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Moção de Repúdio Contra a Criminalização do Coletivo Quebrando Muros – APP Sindicato

Retirado de: http://appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=11311

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Os trabalhadores e trabalhadoras em Educação Pública do Paraná, reunidos em Assembleia Estadual no dia 05 de maio de 2015, vêm, por meio desta moção, declarar repúdio à tentativa de criminalizar a Organização Política Coletiva Quebrando Muros, como sendo responsável por atos de violência, depredação do patrimônio público e também ter planejado uma entrada forçada na Alep, numa clara tentativa de justificar a brutal repressão policial que ocorreu no dia 29 de abril de 2015.

A administração do Estado do Paraná, na figura do secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, veio a público em entrevista na TV RPC e na rádio CBN acusar o Coletivo Quebrando Muros como sendo o grupo radical, infiltrado e alheio aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, que teria iniciado os ataques contra a PM com pedras, coquetéis molotov e bombas caseiras.

Entretanto, todas as imagens e filmagens mostram precisamente que o ocorrido na Praça Nossa Senhora de Salete foi um movimento de resistência dos(as) manifestantes frente ao ataque brutal e desmedido da PM a mando dos 3 poderes , que com bombas de efeito moral, balas de borracha, bombas tríplices de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, enfim um verdadeiro arsenal de guerra.

Esclarecemos que o Coletivo Quebrando Muros é uma organização política que congrega vários setores populares, inclusive professores(as) sindicalizados(as) que compõem a luta dos trabalhadores da Educação de forma organizada e nos espaços democráticos da categoria: tais como assembleias e comandos de greve, sem ações individualistas que comprometam a pauta de reivindicação.

É importante tornar claro que essa atitude da administração do governo Beto Richa, na figura do Secretário da Segurança, Fernando Francischini, é um ataque desesperado e inconsequente a uma das principais conquistas do processo de redemocratização que é a liberdade de organização.

Com isso, denunciamos que a tentativa de criminalização de uma das organizações políticas presentes na luta dos(as) professores(as) é entendida como um ataque à toda a luta dos trabalhadores e trabalhadores.

Não abaixaremos a cabeça para esses ecos da ditadura militar e seguiremos firmes na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.

Firmes na luta!

Abaixo a repressão!

Manifestação não é crime!

Nenhum direito a menos!

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[SINDICAL] Todxs à Assembleia de Londrina! Em defesa da previdência e contra a PL 4330!

Nossa greve acabou e nossos problemas continuam. Após uma luta histórica, que tem servido de referência para trabalhadores em educação de todo o país, nós, pessoas trabalhadoras em educação do Paraná nos vemos em uma situação precária. Retornamos para as escolas com pautas que haviam sido anunciadas como “vitórias da categoria” sem serem cumpridas, como, a reabertura das turmas e reorganização com referência no porte de Dezembro de 2014. Escolas sem o quadro de professores, pedagogos e funcionários completo e com as verbas do fundo rotativo do ano anterior atrasadas. Casos, como em Curitiba, em que a própria diretora está indo cozinhar para garantir a merenda porque não tem funcionários.

Na assembleia do dia 9 de março votamos contra o encerramento da greve. Sabíamos que um acordo firmado pelo judiciário não resultaria em vitórias reais para a categoria. A justiça serve como ferramenta para os poderosos, não serve às pessoas trabalhadoras. Naquele momento devíamos ter enfrentado o judiciário, da mesma forma que enfrentamos e derrotamos o legislativo e o executivo. Agora, a saída que nos resta é aprender com essa experiência: nenhuma confiança no judiciário! As únicas ferramentas capazes de garantir nossos direitos são nossa organização e a ação direta. Na atual conjuntura, temos a repetição do ataque à previdência, agora na forma de uma segregação de massas. Na prática, o governo PSDB está buscando confiscar nosso fundo previdenciário aos poucos, ao invés de fazê-lo de uma única vez. Além disso, vemos o avanço da PL 4330 no congresso federal, um dos mais sérios ataques que a classe trabalhadora está sofrendo nos últimos tempos.

A APP sindicato é o maior sindicato do Paraná, é nosso dever construir essa luta! As universidades estaduais retomando suas greves e outros setores da educação também estão em greve em várias partes do país. O ataque à previdência tem um grande potencial de levar a mobilização não somente da nossa categoria, como de todo o funcionalismo público do Paraná. Muitos de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, estamos revoltados com a atual situação. Por isso, convidamos todos para a assembleia de Londrina, pela retomada da greve! Em defesa da previdência, pela garantia das condições de trabalho e contra a PL4330!

Procure seu núcleo sindical, para garantir sua ida. Assembleia Estadual Extraordinária Data: 25 de abril de 2015 Horário: 08h Local: Canadá Country Club Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1854 – Londrina/PR

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Todo apoio à ocupação da ALEP! Ação Direta para garantir nossos direitos!

Hoje a luta dos professores e funcionários da rede pública de educação do Paraná se radicalizou e ganhou mais força.

Apesar da presença massiva da PM, a categoria não se intimidou e, com mais de 20 mil pessoas presentes, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná foi ocupada, fortalecendo a greve através da ação direta.

Não esperamos nada de deputados, porque sabemos do lado de quem estão. Só a ação direta do povo pode garantir e avançar nossos direitos!

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Repudiamos a hostilidade que a direção da APP vem mostrando às professoras e professores do Coletivo Quebrando Muros, pedindo a retirada de nossa bandeira rubro-negra do movimento e nos acusando de sermos infiltrados. Reiteramos que estamos na luta, lado a lado com a base.

Ajudamos a construir a ocupação da ALEP com a firme convicção de que só a base radicalizada pela ação direta poderá ter a força necessária para reverter os ataques que o governador Beto Richa vem fazendo contra a educação pública. Além do sucateamento das escolas e universidades estaduais e do calote que o governador deu aos técnicos e professores, Beto Richa agora também tenta retirar a autonomia das universidades estaduais através do famigerado Meta 4. Perante a todos estes ataques contra a educação pública do Paraná, afirmamos que só a luta da base pode trazer vitórias, e DA LUTA NÃO NOS RETIRAMOS!

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Não confiamos em deputados! Somente na ação direta do povo organizado!

A nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria!

O povo unido jamais será vencido!

Lutar! Criar Poder Popular!

Ocupa Curitiba!