Arquivo de novembro, 2015

É com alegria e muito trabalho coletivo que o Coletivo Quebrando Muros lança o 11ª edição do Jornal A Fagulha!

Confira textos sobre a Greve na UFPR, o Mês da Consciência Negra, Educação Popular, o fechamento de escolas no Paraná, a repressão do Estado a movimentos sociais e a luta das trabalhadoras terceirizadas, que tem ficado sem salário na UFPR e na UNESPAR.

Clique abaixo para ler a versão em pdf ou peça um jornal impresso para um/a de nossos/as militantes.

A Fagulha 11 

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Apoio Crítico à chapa Nós Não Vamos Pagar Nada – DCE UFPR 2016

Publicado: novembro 25, 2015 em Sem categoria

Hoje e amanhã (25 e 26 de novembro) acontecerão, na UFPR, as eleições para a gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Se trata de um momento importante para o Movimento Estudantil (ME), e portanto, nós do coletivo Quebrando Muros, viemos por meio desta carta colocar nossa opinião sobre o processo e declarar nosso apoio crítico a chapa ‘Nós Não Vamos Pagar Nada’.

Acreditamos que o Movimento Estudantil só estará forte e organizado se estiver presente no dia a dia dos alunos, vinculado à sua realidade, se for construido de baixo pra cima. Esta proximidade se dá no trabalho constante nas bases, nos Centros Acadêmicos (CA’s) e Diretórios Acadêmicos (DA’s), consolidando um movimento combativo e classista. Infelizmente, não é o que vemos hoje na universidade: existe uma entidade distante da realidade dos estudantes e que, de forma geral, acaba por servir apenas aos interesses das organizações políticas que compõe sua gestão, e não para o fortalecimento do ME.

É claro que o histórico do ME da UFPR é suficiente para mostrar que a entidade do DCE pode potencializar as lutas que virão, dependendo dos grupos políticos que o ocupam. Gestões de esquerda potencializaram as lutas, garantindo avanços nas conquistas, por exemplo. Enquanto isso, gestões ligadas ao governo e a partidos de direita atravancaram os processos, boicotando ou implodindo espaços de Assembleia Geral, não mobilizando os cursos para realização de Assembleia Locais, deixando de informar os estudantes sobre os processos de greve dentro e fora da Universidade e apoiando, inclusive, a criminalização dos movimentos grevistas. Portanto neste ano de grandes cortes orçamentários na Educação, e como consequência, muitas greves, a falta de um DCE combativo dificultou a movimentação de estudantes na UFPR, o que foi suprido, entretanto, pela auto-organização da Frente de Mobilização dos Estudantes do Paraná.

Entendemos, portanto, a importância de uma gestão de luta no Diretório, uma gestão que possa ser, como proposto pela Chapa 3, descentralizada e aberta! Do mesmo modo, que seja garantida a participação dos estudantes pela horizontalidade e ação direta. A Chapa 3 é também a única que se comprometeu a lutar pela efetivação das conquistas da greve, que representam necessidades urgentes de várias e vários estudantes. Ressaltamos que, apesar de nossa decisão de não compor a chapa de disputa pelo diretório, não estamos nos ausentando da luta no movimento estudantil. Acreditamos que um ME forte se consolida desde suas bases, sendo então estratégico estar cotidianamente nos CA’s, DA’s e coletivos de curso. Desse modo, estaremos, ainda esse ano e nos próximos, atuando nesses locais no sentido de fortalecer a organização e a luta dos estudantes e construir um movimento estudantil mais forte, combativo e unido!

Não esquecendo desses elementos, declaramos nosso apoio à chapa 3 ‘Nós Não Vamos Pagar Nada’ na disputa do DCE UFPR 2015/2016, pois ela é a única chapa que pode construir nos cursos um Movimento Estudantil sólido e combativo, vinculado às lutas que acontecerão na UFPR e nas ruas!

Já são seis escolas ocupadas em São Paulo contra a reorganização e o fechamento de turmas e colégios. As/os estudantes secundaristas sabem que só a ampliação da luta radical trará conquistas e permanecem nas ocupações, rodeadas de fardados da sangrenta PM paulista mas também de vigílias e acampamentos das comunidades e outros movimentos sociais. A justiça burguesa já autorizou a reintegração de posse na primeira escola ocupada- E.E. Fernão Dias – e a grande mídia prepara o terreno pra fazer a repressão descer mais suave na opinião pública.

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Os/as secundaristas tem construído um movimento autônomo e combativo, com diálogo com a comunidade e disposição pra radicalizar. As escolas ocupadas – E.E. Castro Alves, E.E. Diadema, E.E. Fernão Dias (Pinheiros), E.E. Heloísa Assumpção (Osasco), E.E. Salvador Allende (Conj. José Bonifácio) e E.E. Valdomiro Silveira (Santo André) – precisam ser rodeadas de solidariedade, atenção e entusiasmo!

No Paraná, o governo do Estado também tentou instituir um projeto de “restruturação”, que fecha turmas e escolas em nome dos cortes de orçamento na educação. Houve mobilizações que fizeram o Estado recuar, mas é possível que os fechamentos de turmas e escolas voltem no ano que vem. A grande mídia já sinalizou que apoiará o fechamento das escolas e pede do Estado um plano mais palátavel*. Se acontecer, já sabemos nossa resposta: OCUPAR PRA NÃO FECHAR!

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AMPLIAR A OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS EM SP!

SE FECHAR NO PARANÁ, VAMOS OCUPAR!

NÃO TEM ARREGO!

*Como consta publicamente neste terrível editorial: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/fechar-escolas-so-com-um-plano-maior-56jpvu46oeyyslborbp02wdrp