Ato lança o Comitê Lutar Não é Crime e pede o fim do processo contra o estudante Nicolas Pacheco

Retirado de: http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/2180/ato-lanca-o-comite-lutar-nao-e-crime-e-pede-o-fim-do-processo-contra-o-estudante-nicolas-pacheco

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O Ato em Defesa de Nicolas Pacheco que aconteceu nesta manhã no Pátio da Reitoria da UFPR contou com a participação de mais de 15 entidades e com a presença de mais três militantes que assim como Nicolas enfrentam um processo de criminalização por causa de suas lutas. Durante o evento desta manhã também ocorreu o lançamento do Comitê Lutar Não é Crime, que simboliza a nova fase de organização dos movimentos de luta contra a criminalização dos movimentos sociais no país.

As entidades reivindicaram o arquivamento imediato do processo contra Nicolas e o fim da criminalização dos movimentos sociais no país. Nicolas é estudante e militante e foi preso de forma arbitrária, truculenta e repressiva no dia 28 de agosto, durante manifestação da Frente de Luta Pra Não Perder o HC contra a EBSERH e está sendo responsabilizado por crimes que não cometeu.

Nicolas esta sendo acusado de “resistência à prisão” e “constrangimento ilegal”. As únicas provas apresentadas pela polícia são os depoimentos dos próprios agentes envolvidos na operação e de seguranças terceirizados da UFPR. “Os depoimentos falsos que saíram são um absurdo porque mesmo com as imagens mostrando o que aconteceu eles disseram que eu entrei em luta corporal com a polícia! Eu fui imobilizado, jogado no chão, algemado com as mãos para trás e passei cinco horas dessa maneira”, desabafa o estudante. (Veja aqui https://quebrandomuros.wordpress.com/2014/10/03/venha-compor-o-comite-lutar-crime-anistia-para-nicolas/)

A presidente do Sinditest, Carla Cobalchini, lembrou o quanto foi truculenta e desproporcional a ação da polícia Federal para garantir a privatização do Hospital de Clínicas. “Quem estava aqui no dia 28 lembra muito bem do som das bombas que estouraram, lembra muito bem do cheiro do gás, lembra muito bem da ardência nos olhos, do clima de terror que foi instalado na universidade com a presença massiva e repressiva da Polícia Militar e da Polícia Federal, a mando do Reitor Zaki Akel, a mando do Governo Federal e a mando de todas as forças que se aliam com a burguesia.”

André Altmann, militante do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, de Joinville, também está sendo criminalizado por lutar no início do ano em uma série de manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. Em solidariedade aos demais companheiros ele esteve presente no Ato e relatou que as empresas de ônibus e a prefeitura estão tentando intimidar os lutadores através dos processos criminais; cinco militantes estão sendo indiciados em 21 processos. “Eles não conseguem provar concretamente do que nos acusam. As alegações que nos criminalizam são de postagens em blog e no Facebook como mentores intelectuais. Eles usam muitos depoimentos dos funcionários das empresas de ônibus. Há um processo de coação contra os funcionários e outros que são de altos cargos da gerência que estão servindo como testemunhas”, conta André.

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Nicolas Pacheco e André Altmann: ambos estão sendo criminalizados por participarem de manifestações políticas

Uma militante do PSOL e uma trabalhadora do Sindisep, que também estão enfrentando processos criminais por conta de lutas sociais, participaram do ato em solidariedade a Nicolas. Luan Marino, representante do Coletivo Quebrando Muros, ressaltou que a força e união das entidades de luta fazem a diferença para avançar na conquista de direitos da classe trabalhadora, que nesse momento vivencia uma série de ataques. “Não é de hoje que a luta é criminalizada, principalmente, não é novidade a criminalização dos mais pobres. Só com a luta conjunta e a solidariedade de classes é que a gente vai impedir que nossos companheiros sejam presos e humilhados, que a gente vai conseguir a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, que a gente vai lutar por direito a moradia. Temos que unir nossas lutas”.

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Juciane, trabalhadora do Sindisep, esteve presente no ato e também está sendo criminalizada por lutar

As entidades presentes no Ato voltarão a se reunir em breve para articular as próximas mobilizações do Comitê Lutar Não é Crime. “Eu vim aqui lutar ao lado da classe trabalhadora contra a privatização da saúde, todo mundo que defende uma saúde pública, gratuita e de qualidade tem que estar aqui, essa é uma luta de todos e não só dos trabalhadores do HC. E eu viria quantas vezes fossem necessárias. O Comitê Lutar Não é Crime não é só uma luta em minha defesa, é uma luta contra a criminalização de todos os ativistas. A luta continua!”, finaliza Nicolas Pacheco.

Mural com fotos de criminalizados

ASCOM Sinditest

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