lutar

[MOB] LUZ É UM DIREITO! Manifestação na COPEL Santa Quitéria 13/08/2015

Via MOB: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/08/14/parana-luz-e-um-direito-manifestacao-na-copel-santa-quiteria-13082015/

Ontem, no dia 13 de agosto de 2015, dezenas de moradores e moradoras da Portelinha e militantes do MOB de outros bairros fizeram uma manifestação em frente à COPEL – Santa Quitéria, reivindicando a regularização da energia elétrica na comunidade.

Após anos de luta pela regularização do terreno, água e luz, o Ministério Público do Paraná deu o aval para que a COPEL regularizasse a energia elétrica nas residências da Portelinha. Mas, mesmo com a autorização em duas publicações, a COPEL se negou a regularizar a luz.

Sabemos que só com o povo se organizando pela base, se manifestando por seus direitos, que conseguiremos conquistar nossos objetivos. Trancamos as entradas da COPEL durante algumas horas até sermos atendidos pelos representantes da companhia. Com as palavras de ordem “A nossa luta é todo dia, queremos água, luz e moradia!” e “COPEL, ouça meu grito, rede elétrica não é só para os ricos!” fizemos com que nossas exigências fossem atendidas e agora só nos resta acertar alguns detalhes com a Prefeitura Municipal de Curitiba e a COHAB para que a energia elétrica seja regularizada!

Se a Prefeitura e a COHAB não corresponderem com nossas exigências, vai ter mais protesto!

Ao final do protesto, a Polícia Militar mais uma vez tentou desmobilizar a manifestação, porém continuamos firmes! Protestar não é Crime!

E a luta continua! A regularização da água e do terreno ainda não saíram e este ano ainda vai ter muita luta para garantirmos nossos direitos!

Só com a união do povo vamos conseguir conquistar nossos direitos!
Eduardo Presente! Presente! Presente!

Luz é um direito e não mercadoria!
Lutar! Criar Poder Popular!
Protestar não é Crime!

11755516_1621723541378794_4021672708213446305_n 11825747_1621722931378855_8169864552584603888_n 11863323_1621722094712272_2851058909673931224_n 11863439_1621722688045546_3530404773327394414_n 11880534_1621721621378986_138402241634075575_n 11880563_1621722351378913_5058130879665401183_n 11887848_1621722268045588_4731034152695062494_n 11889535_1621723474712134_4175708491325614017_n 11891174_1621723251378823_7268604963303513164_n 11891981_1621722918045523_6406323504002119441_n 11899840_1621722358045579_8953220805710873311_n 11903751_1621723471378801_8336994913402500353_n 11903861_1621722684712213_4340701223043308444_n

[TERP-RS] CAMPANHA PRA QUE(M) SERVE TEU CONHECIMENTO?

Retirado de: https://www.facebook.com/rpestudantil/posts/650801545057392:0

Enfrentamos uma série de obstáculos para estudar. E durante todo o percurso, desde os primeiros anos, o modelo de educação e o processo de escolarização são voltados para um fim próprio, que é obter uma formação de mão de obra mais ou menos qualificada para o mercado de trabalho, que sabemos, vai ocorrer em cima de um sistema que reproduz a desigualdade, sendo sempre mais precária para os pobres.

Apesar do esforço de alguns professores, questões sociais ficam em segundo plano, e o discurso oficial é o da formação para o trabalho, para assim ter um “lugar” na sociedade. Mas que lugar é esse que desejam para nós nesse modelo de sociedade capitalista que produz desigualdade e violência, onde 1% da população domina quase toda riqueza do mundo?

No âmbito da universidade somos conduzidos à produção, aprendemos metodologias e técnicas de produção e aplicação de conhecimentos específicos. Basicamente, somos motivados pela alimentação de nossas plataformas lattes e nosso currículo. Aprendemos muito sobre pouco e pouco sobre o todo. Formamos-nos tendo em vista o mercado de trabalho que é dominado pelos ricos e patrões. Enquanto isso todo esse conhecimento não ultrapassa os muros e não há comunicação com as ruas e periferias, nem mesmo o reflexo do que aqui é produzido.

O convênio de empresas e a grande participação do setor privado na educação é uma parte importante para fazermos a reflexão do para quem serve o conhecimento produzido. O empresariado brasileiro vem ao longo dos anos ampliando suas formas de atuação para ter uma maior participação na esfera pública e poder de certa forma intervir em sua gestão.

A questão dos investimentos no ensino toma uma grande parte nesse processo, pois visam a formação de um técnico-profissional (mão de obra qualificada a longo prazo), assim como obtém benefícios como responsabilidades (tanto sociais como legais), o marketing (que abrange boa parte da população), incentivos ficais, dentre outros aspectos que estão, muitas vezes, ligados entre si.

Observamos, no entanto, que a relação entre setor privado e a coisa pública é prejudicial ao conjunto da sociedade. Convênios como o da Ufrgs e outras universidades com a empresa israelense ELBIT (representada pela AEL), por exemplo, visa uma série de vantagens e a produção conjunta do conhecimento ligado a um massacre praticado ao povo palestino, um lucro efetivado em cima do sangue dessa população. Ou a relação de bancos e outras empresas com escolas de ensino médio, a exemplo do Jovem Aprendiz, que subordina o ensino à formação de mão de obra precária para o mercado de trabalho. Convênios que são simplesmente empurrados para os brasileiros, sem consulta e sem a grande reflexão: para que(m) serve nosso conhecimento?

Defendemos uma educação realmente pública, com condições iguais de acesso e, principalmente, que garanta a permanência dos estudantes. Um sistema de ensino que trate não só de assuntos específicos mas também daquilo que esta entrelaçado com a atualidade e o contexto da sociedade. Somos peças fundamentais em todo o processo e nosso papel enquanto estudantes é o de lutar para garantir que a formação dos estudantes traga consigo diversos aspectos do conhecimento e não seja um entendimento isolado, que vise a emancipação humana e não uma simples reprodução do sistema do mercado de trabalho.

ESTUDAR, LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

Nota de solidariedade às/aos estudantes e trabalhadores da UNESP

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

cqm

Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

A classe trabalhadora é protagonista de sua própria história!

Assim tem demonstrado o funcionalismo público do estado do Paraná, ao construir uma greve de grandes proporções diante da ameaça iminente de desmonte dos serviços públicos promovida pelo governo neoliberal de Beto Richa.

Vamos aos fatos: reuniram-se 10 mil trabalhadores da educação numa assembleia e marcha histórica em Guarapuava, no dia 07/02, que deflagraram a greve; bravamente, o seu acampamento resiste há 20 dias diante do Palácio Iguaçu, faça muita chuva ou faça muito sol; frente aos sorrisos irônicos e do desprezo de desprezíveis parlamentares, aprenderam que de nada adianta contar quantos votos poderiam ser a nosso favor, pois eles não nos representam; através da ação direta, os trabalhadores ocuparam por duas vezes a Assembleia Legislativa do Estado (na primeira vez, sob a tensão permanente de uma possível ação violenta das forças policiais para desocupar esse espaço de poder, na segunda vez, heroicamente, sob balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e truculência policial); sofrendo ataques de setores da mídia, combatendo a contra-informação, desfazendo boatos, dialogando constantemente com a sociedade, fazendo e recebendo os mais variados gestos de solidariedade, resistem; como se não bastasse, no dia 25/02, deixaram Curitiba impressionada com uma marcha gigantesca de 50 mil pessoas exigindo educação pública e de qualidade, sob o mote: nenhum direito a menos!

Resistimos aos ataques e garantimos provisoriamente muita coisa, mas…

Ao fim de 3 rodadas de negociação com representantes do governo (o governador Beto Richa não dá as caras), temos, além das vitórias, uma série de promessas, provindas de um governo sem credibilidade alguma, que comprometeu o orçamento do estado, que, na hora do aperto, tem a audácia de tentar retirar os poucos recursos da classe trabalhadora, para satisfazer os exploradores, seus aliados e financiadores!

Depois de construir uma greve tão forte e admirável, referência para outras categorias e para outros lugares do Brasil e do mundo; depois de fazer o papel de protagonistas da luta, fazendo-a avançar para além dos limites da burocracia, vamos cumprir o papel de recuar? Havendo tantos pontos obscuros no cumprimento de nossa pauta de reivindicações, devemos ceder? Devemos recuar e trair nosso próprio grito de guerra?

NENHUM DIREITO A MENOS!

Vemos as estratégias utilizadas pelo governo. Além de atacar os trabalhadores em educação com a polícia, agora apresenta ameaça de judicializar a greve. Propõe discutir a questão da previdência num futuro indeterminado, buscando desvincular essa pauta da nossa luta. O fundo previdenciário é o principal alvo do governo, colocando outros ataques apenas como um chamariz. Ele visa os 8 bilhões do fundo para resolver as suas dívidas. Por isso não podemos ceder a essas estratégias! Devemos manter a greve forte, independente dos ataques, e devemos mantê-la até termos garantia quanto à segurança do nosso fundo previdenciário, incentivando inclusive a luta das outras categorias.

Por isso e mais forte do que antes, A GREVE CONTINUA!

Lutar! Criar! Poder Popular!

10986647_598628466940302_5624314693312860327_n                                                               (Fonte da imagem: Revista Fórum)

AMANHÃ VAI SER MAIOR! – REDUÇÃO DA TARIFA JÁ!

No último dia 10 de Fevereiro de 2015, diversas organizações sociais participaram do 3º Ato Contra o Aumento da Tarifa, organizado pela Frente de Luta pelo Transporte – FLPT. O ato dirigiu-se até a sede da Prefeitura de Curitiba e, diante da não recepção da prefeitura e da não abertura à negociação por parte desta ou de outros entes responsivos, o movimento decidiu, por meio de uma assembleia, acampar em frente ao local e permanecer ali até que o prefeito Gustavo Fruet responda às demandas do movimento.

O ato contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas e demonstrou, mais uma vez, tal como na ocupação da Câmara dos vereadores de Curitiba em 2013, a importância de um movimento que se constrói pela ação direta e que não espera dos representantes e da burocracia do Estado para conquistar os seus direitos. É de fundamental relevância também destacar que as decisões tomadas democraticamente por meio da assembleia sejam respeitadas e que todos os coletivos ou organizações que se comprometam a construir a Frente de Luta somem forças nestas medidas, pois somente assim é possível avançar na luta por um transporte verdadeiramente público e de qualidade.

passelivre070215

Outro caráter que também merece destaque é a maior participação das mulheres e demais setores oprimidos dentro do movimento, uma vez que historicamente tais setores possuem menos voz na sociedade. Durante o ato, por exemplo, muitas das falas e palavras de ordem foram feitas por mulheres. Acreditamos que a luta feminista e a luta dos demais setores oprimidos não deva ser pormenorizada, mas pautada lado a lado da luta por melhores condições de vida, como a questão do transporte.

O Coletivo Quebrando Muros, ao longo de sua história, tem participado ativamente da construção do movimento pelo transporte em Curitiba justamente por acreditar que é somente pela ação direta e organização constante que avançaremos com os nossos objetivos. LUTAR! CRIAR PODER POPULAR!

cqm

A NOSSA LUTA É TODO DIA, TRANSPORTE PÚBLICO NÃO É MERCADORIA!

POR UMA VIDA SEM CATRACAS

REDUÇÃO DA TARIFA JÁ!