Arquivo de abril, 2015

29 de abril será lembrado como o dia em que o governo do Estado do Paraná promoveu um massacre. A dois dias do histórico Primeiro de Maio, o Centro Cívico de Curitiba foi transformado em palco de guerra para garantir que o governador colocasse as mãos na aposentadoria de milhares de servidores e servidoras. Milhares também foram os policiais deslocados para ferir mais de 400 manifestantes, em uma operação militar brutal que mobilizou grande parte do aparelho repressivo estadual, com jatos d’água, cães, cavalaria (não utilizadas, mas estava preparada), armas de choque (estavam preparadas), e atiradores de elite (estavam mais do que preparados) além dos já habituais spray de pimenta, gás lacrimogênio e balas de borracha.

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A repressão foi para impedir que dezenas de milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes ocupassem a Assembleia Legislativa, cientes de que só a ação direta impediria a aprovação do PL 252/2015, que garante o roubo da previdência.

Para tentar nos amedrontar, também foram realizadas várias prisões, entre elas a de 4 estudantes da UEL, que estavam acampados para barrar mais este ataque. Os estudantes foram barbaramente sequestrados por policiais a paisana e enquanto se dirigiam ao acampamento sofreram diversas ameaças.

Enquanto alguns estavam presos e centenas hospitalizados o governador Beto Richa dava pronunciamento, vergonhosamente mentiroso e descarado, em que afirmava ser vitima de injustiça.

Não nos intimidaremos.

Injusta é a classe dominante! Responderemos à repressão com organização!

Hoje, quinta-feira, houve um novo ato contra os ataques do Estado aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e contra a violência do Estado, com milhares de pessoas.

Tivemos três detidos que já foram soltos.

Amanhã, Primeiro de Maio, dia de luta e luta, haverá uma nova manifestação em frente à Praça 19 de dezembro, às 9 horas!

Seguiremos convictos de que só a organização e a radicalização dos de baixo barrará os ataques dos de cima.

Contra os ataques deste governo fascista!

Contra a repressão e criminalização dos movimentos sociais!

Lutar! Criar Poder Popular!

É HOJE! O ROUBO DA PREVIDÊNCIA NÃO VAI PASSAR!

Publicado: abril 29, 2015 em Sem categoria

Após uma madrugada de terror promovida pelo Estado aos servidores e estudantes acampados em frente à Assembleia Legislativa, durante a manhã de terça (28) foi preciso enfrentar mais spray de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, o batalhão do choque e até caminhões de jatos d`água para conseguir que um carro de som chegasse ao local da manifestação. Entre guardas florestais, rondas escolares, guardas de fronteira, a RONE e o BOPE, são milhares de Policiais Militares deslocados de todo o Paraná com o objetivo de garantir que a classe dominante continue cortando da carne dxs trabalhadorxs para manter seus privilégios.

Não é a casa do povo! 

Parecendo mais ou menos amigos e inimigos da educação, a Assembleia Legislativa e seus deputados jamais servirão ao povo. Hoje, o brutal aparato militar e sucessivos ataques deixam isso claro. É só com a organização e radicalização dos de baixo que conseguiremos barrar esses ataques!

Se a a ALEP está cercada pelo aparato repressivo do Estado, também está pelxs que sofrem cotidianamente a exploração e a dominação. A guerra é entre dominantes e dominadxs e vamos acumular força para vence-la!

Hoje, é necessária a presença de todxs em fente à casa de nossxs inimigxs. Hoje, é urgente estar na Alep para mostrar que força nenhuma é maior que a dxs trabalhadorxs e estudantes organizadxs!

Ação direta contra o Estado e o Capital!

Lutar! Criar! Poder Popular!

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Contra a repressão, a organização!

Publicado: abril 28, 2015 em Sem categoria
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Na madrugada dessa terça-feira vivenciamos um episódio de repressão contra profissionais da educação estadual, acampados em frente à Assembleia Legislativa, por parte do esquadrão de choque. Durante sua ação para remover os caminhões de som, no intuito de enfraquecer o movimento, o Choque nos arrastou e nos agrediu com spray de pimenta. Isso apenas prova qual a sua função: ser o braço armado do Estado!

Esse cenário de repressão vem em um momento onde projetos de lei são votados a toque de caixa pelos congressos federal e estadual. O PL 252, que busca confiscar a previdência dos servidores e o PL 4330, que vem para terceirizar as atividades-fim, são duas expressões de um mesmo momento político. E vimos, nos dois casos, que se esperarmos dos deputados, sejam “amigos ou inimigos”, qualquer projeto que ataque os direitos da classe trabalhadora será aprovado. Não podemos esperar que os governantes garantam nossos direitos.

Nos dias 10 e 12 de fevereiro, quando ocorreu a primeira tentativa de confisco da previdência, ou quando os estudantes e trabalhadores da educação barraram o projeto que visava a “autonomia financeira da universidade”, o que abre margem para a universidade pública cobrar por seus serviços, vimos qual foi o caminho que nos levou a vitória: a ação direta.

Nossa força está na nossa organização!

Às ruas! À luta!

Confira o Vídeo feito na madrugada de hoje – 28/04/2015

Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sendo lançadas contra professores, na manhã de hoje (28/04/2015)

Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sendo lançadas contra professores, na manhã de hoje (28/04/2015)

No mês de fevereiro, os trabalhadores venceram os patrões mais uma vez, através da ação direta. O funcionalismo público do estado do Paraná derrotou, através da união e da luta, os poderes legislativo e executivo e as ameças à sua previdência e seu plano de carreira propostas por esses poderes. Foram várias marchas pelas ruas de Curitiba e em outras cidades; assembleias; acampamentos; e duas ocupações da ALEP!

Mas nova ameça aos trabalhadores se apresenta: o governo enviou novo projeto que ataca a previdência do funcionalismo público, e seus cúmplices na Assembleia Legislativa o aprovaram na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Diante de tamanha provocação, no sábado (25/04), os trabalhadores em educação do Estado do Paraná, votaram pela retomada da greve geral e pelo enfrentamento aos ataques do governo.

O projeto volta a tramitar nessa segunda-feira (27/04). Os deputados aprovaram a votação em regime de urgência e farão sessões extraordinárias para garantir o assalto ao fundo previdenciário. O judiciário determinou o interdito proibitório que restringe as ações dos trabalhadores contra a votação. O governador Beto Richa ordenou o cerco policial à ALEP.

Esse cenário mostra-nos que o poder executivo conta com os poderes legislativo e judiciário para nos agredir e roubar. Porém, mostra também que o governo teme a força de nossa união e de nossas ações! É a realidade concreta que nos mostra: não podemos em hipótese alguma nos resignar e esperar cair das mãos de representantes migalhas do que já é nosso por direito. Só a nossa ação direta garantiu a vitória em fevereiro, só a ação direta garantirá uma nova vitória.

Por isso, o Coletivo Quebrando Muros chama a todas e todos para marcharmos nessa segunda-feira (27/04) contra o governo Beto Richa, seus cupinchas na assembleia e no judiciário, e seus projetos contra o funcionalismo público. A concentração será a partir das 9h, na praça 19 de dezembro.

Vamos à luta e à vitória, companheirada!!!

Amanhã vai ser maior!!!

Via Tendência Sindical Resistência Popular

“A PL 4330 é um projeto de lei, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados, que permite que a terceirização ocorra de forma irrestrita, ou seja, que todos os serviços possam ser subcontratados pelas empresas. Isso inclui a “terceirização da atividade-fim”, a atividade principal de uma empresa (antes da PL somente era permitido a atividade-meio).

Como ocorrerem os subcontratos?: A terceirização já uma realidade em boa parte dos setores de serviços, impondo um regime de extrema exploração aos trabalhadores. Esse tipo de contrato se dá através de uma terceira empresa que faz o vínculo entre o trabalhador e a empresa onde exerce sua função.

Algumas consequências às condições de trabalho:

1) As empresas terceirizadas costumam não pagar inúmeros direitos e no caso, da “pejotização” (criação de pessoas jurídicas), os DIREITOS TRABALHISTAS, como férias e 13° salário, não serão respeitados. Como a empresa que emprega não é a que recebe os serviços (ao menos formalmente, pois não faltam casos de “laranjas”) é regra e não exceção que se faça vistas grossas aos atrasos e desmandos contra os trabalhadores terceirizados.

2) Redução salarial: segundo o Dieese, o salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais. Em alguns casos, como nos bancos, chega a ser 70% menor.

3) Divisão dos trabalhadores em diferentes sindicatos, acarretando perda do poder de mobilização e luta. Além disso a grande maioria dos sindicatos que representam terceirizados são “sindicatos patronais”, formados e controlados pelas empresas prestadoras de serviços. Assim, não só dificultam a luta dos terceirizados como assinam acordos que prejudicam ainda mais estes trabalhadores para beneficiar as empresas.

4) Perda da estabilidade: O PL 4330 incentiva rotatividade dos trabalhadores. Demitir para não acumular direitos trabalhistas e recontratar com salários ainda piores é uma das regras das empresas terceirizadas. Abre-se ainda mais a brecha para que os concursos públicos sejam substituídos por contratação de trabalhadores vinculados a empresas tercerizadas, o que já acontece em diversas áreas, como limpeza e alimentação nas escolas e universidades por exemplo.

5) Saúde do trabalhador: o trabalhador terceirizado está sujeito a condições de trabalho muito mais precárias. Hoje, a cada 5 mortes por acidente de trabalho, 4 são de trabalhadores terceirizados. O assédio moral, também é muito maior quando se trata de trabalhadores terceirizados e as jornadas de trabalho por vezes chegam a 12, 14 horas por dia acarretando diversos problemas de saúde, como estresse, ansiedade e depressão. Os trabalhadores não são mais encarados enquanto tais, mas sim como “colaboradores”.

Lutar desde as bases contra a terceirização

A aprovação da PL 4330 significa a precarização das condições de trabalho e a flexibilização dos direitos. A terceirização deve ser combatida em prol de empregos estáveis e com direitos e não regulamentada como querem os patrões.

Nesse momento, é muito importante a organização e mobilização de toda classe trabalhadora: efetivos e terceirizados. Busque construir formas de paralisação, organização de debates, concentração em espaços públicos, panfletagem, participação dos atos agendados. Em seu local de trabalho, discuta os efeitos da terceirização, mobilize seus colegas e manifeste sua rebeldia!

A maioria das centrais sindicais convocam para o dia 15/4 mobilizações por todo o país contra a PL 4330. É importante que tomemos parte nessas mobilizações desde cada local de trabalho. Mas não devemos nos contentar com isso! Cabe a todos nós seguirmos a luta para além do dia 15/04, sem confiar em nas centrais governistas que também convocam os atos (caso da CUT e CTB por exemplo). Infelizmente, estas centrais estão mais preocupadas em negociar o PL, buscando “sensibilizar” parlamentares, ministros do TST, STF e a presidente Dilma/PT para vetar o PL.

Sabemos que tudo isso não passa de enrolação! É urgente fortalecer a luta das diversas categorias que começam a se levantar, entre elas trabalhadores terceirizados na limpeza da UFRGS e no município de POA. Fortalecer desde cada local de trabalho nossa organização e luta contra os ataques de patrões e governos, buscando unificar as lutas é a única possibilidade de termos uma grande onda de lutas contra a terceirização que possa culminar em uma greve geral.

É desde cada local de trabalho, debatendo pacientemente e envolvendo colega por colega nessa necessária e urgente luta que conseguiremos barrar este ataque brutal dos patrões contra nós, trabalhadores.

Não aceitamos nenhum direito a menos!
Basta de terceirização e empregos precários!
Basta de salários defasados e assédio moral!

Resistência Popular – Tendência Sindical

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Nossa greve acabou e nossos problemas continuam. Após uma luta histórica, que tem servido de referência para trabalhadores em educação de todo o país, nós, pessoas trabalhadoras em educação do Paraná nos vemos em uma situação precária. Retornamos para as escolas com pautas que haviam sido anunciadas como “vitórias da categoria” sem serem cumpridas, como, a reabertura das turmas e reorganização com referência no porte de Dezembro de 2014. Escolas sem o quadro de professores, pedagogos e funcionários completo e com as verbas do fundo rotativo do ano anterior atrasadas. Casos, como em Curitiba, em que a própria diretora está indo cozinhar para garantir a merenda porque não tem funcionários.

Na assembleia do dia 9 de março votamos contra o encerramento da greve. Sabíamos que um acordo firmado pelo judiciário não resultaria em vitórias reais para a categoria. A justiça serve como ferramenta para os poderosos, não serve às pessoas trabalhadoras. Naquele momento devíamos ter enfrentado o judiciário, da mesma forma que enfrentamos e derrotamos o legislativo e o executivo. Agora, a saída que nos resta é aprender com essa experiência: nenhuma confiança no judiciário! As únicas ferramentas capazes de garantir nossos direitos são nossa organização e a ação direta. Na atual conjuntura, temos a repetição do ataque à previdência, agora na forma de uma segregação de massas. Na prática, o governo PSDB está buscando confiscar nosso fundo previdenciário aos poucos, ao invés de fazê-lo de uma única vez. Além disso, vemos o avanço da PL 4330 no congresso federal, um dos mais sérios ataques que a classe trabalhadora está sofrendo nos últimos tempos.

A APP sindicato é o maior sindicato do Paraná, é nosso dever construir essa luta! As universidades estaduais retomando suas greves e outros setores da educação também estão em greve em várias partes do país. O ataque à previdência tem um grande potencial de levar a mobilização não somente da nossa categoria, como de todo o funcionalismo público do Paraná. Muitos de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, estamos revoltados com a atual situação. Por isso, convidamos todos para a assembleia de Londrina, pela retomada da greve! Em defesa da previdência, pela garantia das condições de trabalho e contra a PL4330!

Procure seu núcleo sindical, para garantir sua ida. Assembleia Estadual Extraordinária Data: 25 de abril de 2015 Horário: 08h Local: Canadá Country Club Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1854 – Londrina/PR

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Chamada de mobilização pelo prédio do DCE

Publicado: abril 22, 2015 em Sem categoria
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Já são anos de ameaça da Reitoria para tirar o Prédio do DCE do Movimento Estudantil!No dia 10, a Reitoria mandou fechar o RU Central devido a uma suposta contaminação da água, que teria acontecido por conta de rompimento de um cano. O Restaurante Universitário ficou fechado por 12 dias e um laudo comprovou que não havia nenhuma contaminação na água – contaminação essa que o Reitor colocou na conta das ocupações do prédio em postura totalmente elitista, higienista e xenofóbica contra coletivos e pessoas que usavam o DCE para diversas atividades abertas.

Dia dia 18, sábado que precedia um feriado prolongado, a Reitoria mandou a Polícia Federal e Polícia Militar fazer a reintegração de posse do prédio, já com a autorização de usar a força, spray de pimenta, gaz lacrimogênio e bala de borracha contra o movimento de resistência.

Hoje o prédio está lacrado com solda na porta e amanhã vai acontecer o Conselho Universitário (COUN), tendo como ponto de pauta o Prédio do DCE. O Movimento Estudantil da UFPR não pode ficar inerte frente aos ataques da Reitoria. O espaço do DCE é dos estudantes!

Amanhã às 9h, todo mundo no Patio da Reitoria! Vamos pressionar o COUN e o Reitor a nos devolver o espaço que usamos pra organização e articulação do movimento estudantil e outros movimentos sociais, prédio em que fazemos festas que arrecadamos verbas pra nos autofinanciar e nos manter autônomos.

A NOSSA LUTA É TODO DIA, O PRÉDIO É NOSSO, NÃO É DA REITORIA!

Leia mais em: https://quebrandomuros.wordpress.com/2015/04/19/reitoria-da-ufpr-ignora-decisao-estudantil-e-expulsa-coletivos-do-predio-do-dce/