ainda, sob risos, que “os terceirizados são tratados da mesma forma que os demais servidores”.

Isso acontece num contexto em que o país ainda se pergunta “Onde está o Amarildo?” e em que a Baixada Santista enfrenta grupos de extermínio matam a juventude com um único critério: a vítima é pobre, preta e periférica.

Sabemos que a policia não garante a segurança da maioria da população pelo contrário, sendo um dos braços do Estado ela institucionaliza o controle social e exerce a repressão contra os trabalhadores, principalmente os negros e pobres. As politicas de segurança publica criminalizam qualquer ato resistente às imposições que seguem a lógica do mercado, suas elites e do governo. Não é essa segurança que queremos, que nos oprime, reprime e nos explora! Defendemos a desmilitarização da policia e uma segurança publica a serviço dos trabalhadores e não das propriedades privadas!

O Diretório Central dos Estudantes não se calará e se manterá em luta, junto da comunidade acadêmica e da classe trabalhadora contra a truculência e a violência policial contra a população pobre e trabalhadora.

Não nos calaremos até que seja respondida a pergunta: QUEM MATOU O RICARDO? E até que o Estado seja responsabilizado pelos seus crimes.

06 de agosto de 2013
Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo

 

retirado de: http://www.diarioliberdade.org/brasil/repressom-e-direitos-humanos/40738-quem-matou-ricardo.html

 

Nota de Solidariedade ao Sindicato dos Municipiários de Cachoeirinha

Nos solidarizamos com os companheiros e companheiras do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha, Rio Grande do Sul, que após uma greve de fome de 5 dias conseguiu pressionar o governo a negociar a lei do IRPEC e as demandas salariais de sua categoria. Os companheiros e companheiras seguem se mobilizando.

A luta por uma previdência pública, sob controle dos trabalhadores e trabalhadoras, não é uma luta apenas do Sindicato dos Municipiários, mas de todos aqueles/as que são explorados e oprimidos cotidianamente pelas políticas neo-liberais e capitalistas promovidas por patrões e burocratas.
O negócio lucrativo dos fundos de previdência privada entregam aos bancos e ao capital financeiro a contribuição previdenciária acumulada durante anos pelos trabalhadores! Nós da Organização Popular e do Coletivo Quebrando Muros nos solidarizamos com nossos irmãos e irmãs de classe na sua luta justa e determinada.
Deixamos aqui nosso protesto em relação às políticas que atacam os direitos conquistados pelo/as trabalhadores/as!
Lutar, criar, poder popular!

Organização Popular- RJ
Coletivo Quebrando Muros- PR

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editado de: http://organizacaopopular.wordpress.com/2013/08/05/nota-de-solidariedade-ao-sindicato-dos-municipiarios-de-cachoeirinha/

6 de agosto: Mesa de debate e ato contra a terceirização e precarização dos serviços públicos

Coletivo Quebrando Muros comporá mesa junto a Centrais Sindicais para discussão sobre as terceirizações.

Saiba mais:

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/1651/6-de-agosto-mesa-de-debate-e-ato-contra-a-terceirizacao-e-precarizacao-dos-servicos-publicos

Direção do Sinditest

No dia 6 de agosto, as centrais sindicais organizarão um dia nacional de luta contra a terceirização e precarização dos serviços públicos. O Sinditest participará ativamente deste dia de luta, estaremos no ato público contra o PL 4330, que terá concentração às 11h em frente à Associação Comercial do Paraná. Às 19h, no Anfi 100 (Ed. D. Pedro I), vamos organizar uma mesa de debates sobre o PL 4330, que regulamenta e amplia a terceirização no país.

O governo federal não tem poupado esforços em aplicar sua política de precarização dos serviços públicos. Na verdade, o governo petista tem avançado nesse sentido tanto quanto os governos anteriores, com a privatização dos portos, aeroportos, estádios de futebol, estradas, do petróleo, etc.

Essa política teve um efeito nefasto para as universidades públicas federais. Lembramos que o ex-presidente Lula, no seu último dia enquanto comandante do país editou a MP 520, que privatiza os Hospitais Universitários, nos referimos a EBSERH. Ou seja, no apagar das luzes de 2010, o principal dirigente do Partido dos Trabalhadores, que tanto discursou contra as privatizações de FHC (Fernando Henrique Cardoso), nos brindou com mais esse ataque ao serviço público.

A política de terceirização é uma forma específica de privatização e precarização do serviço público, porque substitui o papel direto do Estado em garantir tais serviços. Assim, serviços essenciais e de importância estrutural são entregues a empresas privadas.

Na UFPR temos exemplos claros de como essa política se dá, onde a limpeza, os Restaurantes Universitários, a segurança e o transporte estão sob a responsabilidade de empresas terceirizadas. Todos os serviços essenciais para o bom funcionamento da universidade, que deveriam ser exercidos por trabalhadores concursados, pois sabemos o quanto é precária a situação desses trabalhadores.

É dessa forma que avança a precarização do serviço público, o governos vão entregando a iniciativa privada o que antes era de responsabilidade do Estado. Com essa política, pouco a pouco, vão acabando com as carreiras públicas. Por isso, a luta contra qualquer forma de privatização é tão importante, porque significa, antes de tudo, a defesa da soberania do país, que precisa oferecer ao povo trabalhador serviços públicos de saúde, educação e transporte de qualidade e gratuitos.

AGENDA DE LUTA:

6 de agosto – dia nacional de luta contra o PL 4330

11h00 – Ato com concentração em frente à Associação Comercial, XV de Novembro esquina com Presidente Faria.

19h00 – Mesa de debate sobre o PL 4330, no Anfi 100, edifício D. Pedro I da reitoria.

[urgente] Violência de Estado no Morro dos Macacos

Na tarde de hoje, após um arrastão no shopping Iguatemi, a Polícia Militar do Rio de Janeiro subiu o Morro dos Macacos para pegar os “culpados” atirando na entrada da comunidade. Como sempre, a violência institucional atinge com mais força as favelas.

Moradores acreditam que a  polícia matou um jovem da comunidade. Os moradores e moradoras estão apreensivos/a, pois a polícia e a UPP a impede de acessarem determinados espaços do morro e policiais foram flagrados recolhendo as cápsulas das balas. O clima é de total tensão.

O terrorismo de Estado continua afetando física e psicologicamente os que moram em comunidades. A polícia não está dialogando com a comunidade.

Retirado de: http://mtdrio.wordpress.com/2013/08/04/urgente-violencia-de-estado-no-morro-dos-macacos/