lutar não é crime!

A Fagulha N°10 – maio/2015

O Coletivo Quebrando Muros acaba de lançar a 10ª edição do jornal A Fagulha! Nesta edição falamos sobre a luta dos servidores e servidoras do Paraná, os ataques da classe dominante à Educação, a tentativa de aumento da terceirização e de redução da maioridade penal.

Confira nossos textos sobre: resistência dos servidores e servidoras à repressão e corte de direitos; sindicalismo combativo x burocracia sindical; luta e ataques à Educação; TERCEIRIZAÇÃO NÃO: ataque da classe dominante com o PL4330; e REDUÇÃO NÃO: Paraná contra a redução da maioridade penal.

Confiram clicando na imagem ou no link: A Fagulha 10

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Nota de solidariedade às/aos estudantes e trabalhadores da UNESP

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

cqm

Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

Nota de apoio ao Coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL

Retirado de: https://www.facebook.com/capsiuem/posts/953344464696406?fref=nf

No dia 29 de abril, o governo do Estado do paraná em um ato autoritário e repressivo, organizou grande parte do seu aparato militar (choque, rotam, bote, cavalaria, canil) para impedir que servidorxs, professorxs e estudantes intevissem na votação que aprovou as alterações no sistema de previdência pública estadual, as quais são um ataque inconcebível aos direitos conquistados através de históricas lutas na Educação.

Invocando discursos já tão desgatados pela direita conservadora, o atual governador Beto Richa (PSDB) e sua administração, buscou implantar através de acusações falsas, a idéia fictícia de um “confronto” entre forças armadas e servidorxs. Entendemos que quando há aparelhamento bélico por somente uma das partes, descrepância de forças e diferentes posturas, se trata de massacre. Neste caso, a céu aberto, durante uma manifestação legítima, contra servidores e servidoras indefesas, que ali estavam para garantir que mais um direito conquistado não fosse perdido.

Ao ver que não convencia a opinião pública de tal absurdo, o governo atacou novamente e covardemente aquelas organizações, que históricamente lutaram ombro a ombro com a classe trabalhadora, criminalizando e acusando o coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL de terem iniciado tal “confronto”. Sabemos que se trata de mais uma façanha do Estado para enganar e desmobilizar a luta dxs servidores, que resistem frente aos ostensivos ataques do governo. Nós, estudantes da UEM, enxergamos a face cruel e facista do governo PSDB no Paraná e reconhecemos a força das organizações combativas de esquerda que tem feito de sua luta a criação de um mundo novo, com suor e testemunhado sangue.

Lutar não é crime, Criminoso é o Estado!

Todo apoio ao coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL!

Seguimos firmes, a greve continua!

Lutar, criar poder popular!

Centro Acadêmico de Artes Cênicas – CAAC
Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CAFF
Centro Acadêmico de Filosofia – CAFIL
Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSI
Diretório Central das/os Estudantes (DCE – UEM) – Gestão Voz Ativa – 2014/2015

SINDUEPG – Moção de apoio ao Coletivo Quebrando Muros

Ninguém fica pra trás na luta do povo

A comunidade universitária da UEPG reunida em assembleia vem a público manifestar solidariedade e apoio ao Coletivo Quebrando Muros que, após o massacre do dia 29 de abril, sofreu acusações mentirosas do governo do estado.

O governo, na figura do então Secretário de Segurança Fernando Francischinii, em entrevista à RPC, acusou o Coletivo Quebrando Muros e outros grupos “infiltrados” de terem iniciado a confusão que acabou com centenas de pessoas feridas no dia 29 de abril. Tal acusação é infundada e foi desmentida amplamente por vídeos, fotografias e testemunhas oculares, bem como pela OAB e o Ministério Público.

Numa clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais organizados, em especial os de cunho libertário, o governo busca criar “culpados” dentro do próprio povo visando legitimar o massacre ocorrido em frente à ALEP. Temos consciência de que os verdadeiros responsáveis pelo massacre são Beto Richa (PSDB) governador do estado do Paraná, suas secretarias e a PMPR, que não pode ser isentada de sua responsabilidade por “apenas” cumprir ordens, tendo em vista todo o histórico de repressão dessa corporação.

Por fim, salientamos que sem o apoio do Quebrando Muros no dia 29 de abril, o número de feridos seria muito maior. Essas e outras tentativas de criminalização utilizadas pelo Estado não nos enganam e não enfraquecerão a luta das(os) trabalhadoras(es), tampouco dos Movimentos Sociais!

Lutar não é crime!

Nenhum direito a menos!

Disponível em http://sinduepg.com.br/site/?p=3000 ]

Nota de apoio às/aos estudantes da UEL

Os governantes farão de tudo para não perder seus privilégios. No massacre de 29 de abril, o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública sequestrou 4 estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o intuito de criminalizá-los como “grupos radicais infiltrados”, ou black blocs. A violência cometida durante as prisões foi enorme e a única mulher presa foi torturada pela polícia.

As imagens do Centro Cívico, banhadas em sangue e gás, correram o mundo, e a classe dominante usou seus instrumentos para tirar os holofotes do governador do Estado do Paraná, Beto Richa, e do então secretário de segurança pública, Fernando Francischini, acusando manifestantes pela violência. A absurda Secretaria de Segurança Pública realizou coletiva de imprensa onde divulgou imagens de estudantes da UEL preparando misturas contra gás lacrimogênio e spray de pimenta, afirmando que seriam bombas caseiras que causariam queimaduras. Também citou o Coletivo Quebrando Muros e o coletivo Antifa 16, chamando todos de grupos radicais, esperando assim justificar a violência cometida contra as servidoras e servidores públicos estaduais.

proteçao

A mentira não chegou a durar 24 horas. Mesmo a mídia burguesa, que havia veiculado imagens de estudantes da UEL e da página do Quebrando Muros, não pôde deixar de desmentir as calúnias veiculados pelo serviço de inteligência do Estado. Vários depoimentos, inclusive da Reitora da Universidade Estadual de Londrina, desmentiram as acusações de que estudantes fabricavam bombas. As denúncias de tortura também tiveram que ser publicadas.

Com o poder político abalado, o secretário de Segurança Pública Francischini e o secretário de Educação perderam seus cargos. Quem assumiu a secretaria de segurança foi o antigo responsável pela inteligência, Wagner Mesquista, o mesmo que realizou a coletiva em que criminalizava estudantes da UEL, o Coletivo Quebrando Muros e o Antifa 16!

O Estado é um instrumento de dominação, independente de quem ocupe seus cargos. Trocar secretários ou governantes não mudará essa relação, mas é prova pública de que a luta do povo organizado pode transformar a realidade.

Devido à enorme pressão popular, o Ministério Público de Contas do Paraná pediu a suspensão imediata da lei que rouba a previdência de servidores públicos. É hora de seguir firme nas mobilizações para revogar o projeto aprovado no dia 29.

O Coletivo Quebrando Muros declara total apoio à Greve Estudantil na Universidade Estadual de Londrina e às demais universidades estaduais. Entendemos que o momento é favorável para as mobilizações crescerem e nos mantermos firmes contra a repressão e a criminalização dos movimentos sociais. Vamos seguir acumulando forças e unindo as lutas. Não nos intimidaremos!

Mentiras não passarão! Todo apoio a quem luta!

greveuel

Mais informações sobre a Greve Estudantil da UEL em https://www.facebook.com/greveestudantiluel