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Neste duro ano de 2015, a crise econômica tem justificado a ampliação dos golpes contra os/as de baixo. Seja nos âmbitos municipal, estadual ou federal, no executivo ou legislativo, as medidas de austeridade são impostas por todos os lados. Afinal, o Estado tem sim um lado: o dos ricos e poderosos.

A educação pública é um dos maiores alvos destes ataques. No ensino superior, o projeto de precarização e privatização das universidades está cada vez mais acelerado. Os cortes em bolsas e programas de permanência afetam diretamente os/as estudantes que mais precisam. Eles são eles e elas que, de forma autônoma -mas ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação organizados/organizadas – que podem barrar esses ataques e garantir a manutenção de direitos.

O movimento estudantil tem demonstrado sua autonomia de luta através de uma importante ferramenta: a Greve Estudantil. Para muito além do apoio e solidariedade às greves de trabalhadores e trabalhadoras do ensino superior (professores, agentes, terceirizados), as lutas se pautam por reivindicações próprias da categoria, que referem-se diretamente à manutenção da universidade pública e gratuita e a condições dignas para a permanência nos locais de estudo.

A greve estudantil não é apenas um preparatório para lutas futuras de trabalhadores em formação, mas uma ferramenta importante na defesa da universidade pública. Nessa luta, o movimento estudantil é tão importante quanto o sindical – e é um erro secundarizar uma ou outra categoria. Estudantes, servidores, terceirizados ou professores: nossos esforços devem convergir cada vez mais, apoiando-nos um nos outros e trocando acúmulos e experiências. Para todas nós, é importante ter claro que apenas a luta construída de baixo pra cima e pautada pela Ação Direta será capaz de manter os direitos que nos tentam arrancar em nome da crise!

Nesse sentido, a mobilização estudantil tem servido como estímulo e influenciado a luta dos outros setores de trabalhadores e trabalhadoras. Apontando para um caminho autônomo de resistência, estudantes da Universidade Estadual de Londrina mantiveram-se em greve estudantil e ocuparam a reitoria após o término da greve de docentes e servidores. Provando que só a organização e a radicalização das/dos de baixo nos farão avançar em nossos direitos, estudantes conseguiram o comprometimento da reitoria em fornecer um valor mensal para alimentação dos/das estudantes bolsistas e moradores/moradoras da residência estudantil. Uma vitória da greve estudantil!

Nos campus Curitiba I e II da UNESPAR (Escola de Música e Belas Artes- EMBAP e Faculdade de Artes do Paraná- FAP), a greve estudantil traz dentre suas principais pautas a implementação de políticas de assistência estudantil. Após muita luta, os estudantes conseguiram o comprometimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a implementação de bolsas auxílio-permanência para 2016, além de previsões para o término de obras inacabada e estudos ampliados sobre assistência estudantil. A greve estudantil segue mesmo após a suspensão da greve de professores e agentes, parando as aulas de todos os cursos, conseguindo o apoio dos trabalhadores e mostrando na prática a autonomia do movimento.

greve estudantil

Viva a autonomia do movimento estudantil!
Viva a ação direta!

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

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Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

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10 mil pessoas nas ruas!
10 mil pessoas na luta!

Em um dia de mobilização nacional contra a terceirização, o corte de direitos e o ajuste fiscal do governo federal que ataca a classe trabalhadora, o Paraná esteve em luta.

Um mês após o massacre de 29 de abril, inúmeras categorias se reuniram e fizeram manifestações em todo o Paraná. Em Curitiba, o ato com 10 mil pessoas seguiu rumo à Praça 29 de abril, palco do massacre do mês passado.

Os ataques do Estado não param. O Governo Beto Richa e Dilma continuam a atacar os direitos da classe trabalhadora e não cedem nas negociações, mas a resistência vai continuar!

Cada vez mais greves estão sendo deflagradas e a radicalização vem aumentando. A burocracia sindical tenta frear o povo, mas a mobilização continua. O governo estadual não cede nas negociações com os servidores públicos, mas a greve continua.

Milhões de trabalhadoras e trabalhadores deram suor e sangue pelos direitos que conquistamos; e vamos continuar essa grande história de luta da classe oprimida!

A RESISTÊNCIA CONTINUA!
NENHUM DIREITO A MENOS!
POR UMA GREVE GERAL PELA BASE!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/05/28/a-terceirizacao-nao-beneficia-osas-trabalhadoresas/

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Panfleto distribuído em 01/05/2015 por ocasião do dia do trabalhador e da trabalhadora

Ao contrário do que muito se fala, o dia 1 º de maio não é o dia do trabalho, mas sim o dia dos trabalhadores e trabalhadoras. É um dia especial para fazer uma reflexão sobre o que está bom e o que está ruim na condição de vida daqueles e daquelas que todos dias contribuem com seu trabalho, seu tempo e energia para a construção da sociedade.

O Projeto de Lei 4330, mais conhecido como PL da Terceirização, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. Se aprovado, pode significar uma grande perda para os trabalhadores e trabalhadoras. Isto porque, este projeto ataca os direitos que os trabalhadores e trabalhadoras deram duro para conquistar. Terceirização é quando uma empresa pública ou privada transfere suas atividades a um terceiro.

Como isso vai nos afetar? Isso gera contratação por indicação, fragiliza a situação do empregado em relação ao seu empregador e ainda pode acabar com os benefícios trabalhistas. O terceirizado ganha 24% menos que o trabalhador de carteira assinada, além disso pode levar calote da empresa e ser demitido por nada. Os terceirizados trabalham em média, três horas a mais na semana e de 5 acidentes de trabalho, 4 atingem os trabalhadores terceirizados. O terceirizado é tratado como um trabalhador de “segunda categoria” dentro das empresas. Os patrões e o governo não estão preocupados com o trabalhador, querem apenas lucrar em cima do nosso suor.

O que é o MOB?

O Movimento de Organização de Base é um movimento social que busca, a partir da mobilização do povo organizado, lutar na reivindicação dos direitos e das necessidades mais imediatas, seja na educação, saúde, cultura, trabalho etc.

Buscamos construir ferramentas de luta que ajudem na caminhada cotidiana em direção a estes objetivos, como centros de cultura, bibliotecas, oficinas, atividades culturais, trabalhos de produção, espaços de educação e outros.

Nos bairros, periferias, favelas, ocupações, no local de trabalho ou de estudo vamos fortalecendo o protagonismo do povo para arrancar as conquistas independente de governos, partidos ou patrões nas lutas cotidianas.

Movimento de Organização de Base – RJ

O Coletivo Quebrando Muros convida para o 2º encontro do Círculo de Estudos sobre Sindicalismo Revolucionário!

Nesse próximo encontro faremos uma abordagem crítica sobre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio do professor de Economia da UFPR, Lafaiete Neves.

O objetivo do Círculo de Estudos é o de construir uma proposta de atuação libertária no meio sindical e para tanto, nosso 1º encontro debateu o tema “Sindicalismo e Movimentos Sociais”, em que foram tratadas questões como burocracia sindical e o papel de um sindicato combativo e de resistência na organização da classe trabalhadora.

Quando: Sábado, 23 de maio, 15 horas.

Onde: Sala 502 – prédio Dom Pedro II – Reitoria da UFPR