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Intercampi UFPR para por falta de pagamento

Publicado: dezembro 1, 2015 em Sem categoria
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Hoje os estudantes da UFPR não puderam utilizar o intercampi (ônibus que faz o transporte entre os campi da universidade) devido à falta de pagamento aos motoristas. Segundo alguns trabalhadores, o repasse que deixou de ser feito à empresa que contrata os motoristas terceirizados era de 2 milhões de reais. A situação não tem previsão de ser normalizada, já que o pagamento ainda não foi feito.

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Cortes já prejudicavam os terceirizados

Essa notícia não desperta surpresa, já que recentemente a UFPR já havia anunciado a demissão de 20% dos funcionários terceirizados. Cerca de 450 trabalhadoras e trabalhadores terceirizados – da limpeza, portaria, segurança, manutenção – serão demitidos nos próximos meses. Após anos de adotar uma política de não abertura de concursos públicos e terceirização de vários serviços da UFPR, a universidade agora demite esses trabalhadores e corta esses serviços. O projeto de terceirização de serviços da universidade falhou miseravelmente. Falhou conosco, estudantes e trabalhadores. Para a reitoria, nem tanto, já que para eles os trabalhadores terceirizados – mais fáceis de demitir do que servidores – são descartáveis.

O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

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O Coletivo Quebrando Muros acaba de lançar a 10ª edição do jornal A Fagulha! Nesta edição falamos sobre a luta dos servidores e servidoras do Paraná, os ataques da classe dominante à Educação, a tentativa de aumento da terceirização e de redução da maioridade penal.

Confira nossos textos sobre: resistência dos servidores e servidoras à repressão e corte de direitos; sindicalismo combativo x burocracia sindical; luta e ataques à Educação; TERCEIRIZAÇÃO NÃO: ataque da classe dominante com o PL4330; e REDUÇÃO NÃO: Paraná contra a redução da maioridade penal.

Confiram clicando na imagem ou no link: A Fagulha 10

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O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

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Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

EVENTO ADIADO DEVIDO AOS EVENTOS DE ORGANIZAÇÃO DA LUTA
Devido aos desdobramentos da construção da greve nas universidades federais e estaduais; a assembleia dos professores da UFPR que acontecerá às 16 horas, que estaremos presentes e deve se estender para o horário que seria do nosso evento; a impossibilidade da presença de compas que fariam parte da apresentação que viriam de outras cidades, pois estarão em atividades de organização das greves; ADIAREMOS O EVENTO TEMPORARIAMENTE.

LOGO QUE REMARCARMOS IREMOS DIVULGAR A NOVA DATA.

PEDIMOS QUE OS/AS ESTUDANTES DE DIREITO E OUTROS CURSOS COMPAREÇAM NA ASSEMBLEIA DOS/DAS PROFESSORES/AS NA SEGUNDA (25) E PARTICIPEM DA FRENTE DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL DO PARANÁ.

AGORA É GREVE!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1438211753149359/

Neste intenso momento de lutas e perspectiva de greve nas federais, o Coletivo Quebrando Muros vem apresentar e discutir várias questões relacionadas à luta estudantil e construção do Poder Popular no Direito da UFPR. Todas e todos estão convidadas, sendo ou não do curso de Direito ou da UFPR.

A universidade pública está cada vez mais precarizada (mesmo o Direito UFPR sendo exceção) – acesso restrito, falta de assistência estudantil, falta de professores e estrutura; os serviços públicos ficando mais sucateados; os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sendo intensamente atacados; E o que o movimento estudantil tem a ver com isso?

Vamos apresentar e discutir a importância da organização no movimento estudantil, a relevância das conquistas nas últimas greves, o papel que o movimento estudantil pode cumprir em apoio à luta para além dos muros da Universidade e muito mais.

O Movimento Estudantil, dando destaque no curso de Direito, muitas vezes pode parecer se resumindo em um ciclo fechado em si mesmo, sem muita efetividade na realidade, sendo muito discurso, pouca ação e só se mobilizando em momentos de disputa de eleições de representação. Mas, o Movimento Estudantil é e pode ser muita mais do que isso.

Queremos, enfim, apresentar uma forma de se fazer movimento estudantil guiado por princípios libertários. Isso envolve se juntar, de maneira solidária e reconhecendo seu lugar, com outros movimentos. Envolve também investigar e questionar com profundidade seu método organizativo. Preocupar-se sempre com a responsabilidade e a disciplina militante, conhecendo a seriedade das consequências de suas falhas e conquistas. E ter como prioridade a ideia que só será possível alcançar o Poder Popular estando com e entre os/as de baixo não apenas nos momentos oportunos, e sim em TODOS os momentos.

Neste sábado, dia 18, as ocupações do prédio do DCE foram retiradas do local devido a uma ação de reintegração de posse concedida à Reitoria da UFPR. Sob a ameaça de confronto com a Polícia Federal caso o Movimento Estudantil e as ocupações decidissem resistir à reintegração, os coletivos tiveram de se retirar do prédio. O que vimos ontem não é algo novo, pois ainda no ano passado o atual reitor Zaki Akel permitiu a ação policial contra os manifestantes que lutavam contra a privatização do Hospital de Clínicas, atacando-os com bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta e balas de borracha.

Na tentativa de criminalizar as ocupações que estavam no prédio, a Reitoria até inventou boatos para que a comunidade acadêmica se voltasse contra os ocupantes. Na sexta-feira dia 10, o R.U central foi fechado, e desde então assim se mantém, pois a Reitoria alegava que os “invasores” haviam contaminado o fornecimento de água. Ontem, saiu o laudo técnico que comprova que a água do R.U não está contaminada (http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/sai-laudo-tecnico-sobre-risco-de-contaminacao-do-ru-central/), ou seja, milhares de estudantes estão sem as refeições básicas ou precisam pagar muito mais para poder se alimentar por pura e simplesmente intenção da Reitoria de criminalizar as ocupações do prédio.

Ontem, as medidas da Reitoria foram ainda mais inconsequentes. Cerca de 90 manifestantes estavam na frente da porta do DCE, com o objetivo de defender o prédio, enquanto um operativo da Polícia Federal estava em frente ao local e a Polícia Militar fazendo a escolta da quadra. Enquanto isso, alguns estudantes buscavam negociar a desocupação do prédio. Frente a uma possibilidade de repressão da Polícia Federal contra os manifestantes, decidimos por desocupar o prédio naquele momento. É de suma importância esclarecer que as ocupações já haviam sinalizado que iriam desocupar o prédio no Conselho de Entidades de Base (CEB) de quarta-feira, 15, mas enquanto não encontrassem outro espaço iriam se manter no local. A Reitoria passou por cima de nossa deliberação, e decidiu por imediatamente retirar as pessoas que lá estavam.

A atual gestão do DCE lançou uma nota sobre a desocupação desligada dos fatos que ocorreram (https://www.facebook.com/dceufpr/posts/816121335130157). O simples fato de sermos ameaçados pela Polícia Federal caso resistíssemos, já demonstra que não havia outra opção, pois ou era sair ou seríamos duramente repreendidos. Durante todo esse processo de negociação sobre as ocupações no prédio, a gestão do DCE, “Quem ta passando é o Bonde”, não representou as decisões tiradas em Assembleias Estudantis e Conselhos Entidades de Base, buscando sempre o acordão junto da Reitoria. A atual gestão precisa no mínimo esclarecer de que lado está, se dos estudantes ou da Reitoria, pois desde o início do ano, quando começaram boatos sobre a desocupação do prédio, a gestão decidiu por fechar as portas em negociações com a Reitoria, por se retirar do prédio e por se retirar das instâncias deliberativas do Movimento Estudantil.

Frente a uma conjuntura Nacional de precarização da Universidade Pública, com cortes significativos na Educação, de cortes de bolsas, falta de estrutura e infraestrutura, de medidas de sucateamento e privatização da Universidade Pública, ainda nos deparamos com a truculência e repressão contra os movimentos que lutam por um Ensino de qualidade, democrático e emancipador. Vivemos hoje um momento no qual os movimentos sociais necessitam de unidade e fortalecimento de suas propostas. O prédio do DCE é uma conquista histórica do Movimento Estudantil, e devemos lutar para que se mantenha nas mãos deste movimento. Este espaço é o meio mais eficaz para o autofinanciamento do Movimento Estudantil, portanto, mantê-lo em nossas mãos é a garantia de que manteremos nossas atividades de politização e de construção do movimento com qualidade nos centros acadêmicos. Repudiamos qualquer tipo de ação repressiva por parte da Reitoria, do Estado, etc. É o momento de crescermos, de nos organizar para que possamos manter nossas conquistas históricas e para progredirmos a uma educação pública de fato e de qualidade.

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Foto tirada no dia 18/04/2015, durante a reintegração de posse do prédio do DCE.

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Fotos tiradas no dia 18/04/2015, durante a reintegração de posse do prédio do DCE.

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Foto tirada no dia 10/04/2015

Assim tem demonstrado o funcionalismo público do estado do Paraná, ao construir uma greve de grandes proporções diante da ameaça iminente de desmonte dos serviços públicos promovida pelo governo neoliberal de Beto Richa.

Vamos aos fatos: reuniram-se 10 mil trabalhadores da educação numa assembleia e marcha histórica em Guarapuava, no dia 07/02, que deflagraram a greve; bravamente, o seu acampamento resiste há 20 dias diante do Palácio Iguaçu, faça muita chuva ou faça muito sol; frente aos sorrisos irônicos e do desprezo de desprezíveis parlamentares, aprenderam que de nada adianta contar quantos votos poderiam ser a nosso favor, pois eles não nos representam; através da ação direta, os trabalhadores ocuparam por duas vezes a Assembleia Legislativa do Estado (na primeira vez, sob a tensão permanente de uma possível ação violenta das forças policiais para desocupar esse espaço de poder, na segunda vez, heroicamente, sob balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e truculência policial); sofrendo ataques de setores da mídia, combatendo a contra-informação, desfazendo boatos, dialogando constantemente com a sociedade, fazendo e recebendo os mais variados gestos de solidariedade, resistem; como se não bastasse, no dia 25/02, deixaram Curitiba impressionada com uma marcha gigantesca de 50 mil pessoas exigindo educação pública e de qualidade, sob o mote: nenhum direito a menos!

Resistimos aos ataques e garantimos provisoriamente muita coisa, mas…

Ao fim de 3 rodadas de negociação com representantes do governo (o governador Beto Richa não dá as caras), temos, além das vitórias, uma série de promessas, provindas de um governo sem credibilidade alguma, que comprometeu o orçamento do estado, que, na hora do aperto, tem a audácia de tentar retirar os poucos recursos da classe trabalhadora, para satisfazer os exploradores, seus aliados e financiadores!

Depois de construir uma greve tão forte e admirável, referência para outras categorias e para outros lugares do Brasil e do mundo; depois de fazer o papel de protagonistas da luta, fazendo-a avançar para além dos limites da burocracia, vamos cumprir o papel de recuar? Havendo tantos pontos obscuros no cumprimento de nossa pauta de reivindicações, devemos ceder? Devemos recuar e trair nosso próprio grito de guerra?

NENHUM DIREITO A MENOS!

Vemos as estratégias utilizadas pelo governo. Além de atacar os trabalhadores em educação com a polícia, agora apresenta ameaça de judicializar a greve. Propõe discutir a questão da previdência num futuro indeterminado, buscando desvincular essa pauta da nossa luta. O fundo previdenciário é o principal alvo do governo, colocando outros ataques apenas como um chamariz. Ele visa os 8 bilhões do fundo para resolver as suas dívidas. Por isso não podemos ceder a essas estratégias! Devemos manter a greve forte, independente dos ataques, e devemos mantê-la até termos garantia quanto à segurança do nosso fundo previdenciário, incentivando inclusive a luta das outras categorias.

Por isso e mais forte do que antes, A GREVE CONTINUA!

Lutar! Criar! Poder Popular!

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