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O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

greve ufpr

“O Brasil não aceita pobre revolucionário

O marginalizado defensor do favelado”
-Facção Central

O Coletivo Quebrando Muros vem declarar publicamente solidariedade e apoio ao companheiro e advogado Renato Almeida Freitas Jr., que recentemente tem sido perseguido e ameaçado por Policiais Militares (PM-PR) após sua atuação como advogado na periferia de Curitiba.

Renato atendia um cliente no bairro Santa Cândida no dia 17/08, pois a PM acabava de invandir sua casa em busca de um flagrante de drogas. Chegando lá, registrou uma série de abusos por parte dos policiais que revistavam a casa, entre eles: invasão domiciliar sem mandado judicial, tortura, dano ao patrimônio, abuso de autoridade e também flagrante forjado.

Ao registrar todos os abusos cometidos para a defesa da vítima, Renato sofreu as primeiras ameaças por parte dos policiais, que tiravam fotos do seu carro e sua placa. Quatro dias depois (21/08), Renato foi abordado de dentro do seu carro por um policial que o reconheceu como o “Advogado da ocorrência do Santa Cândida”, quando começou a ser agredido. Ao questionar o que estava acontecendo, recebeu voz de prisão por um suposto desacato, levado à delegacia algemado (mesma delegacia onde foi registrada a ocorrência do dia 17), e recebeu diversos insultos racistas.

Além de toda essa agressão, ainda recebeu ameaças pelas redes sociais e telefonemas anônimos que apenas diziam seu endereço e desligavam. Sua vida e de sua família estão obviamente em risco.

Sabemos que não é incomum a prática de Policiais Militares de sequestrar, torturar e matar a população negra e periférica. Amarildo, Cláudia, DG, Eduardo, e tantos são os nomes esquecidos e apagados da história pelas mãos do braço armado do Estado.
Dezenove são os corpos deixados em Osasco na última quinzena. Centenas por dia. Milhares por mês. Incontáveis por ano.

Mas não iremos esquecer! Nem perdoar!

Somos solidários ao companheiro Renato, assim como aos milhares de jovens negras e negros da periferia que sofrem diariamente com a violência policial.

Chega de extermínio da população pobre e negra!

Basta de criminalização da pobreza!

Pelo fim da Polícia Militar!

Lutar! Criar Poder Popular!

O Coletivo Quebrando Muros acaba de lançar a 10ª edição do jornal A Fagulha! Nesta edição falamos sobre a luta dos servidores e servidoras do Paraná, os ataques da classe dominante à Educação, a tentativa de aumento da terceirização e de redução da maioridade penal.

Confira nossos textos sobre: resistência dos servidores e servidoras à repressão e corte de direitos; sindicalismo combativo x burocracia sindical; luta e ataques à Educação; TERCEIRIZAÇÃO NÃO: ataque da classe dominante com o PL4330; e REDUÇÃO NÃO: Paraná contra a redução da maioridade penal.

Confiram clicando na imagem ou no link: A Fagulha 10

a fagulha10

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

cqm

Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

Nós do coletivo Quebrando Muros viemos ao público manifestar nosso apoio e solidariedade a luta antifascista, e principalmente na luta pela libertação de um companheiro que se encontra preso pela justiça burguesa há mais de um ano, Adriano De Souza Martins, conhecido como Para-raio.

Curitiba sempre fora marcada historicamente pela grande presença e atuação de gangues neonazistas na cidade que pelas ruas escurecidas e esquecidas da cidade modelo cometem e promovem os mais covardes episódios de violência. Atrás de um discurso nacionalista e conservador, defendem uma ideologia atrasada de ódio e intolerância, perseguem e agridem minorias: pessoas negras, gays, lésbicas, pessoas trans*, nordestinos, moradores e todos aqueles que se levantam contra essa ameaça. Mas diante de todo esse horror há ainda quem ouse resistir e combater a disseminação dessas ideias. Surgem assim grupos organizados, como o coletivo Antifa 16, que tem sofrido perseguições e ameaças constantes desses grupos fascistas.

Em março de 2014, ocorria o evento do Psycho Carnival na praça Eufrásio Correa, próximo ao shopping Estação. Durante a apresentação de algumas bandas, um grupo de neonazistas atacaram algumas pessoas que estavam ali assistindo ao evento. Diego Batista, conhecido como Xaropinho, foi esfaqueado covardemente por um grupo de 5 neonazistas, levando 6 facadas, sendo todos eles maiores e mais fortes. Durante toda a confusão, Adriano (Pararaio) é preso pela policia, acusado de esfaquear todos, inclusive seu próprio amigo Xarope, o que ressalta a incongruência da investigação policial, deixando sempre claro seu caráter e de que lado se encontra nesta trincheira: no dos muito bem afortunados jovens de classe media, que se escondem atrás da influencia e do poder econômico de suas famílias.

Para-raio se encontra encarcerado há mais de um ano. Enquanto isso, os que esfaquearam o Xaropinho e tantas outras pessoas estão livres e soltos nas ruas, com o aval da justiça para continuarem espalhando o ódio e medo na vida das pessoas. E Para-raio, por não ter condições de pagar um bom advogado nem ser filho de um, continua sendo mais um dentre milhares que compõe as estatísticas carcerárias do país, num sistema prisional atrasado que só se baseia numa única resposta para o problema da criminalidade: a prisão em massa da juventude pobre e negra desse país. País este que tem a 3ª maior população carcerária, que prende porque no futuro isso pode se tornar lucro. Um sistema de exterminação da classe pobre, negra e periférica, mas que jamais poderá ser uma proposta de reabilitação para a sociedade.

Para-raio, bastante conhecido na contracultura punk da cidade de Curitiba, um jovem que tem ideais, que acredita em outra sociedade, diferente dessa que se estrutura em exploração e dominação, ousou acreditar e ousou lutar por um mundo sem racismo, sem homofobia, onde todos sejam iguais e livres. Sempre contestou as injustiças sociais. Não se calava, não se submetia ao que lhe era imposto. E quando não aceitou ver seu amigo ser esfaqueado por cinco covardes e tentou livrar seu amigo dos agressores, foi porque acreditou naquilo, na resistência, e acabou pagando caro pela sua reação. Continua pagando o preço, só que paga mais ainda por não pertencer a uma classe privilegiada, que é o que importa antes de mais nada para ser encarcerado e privado de sua própria vida neste sistema.

Declaramos total repúdio a mais essa ação de criminalização dos movimentos sociais, e manifestar total apoio aos que lutam, aos que não se calam, aos que se encontram abaixo e a esquerda, e aos que ousam se levantar contra esse mundo de opressões e injustiças.

BASTA DE CRIMINALIZAÇÃO!!
LIBERDADEPARA PARARAIO!!
VIVA A LUTA ANTIFASCISTA!!
SOLIDARIEDADE AO COLETIVO ANTIFA 16!!

DIEGO BATISTA PRESENTE!

cqm

Retirado de: https://www.facebook.com/capsiuem/posts/953344464696406?fref=nf

No dia 29 de abril, o governo do Estado do paraná em um ato autoritário e repressivo, organizou grande parte do seu aparato militar (choque, rotam, bote, cavalaria, canil) para impedir que servidorxs, professorxs e estudantes intevissem na votação que aprovou as alterações no sistema de previdência pública estadual, as quais são um ataque inconcebível aos direitos conquistados através de históricas lutas na Educação.

Invocando discursos já tão desgatados pela direita conservadora, o atual governador Beto Richa (PSDB) e sua administração, buscou implantar através de acusações falsas, a idéia fictícia de um “confronto” entre forças armadas e servidorxs. Entendemos que quando há aparelhamento bélico por somente uma das partes, descrepância de forças e diferentes posturas, se trata de massacre. Neste caso, a céu aberto, durante uma manifestação legítima, contra servidores e servidoras indefesas, que ali estavam para garantir que mais um direito conquistado não fosse perdido.

Ao ver que não convencia a opinião pública de tal absurdo, o governo atacou novamente e covardemente aquelas organizações, que históricamente lutaram ombro a ombro com a classe trabalhadora, criminalizando e acusando o coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL de terem iniciado tal “confronto”. Sabemos que se trata de mais uma façanha do Estado para enganar e desmobilizar a luta dxs servidores, que resistem frente aos ostensivos ataques do governo. Nós, estudantes da UEM, enxergamos a face cruel e facista do governo PSDB no Paraná e reconhecemos a força das organizações combativas de esquerda que tem feito de sua luta a criação de um mundo novo, com suor e testemunhado sangue.

Lutar não é crime, Criminoso é o Estado!

Todo apoio ao coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL!

Seguimos firmes, a greve continua!

Lutar, criar poder popular!

Centro Acadêmico de Artes Cênicas – CAAC
Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CAFF
Centro Acadêmico de Filosofia – CAFIL
Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSI
Diretório Central das/os Estudantes (DCE – UEM) – Gestão Voz Ativa – 2014/2015

Ninguém fica pra trás na luta do povo

A comunidade universitária da UEPG reunida em assembleia vem a público manifestar solidariedade e apoio ao Coletivo Quebrando Muros que, após o massacre do dia 29 de abril, sofreu acusações mentirosas do governo do estado.

O governo, na figura do então Secretário de Segurança Fernando Francischinii, em entrevista à RPC, acusou o Coletivo Quebrando Muros e outros grupos “infiltrados” de terem iniciado a confusão que acabou com centenas de pessoas feridas no dia 29 de abril. Tal acusação é infundada e foi desmentida amplamente por vídeos, fotografias e testemunhas oculares, bem como pela OAB e o Ministério Público.

Numa clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais organizados, em especial os de cunho libertário, o governo busca criar “culpados” dentro do próprio povo visando legitimar o massacre ocorrido em frente à ALEP. Temos consciência de que os verdadeiros responsáveis pelo massacre são Beto Richa (PSDB) governador do estado do Paraná, suas secretarias e a PMPR, que não pode ser isentada de sua responsabilidade por “apenas” cumprir ordens, tendo em vista todo o histórico de repressão dessa corporação.

Por fim, salientamos que sem o apoio do Quebrando Muros no dia 29 de abril, o número de feridos seria muito maior. Essas e outras tentativas de criminalização utilizadas pelo Estado não nos enganam e não enfraquecerão a luta das(os) trabalhadoras(es), tampouco dos Movimentos Sociais!

Lutar não é crime!

Nenhum direito a menos!

Disponível em http://sinduepg.com.br/site/?p=3000 ]