Mês: fevereiro 2014

I Seminário de Formação Tarifa Zero Curitiba 22 de fevereiro a partir das 13h

Retirado de : http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/02/17/i-seminario-de-formacao-tarifa-zero-curitiba-22-de-fevereiro-a-partir-das-13h/

Todxs estão convidadxs a comparecer ao I Seminário de Formação do Coletivo Tarifa Zero de Curitiba.

O seminário tem como intento a aproximação do Coletivo Local do Tarifa Zero Curitiba com o MPL Nacional, bem como formar os militantes do Coletivo Tarifa Zero Curitiba e ainda divulgar o CTZ CWB a demais interessadxs.

No Seminário terão espaço para fala o MPL Joinville que desenvolvera sua apresentação trasendo um histórico do Movimento Passe Livre e suas pautas, teremos também a apresentação do histórico da luta pelo transporte em Curitiba com o Professor Lafaiete Neves autor do livro “Movimento Popular e Transporte Coletivo em Curitiba” e por fim teremos uma apresentação do Coletivo Traifa Zero Curitiba que  discorrera sobre a luta pelo transporte e as jornadas de junho.

Quando: 22 de Fevereiro, a partir das 13h.

Onde: Reitoria UFPR.

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Tarifa Zero vs Fruet

Nos preparamos com alguns suprimentos, e quando chegaram barracas para nos abrigar, a repressão não tardou a aparecer. Fomos impedidos de ficar no gramado em frente a prefeitura, e ao tentarmos montar as barracas na calçada, a tropa de choque da Guarda Municipal foi imediatamente acionada, nos dando apenas dois minutos para levantarmos acampamento. Tentamos negociar sem sucesso, recebendo ordem para retirar os equipamentos ou eles mesmos nos tirariam à força. E ainda nos obrigaram a ser submetidos à uma revista de nossos pertences, pois éramos “suspeitos”. Em seguida, entregamos nossos panfletos e deixamos o local.

Os acontecidos e as palavras do secretário, que utilizava de falsos argumentos técnicos para nos convencer que não era possível reduzir a tarifa, só torna mais claro a questão política em jogo: a prefeitura não está, e nunca esteve, do lado do povo e suas demandas. Está à serviço dos de cima, dos empresários burgueses, e do lucro acima de qualquer custo. E somente com a força do povo nas ruas obteremos as reais conquistas, pois os poderosos não têm interesse e não nos recebem pela boa vontade.

Mas não recuaremos! Se a tarifa não baixar, Curitiba vai parar!
Pela redução imediata da tarifa e anulação dos contratos, seguiremos lutando!

Dia 20 estaremos de volta às ruas, às 18h, na Boca Maldita, pressionando o governo com a vontade popular!

Retirado de : http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/02/14/ato-contra-o-aumento-da-tarifa-e-reprimido-pela-prefeitura-de-curitiba/

Nota de retratação do PSOL a agressão: Paz entre nós, guerra aos senhores! Nota sobre os acontecimentos do ato “Não Vai Ter Copa” no dia 25/01/2014

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/02/12/nota-de-retratacao-do-psol-a-agressao-paz-entre-nos-guerra-aos-senhores-nota-sobre-os-acontecimentos-do-ato-nao-vai-ter-copa-no-dia-25012014/

Nós do Tarifa Zero damos difusão a nota escrita pelos compas do PSOL. A nota se refere ao ocorrido no I ato contra a copa, onde um militante do PSOL agrediu um militante membro do Coletivo Tarifa Zero, Frente de Luta pelo Transporte e do Coletivo Quebrando Muros.

Como defendemos uma prática baseada na horizontalidade e nos valores militantes exigimos um posicionamento público do PSOL, e mais um posicionamento autocrítico. Esperamos que estas palavras se tornem ação, e assim sigamos juntos nesta luta.

Paz entre nós guerra aos senhores do transporte!

Retirado de: https://www.facebook.com/groups/572838369427037/693934263984113/?notif_t=group_activit

Paz entre nós, guerra aos senhores!
Nota sobre os acontecimentos do ato “Não Vai Ter Copa” no dia 25/01/2014

No dia 25 de janeiro de 2014 aconteceu em Curitiba o ato “Não Vai Ter Copa”, convocado a partir do Facebook. Gostaríamos de, a partir desta nota, nos posicionar sobre alguns acontecimentos da manifestação.

Gostaríamos de registrar que atuaremos para que nos próximos atos as manifestações sejam mais organizadas, com trajeto definido de maneira democrática entre todos e todas, com uma equipe que faça o trancamento dos cruzamentos (garantindo mais segurança aos presentes) e num horário e dia de maior movimento no centro da cidade. Para nós, uma maior organização do ato é capaz de garantir mais democracia e participação de todos e todas que tem acordo com as bandeiras defendidas pela passeata.

Registramos, também, nossa auto-crítica em relação ao caso de agressão acontecido no começo do ato. Não é política de nossa organização agredir outros manifestantes e/ou militantes de movimentos sociais e entendemos que este foi um caso isolado e que não acontecerá novamente. Por outro lado, entendemos que o contexto de desorganização do ato facilitou o lamentável acontecimento.

Por fim, registramos nossa intenção de continuar colaborando na construção dos movimentos sociais, sempre na busca da unidade de todos os lutadores.

CSOL-Construindo a Insurgência

Corrente interna do PSOL

Ato dia 13/02: Fruet a tarifa não pode aumentar e tem que baixar!

Em Junho do ano passado a tarifa de ônibus custava 2,85. Hoje ela custa 2,70, e o motivo disso é claro: o povo na rua pressionou e conquistou!

Além disso, a pressão popular forçou a abertura da CPI do Transporte. O relatório final alega a fraude por parte das empresas, na tentativa de extorquir quem usa o transporte coletivo todos os dias. Além disso, temos o relatório do TCE, dizendo que a tarifa deveria custar R$0,43 centavos a menos, algo em torno de R$2,25. Como se não bastasse estarmos sendo roubados descaradamente, os empresários logo voltarão a propor mais e mais aumentos!

O transporte público (assim como a educação, a saúde e a moradia) é um direito que deve ser garantido para todo mundo, pois é somente através dele que podemos acessar as escolas, hospitais e até mesmo chegar aos lugares onde trabalhamos. Hoje, além do alto preço da passagem, as linhas de ônibus têm como foco levar as pessoas de suas casas para seus trabalhos, negligenciando a necessidade de lazer e de acesso à cidade, excluindo a periferia.

Não devemos pagar por algo que é um direito! Defendemos a Tarifa Zero para todo mundo, para que possamos ter acesso aos nossos direitos. Se os relatórios não são o suficiente para convencer a prefeitura a tomar uma atitude frente a esses absurdos, nos resta somente uma alternativa: lutar. E a luta, não se dá através da burocracia do Estado, a luta se dá nas ruas!

Por isso a Frente de Luta Pelo Transporte e O Coletivo Tarifa Zero convidam todo mundo a voltar para as ruas!

Onde: Prefeitura

Quando: Quinta-feira 13/02, às 15h

Se o TCE disse que dá, quero 2,25 já!

Tarifa Zero já!

Se a tarifa não baixar, Curitiba vai parar!

http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/02/10/frente-de-luta-pelo-transporte-e-coletivo-tarifa-zero-convidam-para-o-ato-fruet-a-tarifa-nao-pode-aumentar-e-tem-que-baixar-curitiba/

[MPL-Rio] Nota de repúdio à violência da PMERJ contra trabalhadores e manifestantes no dia 06/02/2014 e a tentativa de criminalização dos movimentos sociais

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Publicação original: http://mplrio.wordpress.com/2014/02/09/nota-de-repudio-a-violencia-da-pmerj-contra-trabalhadores-e-manifestantes-no-dia-06022014-e-a-tentativa-de-criminalizacao-dos-movimentos-sociais/

O Movimento Passe Livre da cidade do Rio de Janeiro (MPL-Rio) vem a público se manifestar contra a violência perpetrada pela PMERJ no ato da última quinta-feira (06) e que terminou com o saldo de 28 presos, dezenas de feridos e 1 morte. Sim, houve uma morte na última manifestação, prontamente abafada pela mídia corporativa ao dar único enfoque ao caso do jornalista da Bandeirantes atingido na manifestação.

Desde dezembro de 2013 ocorrem atos no Rio de Janeiro contra o aumento das passagens e em todos estas manifestações, apesar de em um momento ou outro, a PMERJ objetivar causar algum entrevero, no geral se mantiveram alheios às movimentações dos manifestantes e tudo correu bem.

Na última manifestação, após a tranquila passeata pela Avenida Presidente Vargas, chegando à Central do Brasil, a PMERJ resolveu que não seria mais um mero coadjuvuvante no ato e colocou toda sua carga polícial sobre os manifestantes, desencadeando uma onda de revolta popular contra as arbitrariedades policiais.

Após a ação covarde dentro da Central do Brasil (usando bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio em ambiente fechado), a PMERJ saiu caçando pessoas a esmo pelas ruas, trabalhadores, manifestantes e quem mais estivesse por ali, novamente jogando bombas à esmo. Nesta situação, o senhor Tasnan Accioly, trabalhador nas ruas centrais da cidade, iniciou uma corrida desesperada pelo meio da avenida para tentar fugir da polícia, algo que muitas outras pessoas faziam no mesmo momento. O pânico causado e a fumaça das bombas tomou conta da via pública e neste momento é que o senhor Tasnan Accioly foi atropelado por um ônibus e teve as duas pernas esmagadas, atingindo artérias importantes do corpo e perdendo muito sangue. Foi socorrido e levado ao hospital Souza Aguiar, mas acabou por falecer no dia seguinte (07).

Uma situação de causa e efeito simples: a PMERJ criou o terror sobre as ruas, levando ao desespero transeuntes, situação que criou o clima indispensável para explicar o porque de correr pelo meio da rua e causando o atropelamento e morte do senhor Tasnan Accioly. Por este motivo, repudiamos a atuação da PMERJ e nos colocamos publicamente em solidariedade com a família e entes queridos deste senhor. Porém, nos causa enorme desalento o esquecimento desta morte. Qual seria o motivo desta situação?

É fato que o ocorrido com o cinegrafista da Tv Bandeirantes Santiago Andrade também nos causa profundo lamento e também nos colocamos aqui em solidariedade com os familiares e entes queridos deste trabalhador. Porém, nos parece completamente evidente que quem desencadeou toda a situação foi a PMERJ e sua irresponsável atuação (jogando bombas de efeito moral a esmo, prendendo e batendo em pessoas aleatoriamente, desencadeando grande revolta entre trabalhares e manifestantes ali presentes). Evidentemente que uma atitude irresponsável por parte de algum manifestante deve ser prontamente criticada, mas a cobertura da mídia corporativa não deixa de demonstrar também os seus objetivos.

Ao qualificar prontamente dois manifestantes vestidos de cinza enquanto “black blocs”, sem antes ter apurado qualquer coisa neste sentido, a mídia corporativa mostra no minimo sua incompetência e, no limite, sua completa parcialidade ante os fatos. É um descalabro tentar vincular uma pessoa à uma tática de ação de rua, em detrimento a preceitos básicos desta tática, já que para ser um “black” bloc é preciso estar de “preto” e, evidentemente, alguém de cinza não compõe o conjunto de pessoas aderentes a esta tática. Mas o pior de tudo é verificar que na visão da mídia corporativa, duas vidas tem valor distinto. E, aparentemente, a vida de um cinegrafista de uma televisão corporativa tem muito mais valor que a vida de um anônimo trabalhador.

Mas não nos deixemos enganar pela aparência forjada, pois a junção de ambos os erros da mídia corporativa nos evidencia um outro aspecto mais importante de sua atuação: ao dar relevo único ao acidente ocorrido com o jornalista, vinculando seu agressor à tática black bloc e ao mesmo tempo esquecendo completamente a morte do senhor Tasnan Accioly, vislumbra-se que mais uma vez o objetivo da mídia cooporativa é criminalizar o movimento de rua e enquadrá-lo sob estritos limites, mostrando sua opção de estar ao lado dos poderes opressores secularmente constituídos (Prefeitura, Governo Estadual e PMERJ).

Sabemos, no entanto, que a PMERJ não tem autonomia nesta decisão, que se deve em sua responsabilidade última ao consórcio do prefeito Eduardo Paes e do Governador Sérgio Cabral, ambos responsáveis pelos aumentos nos ônibus (municipais e intermunicipais) e gestores da máquina assassina da polícia militar. Assim, nos parece evidente que quem acendeu aquele pavio que atingiu o cinegrafista foram os senhores Eduardo Paes e Sérgio Cabral, responsáveis também pelo atropelamento do senhor Tasnan Accioly, sob os quais devem ser computadas o saldo da ação desastrosa e inconsequente da PMERJ.

Mesmo abalados e solidários às vítimas das consequências da atuação policial, não deixaremos de nos valer dos nossos direitos básicos e nos colocar assim contra o aumento. Lembramos ao prefeito e ao governador que o fim das manifestações estão condicionadas à revogação imediata dos aumentos.

Porém, em função dos últimos acontecimentos, a concentração para a próxima manifestação ocorrerá no mesmo local onde o cinegrafista da bandeirantes foi ferido, demonstrando publicamente nossa memória e solidariedade com aqueles que foram atacados no decurso da luta contra os desmandos dos poderes constituídos.

Ninguém será esquecido!
Em repúdio à violência contra trabalhadores e manifestantes no último ato!
Até a vândala e violenta tarifa cair!
Por uma vida sem catracas!

MPL-Rio