Mês: março 2014

ATO: 50 anos de ditadura e a repressão continua!

 

Quando: 1º de abril (terça), 12 h.

Onde: Reitoria UFPR

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Há exatos 50 anos, iniciou-se no Brasil um período marcado pelo autoritarismo e repressão: o Regime Militar. Instaurado no dia 1 de abril de 1964, através de um golpe militar pôs fim ao período Populista do até então presidente João Goulart. O golpe de estado foi apoiado pelos setores conservadores da sociedade, que temiam a implantação da reforma de base, alegando que tal medida despontaria numa ditadura comunista. O então chefe do Estado-Maior do exército, Mal. Castelo Branco, um dos principais articuladores do golpe de 64, é eleito presidente pelo Congresso, o primeiro dos cinco que estiveram no poder durante os 21 anos de ditadura militar no Brasil. O plano político do regime era marcado pelo autoritarismo, supressão dos direitos civis, censura prévia aos meios de comunicação e pelas prisões torturas e assassinatos Aqueles que fossem opositores aos golpistas deveriam ser presos. Diversos militantes da esquerda tiveram de se exilar, suas casas foram invadidas, pois qualquer ligação à esquerda ideológica era considerada como uma ameaça ao regime instaurado. Centenas foram mortos pelas forças armadas ou são dadas como desaparecidas até hoje.

Os movimentos sociais passaram a agir na clandestinidade, à margem do governo ditatorial. E temos na ditadura, na linha de frente no combate e represão aos movimentos sociais, em especial o movimento estudantil, um conhecido da comunidade acadêmica da UFPR, o até então reitor da UFPR, Flávio Suplicy de Lacerda, torna-se ministro da educação e decreta a extinção das entidades estaduais e a UNE. As decisões repressivas do governo tornavam a revoltas entre os estudantis ainda maiores. Foi com o AI-5 (que por ato do presidente podia supender o legislativo e judiciário, o executivo ainda podia suspender direitos políticos e a censura aumenta) e o fechamento do Congresso. Por conta desta agenda ainda mais conservadora do Marechal Costa e Silva (segundo ditador), muitos estudantes decidiram aderir à luta armada nos anos seguintes, muitos passaram a compor grupos radicais de resistência, participando de assassinatos, sequestros e assaltos a bancos e supermercados, para financiar as lutas armadas contra o regime militar.

O ministério da educação, sob comando de Suplicy, assinou diversos acordos com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e nos relatórios de 1965 a 1968 eram indicados que as instituições buscassem formas alternativas para financiar a educação (ou seja que fossem privatizadas), sem falar que se sugeriam reformas que tornariam nossos cursos superiores tecnicistas. Suplicy tinha ainda no ministério a função de acabar com o Movimento Estudanti, e não exitou em intensificar a perseguição. Como se não basta-se, em 1967, de volta a cadeira de reitor, o ex- ministro da educação, Flavio Suplicy, tenta estabelecer uma taxa de anuidade aos estudantes ingressos na instituição a partir do vestibular daquele ano. O movimento estudantil, organizado realizou uma ampla campanha contra a cobrança da anuidade entre os universitários e secundaristas e por meio de forte mobilização barra as movimentações.

Atualmente temos visto que a repressão continua. Nas manifestações são presos centenas, pelo simples fato de protestar contra esta injusta ordem. Todos os dias vemos “pinheirinhos” serem despejados com uma grande truculência. Greves, como a emblematica greve dos garis no Rio de Janeiro são tratadas como caso de polícia. Temos ainda AI-5 da copa (lei geral da copa) que transforma manifestantes em terroristas, podendo os colocar na prisão pelo período de 2 a 5 anos pelo simples ato de se manifestar durante a copa.

Não avistamos nenhuma homenagem, nenhum monumento aos bravos estudantes lutadores que impediram a implementação de mensalidades na UFPR, e nenhuma homenagem aqueles que entregaram sua vida para lutar contra a ditadura temos em nossa cidade. Todavia encontramos em nosso pátio uma vistosa estátua de Suplicy, e por todas cidades vemos homenagens a estes homens responsáveis por este regime atroz que foi porporcionado pelo golpe militar. A repressão ainda continua dura a quem decide por não se calar as injustiças.

Por isso convocamos a todxs a relembrar este dia que foi o do golpe militar com luto para os que se foram e luta.

NÃO PASSARÃO!

BASTA DE CRIMINALIZAÇÃO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS!

ATO POLÍTICO NA REITORIA, DIA 1 DE ABRIL, 12:30.

FIRMAM ESTE ATO:

CAHS-Centro Acadêmico Hugo Simas

CALC- Coletivo Anarquista Luta de Classe

CQM- Coletivo Quebrando Muros

LPJ- Levante Popular da Juventude

PCB- Partido Comunista Brasileiro

PSOL- Partido Socialismo e Liberdade

RUA-

CTZ- Coletivo Tarifa Zero Curitiba

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Moção de apoio à ocupação da Reitoria da UFSC

No dia 25 de março, terça-feira, estudantes que estavam no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), na UFSC, foram abordados por policiais federais à paisana dentro do campi da Universidade, com eles uma pequena quantidade de maconha. Ao verem isso, outros estudantes buscaram auxílio de professores e técnicos administrativos para intervirem na ação policial, entretanto, não houve negociação por parte dos policiais que tentaram levar os estudantes forçosamente para dentro de um veículo. Diante da resistência dos envolvidos frente à operação, os oficiais decidiram chamar o reforço da Polícia Federal e do batalhão de Choque da Polícia Militar que quando chegaram ao local trataram de usar as mais diversas medidas repressivas aos estudantes, técnicos e professores presentes no bosque da CFH.  Ao todo 5 pessoas foram levadas à delegacia, mas foram soltas após assinarem o boletim de ocorrência.

Em nota publicada em seu site (http://noticias.ufsc.br/2014/03/nota-de-repudio/), a Reitoria da UFSC explica que não tinha conhecimento do procedimento policial naquele momento no campi da Universidade, embora a ação pudesse ser cumprida fora das locações da Instituição.No tumulto, muitas pessoas ficaram feridas devido à repressão com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha. A atuação policial além de ferir a autonomia Universitária demonstrou a irresponsabilidade e incoerência da ação policial, e isso dentro de uma Universidade, pois nas favelas e periferias isso tende a se tornar mais truculento e frequente.

Desde o dia 25, estudantes estão ocupando a Reitoria da UFSC devido ao procedimento policial na Universidade e exigindo a retirada da polícia do campus, um novo projeto de iluminação, o afastamento e punição aos responsáveis pela operação e a revogação do memorando da reitoria que autoriza a PM na UFSC e proíbe as festas. Diante de toda mobilização e retaliação dos estudantes professores e técnico administrativos da UFSC contra a ação da Polícia Federal e Militar, nós do Quebrando Muros manifestamos total apoio à ocupação dos estudantes na Reitoria da Universidade, pois sabemos que somente através da Luta conseguiremos mudar a nossa realidade!

 

Arriba los que luchan!

8 de março – Viva a Mulher Trabalhadora!

Hoje, dia 8 de março, comemoramos mais um Dia da Mulher Trabalhadora, da Mulher Negra, da Mulher Trans*, da Mulher Lésbica, da Mulher Bissexual, da Mulher Camponesa, da Mulher Deficiente, da Mulher Periférica. Mais um Dia das Mulheres* de baixo.

Que esse 8 de março não seja mais um dia da burguesia branca, heterossexual e cisgênera. Que esse 8 de março e todos os dias que virão sejam dias das mulheres* revolucionárias, guerrilheiras e batalhadoras. Pois todos os dias são dias de lutas para nós, que enfrentamos cotidianamente o machismo potencializado por racismo, cissexismo, homofobia e principalmente, por sermos trabalhadoras.

Que a luta das mulheres* de baixo continue todos os dias, cada vez mais forte. Até que nenhuma mulher* seja mais trancafiada e queimada, estuprada, mutilada, assassinada.

Salve a Mulher* Trabalhadora! Hoje, e sempre.

Que nossa família sejam todos aqueles que lutam pela Liberdade!

“Puño en alto mujeres del mundo
hacia horizontes preñados de luz
por rutas ardientes,
los pies en la tierra
la frente en lo azul.
Afirmando promesas de vida
desafiemos la tradición
modelemos la arcilla caliente
de un mundo que nace del dolor.
¡Qué el pasado se hunda en la nada!
¡qué nos importa el ayer!
Queremos escribir de nuevo
la palabra MUJER.
Puño en alto mujeres del mundo
hacia horizontes preñados de luz,
por rutas ardientes,
adelante, adelante,
de cara a la luz.”

(Hino de las Mujeres Libres)

*nos referimos à todas as expressões de Mulher anteriormente citadas.

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CARTA ABERTA À POPULAÇÃO E À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

 

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/1834/carta-aberta-a-populacao-e-a-comunidade-universitaria

A partir do dia 17 de março, os servidores técnico-administrativos da UFPR, UTFPR e Hospital de Clínicas entram em greve por tempo indeterminado

No país do futebol, da corrupção e da desigualdade social, que lugar está reservado para a educação e a saúde públicas?
Nós, servidores técnico-administrativos das universidades federais, recebemos os mais baixos salários de todo o poder executivo. O vencimento básico de um Assistente em Administração recém-admitido na universidade não ultrapassa 1.950,00 reais, ou seja, é inferior a três salários mínimos. Apesar disso, são esses trabalhadores que realizam as funções administrativas nas coordenações de curso, bibliotecas, departamentos, pró-reitorias, nas seções de execução orçamentária e em muitas outras. Poderíamos dizer a mesma coisa dos profissionais da saúde, como o pessoal da enfermagem que trabalha no Hospital de Clínicas, na Maternidade Victor Ferreira do Amaral, e que mesmo desempenhando funções tão essenciais para o bom andamento das atividades de assistência e ensino, são normalmente obrigados a ter dois empregos ou a fazer plantões adicionais para completar os magros rendimentos.A situação dos nossos companheiros contratados pela FUNPAR ou terceirizados é ainda pior: o pessoal da FUNPAR recebe salários de pobreza e os terceirizados, salários de miséria(costumam receber menos do que um salário mínimo após os “descontos”). E são essas pessoas —a maioria mulheres, mães de família— que fazem a universidade funcionar, trabalhando nos serviços mais pesados: limpeza e conservação, restaurantes, lavanderias, manutenção, transportes, segurança…Como chegamos a este ponto?No Brasil, quem trabalha com educação e saúde não é tratado com respeito. E isso inclui, é claro, as professoras e os professores, que também estão com os salários arrochados e com a carreira precarizada. Isso acontece porque a presidente Dilma (PT), seguindo a linha adotada por Lula, não abandonou em nenhum momento a cartilha neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC (PSDB). A prova disso é que mesmo após 11 anos de governos do PT, os serviços públicos vão de mal a pior. Há uma crise grave na maior parte das áreas sociais e um caos completo na saúde, na educação e nos transportes públicos. Essa foi uma das causas da explosão de revolta que varreu o país em junho de 2013. Infelizmente, até agora, o governo não deu ouvidos para o que o povo dizia nas ruas, e o suplício de quem depende dos serviços públicos, principalmente do SUS, continua.Campeão mundial de impostos e taxas de juros… Para quê?O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Todos os anos batemos recordes de arrecadação de impostos. Por acaso esse dinheiro retorna para a sociedade na forma de investimentos em infraestrutura, geração de empregos, educação, saúde, previdência social? Infelizmente, não. Então, onde vai parar todo esse dinheiro?A resposta é simples. No Brasil colônia, os exploradores das metrópoles saíam daqui com suas embarcações abarrotadas de pau-brasil, açúcar, tabaco e ouro (usando para isso o trabalho escravo). No Brasil de hoje, continua acontecendo quase a mesma coisa, a diferença é que o modo de explorar a força de trabalho mudou, as metrópoles e os exploradores mudaram, e surgiram métodos muito mais eficazes de roubar aquilo que produzimos: entre eles, a desnacionalização da economia (privatizações) e o perverso mecanismo da “dívida pública”.A Coroa portuguesa exigia a quinta parte da produção de ouro das nossas minas. A exploração atual é muito mais feroz: quase a metade do Orçamento da União é enviada diretamente para o bolso dos banqueiros e dos especuladores do mercado financeiro, na forma de pagamentos dos serviços de rolagem da dívida pública (juros e amortizações). E a parte mais cruel desse sofisticado mecanismo de exploração é que quanto mais se paga, mais se deve.

Retrato da desigualdadeSomente em 2012, pagamos 753 bilhões de reais da dívida pública! Para se ter uma ideia do que isso significa, com esse dinheiro seria possível pagar um salário mínimo atual (724 reais) para 50 milhões de pessoas durante 20 meses; ou construir 18 milhões de casas populares a um custo de 40 mil reais cada; ou 44 mil hospitais de excelência, a um custo de 17 milhões cada um. Outra comparação: o total gasto com o Bolsa Família no mesmo ano (2012), que atinge quase 14 milhões de famílias (a 70 reais por pessoa), foi de pouco mais de 20,2 bilhões, ou seja, trinta e sete vezes menos do que o valor dado pelo governo aos bancos!

A “reprimarização” da economia: a causa do sucateamento do ensino superior público

O governo federal pretende transformar o Brasil no campeão mundial de exportação de produtos agrícolas até 2020, para a alegria do agronegócio. Com isso, vai se agravar o processo de destruição ambiental causado pela expansão das monoculturas de soja e cana-de-açúcar, o que acarreta graves transtornos climáticos e também a destruição da agricultura familiar (elevando brutalmente o preço dos alimentos). Além disso, ao transformar o Brasil no “celeiro do mundo”, esse retorno à economia colonial vai causar a destruição do que restou da indústria nacional, liberando definitivamente o mercado interno para as multinacionais e para a penetração dos importados. Neste cenário, em que nossa função se resume a enviar matérias primas (commodities) para as metrópoles e comprar delas os produtos industrializados, que lugar poderia haver para as universidades públicas, para a produção de conhecimento, ciência e tecnologia?

Que país queremos para as futuras gerações?

Se não houver uma reação enérgica dos trabalhadores e de toda a sociedade contra este retrocesso histórico, se não defendermos as universidades públicas, que mesmo diante de todas as dificuldades ainda realizam a maior parte da pesquisa científica do país, e ainda formam os melhores profissionais, em breve elas estarão extintas. As faculdades privadas, as “fábricas de diploma” e os cursos ligeiros ou à distância dominarão completamente o “mercado de ensino superior”. E então o Brasil perderá definitivamente o pouquinho de autonomia e soberania que adquiriu desde o último pós-guerra até hoje, período em que nossas universidades cresceram paralelamente ao desenvolvimento da mineração, da siderurgia, das telecomunicações, da extração e refino de petróleo, e de outras áreas em que chegamos a ser autônomos, antes que os governos das últimas décadas (tanto do PSDB quanto do PT) entregassem tudo de bandeja para as multinacionais.

Por um Brasil verdadeiramente justo e soberano!

Essa é a guerra para a qual os trabalhadores e toda a população estão convocados: lutar pela nossa soberania e por justiça social. A “elite” de nosso país mostrou ser completamente incapaz de realizar essa tarefa —preferiu ser sócia minoritária do capital estrangeiro e enriquecer à custa da dilapidação do Estado (corrupção). Reverter o atraso histórico, as injustiças seculares, a miséria, a pobreza e a ignorância, é uma tarefa que recai agora integralmente sobre os ombros da classe trabalhadora. Nós, servidores técnico-administrativos da UFPR, HC, UTFPR, IFPR e UNILA, estamos fazendo a nossa parte. Nossa luta por respeito, por salários e condições de trabalho dignas, faz parte da defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade.

Não estamos pedindo nada de mais. Queremos apenas o mesmo tratamento prioritário e emergencial dado pelo governo federal à FIFA, às empreiteiras, aos bancos e às multinacionais:exigimos investimentos pesados e imediatos nos serviços públicos!

Todos aqueles que torcem por um Brasil verdadeiramente justo e soberano precisam se incorporar a essa luta! Seja solidário ao movimento grevista e nos ajude a exigir da presidente Dilma que atenda as demandas dos trabalhadores!

Nossas principais reivindicações:
 

Em defesa das universidades públicas!

Carreira, salários e condições de trabalho dignas!

Piso de três salários mínimos! Data-base e negociação coletiva! Antecipação da parcela de 5% de reajuste programada para 2015!

Fim das privatizações! Revogação das leis que criaram a EBSERH e o FUNPRESP!

Em defesa da aposentadoria especial! Revogação das Orientações Normativas que reduzem o adicional de insalubridade!

Turnos contínuos e jornada de 30h!

Construção e reestruturação das creches nas universidades, sem municipalização!

Em defesa do direito de greve e das demais garantias constitucionais de expressão, manifestação e organização política e sindical! Não ao “AI-5 padrão FIFA”! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais!

SINDITEST-PR
Gestão Sindicato é pra Lutar!