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Na tarde do dia 29 (terça), estudantes da UNESPAR Curitiba (FAP e EMBAP) saíram em ato para a SETI (Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), visando negociar suas reivindicações. Os/as estudantes, que mantém ocupações em seus locais de estudo, foram barrados nos portões e ameaçados com armas de fogo pelos seguranças.

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Foto: Revista Vírus

A SETI é a secretaria do governo estadual que define e coordena as políticas que envolvem o Ensino Superior do estado. As Universidades Estaduais vem sofrendo com a sistemática precarização e privatização das instituições, e a Unespar é uma das universidades que se encontra em situação alarmante. As verbas de custeio vêm deixando de ser repassadas e não há recursos para a manutenção dos cursos, equipamentos, pagamento de funcionários, contas e permanência estudantil. As verbas previstas para a UNESPAR em 2017 não serão suficientes nem para manter o funcionamento da universidade durante o ano, e as aulas certamente serão interrompidas por falta de recursos. A maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras dos campi são terceirizados e são várias as ocasiões em que ficam sem receber salário, devido à falta de pagamento da universidade e à exploração das empresas.

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Ninguém vai privatizar a Unespar. Foto: Estudante

Mas se as condições da educação estão piores, é também maior a disposição pra lutar. A FAP e a EMBAP são as últimas universidades ainda ocupadas na cidade, em um movimento que iniciou no dia 4 de novembro. Os/as estudantes resistem pois sabem que se não houver luta agora as portas da universidade serão fechadas em 2017, e nos próximos 20 anos muitas outras farão o mesmo em decorrência do congelamento dos gastos do Governo Federal previsto pela PEC 55 (que estabelece limite para os gastos públicos pelas próximas duas décadas).

Nós do Coletivo Quebrando Muros nos colocamos juntos às e os estudantes de luta, construindo todos os dias a resistência contra os ataques dos governos. As consequências dessas medidas serão duras e poderemos sentir por muito tempo. É preciso avançar na organização do movimento estudantil autônomo e combativo, acumulando força, experiência e articulação conjunta com outros setores da classe oprimida. A luta do povo organizado é a única forma de barrarmos os ataques aos direitos e garantirmos educação e saúde públicas, gratuitas e de qualidade.

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Estudantes em ato, em frente à SETI Foto: Estudante

Por uma vida digna! Nenhum direito a menos!

O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

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Via: Frente de Mobilização Estudantil do Paraná

O movimento estudantil experimentou mais uma vez o descaso e desonestidade da Reitoria. Há 2 semanas, no dia 23 de junho, a Frente de Mobilização Estudantil do Paraná (FMEP), juntamente com o DCE, protocolou, em ato, na Reitoria um documento com as pautas estudantis retiradas em assembléia. Essas pautas dizem respeito principalmente a recuperar a assistência estudantil que temos perdido esse ano: fechamento ou falta de alimentos do RU, atrasos e cortes de bolsas e outros cortes de verbas que afetam nossas condições de ensino.

Ficamos horas esperando o chefe de gabinete, já que ele não estava no horário que havia nos informado que estaria . Ele assinou um documento se comprometendo a marcar uma reunião aberta em no máximo 10 dias para discutir e negociar as pautas. Esse prazo era muito importante pois, em breve, entrariam as férias e a participação estudantil seria muito prejudicada.

Passaram-se os 10 dias e não obtivemos nenhuma resposta ou informação com respeito a essa reunião. Desse modo no dia 7 de julho, a FMEP chamou um novo ato para denunciar a negligência da Reitoria e exigir que nossa reunião fosse realizada. A funcionária que nos recebeu, vice-chefe do gabinete, disse que a reunião havia, sim, sido marcada e nós é que não havíamos comparecido. Explicamos que não recebemos nada e pedimos que ela nos mostrasse o e-mail em que a Reitoria marcava a reunião, ao que ela respondeu que não tinha acesso a ele no momento, mas que nos mandaria depois. Deixamos novamente o contato da FMEP e ela se comprometeu em conversar com o Reitor Zaki Akel e confirmar uma reunião para a primeira semana de Agosto, quando o semestre letivo terá iniciado e a participação estudantil possa ser novamente garantida.

O ato, então, estava se encerrando, qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o DCE estava, naquele mesmo momento, em reunião com a PRAE para negociar justamente as pautas estudantis retiradas em assembleia e protocoladas no ato anterior. Ao serem confrontados, os integrantes do DCE disseram que a reunião havia sido marcada de última hora (meio-dia) e que eles não viram a necessidade de informar a FMEP, pois eles eram suficientes para representar os estudantes. Pedimos, então, para a pró-reitora Rita de Cássia Lopes que nos recebesse para pelo menos nos informar sobre a reunião que haviam feito, entretanto ela respondeu que a negociação seria feita apenas com o DCE e que nós deveríamos nos dirigir a eles.

Nos reunimos, então, apenas com o DCE, que nos repassou o que foi discutido na reunião, que consistia em justificativas da reitoria e afirmação da inviabilidade da maior parte de nossas pautas. A reunião se encerrou com o DCE se comprometendo a repassar para a FMEP e os CA’s a relatoria da reunião com a PRAE e a participar da próxima reunião da FMEP, dia 14 de julho, terça-feira, às 15h na reitoria para pensar conjuntamente os próximos passos e incluir a FMEP nas negociações com a Reitoria.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná é uma organização aberta, que se formou em meios às mobilizações de greves nas universidades estaduais e federais, e que reúne estudantes da UFPR, UTFPR e UNESPAR. Em Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR,  foi deliberado que a FMEP seria o polo de organização para os assuntos e pautas pertinentes ao estado de mobilização estudantil. O DCE, por sua vez, se dispos a não simplesmente articular o movimento com a FMEP, mas compô-la.

Acreditamos que o movimento estudantil deve ser feito da forma mais democrática e representativa possível. Afinal, quem melhor para nos representar do que nós mesmos? Insistimos para que as negociações sejam feitas pela Frente de Mobilização Estudantil do Paraná, pois é uma frente aberta a qualquer estudante e realiza suas deliberações e discussões de forma coletiva e democrática. Não é por acaso que a Reitoria se recusa a negociar com todo o movimento estudantil e o faz exclusivamente com um DCE que tem se colocado cada vez mais afastado do restante dos estudantes da UFPR. No que diz respeito à Reitoria, que outra vez tentou nos enrolar dizendo que “agora nao dá, mas retornamos depois pra vocês”, estamos certos que se trata de jogo político. Resta saber se a gestão do DCE também está jogando por seus interesses em detrimento do interesse da base estudantil ou se se trata de uma imensa desorganização, já que novamente o DCE está se mostrando um instrumento que mais atravanca do que potencializa a organização estudantil de luta.

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Neste duro ano de 2015, a crise econômica tem justificado a ampliação dos golpes contra os/as de baixo. Seja nos âmbitos municipal, estadual ou federal, no executivo ou legislativo, as medidas de austeridade são impostas por todos os lados. Afinal, o Estado tem sim um lado: o dos ricos e poderosos.

A educação pública é um dos maiores alvos destes ataques. No ensino superior, o projeto de precarização e privatização das universidades está cada vez mais acelerado. Os cortes em bolsas e programas de permanência afetam diretamente os/as estudantes que mais precisam. Eles são eles e elas que, de forma autônoma -mas ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação organizados/organizadas – que podem barrar esses ataques e garantir a manutenção de direitos.

O movimento estudantil tem demonstrado sua autonomia de luta através de uma importante ferramenta: a Greve Estudantil. Para muito além do apoio e solidariedade às greves de trabalhadores e trabalhadoras do ensino superior (professores, agentes, terceirizados), as lutas se pautam por reivindicações próprias da categoria, que referem-se diretamente à manutenção da universidade pública e gratuita e a condições dignas para a permanência nos locais de estudo.

A greve estudantil não é apenas um preparatório para lutas futuras de trabalhadores em formação, mas uma ferramenta importante na defesa da universidade pública. Nessa luta, o movimento estudantil é tão importante quanto o sindical – e é um erro secundarizar uma ou outra categoria. Estudantes, servidores, terceirizados ou professores: nossos esforços devem convergir cada vez mais, apoiando-nos um nos outros e trocando acúmulos e experiências. Para todas nós, é importante ter claro que apenas a luta construída de baixo pra cima e pautada pela Ação Direta será capaz de manter os direitos que nos tentam arrancar em nome da crise!

Nesse sentido, a mobilização estudantil tem servido como estímulo e influenciado a luta dos outros setores de trabalhadores e trabalhadoras. Apontando para um caminho autônomo de resistência, estudantes da Universidade Estadual de Londrina mantiveram-se em greve estudantil e ocuparam a reitoria após o término da greve de docentes e servidores. Provando que só a organização e a radicalização das/dos de baixo nos farão avançar em nossos direitos, estudantes conseguiram o comprometimento da reitoria em fornecer um valor mensal para alimentação dos/das estudantes bolsistas e moradores/moradoras da residência estudantil. Uma vitória da greve estudantil!

Nos campus Curitiba I e II da UNESPAR (Escola de Música e Belas Artes- EMBAP e Faculdade de Artes do Paraná- FAP), a greve estudantil traz dentre suas principais pautas a implementação de políticas de assistência estudantil. Após muita luta, os estudantes conseguiram o comprometimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a implementação de bolsas auxílio-permanência para 2016, além de previsões para o término de obras inacabada e estudos ampliados sobre assistência estudantil. A greve estudantil segue mesmo após a suspensão da greve de professores e agentes, parando as aulas de todos os cursos, conseguindo o apoio dos trabalhadores e mostrando na prática a autonomia do movimento.

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Viva a autonomia do movimento estudantil!
Viva a ação direta!

Na última segunda-feira(22/06) mais um duro golpe foi aplicado aos servidores e servidoras do Paraná: o projeto de reajuste salarial defendido pelo governo do estado foi aprovado, em detrimento aos 8,17 % de aumento, pauta defendida pelos trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público e que era a principal pauta da greve de docentes e servidores/as das universidades estaduais. No dia seguinte a votação, professores e agentes da Universidade Estadual de Londrina(UEL) realizaram assembleia na qual foi votada pela maioria a saída da greve. E esse parece ser o caminho a ser seguido no decorrer da semana pelas demais universidades do estado.

Porém, os/as estudantes da UEL apontam para outro caminho, o da resistência. A greve estudantil possui pautas mais amplas, se colocando contra a precarização da universidade pública e defendendo, dentre outros tópicos, políticas de apoio à permanência estudantil, como a contratação de servidores/as para o Restaurante Universitário, a abertura do RU aos finais de semana e a ampliação do Centro Estadual de Educação Infantil, para permitir que filhos e filhas de estudantes e funcionários/as possam usufruir do serviço. Em assembleia histórica, as/os estudantes deliberaram pela continuidade da greve estudantil e pela ocupação da reitoria da universidade, mantendo-se em estado de assembleia permanente.

Somente a organização, a mobilização e a Ação Direta poderão fazer com que estudantes e trabalhadores avancem na conquista de seus direitos. Que a luta das/dos estudantes da UEL sirva de exemplo e inspiração nesse momento em que os desmandos e a truculência dos de cima tem prevalecido.

TODA SOLIDARIEDADE AS/AOS ESTUDANTES DA UEL!

VIVA A AÇÃO DIRETA!

LUTAR! CRIAR! PODER POPULAR

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

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Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

Na tarde de hoje (terça-feira 03), o Movimento Estudantil da Universidade Estadual de Maringá realizou no campus sede um ato com mais de 300 estudantes de todos os campi, em protesto ao sucateamento da educação na universidade e à falta de políticas de assistência estudantil, assim como à precarização generalizada dos serviços públicos do Paraná e a retirada de direitos dxs funcionárixs estaduais.

Ao fim do ato, xs estudantes entraram na plenária do Conselho Universitário e realizaram assembleia estudantil. A Reitoria participou da reunião para responder aos questionamentos dxs alunxs, referentes principalmente à situação da reforma do Restaurante Universitário, à falta de políticas culturais, à situação periclitante dos campi regionais e às políticas de assistência e permanência estudantil.

Diante da falta de perspectivas frente à precarização generalizada, xs estudantes deliberaram manter mobilização no local em assembleia permanente, com indicativo de ocupação por tempo indeterminado a partir de amanhã (quarta-feira, 04), e deflagrar greve estudantil em apoio às greves dxs servidorxs públicxs. As falas dxs estudantes cobraram enfaticamente o governo estadual quanto a sua política de precarização e demandaram mediação da Reitoria no sentido de garantir o cumprimento das demandas. Amanhã, em assembleia estudantil às 18h30, haverá deliberação quanto aos rumos do movimento.

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