democracia direta

Formação Política sobre AUTOGESTÃO e MOVIMENTO ESTUDANTIL

O Coletivo Quebrando Muros Convida a tod@s os estudantes interessados para:

Formação Política sobre  Autogestão e Movimento Estudantil

A ideia é abrirmos um espaço de discussão entre aqueles que desejam um novo movimento estudantil: AUTONÔMO, HORIZONTAL e COMBATIVO. Este espaço tem por objetivo tanto a formação política destes os qualificando para as ações, e auxiliando a pensar nos problemas cotidianos de traçar uma estratégia libertária, assim como pensar em uma agenda comum de ações coordenando nossos esforços.

Quando?  11/12 (sabádo), 9h as 12h-14h as 17h.

Local? EP3 no 3º andar do D. Pedro II.

Onde encontro os textos? fotocopiadora da Reitoria, Rua Amintas de Barros ao lado da casa das bolachas, pasta Grupo de Estudos  Autogestão

Como obtenho mais informações? quebrandomuros.wordpress.com ou autogestaoufor@gmail.com

Sugerimos alguns textos para serem lidos antes do encontro:

-Delinquêcia acadêmica Tragtenberg
-A tirania das organizações sem estrutura jo Freeman
– Criar um Povo Forte (Felipe Corrêia) 8 pgs
-Estilo de trabalho libertário ( texto a não ser divulgado a pedido da organização, disponível somente a militantes) 4 pgs
-Cartilha da univesidade Popular-RJ e MTD
-O Programa anarquista Malatesta (17 pgs)
– A concepção autogestionária do anarco-sendicalismo, Rene Berthier, 13 pgs
-Democracia autogestão e movimento estudantil 12 pgs
-a delegação de poder, revista protesta, 2 pgs
-A ação direta, revista protesta, 1 pg

Formação QM

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Estudantes de Ciências Sociais realizam a Campanha : Rompendo as Amarras!

Estudantes de Ciências Sociais aproveitam o momento das eleições para Centro Acadêmico (24.11.2010) pra propagandear a proposta de um Centro Acadêmico Livre, isto é como aparece no abaixo assinado que visava a propaganda e a consulta da proposta

“Desta forma, vem ao público nossa proposta de gestão aberta/livre. Esta não é baseada no princípio da representação, isto é da escolha de estudantes que devem ser responsáveis legais e institucionais de todos os outros. Nossa proposta de gestão livre/aberta nada mais é que fazer da participação do CA uma associação livre. Isto é, qualquer estudante pode participar na medida em que for interessado, com as mesmas possibilidades que todos os outros. A ideia é abolir a autoridade de um grupo, em especial eleito e legalmente institucionalizado, ou seja, privilegiar a participação e não o reconhecimento burocrático.”

O abaixo assinado contou com o apoio de 22 assinaturas simpáticas a abertura da entidade dos estudantes de Ciências Sociais da UFPR o Centro Acadêmico de Ciências Sociais. Os estudantes responsáveis pela campanha agadecem o apoio e lançam o fraterno convite as lutas por parte destes.

O Coletivo Quebrando Muros manifesta total apoio aos companheiros responsáveis por esta luta,  somos solidários a proposta destes estudantes que fazem um esforço cotidiano por um movimento estudantil combativo, autônomo e horizontal!

É isso ai compas “Onde há muros, há o que esconder!”, por isso entidades livres já!

Abaixo segue o texto distribuído em panfletos pelos membros da Campanha:

 

Rompendo as Amarras!

 

 

Tempo de eleições, muitas promessas que alimentam mais uma vez expectativas de tempos melhores?!

Será a troca das figuras a nossa frente que resolverá nossos velhos problemas com organização?!

 

Mais um grupo aparecerá pedindo seus votos para se eleger ao CACS, obviamente prometendo o impossível, sem se quer sugerir a única possibilidade enquanto estudantes que é a organização. Acreditamos que sem a base estudantil em nada avançamos, por mais geniais e bem intencionadas que sejam as propostas.

 

 

No mais, analise quem são estes que lhe pedem o voto. São aqueles que tentaram animar os estudantes a se mobilizar ao longo do ano? ou se lembraram disso somente agora para pedir o seu voto?!

 

E os grupos que tem assumido o CA tem representado a todos ou a posições pessoais e de suas organizações políticas?!

 

E se o objetivo é dialogar com os estudantes por que a gestão do CA não pode ser feita com os demais interessados? A busca pela conquista do CA e monopólio de um grupo, para que somente participem seus pares, isto é, aqueles que pensam igual , não é justamente o que inviabiliza a democracia e a participação?!

 

Esclarecemos que nada temos contra uma participação que seja positiva de membros de partidos políticos, mas estas que visam o aparelhamento e supressão de qualquer participação estudantil que extrapole os quadros de seu partido não serão aceitas sem denúncia de nossa parte.

 

Sendo assim fazemos o chamado a todos aqueles que desejam mudança de nosso CA, pois ele é de todos os estudantes , em direito e responsabilidade.

Todos que tem a vontade de colaborar nesta mobilização são bem aceitos, afinal o CA é lugar de todos os estudantes independente de sua orientação política.

 

O CA é o espaço onde os estudantes do curso deveriam se encontrar em solidariedade para discutir seus problemas, elaborar soluções e lutar por elas.

O CA deveria ser ABERTO e LIVRE as contribuições de todos os estudantes interessados, não restrito a uma minoria e seus interesses, que se legitimam com seu voto. A responsabilidade esta em suas mãos ou VOCÊ SE ANULA VOTANDO, OU AGE SE ORGANIZANDO!

 

Somente ROMPENDO com as velhas AMARRAS que nos impedem de nos movimentar é que conseguiremos vislumbrar dias melhores ao nosso CACS!

Coletivo Quebrando Muros lança Manifesto da Campanha: Nossas Lutas Não Cabem nas Urnas!

MANIFESTO DO COLETIVO QUEBRANDO MUROS

Época de eleições. Uma loucura para alguns estudantes. Correria para ver de onde vem a verba para material de divulgação, com que grupos ou partidos se coligar, nome da chapa, programa, conversar, propagandear sua chapa,correria, sem tempo pra nada. Claro, as intenções podem muitas vezes ser boas, fazer o possível para melhorar a universidade, o ensino e as condições dos estudantes.Mas afinal, será que essa é melhor forma de se mudar o ambiente acadêmico em que vivemos?Pensamos que a luta não diz respeito a simples escolha de novas chapas, novos dirigentes, os quais tantas vezes são tão ausentes do cotidiano estudantil, trancados em suas gestões e espaços burocráticos.Muito pouco buscam politizar o dia-a-dia dos estudantes, onde realmente acontecem suas batalhas cotidianas.

Nós, do Quebrando Muros, convidamos os que pensam que essa correria, essa vontade de lutar, não precisa ser tão intensa na época de eleições,mas sim todos os dias. Afinal é em nosso cotidiano que descobrimos nossos problemas, construímos novas pautas, e fazemos nossas lutas. Sem uma necessidade de ganhar votos, mas de ganhar pessoas para as lutas. Afinal não são votos que fazem a luta sim as pessoas,Não são lideranças de entidades, nem cargos em conselhos que nos mobilizam, mas sim o dialogo direto com os estudantes.

O que vemos nestas eleições, assim como nas passadas é um jogo de cartas marcadas, onde já sabemos quem é quem nesta disputa, cada organização política elabora seu programa, junta seus recursos e busca ganhar o aparato para que este seja espaço de publicidade dos programas e interesses de sua organização. Assim, os interesses de todos os outros estudantes serão submetidos aos interesses destas organizações e seus programas, e, de acordo com essa perspectiva nossa participação se limita a escolher os lideres para o próximo ano. Não somos nós estudantes capazes de expressar nossos interesses, de fazer nossas entidades espaços de discussão de nossos problemas e lutas permanentemente? Ou precisamos sempre estar sob a tutela daqueles que julgam portadores de nossos interesses? O programa de luta dos estudantes pode ser construído por todos nós, com nossa participação ativa enquanto sujeitos de nossas lutas!Não precisamos ser coadjuvantes de nossas organizações, podemos e devemos nos empoderar e somente assim teremos as condições de fazer um verdadeiro enfrentamento.

Como já deixamos claro não negamos a importância da organização, nem da construção de entidades, muito pelo contrário: somos seus defensores efusivos. Colocamos apenas o questionamento a que tipo de entidades vamos construir. Pois se queremos um novo movimento não podemos apelar as velhas formas, aos modelos que nos dividem entre representados e representantes, dirigentes e dirigidos, partidos x e y.

Precisamos é de organização da base, participação daqueles que são os interessados diretos, os estudantes eu você, todos nós, como iguais.

Por isso convocamos todos aqueles que tem vontade de se organizar sem medo de grandes desafios a se juntarem a nós do Coletivo Quebrando Muros, não para serem nossos seguidores, mas pra serem nossos iguais na luta!

“Nossas lutas não cabem nas urnas!”

Quebrandomuros.wordpress.com
autogestaoufpr@gmail.com

Assembléia Geral dos Estudantes de Biologia

Discussão de idéias para o CAEB.

Serão abordados:

– Propostas de atividades no CAEB

( Exemplos: Palestras, mini-cursos, oficinas, eventos culturais, etc).

Quando?

QUARTA (06/10), 12hoomin e 17h00min.

Onde?

12h no Sala 1, Anexo da Botânica.

17h no Anf. 7.

Obs: Como esses são horários de almoço ou de janta, haverá lanche no local.

Quem somos – Carta de Apresentação

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO COLETIVO QUEBRANDO MUROS.

“(…) não se trata de projetar uma utopia num futuro longínquo. Pelo contrário, trata-se de afirmar uma presença imediata, por que qualquer experiência de autogestão por si só, uma ruptura com as regras do jogo do Estado capitalista.” (João Bernardo)

O coletivo Quebrando Muros busca, com esta carta, apresentar-se aos estudantes da UFPR. Em nosso grupo se reúnem estudantes que não concordam tanto com diversas práticas do movimento estudantil, como com a forma de organização e gestão do ensino superior. A universidade pública hoje, vista geralmente como o bastião do conhecimento de nossa sociedade, é o verdadeiro local de “traição intelectual” do acadêmico. Isto é, a produção de conhecimento, na universidade, tornou-se dominada pela burocracia pedagógica, não havendo qualquer forma de controle social ou utilidade popular sobre o conhecimento produzido, de modo que a universidade adquiriu, ao longo da história, um caráter elitista, na medida em que acaba servindo aos interesses da classe dominante, e não da classe trabalhadora.

A formação acadêmica atua, além disso, como via para facilitar a manutenção social de setores minoritários (classe média e burguesia) que têm acesso à universidade, garantindo suas posições de classe através do diploma universitário – que não está acessível à grande parte dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, entendemos que o acesso ao ensino superior não deve ser visto como um privilégio, pois defendemos sua universalização. Hoje, os trabalhadores e trabalhadoras que pagam pela universidade, além de não terem acesso a ela, não vêem sequer os resultados da produção de conhecimento voltando-se para eles próprios.

Se por um lado o conhecimento não traz consigo um caráter popular, por outro está também muito longe de ser um conhecimento neutro. Em geral, ele atua na reprodução da lógica capitalista, na medida em que a universidade cumpre o papel funcional de abastecer o mercado de trabalho com mão-de-obra qualificada, preferencialmente barata, e mais, com ciência e tecnologia voltadas para a produção capitalista de mais mercadorias. Outro problema que identificamos é o fato de que uma parte significativa das pesquisas científicas é financiada por grandes capitais, que, evidentemente, somente as financiam porque os resultados são funcionais à manutenção e reprodução do sistema e de sua base ideológica. Isto é feito através das fundações e órgãos de pesquisa, tornando escasso o financiamento a pesquisas que estejam voltadas a outra lógica.

Cabe lembrar que, há décadas, a universidade pública vem sendo alvo das políticas neoliberais, que buscam adaptar a estrutura, o funcionamento e a produção das universidades aos interesses da classe dominante – especialmente para transformá-la em mero espaço de qualificação técnica para o mercado de trabalho. Seus representantes políticos e intelectuais, quando não defendem a privatização imediata da universidade pública, lançam mão de políticas que reforçam cada vez mais a submissão do ensino público ao capital privado, chamando isso pelo eufemismo de parceria público-privada, que nada é senão uma forma de privatização gradual da universidade pública

Inserido nessa conjuntura está o movimento estudantil, cuja maior parcela, em discurso, coloca-se contrária aos ataques vividos pelo ensino superior. Mas, na maior parte das vezes, somente em discurso. Os espaços do movimento estudantil tornaram-se alheios aos estudantes. Descolados de nossa realidade, parcelas muitas vezes dominantes do movimento perdem tempo com discussões e ações inférteis, tais como: obsessão por dirigir entidades como CA’s e DCE’s; intermináveis discussões sobre como melhor fazer oposição ao governo Lula; se disputamos a União Nacional dos Estudantes (UNE) ou se migramos para a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), entre tantas outras. Estas discussões, que tem tomado conta dos espaços do movimento, ocupam o lugar daquilo que poderia vir a ser bem mais emancipatório, do ponto de vista social e educacional, através da construção de organizações autônomas, calcadas numa realidade prática e primando por decisões que fossem tomadas de baixo para cima.

Além disso, o movimento estudantil tem sido, tragicamente, campo de disputas constantes que fazem dele uma ferramenta a serviço dos partidos políticos. Em geral, estes estabelecem uma relação de dominação com o movimento, buscando torná-lo um espaço ideal (dominado) para propagandear suas políticas, de modo que, muitas vezes, apenas enxergam no movimento o campo fértil para a captação de novos militantes partidários. Dentre outros resultados, vemos nesse tipo de prática duas coisas que condenamos: 1) esta prática gera o engessamento da organização e a paralisia das lutas, 2) a reprodução de um modelo de organização que perpetua a divisão entre representantes e representados, pastores e ovelhas, que transforma CA’s e DCE’s num modelo organizativo similar aos parlamentos políticos.

Tais atitudes sufocam qualquer autonomia possível do movimento estudantil. Assim, ao invés do movimento ser um espaço de reflexão crítica dos estudantes, tende a tornar-se um espaço que reproduz uma lógica hierárquica onde alguns pensam e outros executam. Compreendemos que tal lógica (a da dominação) contribui diretamente para o esvaziamento dos espaços de luta, uma vez que estudante não se reconhece no movimento, afastando-se ao invés de se aproximar.

Posto tudo isso, propomos outro modelo de organização do movimento estudantil. Primamos pela organização de base, lugar onde devem ser feitas as discussões políticas dos estudantes, subindo, através do princípio da delegação[1] até instâncias maiores (do curso, do setor, da universidade, entidades regionais e nacionais). Tal modelo é, na prática, totalmente diferente do modelo que vemos hoje. É prudente deixar claro que não temos essa obsessão por estar nas entidades estudantis, já que entendemos que a importância da entidade não está em si mesma. Em nossa concepção, as entidades devem ser os espaços de execução e coordenação daquilo que foi discutido e aprovado na base, isto é, pelos estudantes em assembléia (do curso, do setor, da universidade). Ao invés de tirar resoluções políticas de cima para baixo, defendemos que o contrário é que deve acontecer; as discussões devem ir subindo da base ao topo, novamente, pelo princípio de delegação.

Assim, entendemos que não é ganhando eleições que vamos construir a luta estudantil, mas atuando numa lógica contrária: é construindo a luta, de baixo para cima, nos espaços estudantis de base, que as entidades maiores (CA’s, DCE’s, entidades regionais e nacionais) fazem sentido. Acreditamos que somente através da autogestão é que conseguiremos construir lutas e organizações combativas, pois ela acaba com a representatividade política, colocando em nossas mãos a tarefa de decidir os rumos do movimento estudantil.

Defendemos então as organizações pela base, próximas dos estudantes, favorecendo sua participação direta. Acima de tudo estas organizações devem ser horizontais, isto é, aproximar-se ao máximo de uma organização em que todos possam contribuir de forma igual, com cargas iguais de responsabilidade e, portanto, em iguais direitos, encontrando-se todos no mesmo nível, ombro a ombro, o que em si já subverte a ordem dominante da sociedade, que na maior parte das atividades separa o pensar do fazer.

Pensar em horizontalidade é pensar em democracia direta. Esta opera em oposição à lógica da democracia representativa, que limita o papel da base a apenas escolher aqueles que vão pensar e decidir em seu lugar. Na representatividade, em que o estudante acaba afastado dos centros decisórios, notamos também outro elemento nocivo: a concentração excessiva de poder na figura do representante, que possibilita desvios entre o que são promessas e o que realmente é feito. Colocar o poder de decisão e influência nas mãos dos estudantes remete a outra forma de se organizar, em que o instrumento decisório é a assembléia, onde os interessados discutem o problema diretamente e todos passam a ter voz e vez, não mais escolhendo alguém para fazer em seu lugar.

No espaço ocupado antes pelo representante está o delegado, nomeado em assembléia e que tem seu papel restrito à execução daquilo que foi discutido coletivamente. O mandato é de posse da assembléia, que pode revogá-lo a qualquer momento, na medida em que o delegado não esteja cumprindo com as deliberações. Nesta outra forma de se organizar a decisão não está centralizada nas mãos do representante, mas descentralizada nas assembléias, onde o poder está nas mãos de todos os participantes.

É importante ressaltar que para que seja objetiva nossa proposta de democracia direta, faz-se indispensável nossa independência política, se quisermos que os interesses protagonizados sejam os nossos de estudantes. Devemos ser independentes em relação a outras instituições como partidos, ONG’s, a reitoria da Universidade e o próprio Estado, evitando depender de meios externos que possam ter interesses escusos. Assim devemos afirmar nossa identidade enquanto estudante, e assim resguardar nossa independência enquanto movimento autônomo, que tem objetivos próprios a serem alcançados.

Entendemos também que temos necessariamente que estar fortemente organizados se quisermos alcançar nossos objetivos, pois toda a estrutura da Universidade está organizada de forma que nos impede a concretizá-los. Se aqueles que queremos enfrentar estão fortemente organizados, não há outro meio de fazermos frente senão estando fortemente estruturados. Nossa força está na justeza de nossas lutas e na nossa capacidade de organização, e é nesse sentido que encaminhamos nossa proposta, na necessidade de nos organizarmos e na necessidade de que esta organização seja transformadora tanto em forma como em conteúdo.

A importância da defesa da autogestão está no entendimento de que, a partir dela, estamos gestando uma nova forma de organização da sociedade. Pois a autogestão carrega um princípio que é inconciliável com o capitalismo; QUEBRANDO MUROS de todas as formas de dominação!


[1] O princípio da delegação é, por definição, oposto ao princípio da representatividade. Enquanto o representante é aquele que pensa e faz a discussão pela base e em nome dela, em razão de confiança política, o delegado é aquele que transmite a discussão feita ainda na base, isto é, o delegado é o mero porta-voz das decisões políticas tomadas coletivamente. É através da delegação que enxergamos a viabilidade dademocracia direta, onde todos participam sem delegar seu poder de decisão a ninguém.