Nossa opinião sobre as Eleições para o DCE-UFPR

Nos dias 4 e 5 de dezembro acontecerá na UFPR as eleições para gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e para as cadeiras de representação discente nos conselhos, e por se tratar de um momento importante do movimento  estudantil, nós do coletivo Quebrando Muros viemos por meio desta carta colocar nossa opinião sobre o processo e declarar nosso apoio crítico a chapa ‘O Novo Pede Passagem – Nas ruas e na UFPR’.

                Para o Quebrando Muros, o DCE é ou deveria ser, uma entidade de agremiação e organização dos estudantes em torno do movimento estudantil (ME) geral e para tal deveria estar vinculado organicamente às bases dos cursos. Não é o que vemos hoje na universidade. O que há é uma entidade descolada da realidade e da atividade política dos estudantes e que de forma geral, acaba por servir apenas aos interesses das organizações políticas que compõe sua gestão, e não para acúmulo organizativo do ME. E ainda que haja substantivas diferenças entre uma gestão de esquerda (como a de 2011, que apoiou e organizou a greve) e uma de direita (2012 e 2013, que se mancomunam com a reitoria e atacam sistematicamente os mobilizados), é pouco provável que a entidade mude do ‘dia para noite’, apenas pela mudança de sua gestão, pois tal condição foi construída historicamente e hoje nem mesmo os estudantes se vêem representados pelo DCE.

                O principal fato que determina a força e a qualidade do movimento estudantil em garantir avanços, é seu enraizamento nas bases estudantis, seu vinculo com a realidade dos cursos e com o conjunto dos alunos. Nesse sentido e vislumbrando a possibilidade de grandes movimentações ano que vem (Copa, Eleições, Mobilizações na UFPR etc.), a tarefa do momento para nós, do Coletivo Quebrando Muros, é trabalhar constantemente para a consolidação de um movimento estudantil combativo e classista nas bases dos cursos.

                Mas também nestes momentos de mobilizações como ocorrerão ano que vem, não negamos que haja diferenças substantivas da participação de entidades como o DCE, dependendo de sua direção política, e que ele possa potencializar as lutas que virão. A gestão de esquerda de 2011, composta por membros do PSOL, Outros Outubros Virão, do extinto Barricadas Abrem Caminhos e independentes, apoiou concretamente a greve e se vinculou às bases estudantis. Algo que foi muito diferente nos dois anos que se seguiram (2012 e 2013), em que as gestões compostas por correntes pelegas (PT, PDT, PCdoB, PSDB, PMDB e o famigerado C7) cumpriram o papel do Estado na greve de 2012: Atropelaram as Assembléias Estudantis e negociavam com a reitoria no lugar do Comando de Greve. Não construíram a greve em nenhum de seus momentos (atos, atividades, ocupações) e Não mediram esforços para criminalizar o movimento grevista, e assim como este ano, esses parasitas simplesmente deram as costas aos mais de 20 mil que tomavam as ruas na Revolta de Junho, e as mobilizações que se seguiram pela Frente de Luta pelo Transporte.

Neste ano, mais uma vez, decidimos por nos ausentar do pleito para o DCE pois estamos imersos em outras atividades do nosso coletivo, construir o DCE agora seria despender muita energia militante para atividades burocráticas, inclusive, e que não traria tanto acúmulo organizativo para o movimento estudantil. Outro elemento que nos faz ficar de fora este ano é nossa análise estratégica: acreditamos que dar peso político nas bases estudantis (CA’s, DA’s e coletivos de curso) irá acumular mais para o movimento, no sentido de consolidá-lo para ser possível transformar o caráter atual do DCE. Só mesmo se os espaços de base estudantil estiverem consolidados organizativamente é que será possível construir um movimento estudantil mais forte, combativo e unido.

                Por estes elementos e vislumbrando a conjuntura do ano que vem, chamamos todos os estudantes para votarem na chapa ‘O novo pede passagem – Nas ruas e na UFPR’, pois a chapa organizada pelos coletivos Outros Outubros Virão, jornal Germinal, ANEL, LS e PSTU, pode potencializar as mobilizações que virão, e para além disso, a construir nos cursos um movimento estudantil, sólido e combativo, vinculado às lutas que acontecerão na UFPR e nas ruas. 

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