Mês: dezembro 2013

Todo apoio a greve dos RUs UFPR!

Como em 2011, o Coletivo Quebrando Muros vem prestar apoio à causa dos Terceirizados do RU. Desde aquela primeira greve, que naquele momento acontecia em torno da luta por mais direitos, e que se saiu vitoriosa, pois garantiu um aumento de 50 R$ no subsidio a alimentação, percebemos que a situação das terceirizadas na UFPR não melhorou em nada. Pelo contrário, além de observarmos que as precariedades continuam, podemos constatar que os abusos se intensificam, ficando explicito isso com a assunção do serviço por parte da Empresa Solução, que além de reduzir o pagamento em folha e torna-los “benefícios”, acaba por fim a não pagar estes (vale transporte, etc.), essa situação segundo os trabalhadores já perdura 2 meses.

            Como se percebe as terceirizadas intensificam cada vez mais a condição dos trabalhadores, pois não somente oferecem menos direitos, como se recusam a cumprir o acordado em contrato. Não podemos entender estes movimentos das empresas, associadas com a Reitoria da UFPR, como ingênuos, pois as terceirizações se implementam no sentido de retirar direitos dos trabalhadores, precarizando funções que antes eram concursadas (como servidores federais). As terceirizações ainda visam desarticular e desmobilizar os trabalhadores, colocando estes na tutela de sindicatos de “gaveta”, que tem mais acordos com o patrão e que somente aparecem quando a situação já degringolou, não organizando a luta e a resistência cotidiana.

            Hoje lutamos para tirar a empresa Solução do serviço de Rus da UFPR, mas se faz necessário compreender que os problemas gerados por esta empresa não são particulares desta, mas consequência das terceirizações em si, e são estas, as terceirizações, que temos que expulsar de nossas Universidades. Reivindicamos que a Universidade assuma os terceirizados com os mesmo direitos que todos os outros trabalhadores, afinal no “concurso prático” da função (servir a Universidade e sua comunidade universitária todos os dias) estes trabalhadores já demonstraram a anos que passaram.

            Sem a organização permanente em uma luta enérgica contra as terceirizações jamais os trabalhadores terão seus direitos garantidos, pois estes por meio das terceirizações são privatizados e se tornam o lucro das empresas. Nesse sentido que nosso modesto Coletivo Quebrando Muros vem tentando somar esforços e praticar solidariedade a estes trabalhadores, auxiliando ativamente em sua organização.

Fora Solução!

Fora Terceirização!

Fora Privatização!

Trabalhador Organiza-te e Luta!

“Onde há muros, há o que esconder!”

 

 

 

Anúncios

Repressão e Criminalização dos Lutadores Populares em Mato Grosso

29613_455903537863291_81454816_nMais uma vez presenciamos a demonstração dessa ditadura disfarçada de democracia no Estado de Mato Grosso; dessa vez, especificamente no município de Várzea Grande. No dia 29 de novembro de 2013, foi realizada uma manifestação contra a máfia do transporte, que toma conta tanto na cidade de Cuiabá como em Várzea Grande; em Várzea Grande, a população há anos sofre com o descaso dos ditos “representantes” do povo, com enormes problemas na saúde/educação/transporte/moradia, vivenciando cotidianamente os transtornos das obras da Copa do Pantanal.

A população várzea-grandense, além de não possuírem transporte público de qualidade, receberam um presente de natal antecipado, no qual foi construído uma divisão dentro do terminal rodoviário André Maggi. Essa divisão foi feita com catracas e grades de ferro, que força (forçava) a população a pagar duas passagens para poderem pegar outro ônibus e deslocarem-se para outros pontos da cidade e regiões vizinhas. Pode parecer algo simplório, porém, a população não possui o direito de efetuar integração, sem esquecer dos estudantes que não possuem passe-livre estudantil.

Cansados de todo esse abuso gerado pela máfia do transporte (AGER/MTU/EMPRESÁRIOS/PREFEITURA), foi realizada uma manifestação, no dia já citado anteriormente, na qual a própria população aderiu ao ato e arrancou catracas e retiraram as grades que impossibilitavam e aplicavam o roubo contra os passageiros. Foi uma enorme demonstração do quanto a população está cansada de todos esses desvios escancarados para as obras da Copa do Mundo. Foram 25 presospresos políticos, é claro, boa parte menores e que já foram soltos; no atual momento (30/11/2013), estamos contando com 12 presos políticos.

Nossa maior preocupação agora é a possibilidade de os 12 serem destinados para o presídio Carumbé, caso não paguemos fiança para liberação dos mesmos. O delegado determinou fiança de 8 salários mínimos por militante, que gera o montante de aproximadamente R$ 65.000,00. Estamos atrás de toda solidariedade possível nesse momento, além do suporte jurídico que já está nos acompanhando, estamos precisando de apoio financeiro de todos os companheiros e companheiras que possam contribuir com qualquer valor para que possamos libertar nossos presos políticos.

Não podemos esquecer que isso não passa de uma prática de terrorismo psicológico, que muito foi exercida nos períodos da Ditadura Militar na América Latina como um todo.

NÃO SE INTIMIDAR, NÃO DESMOBILIZAR. NENHUM LUTADOR SOCIAL SEM SOLIDARIEDADE!
PROTESTO NÃO É CRIME E NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

Rusga Libertária / Resistência Popular–MT / MST / Coordenação Anarquista Brasileira-CAB/SINTECT – MT / Autonomia e Luta 

 

Fonte: http://rusgalibertaria.wordpress.com/2013/11/30/repressao-e-criminalizacao-dos-lutadores-populares-em-mato-grosso/ (01/12/2013)