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Na noite de ontem, dia 03.10.2016, os estudantes secundaristas da E.E. Padre Arnaldo Jansen, em São José dos Pinhais, decidiram coletivamente ocupar a escola, como forma de protesto às propostas de reforma do ensino médio feitas pelo governo Temer. Já defendida por Dilma, a reforma é imposta agora na Medida Provisória 746.

Essa medida vem como mais uma frente de ataque à educação pública, e tem como carro-chefe a retirada das disciplinas de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia e  do currículo obrigatório, ao mesmo tempo que dá um caráter mais técnico à formação e aumenta a carga horária de 800 para 1400 horas por ano. Além disso, ela também dá ao aluno a chance de “escolher” dentre 5 áreas para “aprender sobre os temas com mais afinco”. No entanto, as escolas não serão obrigadas a ofertar necessariamente todas elas (linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e formação técnica), deixando no currículo obrigatório em todo o Ensino Médio apenas as disciplinas de Matemática,  Português e Inglês. Isso significa uma formação que não promove a reflexão e a crítica, e somente prepara os alunos como massa de trabalhadores a serviço do capital. Não sendo o bastante, a Medida Provisória também precariza o corpo docente, pois permite que profissionais possam “ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação”. Ou seja, deixa de ser necessária uma formação técnica ou superior específica na área, fazendo com que uma formação em história possa ser o suficiente para o docente dar aulas de geografia, por exemplo. Não nos enganamos, sabemos que não há interesse nenhum em melhores condições de ensino, somente em uma formação mais rápida, eficiente e barata de mão de obra!

Contando com mais de 200 estudantes, a ocupação já na mesma noite foi alvo de intensa repressão policial, contando com a polícia militar e a guarda municipal para tentar desmobilizá-los e pressionar os alunos. Percebemos desde já a repressão por parte do Estado contra os de baixo que protestam de forma legítima e autogerida pelos seus direitos! Mas a lição de casa dos estudantes está sendo bem feita: OCUPAR E RESISTIR! Os alunos pedem apoio da comunidade com doações de alimentos, bem como apoio estrutural, como xerox, colchões, produtos de higiene. Além disso, pessoas que possam contribuir com oficinas, rodas de conversa, cursos ou demais atividades serão bem-vindos!

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Foto: Estudantes ocupam E.E. Arnaldo Jansem contra a reforma do ensino médio.

É necessário ressaltar a importância dessa ocupação, pois é a primeira no estado do Paraná em protesto à MP 746. Outros estados como São Paulo e Rio de Janeiro já tem diversas escolas ocupadas, mostrando que é SÓ COM A LUTA QUE MUDAMOS A VIDA!

Arriba camaradas!

Já são seis escolas ocupadas em São Paulo contra a reorganização e o fechamento de turmas e colégios. As/os estudantes secundaristas sabem que só a ampliação da luta radical trará conquistas e permanecem nas ocupações, rodeadas de fardados da sangrenta PM paulista mas também de vigílias e acampamentos das comunidades e outros movimentos sociais. A justiça burguesa já autorizou a reintegração de posse na primeira escola ocupada- E.E. Fernão Dias – e a grande mídia prepara o terreno pra fazer a repressão descer mais suave na opinião pública.

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Os/as secundaristas tem construído um movimento autônomo e combativo, com diálogo com a comunidade e disposição pra radicalizar. As escolas ocupadas – E.E. Castro Alves, E.E. Diadema, E.E. Fernão Dias (Pinheiros), E.E. Heloísa Assumpção (Osasco), E.E. Salvador Allende (Conj. José Bonifácio) e E.E. Valdomiro Silveira (Santo André) – precisam ser rodeadas de solidariedade, atenção e entusiasmo!

No Paraná, o governo do Estado também tentou instituir um projeto de “restruturação”, que fecha turmas e escolas em nome dos cortes de orçamento na educação. Houve mobilizações que fizeram o Estado recuar, mas é possível que os fechamentos de turmas e escolas voltem no ano que vem. A grande mídia já sinalizou que apoiará o fechamento das escolas e pede do Estado um plano mais palátavel*. Se acontecer, já sabemos nossa resposta: OCUPAR PRA NÃO FECHAR!

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AMPLIAR A OCUPAÇÃO DAS ESCOLAS EM SP!

SE FECHAR NO PARANÁ, VAMOS OCUPAR!

NÃO TEM ARREGO!

*Como consta publicamente neste terrível editorial: http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/fechar-escolas-so-com-um-plano-maior-56jpvu46oeyyslborbp02wdrp

O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

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Na última segunda-feira(22/06) mais um duro golpe foi aplicado aos servidores e servidoras do Paraná: o projeto de reajuste salarial defendido pelo governo do estado foi aprovado, em detrimento aos 8,17 % de aumento, pauta defendida pelos trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público e que era a principal pauta da greve de docentes e servidores/as das universidades estaduais. No dia seguinte a votação, professores e agentes da Universidade Estadual de Londrina(UEL) realizaram assembleia na qual foi votada pela maioria a saída da greve. E esse parece ser o caminho a ser seguido no decorrer da semana pelas demais universidades do estado.

Porém, os/as estudantes da UEL apontam para outro caminho, o da resistência. A greve estudantil possui pautas mais amplas, se colocando contra a precarização da universidade pública e defendendo, dentre outros tópicos, políticas de apoio à permanência estudantil, como a contratação de servidores/as para o Restaurante Universitário, a abertura do RU aos finais de semana e a ampliação do Centro Estadual de Educação Infantil, para permitir que filhos e filhas de estudantes e funcionários/as possam usufruir do serviço. Em assembleia histórica, as/os estudantes deliberaram pela continuidade da greve estudantil e pela ocupação da reitoria da universidade, mantendo-se em estado de assembleia permanente.

Somente a organização, a mobilização e a Ação Direta poderão fazer com que estudantes e trabalhadores avancem na conquista de seus direitos. Que a luta das/dos estudantes da UEL sirva de exemplo e inspiração nesse momento em que os desmandos e a truculência dos de cima tem prevalecido.

TODA SOLIDARIEDADE AS/AOS ESTUDANTES DA UEL!

VIVA A AÇÃO DIRETA!

LUTAR! CRIAR! PODER POPULAR

Contra a repressão, a organização!

Publicado: abril 28, 2015 em Sem categoria
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Na madrugada dessa terça-feira vivenciamos um episódio de repressão contra profissionais da educação estadual, acampados em frente à Assembleia Legislativa, por parte do esquadrão de choque. Durante sua ação para remover os caminhões de som, no intuito de enfraquecer o movimento, o Choque nos arrastou e nos agrediu com spray de pimenta. Isso apenas prova qual a sua função: ser o braço armado do Estado!

Esse cenário de repressão vem em um momento onde projetos de lei são votados a toque de caixa pelos congressos federal e estadual. O PL 252, que busca confiscar a previdência dos servidores e o PL 4330, que vem para terceirizar as atividades-fim, são duas expressões de um mesmo momento político. E vimos, nos dois casos, que se esperarmos dos deputados, sejam “amigos ou inimigos”, qualquer projeto que ataque os direitos da classe trabalhadora será aprovado. Não podemos esperar que os governantes garantam nossos direitos.

Nos dias 10 e 12 de fevereiro, quando ocorreu a primeira tentativa de confisco da previdência, ou quando os estudantes e trabalhadores da educação barraram o projeto que visava a “autonomia financeira da universidade”, o que abre margem para a universidade pública cobrar por seus serviços, vimos qual foi o caminho que nos levou a vitória: a ação direta.

Nossa força está na nossa organização!

Às ruas! À luta!

Confira o Vídeo feito na madrugada de hoje – 28/04/2015

Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sendo lançadas contra professores, na manhã de hoje (28/04/2015)

Bombas de efeito moral e gás lacrimogênio sendo lançadas contra professores, na manhã de hoje (28/04/2015)

No mês de fevereiro, os trabalhadores venceram os patrões mais uma vez, através da ação direta. O funcionalismo público do estado do Paraná derrotou, através da união e da luta, os poderes legislativo e executivo e as ameças à sua previdência e seu plano de carreira propostas por esses poderes. Foram várias marchas pelas ruas de Curitiba e em outras cidades; assembleias; acampamentos; e duas ocupações da ALEP!

Mas nova ameça aos trabalhadores se apresenta: o governo enviou novo projeto que ataca a previdência do funcionalismo público, e seus cúmplices na Assembleia Legislativa o aprovaram na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Diante de tamanha provocação, no sábado (25/04), os trabalhadores em educação do Estado do Paraná, votaram pela retomada da greve geral e pelo enfrentamento aos ataques do governo.

O projeto volta a tramitar nessa segunda-feira (27/04). Os deputados aprovaram a votação em regime de urgência e farão sessões extraordinárias para garantir o assalto ao fundo previdenciário. O judiciário determinou o interdito proibitório que restringe as ações dos trabalhadores contra a votação. O governador Beto Richa ordenou o cerco policial à ALEP.

Esse cenário mostra-nos que o poder executivo conta com os poderes legislativo e judiciário para nos agredir e roubar. Porém, mostra também que o governo teme a força de nossa união e de nossas ações! É a realidade concreta que nos mostra: não podemos em hipótese alguma nos resignar e esperar cair das mãos de representantes migalhas do que já é nosso por direito. Só a nossa ação direta garantiu a vitória em fevereiro, só a ação direta garantirá uma nova vitória.

Por isso, o Coletivo Quebrando Muros chama a todas e todos para marcharmos nessa segunda-feira (27/04) contra o governo Beto Richa, seus cupinchas na assembleia e no judiciário, e seus projetos contra o funcionalismo público. A concentração será a partir das 9h, na praça 19 de dezembro.

Vamos à luta e à vitória, companheirada!!!

Amanhã vai ser maior!!!

Nossa greve acabou e nossos problemas continuam. Após uma luta histórica, que tem servido de referência para trabalhadores em educação de todo o país, nós, pessoas trabalhadoras em educação do Paraná nos vemos em uma situação precária. Retornamos para as escolas com pautas que haviam sido anunciadas como “vitórias da categoria” sem serem cumpridas, como, a reabertura das turmas e reorganização com referência no porte de Dezembro de 2014. Escolas sem o quadro de professores, pedagogos e funcionários completo e com as verbas do fundo rotativo do ano anterior atrasadas. Casos, como em Curitiba, em que a própria diretora está indo cozinhar para garantir a merenda porque não tem funcionários.

Na assembleia do dia 9 de março votamos contra o encerramento da greve. Sabíamos que um acordo firmado pelo judiciário não resultaria em vitórias reais para a categoria. A justiça serve como ferramenta para os poderosos, não serve às pessoas trabalhadoras. Naquele momento devíamos ter enfrentado o judiciário, da mesma forma que enfrentamos e derrotamos o legislativo e o executivo. Agora, a saída que nos resta é aprender com essa experiência: nenhuma confiança no judiciário! As únicas ferramentas capazes de garantir nossos direitos são nossa organização e a ação direta. Na atual conjuntura, temos a repetição do ataque à previdência, agora na forma de uma segregação de massas. Na prática, o governo PSDB está buscando confiscar nosso fundo previdenciário aos poucos, ao invés de fazê-lo de uma única vez. Além disso, vemos o avanço da PL 4330 no congresso federal, um dos mais sérios ataques que a classe trabalhadora está sofrendo nos últimos tempos.

A APP sindicato é o maior sindicato do Paraná, é nosso dever construir essa luta! As universidades estaduais retomando suas greves e outros setores da educação também estão em greve em várias partes do país. O ataque à previdência tem um grande potencial de levar a mobilização não somente da nossa categoria, como de todo o funcionalismo público do Paraná. Muitos de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, estamos revoltados com a atual situação. Por isso, convidamos todos para a assembleia de Londrina, pela retomada da greve! Em defesa da previdência, pela garantia das condições de trabalho e contra a PL4330!

Procure seu núcleo sindical, para garantir sua ida. Assembleia Estadual Extraordinária Data: 25 de abril de 2015 Horário: 08h Local: Canadá Country Club Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1854 – Londrina/PR

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