Mês: novembro 2013

Nota de Apoio à Ocupação da Reitoria da UNISINOS

O Coletivo Quebrando Muros apoia a ocupação da reitoria da UNISINOS, em resposta aos aumentos abusivos nas mensalidades. Apoiamos as táticas de Ação Direta e acreditamos que através delas seremos capazes de defender nossos direitos e fortalecer a luta!

Todo o Apoio aos ocupantes da Reitoria da UNISINOS!

 

Segue a nota oficial da ocupação:

Nota oficial da Ocupação da Reitoria da UNISINOS

Na semana passada foi anunciado pela Universidade a data da votação da proposta orçamentária para 2014 e um novo reajuste das mensalidades. A proposta foi enviada ao DCE com menos de uma semana do dia da votação, que seria realizada pelo Conselho Universitário (CONSUN) no 28 de novembro às 14:00. Em reunião, discutimos e tomamos a decisão de iniciar uma campanha reivindicando que fosse adiada a votação e que uma nova data fosse marcada apenas após a abertura detalhada aos estudantes das contas da Universidade e depois de um amplo debate sobre a proposta do reajuste com os estudantes e suas entidades de base. Produzimos panfleto, pintamos faixas e cartazes e convocamos uma Manifestação no dia da votação tendo como objetivo impedir que a votação fosse realizada.
Nos concentramos em frente ao DCE às 13h e fomos em marcha até o local da reunião , na qual os mais de 23 mil estudantes possuem apenas 3 representantes no dito Conselho. Questionamos: e as entidades de base, os DA’s e CA’s??? E a paridade na hora de votarmos questões importantes e que afetam nossas vidas? São quase 30 representantes (chamados de Conselheiros) que votam sempre a favor das propostas da Universidade. Que democracia é essa?
Fomos impedidos de entrar na sala da reunião e decidimos então Ocupar a Reitoria da Universidade para pressionar pelo atendimento das nossas reivindicações, entre elas a abertura detalhada das contas da Universidade aos estudantes e amplo debate sobre a proposta Orçamentária. Mesmo com nossa manifestação e com a leitura de Carta, contendo nossas demandas, o Conselho Universitário votou pelo aumento da mensalidade, reajustando o valor em 7,95%.
Permanecemos ocupando a Reitoria por tempo indeterminado, pois em nenhum momento o Reitor ou algum representante da administração da Unisinos veio ao nosso encontro. Ao longo da noite realizaremos uma Assembléia para decidir os rumos da Ocupação.

Somos contra esse aumento e queremos ter o direito de decidir!

Estudantes ocupantes da Reitoria

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Nossa opinião sobre as Eleições para o DCE-UFPR

Nos dias 4 e 5 de dezembro acontecerá na UFPR as eleições para gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e para as cadeiras de representação discente nos conselhos, e por se tratar de um momento importante do movimento  estudantil, nós do coletivo Quebrando Muros viemos por meio desta carta colocar nossa opinião sobre o processo e declarar nosso apoio crítico a chapa ‘O Novo Pede Passagem – Nas ruas e na UFPR’.

                Para o Quebrando Muros, o DCE é ou deveria ser, uma entidade de agremiação e organização dos estudantes em torno do movimento estudantil (ME) geral e para tal deveria estar vinculado organicamente às bases dos cursos. Não é o que vemos hoje na universidade. O que há é uma entidade descolada da realidade e da atividade política dos estudantes e que de forma geral, acaba por servir apenas aos interesses das organizações políticas que compõe sua gestão, e não para acúmulo organizativo do ME. E ainda que haja substantivas diferenças entre uma gestão de esquerda (como a de 2011, que apoiou e organizou a greve) e uma de direita (2012 e 2013, que se mancomunam com a reitoria e atacam sistematicamente os mobilizados), é pouco provável que a entidade mude do ‘dia para noite’, apenas pela mudança de sua gestão, pois tal condição foi construída historicamente e hoje nem mesmo os estudantes se vêem representados pelo DCE.

                O principal fato que determina a força e a qualidade do movimento estudantil em garantir avanços, é seu enraizamento nas bases estudantis, seu vinculo com a realidade dos cursos e com o conjunto dos alunos. Nesse sentido e vislumbrando a possibilidade de grandes movimentações ano que vem (Copa, Eleições, Mobilizações na UFPR etc.), a tarefa do momento para nós, do Coletivo Quebrando Muros, é trabalhar constantemente para a consolidação de um movimento estudantil combativo e classista nas bases dos cursos.

                Mas também nestes momentos de mobilizações como ocorrerão ano que vem, não negamos que haja diferenças substantivas da participação de entidades como o DCE, dependendo de sua direção política, e que ele possa potencializar as lutas que virão. A gestão de esquerda de 2011, composta por membros do PSOL, Outros Outubros Virão, do extinto Barricadas Abrem Caminhos e independentes, apoiou concretamente a greve e se vinculou às bases estudantis. Algo que foi muito diferente nos dois anos que se seguiram (2012 e 2013), em que as gestões compostas por correntes pelegas (PT, PDT, PCdoB, PSDB, PMDB e o famigerado C7) cumpriram o papel do Estado na greve de 2012: Atropelaram as Assembléias Estudantis e negociavam com a reitoria no lugar do Comando de Greve. Não construíram a greve em nenhum de seus momentos (atos, atividades, ocupações) e Não mediram esforços para criminalizar o movimento grevista, e assim como este ano, esses parasitas simplesmente deram as costas aos mais de 20 mil que tomavam as ruas na Revolta de Junho, e as mobilizações que se seguiram pela Frente de Luta pelo Transporte.

Neste ano, mais uma vez, decidimos por nos ausentar do pleito para o DCE pois estamos imersos em outras atividades do nosso coletivo, construir o DCE agora seria despender muita energia militante para atividades burocráticas, inclusive, e que não traria tanto acúmulo organizativo para o movimento estudantil. Outro elemento que nos faz ficar de fora este ano é nossa análise estratégica: acreditamos que dar peso político nas bases estudantis (CA’s, DA’s e coletivos de curso) irá acumular mais para o movimento, no sentido de consolidá-lo para ser possível transformar o caráter atual do DCE. Só mesmo se os espaços de base estudantil estiverem consolidados organizativamente é que será possível construir um movimento estudantil mais forte, combativo e unido.

                Por estes elementos e vislumbrando a conjuntura do ano que vem, chamamos todos os estudantes para votarem na chapa ‘O novo pede passagem – Nas ruas e na UFPR’, pois a chapa organizada pelos coletivos Outros Outubros Virão, jornal Germinal, ANEL, LS e PSTU, pode potencializar as mobilizações que virão, e para além disso, a construir nos cursos um movimento estudantil, sólido e combativo, vinculado às lutas que acontecerão na UFPR e nas ruas. 

Não descansaremos! EBSERH não passará!

Um dos acordos firmados pela Reitoria – por pressão da greve de 2012 – foi a não adesão à EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Ainda em 2013 foi realizado um plebiscito demonstrando que mais de 90% da comunidade acadêmica é contrária a implementação dessa medida. No entanto, novamente vemos isso sendo posto em pauta!

Esse projeto é uma forma de privatização do HC. Ele desvincula o HC da UFPR, ferindo a autonomia universitária e modificando a lógica de funcionamento do hospital. O hospital, hoje um dos principais hospitais do SUS, serve também como hospital escola para os estudantes da UFPR. A implementação de uma lógica privada – isto é, que visa principalmente ao lucro – traz consequências negativas à essas funções, como já foi visto ocorrendo em outros hospitais onde processos parecidos ocorreram. O aumento do ritmo dos atendimentos piora a qualidade da formação acadêmica e do atendimento. Somos contrários a privatização e a precarização do serviço público!

Nessa quinta-feira, dia 28/11, as 9h ocorrerá um conselho universitário (COUN). Estaremos mobilizados para fazer pressão e impedir – novamente – a adesão do HC-UFPR à EBSERH. Nesse mesmo horário, A Frente de Luta Pra Não Perder O HC está organizando uma aula pública sobre a EBSERH, no pátio da reitoria. É muito importante que todxs participem!

já dissemos várias vezes, e diremos quantas vezes forem necessárias!

Não às privatizações!

EBSERH NÃO PASSARÁ! 

Leia mais:

https://quebrandomuros.wordpress.com/2013/04/19/e-amargo-mas-nao-e-remedio-para-saude-publica-fora-ebsrh/

http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/1769/privatizacao-nao-e-a-solucao-diga-nao-a-ebserh

http://www.apufpr.org.br/8-1/161/campanha-ebserh-no-autonomia-universitria-sim-historia-em-quadrinhos

Confira o evento no facebook: https://www.facebook.com/events/481725481942808

Os estudantes da FAP contra a negligência do Estado

A Faculdade de Artes do Paraná sofre com o sucateamento das suas condições de trabalho e ensino. Essa é um prática política generalizada de desvalorização da educação no Brasil, principalmente a cursos em que a produção acadêmica não traz o retorno financeiro desejado pelo Estado. Por exemplo:os cursos de ciências humanas e artes.

Na FAP os projetos são limitados pela falta de infraestrutura e organização administrativa. Algumas disciplinas obrigatórias não estão sendo ministradas por falta de professores. O quadro regular de docentes é sobrecarregado com disciplinas, alguns passam a lecionar sem total domínio do conteúdo. Reservas de equipamentos são perdidas, pagamentos das poucas bolsas de pesquisa e extensão atrasam e documentos protocolados demoram demais para chegar ao seus destinos.

Não há assistência estudantil! Sem restaurante universitário, moradia estudantil ou bolsas, muitos estudantes acabam se vendo obrigados a trabalhar, gerando altos níveis de evasão, observáveis ao se comparar o pequeno número de alunos que se formam por ano em relação ao número de vagas. A dificuldade de inserção no mercado de trabalho é enorme aos estudantes de artes, o que torna ainda mais urgente a necessidade de políticas de apoio à permanência na universidade.

O Movimento Estudantil na FAP enfrenta uma série de dificuldades. A repressão sistemática dos estudantes mobilizados, a proibição de empréstimos de equipamentos em dias de atos e/ou assembleias são alguns exemplos das táticas mais infames de desmobilização de nossa prática política. Os Centros Acadêmicos não possuem espaços próprios para reuniões e a reserva de salas é negada ao Movimento Estudantil. Estamos juntos na construção do Diretório Acadêmico, mas entendendo que a Luta para além das instâncias burocráticas é prioridade para conquistarmos nossas pautas.

Desde o começo do ano, houveram mobilizações e discussões sobre as demandas estudantis. De todos os problemas levantados, três pautas foram elencadas como prioritárias: Um: Mais professores. Dois: Assistência Estudantil. Três:Sede para os Centros Acadêmicos. No dia 23 de outubro a FAP parou entorno destas exigências. Durante o dia todo houveram atividades e discussões com os estudantes. Foi entregue uma carta com as reivindicações à administração da faculdade, chegando às mãos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. As três pautas foram negadas alegando escassez orçamentária e, além disso, a única resposta concreta foi de que não haverá expansão no corpo docente no ensino superior do Estado do Paraná.

O descaso do Estado com o ensino superior submete a educação à lógica do mercado. Desse ponto de vista, as artes, por atuarem na dimensão do simbólico, não são nem de longe prioritárias. Portanto, precisamos intensificar a Luta! Os estudantes, assim como professores e demais trabalhadores, precisam se organizar a partir das demandas de sua realidade cotidiana. É importante fortalecer os CAs, instituir um DA, e a construção de sindicatos de base pelos docentes e agentes universitários. Só com muita pressão os burocratas cederão às nossas exigências.

O Coletivo Quebrando Muros compõe essa Luta junto com os estudantes da Faculdade de Artes do Paraná. Acreditamos na força da organização do Movimento Estudantil em suas bases. Desta forma conseguiremos direcionar nossa prática política contra o descaso e intransigência do Estado para com seus estudantes e profissionais da Ensino Superior. À Luta, companheirxs!

Dia 25 de novembro – Dia de Luta pelo Fim da violência contra a Mulher

Nessa segunda-feira, dia 25, é o Dia de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher. Hoje, no Brasil, mais de 50 mil mulheres são agredidas por ano, mesmo após 7 anos de Maria da Penha. Nessa conta entram apenas as mulheres que denunciam, ou seja, não é nem a metade.

Vale lembrar que, dessas 50 mil denúncias, podemos calcular que por volta de 90% sejam denúncias de mulheres da classe média e alta, que têm apoio emocional, psíquico, econômico e familiar o suficiente para passar pelo segundo momento de violência que é estar na Delegacia da Mulher. Milhares de mulheres trabalhadores morrem todo ano de violência doméstica, e ninguém fica sabendo. Não são nem mesmo estatística.

A cultura de violência e ódio contra as mulheres, mesmo após anos de luta feminista, ainda perdura, mais forte do que nunca. E são as mulheres trabalhadoras as maiores vítimas desta. Não bastando a violência doméstica, são diariamente violentadas por seus patrões, pela polícia (braço direito do Estado), e pelo próprio Estado, que não lhes garante um mínimo de condições decentes de trabalho.

São violentadas por serem pobres, por serem negras, por serem mulheres, por serem trabalhadoras. Por terem, muitas vezes, na prostituição, a melhor forma de conseguir sustento para si e para a família. Por terem tripla jornada de trabalho. Por serem mães. Por não terem acesso decente a métodos contraceptivos para não engravidar. Por não terem creches e escolas para seus filhos, e terem que ficar em casa cuidando deles. Ou por ter que deixar seus filhos sem cuidados para cuidas dos filhos dos patrões.

O Coletivo Quebrando Muros convida a todas as mulheres trabalhadoras ao ato desse dia 25, na Boca Maldita, às 17h, contra a violência contra a mulher, e a continuar lutando, diariamente, contra o Estado machista e violento! Com essas mulheres seguiremos lutando, hoje e sempre!

Queremos escribir de nuevo
la palabra MUJER.
Puño en alto mujeres del mundo
hacia horizontes preñados de luz,
por rutas ardientes,
adelante, adelante,
de cara a la luz.
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20 de novembro: dia da consciência negra! Zumbi vive!

Hoje, 20 de novembro, é o dia da consciência negra. É um dia para lembrarmos a cor dos braços e pernas que construíram esse país. É o dia de lembrarmos dos 100 milhões de negros que foram sequestrados de seus lares e dos 10 milhões que chegaram vivos ao Brasil.

Portanto, 20 de novembro não é dia de comemorar, mas de lutar! Lutar por igualdade e equidade! Por respeito e reconhecimento! É dia de lembrar, também, de Zumbi dos Palmares, que simboliza toda a luta das pessoas que ousaram se levantar contra a injustiça desse sistema explorador e dominador, que persiste até hoje perseguindo e segregando os negros, não mais com a escravidão da força de trabalho, mas com a exclusão social, econômica, cultural e simbólica de toda a população negra.

Diante disso nós, do Quebrando Muros, não podíamos deixar de prestar nossa humilde solidariedade à essa luta, que também é nossa, assim como de todas as pessoas que se levantam contra as desigualdades desse sistema.

Zumbi vive!

Zumbi somos todos/as nós!

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O Coletivo Quebrando Muros apoia e saúda a chapa 1 do Sinditest-PR: Sindicato é pra lutar!

Nós, do Coletivo Quebrando Muros, convidamos à todos os nossos companheiros e companheiras de luta à participarem das eleições do SINDITEST-PR nos dias 06 e 07 de novembro em Curitiba e apoiar a chapa 1 (Sindicato é pra lutar!), tanto votando e, assim, endossando a luta de nossos companheiros e companheiras que estão se propondo à manter a jornada de lutas em prol dos trabalhadores técnico-administrativos da UFPR, como na divulgação e propaganda das propostas desta chapa.

Dentre as lutas travadas pela gestão atual do Sinditest-PR, que agora se renova na chapa Sindicato é pra lutar, estão a barragem da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) no Conselho Universitário, a construção das greves pela educação em 2011 e 2012, a regulamentação das 30 horas na UFPR e UTFPR, entre muitas outras que terão continuidade na gestão 2014-2016.

Uma das lutas que a atual gestão do Sinditest-PR vem travando, e que nos é muito cara, é a luta pela Organização por Local de Trabalho (OLT) que busca atingir tanto os servidores técnico-administrativos, como abarcar os trabalhadores terceirizados da UFPR, que constituem a 4º categoria de suma importância na universidade. São estes trabalhadores que fazem as engrenagens da UFPR funcionarem e por isso temos que estar juntos na luta, principalmente por estes serem a categoria mais fragilizada e precarizada dentro do serviço público. Nós, do CQM, saudamos a chapa 1 “Sindicato é pra lutar!” e os convidamos à continuarem somando conosco nas lutas cotidianas junto com a classe trabalhadora!

Saúde à chapa 1 ao Sinditest-PR: Sindicato é pra lutar!