Mês: maio 2015

Nota de solidariedade às mulheres da UFPR

O Coletivo Quebrando Muros presta todo apoio e solidariedade às mulheres estudantes da UFPR, em especial as dos campi Politécnico e Reitoria, que recentemente têm enfrentado uma série de ameaças e violências dentro do espaço da universidade.

No dia 25 de maio, no prédio de Arquitetura e Urbanismo apareceu um cartaz extremamente lesbofóbico e com incitação ao estupro corretivo – prática defendida para a “cura” de mulheres lésbicas – além de outros xingamentos. Na mesma semana, outras pichações com conteúdo misógino e anti-feminismo surgiram na Reitoria, em especial dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS).

Aplaudimos a firme auto-organização das mulheres, que resistem apesar das duras críticas recebidas dos setores mais conservadores. Entendemos que é um certo teste de privilégio social o quanto somos permitidas a responder às nossas opressões. Infelizmente, esse é o tipo de ataque que costumamos esperar ao levantar nossas vozes. Historicamente o espaço público e da política não é destinado à mulheres, nem à pessoas negras, trans*, homossexuais e pobres. E o recado que estão tentando nos dar é bem claro: não ouse lutar, não ouse gritar!

Mas resistiremos! Sempre tentaram nos calar, mas nunca nos calarão! Acreditamos na auto-organização das pessoas de baixo, oprimidas e exploradas, para a construção de uma nova sociedade.Temos a certeza que se os nossos gritos forem cantados em consonância, serão escutados!

Que nossa revolta alimente nossa ação, e nossa raiva seja canalizada em mais força para lutar!

NÃO, NÃO, NÃO PASSARÃO!

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29 de maio, dia de luta e resistência!

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10 mil pessoas nas ruas!
10 mil pessoas na luta!

Em um dia de mobilização nacional contra a terceirização, o corte de direitos e o ajuste fiscal do governo federal que ataca a classe trabalhadora, o Paraná esteve em luta.

Um mês após o massacre de 29 de abril, inúmeras categorias se reuniram e fizeram manifestações em todo o Paraná. Em Curitiba, o ato com 10 mil pessoas seguiu rumo à Praça 29 de abril, palco do massacre do mês passado.

Os ataques do Estado não param. O Governo Beto Richa e Dilma continuam a atacar os direitos da classe trabalhadora e não cedem nas negociações, mas a resistência vai continuar!

Cada vez mais greves estão sendo deflagradas e a radicalização vem aumentando. A burocracia sindical tenta frear o povo, mas a mobilização continua. O governo estadual não cede nas negociações com os servidores públicos, mas a greve continua.

Milhões de trabalhadoras e trabalhadores deram suor e sangue pelos direitos que conquistamos; e vamos continuar essa grande história de luta da classe oprimida!

A RESISTÊNCIA CONTINUA!
NENHUM DIREITO A MENOS!
POR UMA GREVE GERAL PELA BASE!

[MOB] A terceirização não beneficia os/as trabalhadores/as!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/05/28/a-terceirizacao-nao-beneficia-osas-trabalhadoresas/

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Panfleto distribuído em 01/05/2015 por ocasião do dia do trabalhador e da trabalhadora

Ao contrário do que muito se fala, o dia 1 º de maio não é o dia do trabalho, mas sim o dia dos trabalhadores e trabalhadoras. É um dia especial para fazer uma reflexão sobre o que está bom e o que está ruim na condição de vida daqueles e daquelas que todos dias contribuem com seu trabalho, seu tempo e energia para a construção da sociedade.

O Projeto de Lei 4330, mais conhecido como PL da Terceirização, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. Se aprovado, pode significar uma grande perda para os trabalhadores e trabalhadoras. Isto porque, este projeto ataca os direitos que os trabalhadores e trabalhadoras deram duro para conquistar. Terceirização é quando uma empresa pública ou privada transfere suas atividades a um terceiro.

Como isso vai nos afetar? Isso gera contratação por indicação, fragiliza a situação do empregado em relação ao seu empregador e ainda pode acabar com os benefícios trabalhistas. O terceirizado ganha 24% menos que o trabalhador de carteira assinada, além disso pode levar calote da empresa e ser demitido por nada. Os terceirizados trabalham em média, três horas a mais na semana e de 5 acidentes de trabalho, 4 atingem os trabalhadores terceirizados. O terceirizado é tratado como um trabalhador de “segunda categoria” dentro das empresas. Os patrões e o governo não estão preocupados com o trabalhador, querem apenas lucrar em cima do nosso suor.

O que é o MOB?

O Movimento de Organização de Base é um movimento social que busca, a partir da mobilização do povo organizado, lutar na reivindicação dos direitos e das necessidades mais imediatas, seja na educação, saúde, cultura, trabalho etc.

Buscamos construir ferramentas de luta que ajudem na caminhada cotidiana em direção a estes objetivos, como centros de cultura, bibliotecas, oficinas, atividades culturais, trabalhos de produção, espaços de educação e outros.

Nos bairros, periferias, favelas, ocupações, no local de trabalho ou de estudo vamos fortalecendo o protagonismo do povo para arrancar as conquistas independente de governos, partidos ou patrões nas lutas cotidianas.

Movimento de Organização de Base – RJ

[Ponta Grossa] 1º Grupo de Estudos em Autogestão – GEA

O Coletivo Quebrando Muros convida abertamente todxs interessadxs em debater conosco o tema da Autogestão aplicado à prática política e seus afins, no Grupo de Estudos em Autogestão (GEA) de Ponta Grossa.

Será nosso primeiro encontro e discutiremos o texto “A AUTOGESTÃO DA SOCIEDADE PREPARA-SE NA AUTOGESTÃO DAS LUTAS” do João Bernardo (disponível aqui: https://quebrandomuros.files.wordpress.com/2010/06/a-autogestc3a3o-da-sociedade-prepara-se-na-autogestc3a3o-das-lutas.pdf).

QUANDO: Sábado, 30/05, 16:30.
ONDE: no DCE – UEPG – Av. Bonifácio Vilela, 36 (em frente a UEPG – Centro)

[Maringá] II Encontro GEA – Grupo de Estudos em Autogestão

O Coletivo Quebrando Muros convida abertamente todxs interessadxs em debater conosco o tema da Autogestão aplicado à prática política e seus afins, no Grupo de Estudos em Autogestão (GEA).

Nesse encontro vamos começar a discutir a cartilha da Universidade Popular/RJ – MTD (atual MOB), chamada ‘CAPITALISMO, ANTICAPITALISMO E ORGANIZAÇÃO POPULAR”.
(primeira parte):
https://quebrandomuros.files.wordpress.com/2010/06/cartilha_anticapitalismo-e-organizac3a7c3a3o-popular.pdf

Sugerimos a leitura do texto, entretanto quem não conseguir ler não deixe de participar!

QUANDO: Sábado, 23/05, 18h.
ONDE: Sala 13, bloco 06 – UEM (CAPsi)

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1579927845604580/

[Curitiba] 2º Círculo de Estudos em Sindicalismo Revolucionário

O Coletivo Quebrando Muros convida para o 2º encontro do Círculo de Estudos sobre Sindicalismo Revolucionário!

Nesse próximo encontro faremos uma abordagem crítica sobre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio do professor de Economia da UFPR, Lafaiete Neves.

O objetivo do Círculo de Estudos é o de construir uma proposta de atuação libertária no meio sindical e para tanto, nosso 1º encontro debateu o tema “Sindicalismo e Movimentos Sociais”, em que foram tratadas questões como burocracia sindical e o papel de um sindicato combativo e de resistência na organização da classe trabalhadora.

Quando: Sábado, 23 de maio, 15 horas.

Onde: Sala 502 – prédio Dom Pedro II – Reitoria da UFPR

[ADIADO DEVIDO À ORGANIZAÇÃO DA GREVE – Curitiba] Construindo Poder Popular: Qual o papel do movimento estudantil?

EVENTO ADIADO DEVIDO AOS EVENTOS DE ORGANIZAÇÃO DA LUTA
Devido aos desdobramentos da construção da greve nas universidades federais e estaduais; a assembleia dos professores da UFPR que acontecerá às 16 horas, que estaremos presentes e deve se estender para o horário que seria do nosso evento; a impossibilidade da presença de compas que fariam parte da apresentação que viriam de outras cidades, pois estarão em atividades de organização das greves; ADIAREMOS O EVENTO TEMPORARIAMENTE.

LOGO QUE REMARCARMOS IREMOS DIVULGAR A NOVA DATA.

PEDIMOS QUE OS/AS ESTUDANTES DE DIREITO E OUTROS CURSOS COMPAREÇAM NA ASSEMBLEIA DOS/DAS PROFESSORES/AS NA SEGUNDA (25) E PARTICIPEM DA FRENTE DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL DO PARANÁ.

AGORA É GREVE!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1438211753149359/

Neste intenso momento de lutas e perspectiva de greve nas federais, o Coletivo Quebrando Muros vem apresentar e discutir várias questões relacionadas à luta estudantil e construção do Poder Popular no Direito da UFPR. Todas e todos estão convidadas, sendo ou não do curso de Direito ou da UFPR.

A universidade pública está cada vez mais precarizada (mesmo o Direito UFPR sendo exceção) – acesso restrito, falta de assistência estudantil, falta de professores e estrutura; os serviços públicos ficando mais sucateados; os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sendo intensamente atacados; E o que o movimento estudantil tem a ver com isso?

Vamos apresentar e discutir a importância da organização no movimento estudantil, a relevância das conquistas nas últimas greves, o papel que o movimento estudantil pode cumprir em apoio à luta para além dos muros da Universidade e muito mais.

O Movimento Estudantil, dando destaque no curso de Direito, muitas vezes pode parecer se resumindo em um ciclo fechado em si mesmo, sem muita efetividade na realidade, sendo muito discurso, pouca ação e só se mobilizando em momentos de disputa de eleições de representação. Mas, o Movimento Estudantil é e pode ser muita mais do que isso.

Queremos, enfim, apresentar uma forma de se fazer movimento estudantil guiado por princípios libertários. Isso envolve se juntar, de maneira solidária e reconhecendo seu lugar, com outros movimentos. Envolve também investigar e questionar com profundidade seu método organizativo. Preocupar-se sempre com a responsabilidade e a disciplina militante, conhecendo a seriedade das consequências de suas falhas e conquistas. E ter como prioridade a ideia que só será possível alcançar o Poder Popular estando com e entre os/as de baixo não apenas nos momentos oportunos, e sim em TODOS os momentos.