Arquivo de setembro, 2015

Terceirizadas da UFPR em Greve: A nossa luta é todo dia!

Publicado: setembro 10, 2015 em Sem categoria

Na manhã do dia de hoje, 10 de setembro, as funcionárias da limpeza da UFPR deflagraram greve e paralisaram as atividades por conta do atraso do último salário, que deveria ter caído no último dia 6.

A Reitoria da universidade continua alegando que o atraso no pagamento de salários e bolsas aconteceu por conta da ocupação do prédio administrativo, que já dura 10 dias.

Reafirmamos que desde o início o movimento estudantil grevista esteve disposto a autorizar a entrada de funcionários no prédio para realização desses e outros pagamentos que forem necessários, pois não é objetivo da nossa luta prejudicar ainda mais estudantes e trabalhadores da universidade pública.

A nossa luta é por condições dignas de estudo e trabalho, e estamos lado-a-lado com as funcionárias da limpeza, da segurança, manutenção, cozinha, técnicos-administrativos e professores. Queremos proteger nossa educação dos ataques que a “Pátria Educadora” vem fazendo.

Todo apoio à luta das e dos trabalhadores terceirizados!

Nenhum direito a menos!

Greve Geral contra o ajuste fiscal!

WP_20150910_11_22_38_Pro WP_20150910_11_23_05_Pro

Ação Direta para garantir conquistas: A luta na UFPR continua!

Publicado: setembro 3, 2015 em Sem categoria

“Ação Direta é a arma que nós temos
Pra fazer justiça pra viver”
(Hino da Ação Direta)

E a ocupação na Reitoria da UFPR continua firme!

Mesmo com a tentativa de negociação da desocupação por parte dos estudantes a Reitoria da UFPR continua intransigente e tentando nos passar a perna.

Na tarde de ontem, 02 de setembro, os estudantes ocupados na Reitoria se reuniram um ato simbólico para entregar para a Comissão de Negociação da Reitoria as condições para a desocupação do prédio (veja abaixo). Porém a Reitoria se recusou a sentar conosco para debater as condições, se comprometendo a uma resposta por escrito delas até às 17h do mesmo dia.

Com quase duas horas de atraso, recebemos por escrito a resposta que já tínhamos antes: a Reitoria se nega a negociar com os estudantes até que acabe a desocupação. Algumas horas depois, cortaram novamente a luz do prédio, mas a assembleia continuou.

Não vamos cair nessa! A ocupação aconteceu justamente por conta da falta de respostas concretas às nossas pautas. Desde o semestre passado os estudantes estão organizados na Frente de Mobilização Estudantil do Paraná e tentando negociar com a Reitoria, e o Reitor Zaki Akel continua nos enrolando.

Em virtude disso, a plenária da ocupação, que contou com a participação de mais de 100 pessoas, decidiu por fechar as portas de todo o campus da Reitoria nessa manhã (03/09).

Paramos o funcionamento de todo o campus por quase toda a manhã, lembrando à todas as pessoas que continuam suas atividades apesar da paralisação das três categorias que a greve continua e estamos organizados, firmes e fortes, para continuar pressionando que a Reitoria negocie. E mesmo sem o fornecimento de luz e de água, seguimos resistindo e utilizando novas ferramentas de Ação Direta para garantir que a Reitoria nos atenda!

Também foram organizadas passagens em sala pelos campi do Politécnico e do Agrárias para convidar todas e todos a se somarem na luta e informando que hoje tem Assembleia Geral Estudantil, às 18h30, para decidir os rumos do movimento.

Continuaremos firmes na construção de uma Greve Geral contra o ajuste fiscal!

Contra a precarização de nossas vidas!

Não tem arrego: você tira da educação e nós tiramos seu sossego!

Leia o Manifesto da Ocupação com as condições para a desocupação:

000 001

O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

greve ufpr

“O Brasil não aceita pobre revolucionário

O marginalizado defensor do favelado”
-Facção Central

O Coletivo Quebrando Muros vem declarar publicamente solidariedade e apoio ao companheiro e advogado Renato Almeida Freitas Jr., que recentemente tem sido perseguido e ameaçado por Policiais Militares (PM-PR) após sua atuação como advogado na periferia de Curitiba.

Renato atendia um cliente no bairro Santa Cândida no dia 17/08, pois a PM acabava de invandir sua casa em busca de um flagrante de drogas. Chegando lá, registrou uma série de abusos por parte dos policiais que revistavam a casa, entre eles: invasão domiciliar sem mandado judicial, tortura, dano ao patrimônio, abuso de autoridade e também flagrante forjado.

Ao registrar todos os abusos cometidos para a defesa da vítima, Renato sofreu as primeiras ameaças por parte dos policiais, que tiravam fotos do seu carro e sua placa. Quatro dias depois (21/08), Renato foi abordado de dentro do seu carro por um policial que o reconheceu como o “Advogado da ocorrência do Santa Cândida”, quando começou a ser agredido. Ao questionar o que estava acontecendo, recebeu voz de prisão por um suposto desacato, levado à delegacia algemado (mesma delegacia onde foi registrada a ocorrência do dia 17), e recebeu diversos insultos racistas.

Além de toda essa agressão, ainda recebeu ameaças pelas redes sociais e telefonemas anônimos que apenas diziam seu endereço e desligavam. Sua vida e de sua família estão obviamente em risco.

Sabemos que não é incomum a prática de Policiais Militares de sequestrar, torturar e matar a população negra e periférica. Amarildo, Cláudia, DG, Eduardo, e tantos são os nomes esquecidos e apagados da história pelas mãos do braço armado do Estado.
Dezenove são os corpos deixados em Osasco na última quinzena. Centenas por dia. Milhares por mês. Incontáveis por ano.

Mas não iremos esquecer! Nem perdoar!

Somos solidários ao companheiro Renato, assim como aos milhares de jovens negras e negros da periferia que sofrem diariamente com a violência policial.

Chega de extermínio da população pobre e negra!

Basta de criminalização da pobreza!

Pelo fim da Polícia Militar!

Lutar! Criar Poder Popular!