Mês: julho 2015

Repasse último ato FMEP e Chamado ao DCE-UFPR

Via: Frente de Mobilização Estudantil do Paraná

O movimento estudantil experimentou mais uma vez o descaso e desonestidade da Reitoria. Há 2 semanas, no dia 23 de junho, a Frente de Mobilização Estudantil do Paraná (FMEP), juntamente com o DCE, protocolou, em ato, na Reitoria um documento com as pautas estudantis retiradas em assembléia. Essas pautas dizem respeito principalmente a recuperar a assistência estudantil que temos perdido esse ano: fechamento ou falta de alimentos do RU, atrasos e cortes de bolsas e outros cortes de verbas que afetam nossas condições de ensino.

Ficamos horas esperando o chefe de gabinete, já que ele não estava no horário que havia nos informado que estaria . Ele assinou um documento se comprometendo a marcar uma reunião aberta em no máximo 10 dias para discutir e negociar as pautas. Esse prazo era muito importante pois, em breve, entrariam as férias e a participação estudantil seria muito prejudicada.

Passaram-se os 10 dias e não obtivemos nenhuma resposta ou informação com respeito a essa reunião. Desse modo no dia 7 de julho, a FMEP chamou um novo ato para denunciar a negligência da Reitoria e exigir que nossa reunião fosse realizada. A funcionária que nos recebeu, vice-chefe do gabinete, disse que a reunião havia, sim, sido marcada e nós é que não havíamos comparecido. Explicamos que não recebemos nada e pedimos que ela nos mostrasse o e-mail em que a Reitoria marcava a reunião, ao que ela respondeu que não tinha acesso a ele no momento, mas que nos mandaria depois. Deixamos novamente o contato da FMEP e ela se comprometeu em conversar com o Reitor Zaki Akel e confirmar uma reunião para a primeira semana de Agosto, quando o semestre letivo terá iniciado e a participação estudantil possa ser novamente garantida.

O ato, então, estava se encerrando, qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o DCE estava, naquele mesmo momento, em reunião com a PRAE para negociar justamente as pautas estudantis retiradas em assembleia e protocoladas no ato anterior. Ao serem confrontados, os integrantes do DCE disseram que a reunião havia sido marcada de última hora (meio-dia) e que eles não viram a necessidade de informar a FMEP, pois eles eram suficientes para representar os estudantes. Pedimos, então, para a pró-reitora Rita de Cássia Lopes que nos recebesse para pelo menos nos informar sobre a reunião que haviam feito, entretanto ela respondeu que a negociação seria feita apenas com o DCE e que nós deveríamos nos dirigir a eles.

Nos reunimos, então, apenas com o DCE, que nos repassou o que foi discutido na reunião, que consistia em justificativas da reitoria e afirmação da inviabilidade da maior parte de nossas pautas. A reunião se encerrou com o DCE se comprometendo a repassar para a FMEP e os CA’s a relatoria da reunião com a PRAE e a participar da próxima reunião da FMEP, dia 14 de julho, terça-feira, às 15h na reitoria para pensar conjuntamente os próximos passos e incluir a FMEP nas negociações com a Reitoria.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná é uma organização aberta, que se formou em meios às mobilizações de greves nas universidades estaduais e federais, e que reúne estudantes da UFPR, UTFPR e UNESPAR. Em Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR,  foi deliberado que a FMEP seria o polo de organização para os assuntos e pautas pertinentes ao estado de mobilização estudantil. O DCE, por sua vez, se dispos a não simplesmente articular o movimento com a FMEP, mas compô-la.

Acreditamos que o movimento estudantil deve ser feito da forma mais democrática e representativa possível. Afinal, quem melhor para nos representar do que nós mesmos? Insistimos para que as negociações sejam feitas pela Frente de Mobilização Estudantil do Paraná, pois é uma frente aberta a qualquer estudante e realiza suas deliberações e discussões de forma coletiva e democrática. Não é por acaso que a Reitoria se recusa a negociar com todo o movimento estudantil e o faz exclusivamente com um DCE que tem se colocado cada vez mais afastado do restante dos estudantes da UFPR. No que diz respeito à Reitoria, que outra vez tentou nos enrolar dizendo que “agora nao dá, mas retornamos depois pra vocês”, estamos certos que se trata de jogo político. Resta saber se a gestão do DCE também está jogando por seus interesses em detrimento do interesse da base estudantil ou se se trata de uma imensa desorganização, já que novamente o DCE está se mostrando um instrumento que mais atravanca do que potencializa a organização estudantil de luta.

fmep

Terceirizados param por falta de pagamento no HC/EBSERH

Via: SINDITEST-PR

Trabalhadores terceirizados do serviço de nutrição e zeladoria do Hospital de Clínicas, contratados pela Empresa Hamirisi cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira em protesto contra a falta de pagamento salarial.

Recentemente a Hamirisi já estava contratada pelo Hospital de Clínicas para prestar serviço de zeladoria e, recentemente “ganhou” a licitação para o serviço de nutrição. A mesma empresa que no mês de janeiro já havia atrasado pagamentos.

Nesta manhã, os terceirizados paralisaram o serviço porque o salário que deveria ter sido depositado no último dia 06 de julho, até o momento não estava na conta dos funcionários, além da ausência do vale-transporte. As funcionárias sequer tem dinheiro para volta para casa.

Outro atraso também causou revolta, é a ausência do pagamento de férias dos trabalhadores FUNPAR/HC. Em resposta dada por telefone, a FUNPAR afirma que não recebeu recursos do HC para efetuar esse pagamento e que só deverá fazê-lo na próxima sexta-feira, dia 10 de julho.

Esta é a realidade do HC/EBSERH. Agora que virou empresa, o Hospital de Clínicas aprofunda a injustiça contra os trabalhadores e confirma a previsão do sindicato: a EBSERH não é a solução!

greveHC

Greve Estudantil – ferramenta de luta e autonomia dxs estudantes

Neste duro ano de 2015, a crise econômica tem justificado a ampliação dos golpes contra os/as de baixo. Seja nos âmbitos municipal, estadual ou federal, no executivo ou legislativo, as medidas de austeridade são impostas por todos os lados. Afinal, o Estado tem sim um lado: o dos ricos e poderosos.

A educação pública é um dos maiores alvos destes ataques. No ensino superior, o projeto de precarização e privatização das universidades está cada vez mais acelerado. Os cortes em bolsas e programas de permanência afetam diretamente os/as estudantes que mais precisam. Eles são eles e elas que, de forma autônoma -mas ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação organizados/organizadas – que podem barrar esses ataques e garantir a manutenção de direitos.

O movimento estudantil tem demonstrado sua autonomia de luta através de uma importante ferramenta: a Greve Estudantil. Para muito além do apoio e solidariedade às greves de trabalhadores e trabalhadoras do ensino superior (professores, agentes, terceirizados), as lutas se pautam por reivindicações próprias da categoria, que referem-se diretamente à manutenção da universidade pública e gratuita e a condições dignas para a permanência nos locais de estudo.

A greve estudantil não é apenas um preparatório para lutas futuras de trabalhadores em formação, mas uma ferramenta importante na defesa da universidade pública. Nessa luta, o movimento estudantil é tão importante quanto o sindical – e é um erro secundarizar uma ou outra categoria. Estudantes, servidores, terceirizados ou professores: nossos esforços devem convergir cada vez mais, apoiando-nos um nos outros e trocando acúmulos e experiências. Para todas nós, é importante ter claro que apenas a luta construída de baixo pra cima e pautada pela Ação Direta será capaz de manter os direitos que nos tentam arrancar em nome da crise!

Nesse sentido, a mobilização estudantil tem servido como estímulo e influenciado a luta dos outros setores de trabalhadores e trabalhadoras. Apontando para um caminho autônomo de resistência, estudantes da Universidade Estadual de Londrina mantiveram-se em greve estudantil e ocuparam a reitoria após o término da greve de docentes e servidores. Provando que só a organização e a radicalização das/dos de baixo nos farão avançar em nossos direitos, estudantes conseguiram o comprometimento da reitoria em fornecer um valor mensal para alimentação dos/das estudantes bolsistas e moradores/moradoras da residência estudantil. Uma vitória da greve estudantil!

Nos campus Curitiba I e II da UNESPAR (Escola de Música e Belas Artes- EMBAP e Faculdade de Artes do Paraná- FAP), a greve estudantil traz dentre suas principais pautas a implementação de políticas de assistência estudantil. Após muita luta, os estudantes conseguiram o comprometimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a implementação de bolsas auxílio-permanência para 2016, além de previsões para o término de obras inacabada e estudos ampliados sobre assistência estudantil. A greve estudantil segue mesmo após a suspensão da greve de professores e agentes, parando as aulas de todos os cursos, conseguindo o apoio dos trabalhadores e mostrando na prática a autonomia do movimento.

greve estudantil

Viva a autonomia do movimento estudantil!
Viva a ação direta!