Mês: outubro 2014

[CTZ – CURITIBA] PL do Passe Livre, vencemos a batalha mas não a guerra!

Retirado de: http://tarifazerocuritiba.wordpress.com/2014/10/27/pl-do-passe-livre-vencemos-a-batalha-mas-nao-a-guerra/

Na semana passada, finalmente passou a tramitar o PL (Projeto de Lei), para o Passe Livre estudantil e de desempregados, projeto elaborado pela Frente de Luta pelo Transporte, da qual o Coletivo Tarifa Zero faz parte. Como noticíamos anteriormente, em duas ocasiões a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) extraviou documentos referentes ao projeto, assim inviabilizando sua tramitação,tramitação essa que somente foi viabilizada por meio de um ato público, que recolheu os documentos necessários pela terceira vez e os levou novamente a câmara junto de um bolinho para a (des)comemoração do aniversário de um ano do projeto parado na CMC.

Cabe lembrar que a tramitação do PL, foi acordada em plena ocupação da CMC no Outubro do ano passado, tendo se comprometido a presidencia e mais 30 vereadores com a tramitação em estado de urgência do projeto. Como sempre soubemos as palavras dos “representantes” do povo são apenas palavras, afinal seu real compromisso é com o cartel do transporte e não com a população de Curitiba.

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Temos uma longa guerra a travar com os poderes dominantes (políticos e empresários do transporte), vencemos uma primeira batalha. Nós do Tarifa Zero sabemos que somente a luta podera fazer o Passe Livre uma realidade.

Leia o PL aqui: PL – Frente de Luta pelo Transporte – passe livre

Por uma vida sem Catracas!
Coletivo Tarifa Zero Curitiba.

Nosso posicionamento perante a eleição para o DCE-UEM

Nos últimos anos o Movimento Estudantil (ME) da UEM tem vivido o gosto amargo da desorganização que impôs aos estudantes diversas derrotas. O Restaurante Universitário está há mais de dois anos fechado, encarecendo o custo de vida para xs estudantes da UEM e elitizando ainda mais nossa universidade. Foi aprovado um Regime Disciplinar Discente autoritário, que criminaliza o ME e nega aos estudantes qualquer forma de atividade cultural e política dentro do campus sem a autorização da Reitoria. Vivenciamos ainda a agressão e perseguição de estudantes, cortes de verbas, falta de blocos, falta de professores e a ausência total de qualquer forma de assistência estudantil que garanta condições de permanência na universidade. Por onde olhamos é fácil enxergar o estado de precarização e abandono em que a UEM se encontra. O Movimento Estudantil, fragilizado na base e centralizado na burocracia de suas entidades representativas, atualmente se encontra sem força para resistir aos ataques contra a universidade pública e para trazer novas conquistas para xs estudantes.

Após um ano de uma gestão fraca e omissa da UJS e JPT, completamente submissa aos interesses da Reitoria, agora nos vemos novamente diante do período de campanha eleitoral para o DCE, em que mais uma vez chapas são formadas de última hora e distantes da base para disputar a direção da entidade e de cima para baixo organizar o ME. Acreditamos que o Movimento Estudantil deve ser construído de baixo para cima e pela base, de forma horizontal e através da ação direta, e não de cima para baixo a partir do DCE. Só através da luta árdua e constante do dia a dia, fortalecendo os Centros Acadêmicos e os estudantes em seus cursos, é que conseguiremos ter a força necessária para por em curso à transformação da UEM na universidade que desejamos e obter vitórias ao longo desse caminho. Criticamos a velha e vencida estratégia do ME de focar na disputa pelo DCE em detrimento da organização dia a dia da luta na base. Pouca força terá qualquer gestão do DCE que começa a se organizar para as lutas poucas semanas antes do período eleitoral. Criticamos também a postura centralizadora adotada pela gestão 2013/2014 do DCE que manteve as portas fechadas durante suas reuniões, esperamos que a próxima gestão seja mais aberta e horizontal, permitindo uma maior participação dos estudantes.

Perante a presente conjuntura de desorganização do ME da UEM, avaliamos que seria um equívoco nossa participação ou apoio a qualquer uma das chapas que disputam a gestão do DCE este ano. Para fortalecer o Movimento Estudantil na UEM, devemos primeiro fortalecer a luta dxs estudantes nos cursos e Centros Acadêmicos. Neste sentido, continuaremos firmes na luta, fortalecendo dia a dia a base para obter novas conquistas, sempre desde baixo e à esquerda. Para além do DCE, fazemos um chamado à todxs xs estudantes da UEM para que se organizem ocupando os espaços de luta em seus cursos. Somente se os espaços de base estudantil estiverem consolidados organizativamente é que será possível construir um movimento estudantil classista, forte, combativo e unido.

Arriba lxs que luchan!

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[CURITIBA] 2° Encontro do Grupo de Estudos em Autogestão (GEA)

O Coletivo Quebrando Muros volta a articular o Grupo de Estudos em Autogestão (GEA) neste final de ano de 2014! Vamos fazer nossos encontros quinzenalmente às quartas.

Na quarta-feira (15/10) fizemos nosso primeiro encontro, discutindo o começo da cartilha da Universidade Popular/RJ – MTD (atual MOB), chamada “CAPITALISMO, ANTICAPITALISMO E ORGANIZAÇÃO POPULAR”.

Na primeira quarta de novembro, teremos nosso segundo encontro e continuaremos discutindo a primeira parte da cartilha.

QUANDO: Quarta-feira, 05/11, 19:00.
ONDE: Sala 404, D. Pedro II (prédio menor), Reitoria UFPR.

Baixe a obra completa aqui: Cartilha MOB

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/320464008157035/

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Ato lança o Comitê Lutar Não é Crime e pede o fim do processo contra o estudante Nicolas Pacheco

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/2180/ato-lanca-o-comite-lutar-nao-e-crime-e-pede-o-fim-do-processo-contra-o-estudante-nicolas-pacheco

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O Ato em Defesa de Nicolas Pacheco que aconteceu nesta manhã no Pátio da Reitoria da UFPR contou com a participação de mais de 15 entidades e com a presença de mais três militantes que assim como Nicolas enfrentam um processo de criminalização por causa de suas lutas. Durante o evento desta manhã também ocorreu o lançamento do Comitê Lutar Não é Crime, que simboliza a nova fase de organização dos movimentos de luta contra a criminalização dos movimentos sociais no país.

As entidades reivindicaram o arquivamento imediato do processo contra Nicolas e o fim da criminalização dos movimentos sociais no país. Nicolas é estudante e militante e foi preso de forma arbitrária, truculenta e repressiva no dia 28 de agosto, durante manifestação da Frente de Luta Pra Não Perder o HC contra a EBSERH e está sendo responsabilizado por crimes que não cometeu.

Nicolas esta sendo acusado de “resistência à prisão” e “constrangimento ilegal”. As únicas provas apresentadas pela polícia são os depoimentos dos próprios agentes envolvidos na operação e de seguranças terceirizados da UFPR. “Os depoimentos falsos que saíram são um absurdo porque mesmo com as imagens mostrando o que aconteceu eles disseram que eu entrei em luta corporal com a polícia! Eu fui imobilizado, jogado no chão, algemado com as mãos para trás e passei cinco horas dessa maneira”, desabafa o estudante. (Veja aqui https://quebrandomuros.wordpress.com/2014/10/03/venha-compor-o-comite-lutar-crime-anistia-para-nicolas/)

A presidente do Sinditest, Carla Cobalchini, lembrou o quanto foi truculenta e desproporcional a ação da polícia Federal para garantir a privatização do Hospital de Clínicas. “Quem estava aqui no dia 28 lembra muito bem do som das bombas que estouraram, lembra muito bem do cheiro do gás, lembra muito bem da ardência nos olhos, do clima de terror que foi instalado na universidade com a presença massiva e repressiva da Polícia Militar e da Polícia Federal, a mando do Reitor Zaki Akel, a mando do Governo Federal e a mando de todas as forças que se aliam com a burguesia.”

André Altmann, militante do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, de Joinville, também está sendo criminalizado por lutar no início do ano em uma série de manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. Em solidariedade aos demais companheiros ele esteve presente no Ato e relatou que as empresas de ônibus e a prefeitura estão tentando intimidar os lutadores através dos processos criminais; cinco militantes estão sendo indiciados em 21 processos. “Eles não conseguem provar concretamente do que nos acusam. As alegações que nos criminalizam são de postagens em blog e no Facebook como mentores intelectuais. Eles usam muitos depoimentos dos funcionários das empresas de ônibus. Há um processo de coação contra os funcionários e outros que são de altos cargos da gerência que estão servindo como testemunhas”, conta André.

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Nicolas Pacheco e André Altmann: ambos estão sendo criminalizados por participarem de manifestações políticas

Uma militante do PSOL e uma trabalhadora do Sindisep, que também estão enfrentando processos criminais por conta de lutas sociais, participaram do ato em solidariedade a Nicolas. Luan Marino, representante do Coletivo Quebrando Muros, ressaltou que a força e união das entidades de luta fazem a diferença para avançar na conquista de direitos da classe trabalhadora, que nesse momento vivencia uma série de ataques. “Não é de hoje que a luta é criminalizada, principalmente, não é novidade a criminalização dos mais pobres. Só com a luta conjunta e a solidariedade de classes é que a gente vai impedir que nossos companheiros sejam presos e humilhados, que a gente vai conseguir a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, que a gente vai lutar por direito a moradia. Temos que unir nossas lutas”.

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Juciane, trabalhadora do Sindisep, esteve presente no ato e também está sendo criminalizada por lutar

As entidades presentes no Ato voltarão a se reunir em breve para articular as próximas mobilizações do Comitê Lutar Não é Crime. “Eu vim aqui lutar ao lado da classe trabalhadora contra a privatização da saúde, todo mundo que defende uma saúde pública, gratuita e de qualidade tem que estar aqui, essa é uma luta de todos e não só dos trabalhadores do HC. E eu viria quantas vezes fossem necessárias. O Comitê Lutar Não é Crime não é só uma luta em minha defesa, é uma luta contra a criminalização de todos os ativistas. A luta continua!”, finaliza Nicolas Pacheco.

Mural com fotos de criminalizados

ASCOM Sinditest

[CURITIBA] V ELVIRA – Mulheres na Política: existe voto feminista?

Chegamos ao quinto encontro do Elvira e, em tempos de Eleições, foi proposta a discussão a respeito das mulheres na política e sua participação no processo eleitoral e no Congresso.

Convidamos a todas e todos a debater conosco a respeito da participação das mulheres e das feminista nas Eleições – tanto quem acredita no processo eleitoral quanto quem não acredita – e que perspectivas podemos pensar para o movimento feminista.

OBS: Tivemos que adiar em uma semana o encontro por conta de outra atividade que organizamos a respeito das eleições e nossa perspectiva: A Outra Campanha – https://www.facebook.com/events/871655879524692/?ref_dashboard_filter=hosting
leia mais em: https://quebrandomuros.wordpress.com/2014/10/20/curitiba-atividade-a-outra-campanha-nossas-urgencias-nao-cabem-nas-urnas-amanha-2110/

Quando: 28 de outubro de 2014

Onde: Sala 404, D. Pedro II, Reitoria UFPR

Horário: 17h00 – 19h00

Elvira Boni

[CURITIBA] Atividade A Outra Campanha – Nossas urgências não cabem nas urnas! Amanhã – 21/10

Desde 2006, os zapatistas desenvolvem “A Outra Campanha”, uma alternativa às eleições representativas. Partindo de uma linha de esquerda e anticapitalista, “A Outra campanha” baseia-se na consulta e no diálogo direto com a população, na descentralização da prática política e no estímulo a formas autônomas de organização e cooperação. Políticos profissionais e pequenos grupos de líderes são vistos como desnecessários: é de baixo – ou seja, do povo organizado – que vem as reivindicações, propostas e ações.

É, além de uma proposta contrária as eleições, representativas, um chamado para a ruas, pros movimentos de base, pra que não esperemos de um governo e sim façamos as conquistas nós mesmos!

A proposta deste encontro é apresentar A Outra Campanha e discutir como a colocamos em prática, como fazemos a mudança fora das eleições, todos os dias!

QUANDO: TERÇA-FEIRA, 21/10, 19 HORAS.

ONDE: PRÉDIO HISTÓRICO DA UFPR! SALA 205 DA PSICOLOGIA!

Nosso lugar é com os de baixo e na rua, é na luta!
Nossas urgências não cabem nas urnas!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/871655879524692/

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