[TERP-RS] CAMPANHA PRA QUE(M) SERVE TEU CONHECIMENTO?

Retirado de: https://www.facebook.com/rpestudantil/posts/650801545057392:0

Enfrentamos uma série de obstáculos para estudar. E durante todo o percurso, desde os primeiros anos, o modelo de educação e o processo de escolarização são voltados para um fim próprio, que é obter uma formação de mão de obra mais ou menos qualificada para o mercado de trabalho, que sabemos, vai ocorrer em cima de um sistema que reproduz a desigualdade, sendo sempre mais precária para os pobres.

Apesar do esforço de alguns professores, questões sociais ficam em segundo plano, e o discurso oficial é o da formação para o trabalho, para assim ter um “lugar” na sociedade. Mas que lugar é esse que desejam para nós nesse modelo de sociedade capitalista que produz desigualdade e violência, onde 1% da população domina quase toda riqueza do mundo?

No âmbito da universidade somos conduzidos à produção, aprendemos metodologias e técnicas de produção e aplicação de conhecimentos específicos. Basicamente, somos motivados pela alimentação de nossas plataformas lattes e nosso currículo. Aprendemos muito sobre pouco e pouco sobre o todo. Formamos-nos tendo em vista o mercado de trabalho que é dominado pelos ricos e patrões. Enquanto isso todo esse conhecimento não ultrapassa os muros e não há comunicação com as ruas e periferias, nem mesmo o reflexo do que aqui é produzido.

O convênio de empresas e a grande participação do setor privado na educação é uma parte importante para fazermos a reflexão do para quem serve o conhecimento produzido. O empresariado brasileiro vem ao longo dos anos ampliando suas formas de atuação para ter uma maior participação na esfera pública e poder de certa forma intervir em sua gestão.

A questão dos investimentos no ensino toma uma grande parte nesse processo, pois visam a formação de um técnico-profissional (mão de obra qualificada a longo prazo), assim como obtém benefícios como responsabilidades (tanto sociais como legais), o marketing (que abrange boa parte da população), incentivos ficais, dentre outros aspectos que estão, muitas vezes, ligados entre si.

Observamos, no entanto, que a relação entre setor privado e a coisa pública é prejudicial ao conjunto da sociedade. Convênios como o da Ufrgs e outras universidades com a empresa israelense ELBIT (representada pela AEL), por exemplo, visa uma série de vantagens e a produção conjunta do conhecimento ligado a um massacre praticado ao povo palestino, um lucro efetivado em cima do sangue dessa população. Ou a relação de bancos e outras empresas com escolas de ensino médio, a exemplo do Jovem Aprendiz, que subordina o ensino à formação de mão de obra precária para o mercado de trabalho. Convênios que são simplesmente empurrados para os brasileiros, sem consulta e sem a grande reflexão: para que(m) serve nosso conhecimento?

Defendemos uma educação realmente pública, com condições iguais de acesso e, principalmente, que garanta a permanência dos estudantes. Um sistema de ensino que trate não só de assuntos específicos mas também daquilo que esta entrelaçado com a atualidade e o contexto da sociedade. Somos peças fundamentais em todo o processo e nosso papel enquanto estudantes é o de lutar para garantir que a formação dos estudantes traga consigo diversos aspectos do conhecimento e não seja um entendimento isolado, que vise a emancipação humana e não uma simples reprodução do sistema do mercado de trabalho.

ESTUDAR, LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

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