Beto Richa

29 de maio, dia de luta e resistência!

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10 mil pessoas nas ruas!
10 mil pessoas na luta!

Em um dia de mobilização nacional contra a terceirização, o corte de direitos e o ajuste fiscal do governo federal que ataca a classe trabalhadora, o Paraná esteve em luta.

Um mês após o massacre de 29 de abril, inúmeras categorias se reuniram e fizeram manifestações em todo o Paraná. Em Curitiba, o ato com 10 mil pessoas seguiu rumo à Praça 29 de abril, palco do massacre do mês passado.

Os ataques do Estado não param. O Governo Beto Richa e Dilma continuam a atacar os direitos da classe trabalhadora e não cedem nas negociações, mas a resistência vai continuar!

Cada vez mais greves estão sendo deflagradas e a radicalização vem aumentando. A burocracia sindical tenta frear o povo, mas a mobilização continua. O governo estadual não cede nas negociações com os servidores públicos, mas a greve continua.

Milhões de trabalhadoras e trabalhadores deram suor e sangue pelos direitos que conquistamos; e vamos continuar essa grande história de luta da classe oprimida!

A RESISTÊNCIA CONTINUA!
NENHUM DIREITO A MENOS!
POR UMA GREVE GERAL PELA BASE!

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SINDUEPG – Moção de apoio ao Coletivo Quebrando Muros

Ninguém fica pra trás na luta do povo

A comunidade universitária da UEPG reunida em assembleia vem a público manifestar solidariedade e apoio ao Coletivo Quebrando Muros que, após o massacre do dia 29 de abril, sofreu acusações mentirosas do governo do estado.

O governo, na figura do então Secretário de Segurança Fernando Francischinii, em entrevista à RPC, acusou o Coletivo Quebrando Muros e outros grupos “infiltrados” de terem iniciado a confusão que acabou com centenas de pessoas feridas no dia 29 de abril. Tal acusação é infundada e foi desmentida amplamente por vídeos, fotografias e testemunhas oculares, bem como pela OAB e o Ministério Público.

Numa clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais organizados, em especial os de cunho libertário, o governo busca criar “culpados” dentro do próprio povo visando legitimar o massacre ocorrido em frente à ALEP. Temos consciência de que os verdadeiros responsáveis pelo massacre são Beto Richa (PSDB) governador do estado do Paraná, suas secretarias e a PMPR, que não pode ser isentada de sua responsabilidade por “apenas” cumprir ordens, tendo em vista todo o histórico de repressão dessa corporação.

Por fim, salientamos que sem o apoio do Quebrando Muros no dia 29 de abril, o número de feridos seria muito maior. Essas e outras tentativas de criminalização utilizadas pelo Estado não nos enganam e não enfraquecerão a luta das(os) trabalhadoras(es), tampouco dos Movimentos Sociais!

Lutar não é crime!

Nenhum direito a menos!

Disponível em http://sinduepg.com.br/site/?p=3000 ]

Protestar não é crime – Criminoso é o Estado!

Depois da maior repressão ao funcionalismo público da história do Paraná, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) quer encontrar um bode expiatório para “justificar” o massacre ao movimento de luta que resiste ao desmonte da educação e da previdência dos servidores públicos do Paraná. No dia 29 de abril de 2015, no Centro Cívico de Curitiba, a polícia atacou e feriu centenas de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes. Mas o Estado quer culpar alguém por ter começado o dito “confronto”.

Quem tentou impedir a votação desse projeto de lei absurdo, que acaba com a previdência dos funcionários públicos, foi o movimento de luta composto por professores, professoras, agentes penitenciários, funcionários da saúde e educação e estudantes. Não foram grupos ‘radicais’ que protagonizaram a luta direta contra os ataques do governo – como Francischini afirmou em coletiva de imprensa, foram os próprios trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, afetados diretamente por tais ataques.

No mês de fevereiro quem impediu que o ‘pacotaço de maldades’ fosse votado a toque de caixa pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) foi a ação direta dos trabalhadores e estudantes que, por meio da ocupação daquela casa, levou à retirada do projeto. Desta vez foram, novamente, os próprios trabalhadores e estudantes que resistiram até o fim contra o PL da Previdência.

Agora, querem acusar os ‘black blocs’, o movimento Antifascista e o Coletivo Quebrando Muros de serem grupos criminosos, mas os verdadeiros responsáveis por esse massacre são Beto Richa, Fernando Francischini e todo braço do Estado (PM, CHOQUE, BOPE, cachorros treinados, atiradores de elite, cavalaria, helicóptero) que nos atacaram com jatos d’água, spray de pimenta, cassetetes, balas de borracha, chutes, socos, bombas de gás lacrimogênio vindas de todos os lados, inclusive do helicóptero, não preservando sequer as crianças da creche que fica ali perto.

Quem começou o ataque foi o próprio Governador Beto Richa quando, por meio da PL 252/2015, atacou o direito à previdência dos servidores do Paraná, e os deputados que votaram favoráveis a esse projeto de lei. O governador se utilizou do maior contingente policial da história do Paraná para reprimir o movimento social.

Foram milhares de pessoas indefesas contra uma artilharia de guerra. Apenas um lado dessa ‘guerra’ tinha armas, o que houve não foi um confronto mas sim um massacre. Centenas de pessoas desmaiaram, ficaram feridas, perderam parte da audição, parte da visão e estão de cama até agora. Além dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vão ter sua previdência destruída.

Entendemos que não foi por acaso que escolheram justo os libertários e anarquistas para serem bodes expiatórios. Há muito tempo na história da humanidade o anarquismo é erroneamente confundido como sinônimo de baderna e desordem. Entretanto, os libertários compõem um setor dos trabalhadores oprimidos que se organiza para combater toda forma de dominação e exploração. O governador Beto Richa e o seu secretário de segurança Fernando Francischini querem se aproveitar do erro banal do senso comum para colocar na cabeça do povo que a culpa do massacre não é deles, mas nossa! Eles querem usar desse jogo para tirar de foco o massacre do dia 29 de abril!

Hoje, mais de 90% da população paranaense apoia a luta dos professores e a popularidade do governo está em baixa. O governador não vai enganar o povo dizendo que usou de toda aquela força para reprimir ‘black blocs’. O povo sabe por meio da mídia alternativa e dos diversos vídeos que deixam claro que criminalizar “grupos radicais” não passa de mentiras e enganação.

Não nos deixaremos abater! Buscamos derrubar os muros que isolam e alienam todos e todas nós da realidade que nos cerca. Nós, do Coletivo Quebrando Muros, somos um coletivo libertário que atua no movimento estudantil de diversas faculdades e universidades paranaenses; somos professores estaduais do Paraná atuantes no movimento sindical; construímos um movimento comunitário por moradia digna para todas e todos e fazemos diversos trabalhos sociais como hortas agroecológicas, alfabetização de adultos, cursinhos pré-vestibulares e cirandas de educação infantil.

Somos estudantes e trabalhadores que lutam por movimentos construídos horizontalmente, com protagonismo do povo e sem líderes ou patrões. Estamos em defesa da educação, da saúde e do transporte públicos, estamos e vamos continuar na luta contra todas as formas de dominação e opressão que sofremos; nós, trabalhadores, estudantes, mulheres, homossexuais, negros, pobres da periferia.

Nenhum passo atrás!
Nenhum direito a menos!
Não à criminalização dos movimentos sociais!

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[Sindical] Todos à ALEP nessa segunda contra mais um ataque do Estado!

No mês de fevereiro, os trabalhadores venceram os patrões mais uma vez, através da ação direta. O funcionalismo público do estado do Paraná derrotou, através da união e da luta, os poderes legislativo e executivo e as ameças à sua previdência e seu plano de carreira propostas por esses poderes. Foram várias marchas pelas ruas de Curitiba e em outras cidades; assembleias; acampamentos; e duas ocupações da ALEP!

Mas nova ameça aos trabalhadores se apresenta: o governo enviou novo projeto que ataca a previdência do funcionalismo público, e seus cúmplices na Assembleia Legislativa o aprovaram na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Diante de tamanha provocação, no sábado (25/04), os trabalhadores em educação do Estado do Paraná, votaram pela retomada da greve geral e pelo enfrentamento aos ataques do governo.

O projeto volta a tramitar nessa segunda-feira (27/04). Os deputados aprovaram a votação em regime de urgência e farão sessões extraordinárias para garantir o assalto ao fundo previdenciário. O judiciário determinou o interdito proibitório que restringe as ações dos trabalhadores contra a votação. O governador Beto Richa ordenou o cerco policial à ALEP.

Esse cenário mostra-nos que o poder executivo conta com os poderes legislativo e judiciário para nos agredir e roubar. Porém, mostra também que o governo teme a força de nossa união e de nossas ações! É a realidade concreta que nos mostra: não podemos em hipótese alguma nos resignar e esperar cair das mãos de representantes migalhas do que já é nosso por direito. Só a nossa ação direta garantiu a vitória em fevereiro, só a ação direta garantirá uma nova vitória.

Por isso, o Coletivo Quebrando Muros chama a todas e todos para marcharmos nessa segunda-feira (27/04) contra o governo Beto Richa, seus cupinchas na assembleia e no judiciário, e seus projetos contra o funcionalismo público. A concentração será a partir das 9h, na praça 19 de dezembro.

Vamos à luta e à vitória, companheirada!!!

Amanhã vai ser maior!!!

CARTA CONVOCANDO ESTUDANTES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS À LUTA

Dia 25 de fevereiro de 2015 em um ato unificado do funcionalismo publico, xs estudantes de diversas universidades estaduais, com apoio da UFPR, escreveram esse documento destinado às bases do movimento estudantil:

“Após uma grande passeata dxs servidorxs públicxs do estado do Paraná em conjunto com xs professorxs em greve e estudantes das escolas e universidades estaduais que se encerrou em frente ao Palácio do Iguaçu, nós estudantes de diversas universidades estaduais nos reunimos para debater a atual conjuntura dessas instituições bem como as demandas estudantis. Estiveram presente estudantes das seguintes IES Estaduais: UEPG (Centro e Uvaranas), UEM (Maringá, Cianorte e Umuarama), UNICENTRO (Irati e Guarapuava), UNIOESTE (Cascavel e Rondon), UNESPAR (Campus Curitiba 2) além de secundaristas, estudantes de outras instituições de ensino superior público e entidades do movimento estudantil.

Durante o debate foram levantadas várias pautas de cada universidade presente, porém entendemos que por ter sido uma reunião espontânea e auto-organizada, não houve pretensão de alcançar representatividade suficiente nesse espaço para elencar as demandas específicas de cada campus, tendo em vista que houve participação de um pequeno número de estudantes, além da ausência de alguns campi e universidades, como a UEL e a UENP. Por outro lado, houve consenso em algumas pautas gerais como o sucateamento das universidades estaduais, a falta de assistência estudantil e o combate ao projeto de “Autonomia Universitária” apresentada pelo governo Beto Richa (PSDB).

Nesse sentido convidamos todxs xs estudantes para participarem da nossa luta, organizando em suas universidades e em seus campi assembleias e eventos que debatam suas demandas específicas, e que fortaleçam o debate e a luta pelas pautas gerais elencadas nessa carta. Propomos então uma agenda unificada de atos em todos os campi das universidades estaduais para apresentarmos nossas demandas às reitorias/direções e ao governo.”

Curitiba, 25 de fevereiro de 2015.

OBS.: O uso do X nas palavras tem o objetivo de contemplar todas as pessoas, inclusive as que não se identificam no gênero feminino ou masculino.

cqm