feminismo

Nota de solidariedade às mulheres da UFPR

O Coletivo Quebrando Muros presta todo apoio e solidariedade às mulheres estudantes da UFPR, em especial as dos campi Politécnico e Reitoria, que recentemente têm enfrentado uma série de ameaças e violências dentro do espaço da universidade.

No dia 25 de maio, no prédio de Arquitetura e Urbanismo apareceu um cartaz extremamente lesbofóbico e com incitação ao estupro corretivo – prática defendida para a “cura” de mulheres lésbicas – além de outros xingamentos. Na mesma semana, outras pichações com conteúdo misógino e anti-feminismo surgiram na Reitoria, em especial dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS).

Aplaudimos a firme auto-organização das mulheres, que resistem apesar das duras críticas recebidas dos setores mais conservadores. Entendemos que é um certo teste de privilégio social o quanto somos permitidas a responder às nossas opressões. Infelizmente, esse é o tipo de ataque que costumamos esperar ao levantar nossas vozes. Historicamente o espaço público e da política não é destinado à mulheres, nem à pessoas negras, trans*, homossexuais e pobres. E o recado que estão tentando nos dar é bem claro: não ouse lutar, não ouse gritar!

Mas resistiremos! Sempre tentaram nos calar, mas nunca nos calarão! Acreditamos na auto-organização das pessoas de baixo, oprimidas e exploradas, para a construção de uma nova sociedade.Temos a certeza que se os nossos gritos forem cantados em consonância, serão escutados!

Que nossa revolta alimente nossa ação, e nossa raiva seja canalizada em mais força para lutar!

NÃO, NÃO, NÃO PASSARÃO!

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[Curitiba] II ELVIRA: O que a Redução da Maioridade Penal tem a ver com as mulheres?

O Grupo de Gênero do Coletivo Quebrando Muros convida a todxs para o II ELVIRA de 2015!

O ELVIRA é um Círculo de Estudos Feminista Classista, que tem como intuito entender e aprofundar o debate sobre a relação entre Feminismo, Luta de classes e outras lutas de resistência.

Neste encontro discutiremos a Redução da maioridade penal e o que isso tem a ver com as mulheres. Para encarar a situação de frente, devemos entender as condições da juventude, que perpassam classe, raça e gênero, as mulheres encarceradas, a família, a opressão policial.

Vem ganhar instrumentos!
Vem se empoderar!
Vem debater o que a gente tem a ver com tudo isso!

Data: 13 de Maio – Quarta-feira
Horário: 18h30
Local: sala 507 do prédio D. Pedro II – Reitoria UFPR

Elvira Boni

[CURITIBA] 1º ELVIRA 2015 – Revolução Curda

O Grupo de Gênero do Coletivo Quebrando Muros convida a todxs para o primeiro ELVIRA de 2015!

O ELVIRA é um Círculo de Estudos Feminista Classista, que tem como intuito entender e aprofundar o debate sobre a relação entre Feminismo, Luta de classes e outras lutas de resistência.

Nesse primeiro encontro do ano abordaremos o protagonismo e auto-organização das mulheres na Revolução Social do Curdistão.
Na região do Oriente Médio, mais especificamente nas fronteiras da Síria, Turquia, Irã e Iraque, há um cinturão denominado Rojava onde um processo revolucionário está ocorrendo. Nessa região, o povo curdo – que há tempos luta por sua autodeterminação e independência – está construindo uma nova forma de organização social pautada pela democracia de base, anticapitalista, antiestatal e pela libertação das mulheres.

Nesse processo as mulheres são protagonistas do movimento, e além de pegarem em fuzis para combater os ataques do Estado Islâmico, organizam-se em uma brigada própria (Unidade de Proteção das Mulheres – YPJ) para influenciarem na organização dessa sociedade e combaterem os regimes opressivos da região e de seu próprio povo.

A ideia é discutirmos não somente a luta das mulheres curdas, mas relacioná-la a outros processos de resistência e entender o que isso tem a ver com a nossa realidade, na prática.

Vem! 🙂

Data: 01 de Abril – Quarta-feira
Horário: 18h30
Local: 4º andar do prédio D. Pedro II – Reitoria UFPR

Elvira Boni

AMANHÃ VAI SER MAIOR! – REDUÇÃO DA TARIFA JÁ!

No último dia 10 de Fevereiro de 2015, diversas organizações sociais participaram do 3º Ato Contra o Aumento da Tarifa, organizado pela Frente de Luta pelo Transporte – FLPT. O ato dirigiu-se até a sede da Prefeitura de Curitiba e, diante da não recepção da prefeitura e da não abertura à negociação por parte desta ou de outros entes responsivos, o movimento decidiu, por meio de uma assembleia, acampar em frente ao local e permanecer ali até que o prefeito Gustavo Fruet responda às demandas do movimento.

O ato contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas e demonstrou, mais uma vez, tal como na ocupação da Câmara dos vereadores de Curitiba em 2013, a importância de um movimento que se constrói pela ação direta e que não espera dos representantes e da burocracia do Estado para conquistar os seus direitos. É de fundamental relevância também destacar que as decisões tomadas democraticamente por meio da assembleia sejam respeitadas e que todos os coletivos ou organizações que se comprometam a construir a Frente de Luta somem forças nestas medidas, pois somente assim é possível avançar na luta por um transporte verdadeiramente público e de qualidade.

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Outro caráter que também merece destaque é a maior participação das mulheres e demais setores oprimidos dentro do movimento, uma vez que historicamente tais setores possuem menos voz na sociedade. Durante o ato, por exemplo, muitas das falas e palavras de ordem foram feitas por mulheres. Acreditamos que a luta feminista e a luta dos demais setores oprimidos não deva ser pormenorizada, mas pautada lado a lado da luta por melhores condições de vida, como a questão do transporte.

O Coletivo Quebrando Muros, ao longo de sua história, tem participado ativamente da construção do movimento pelo transporte em Curitiba justamente por acreditar que é somente pela ação direta e organização constante que avançaremos com os nossos objetivos. LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

cqm

A NOSSA LUTA É TODO DIA, TRANSPORTE PÚBLICO NÃO É MERCADORIA!

POR UMA VIDA SEM CATRACAS

REDUÇÃO DA TARIFA JÁ!