movimento sindical

Terceirizados param por falta de pagamento no HC/EBSERH

Via: SINDITEST-PR

Trabalhadores terceirizados do serviço de nutrição e zeladoria do Hospital de Clínicas, contratados pela Empresa Hamirisi cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira em protesto contra a falta de pagamento salarial.

Recentemente a Hamirisi já estava contratada pelo Hospital de Clínicas para prestar serviço de zeladoria e, recentemente “ganhou” a licitação para o serviço de nutrição. A mesma empresa que no mês de janeiro já havia atrasado pagamentos.

Nesta manhã, os terceirizados paralisaram o serviço porque o salário que deveria ter sido depositado no último dia 06 de julho, até o momento não estava na conta dos funcionários, além da ausência do vale-transporte. As funcionárias sequer tem dinheiro para volta para casa.

Outro atraso também causou revolta, é a ausência do pagamento de férias dos trabalhadores FUNPAR/HC. Em resposta dada por telefone, a FUNPAR afirma que não recebeu recursos do HC para efetuar esse pagamento e que só deverá fazê-lo na próxima sexta-feira, dia 10 de julho.

Esta é a realidade do HC/EBSERH. Agora que virou empresa, o Hospital de Clínicas aprofunda a injustiça contra os trabalhadores e confirma a previsão do sindicato: a EBSERH não é a solução!

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A Fagulha N°10 – maio/2015

O Coletivo Quebrando Muros acaba de lançar a 10ª edição do jornal A Fagulha! Nesta edição falamos sobre a luta dos servidores e servidoras do Paraná, os ataques da classe dominante à Educação, a tentativa de aumento da terceirização e de redução da maioridade penal.

Confira nossos textos sobre: resistência dos servidores e servidoras à repressão e corte de direitos; sindicalismo combativo x burocracia sindical; luta e ataques à Educação; TERCEIRIZAÇÃO NÃO: ataque da classe dominante com o PL4330; e REDUÇÃO NÃO: Paraná contra a redução da maioridade penal.

Confiram clicando na imagem ou no link: A Fagulha 10

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[Curitiba] 2º Círculo de Estudos em Sindicalismo Revolucionário

O Coletivo Quebrando Muros convida para o 2º encontro do Círculo de Estudos sobre Sindicalismo Revolucionário!

Nesse próximo encontro faremos uma abordagem crítica sobre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio do professor de Economia da UFPR, Lafaiete Neves.

O objetivo do Círculo de Estudos é o de construir uma proposta de atuação libertária no meio sindical e para tanto, nosso 1º encontro debateu o tema “Sindicalismo e Movimentos Sociais”, em que foram tratadas questões como burocracia sindical e o papel de um sindicato combativo e de resistência na organização da classe trabalhadora.

Quando: Sábado, 23 de maio, 15 horas.

Onde: Sala 502 – prédio Dom Pedro II – Reitoria da UFPR

O massacre da educação e a luta dos de baixo

29 de abril será lembrado como o dia em que o governo do Estado do Paraná promoveu um massacre. A dois dias do histórico Primeiro de Maio, o Centro Cívico de Curitiba foi transformado em palco de guerra para garantir que o governador colocasse as mãos na aposentadoria de milhares de servidores e servidoras. Milhares também foram os policiais deslocados para ferir mais de 400 manifestantes, em uma operação militar brutal que mobilizou grande parte do aparelho repressivo estadual, com jatos d’água, cães, cavalaria (não utilizadas, mas estava preparada), armas de choque (estavam preparadas), e atiradores de elite (estavam mais do que preparados) além dos já habituais spray de pimenta, gás lacrimogênio e balas de borracha.

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A repressão foi para impedir que dezenas de milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes ocupassem a Assembleia Legislativa, cientes de que só a ação direta impediria a aprovação do PL 252/2015, que garante o roubo da previdência.

Para tentar nos amedrontar, também foram realizadas várias prisões, entre elas a de 4 estudantes da UEL, que estavam acampados para barrar mais este ataque. Os estudantes foram barbaramente sequestrados por policiais a paisana e enquanto se dirigiam ao acampamento sofreram diversas ameaças.

Enquanto alguns estavam presos e centenas hospitalizados o governador Beto Richa dava pronunciamento, vergonhosamente mentiroso e descarado, em que afirmava ser vitima de injustiça.

Não nos intimidaremos.

Injusta é a classe dominante! Responderemos à repressão com organização!

Hoje, quinta-feira, houve um novo ato contra os ataques do Estado aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e contra a violência do Estado, com milhares de pessoas.

Tivemos três detidos que já foram soltos.

Amanhã, Primeiro de Maio, dia de luta e luta, haverá uma nova manifestação em frente à Praça 19 de dezembro, às 9 horas!

Seguiremos convictos de que só a organização e a radicalização dos de baixo barrará os ataques dos de cima.

Contra os ataques deste governo fascista!

Contra a repressão e criminalização dos movimentos sociais!

Lutar! Criar Poder Popular!

[Sindical] Todos à ALEP nessa segunda contra mais um ataque do Estado!

No mês de fevereiro, os trabalhadores venceram os patrões mais uma vez, através da ação direta. O funcionalismo público do estado do Paraná derrotou, através da união e da luta, os poderes legislativo e executivo e as ameças à sua previdência e seu plano de carreira propostas por esses poderes. Foram várias marchas pelas ruas de Curitiba e em outras cidades; assembleias; acampamentos; e duas ocupações da ALEP!

Mas nova ameça aos trabalhadores se apresenta: o governo enviou novo projeto que ataca a previdência do funcionalismo público, e seus cúmplices na Assembleia Legislativa o aprovaram na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Diante de tamanha provocação, no sábado (25/04), os trabalhadores em educação do Estado do Paraná, votaram pela retomada da greve geral e pelo enfrentamento aos ataques do governo.

O projeto volta a tramitar nessa segunda-feira (27/04). Os deputados aprovaram a votação em regime de urgência e farão sessões extraordinárias para garantir o assalto ao fundo previdenciário. O judiciário determinou o interdito proibitório que restringe as ações dos trabalhadores contra a votação. O governador Beto Richa ordenou o cerco policial à ALEP.

Esse cenário mostra-nos que o poder executivo conta com os poderes legislativo e judiciário para nos agredir e roubar. Porém, mostra também que o governo teme a força de nossa união e de nossas ações! É a realidade concreta que nos mostra: não podemos em hipótese alguma nos resignar e esperar cair das mãos de representantes migalhas do que já é nosso por direito. Só a nossa ação direta garantiu a vitória em fevereiro, só a ação direta garantirá uma nova vitória.

Por isso, o Coletivo Quebrando Muros chama a todas e todos para marcharmos nessa segunda-feira (27/04) contra o governo Beto Richa, seus cupinchas na assembleia e no judiciário, e seus projetos contra o funcionalismo público. A concentração será a partir das 9h, na praça 19 de dezembro.

Vamos à luta e à vitória, companheirada!!!

Amanhã vai ser maior!!!

[SINDICAL] Todxs à Assembleia de Londrina! Em defesa da previdência e contra a PL 4330!

Nossa greve acabou e nossos problemas continuam. Após uma luta histórica, que tem servido de referência para trabalhadores em educação de todo o país, nós, pessoas trabalhadoras em educação do Paraná nos vemos em uma situação precária. Retornamos para as escolas com pautas que haviam sido anunciadas como “vitórias da categoria” sem serem cumpridas, como, a reabertura das turmas e reorganização com referência no porte de Dezembro de 2014. Escolas sem o quadro de professores, pedagogos e funcionários completo e com as verbas do fundo rotativo do ano anterior atrasadas. Casos, como em Curitiba, em que a própria diretora está indo cozinhar para garantir a merenda porque não tem funcionários.

Na assembleia do dia 9 de março votamos contra o encerramento da greve. Sabíamos que um acordo firmado pelo judiciário não resultaria em vitórias reais para a categoria. A justiça serve como ferramenta para os poderosos, não serve às pessoas trabalhadoras. Naquele momento devíamos ter enfrentado o judiciário, da mesma forma que enfrentamos e derrotamos o legislativo e o executivo. Agora, a saída que nos resta é aprender com essa experiência: nenhuma confiança no judiciário! As únicas ferramentas capazes de garantir nossos direitos são nossa organização e a ação direta. Na atual conjuntura, temos a repetição do ataque à previdência, agora na forma de uma segregação de massas. Na prática, o governo PSDB está buscando confiscar nosso fundo previdenciário aos poucos, ao invés de fazê-lo de uma única vez. Além disso, vemos o avanço da PL 4330 no congresso federal, um dos mais sérios ataques que a classe trabalhadora está sofrendo nos últimos tempos.

A APP sindicato é o maior sindicato do Paraná, é nosso dever construir essa luta! As universidades estaduais retomando suas greves e outros setores da educação também estão em greve em várias partes do país. O ataque à previdência tem um grande potencial de levar a mobilização não somente da nossa categoria, como de todo o funcionalismo público do Paraná. Muitos de nós, trabalhadores e trabalhadoras da educação, estamos revoltados com a atual situação. Por isso, convidamos todos para a assembleia de Londrina, pela retomada da greve! Em defesa da previdência, pela garantia das condições de trabalho e contra a PL4330!

Procure seu núcleo sindical, para garantir sua ida. Assembleia Estadual Extraordinária Data: 25 de abril de 2015 Horário: 08h Local: Canadá Country Club Endereço: Av. Juscelino Kubitschek, 1854 – Londrina/PR

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[RP Sindical – RS] Terceirização: Mais exploração e retirada dos direitos trabalhistas

Retirado de: https://www.facebook.com/rpsindical/photos/a.1426410284295321.1073741827.1426407787628904/1577482789188069/?type=1&fref=nf

A PL 4330 é um projeto de lei, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados, que permite que a terceirização ocorra de forma irrestrita, ou seja, que todos os serviços possam ser subcontratados pelas empresas. Isso inclui a “terceirização da atividade-fim”, a atividade principal de uma empresa (antes da PL somente era permitido a atividade-meio).

Como ocorrerem os subcontratos?: A terceirização já uma realidade em boa parte dos setores de serviços, impondo um regime de extrema exploração aos trabalhadores. Esse tipo de contrato se dá através de uma terceira empresa que faz o vínculo entre o trabalhador e a empresa onde exerce sua função.

Algumas consequências às condições de trabalho:

1) As empresas terceirizadas costumam não pagar inúmeros direitos e no caso, da “pejotização” (criação de pessoas jurídicas), os DIREITOS TRABALHISTAS, como férias e 13° salário, não serão respeitados. Como a empresa que emprega não é a que recebe os serviços (ao menos formalmente, pois não faltam casos de “laranjas”) é regra e não exceção que se faça vistas grossas aos atrasos e desmandos contra os trabalhadores terceirizados.

2) Redução salarial: segundo o Dieese, o salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais. Em alguns casos, como nos bancos, chega a ser 70% menor.

3) Divisão dos trabalhadores em diferentes sindicatos, acarretando perda do poder de mobilização e luta. Além disso a grande maioria dos sindicatos que representam terceirizados são “sindicatos patronais”, formados e controlados pelas empresas prestadoras de serviços. Assim, não só dificultam a luta dos terceirizados como assinam acordos que prejudicam ainda mais estes trabalhadores para beneficiar as empresas.

4) Perda da estabilidade: O PL 4330 incentiva rotatividade dos trabalhadores. Demitir para não acumular direitos trabalhistas e recontratar com salários ainda piores é uma das regras das empresas terceirizadas. Abre-se ainda mais a brecha para que os concursos públicos sejam substituídos por contratação de trabalhadores vinculados a empresas tercerizadas, o que já acontece em diversas áreas, como limpeza e alimentação nas escolas e universidades por exemplo.

5) Saúde do trabalhador: o trabalhador terceirizado está sujeito a condições de trabalho muito mais precárias. Hoje, a cada 5 mortes por acidente de trabalho, 4 são de trabalhadores terceirizados. O assédio moral, também é muito maior quando se trata de trabalhadores terceirizados e as jornadas de trabalho por vezes chegam a 12, 14 horas por dia acarretando diversos problemas de saúde, como estresse, ansiedade e depressão. Os trabalhadores não são mais encarados enquanto tais, mas sim como “colaboradores”.

Lutar desde as bases contra a terceirização

A aprovação da PL 4330 significa a precarização das condições de trabalho e a flexibilização dos direitos. A terceirização deve ser combatida em prol de empregos estáveis e com direitos e não regulamentada como querem os patrões.

Nesse momento, é muito importante a organização e mobilização de toda classe trabalhadora: efetivos e terceirizados. Busque construir formas de paralisação, organização de debates, concentração em espaços públicos, panfletagem, participação dos atos agendados. Em seu local de trabalho, discuta os efeitos da terceirização, mobilize seus colegas e manifeste sua rebeldia!

A maioria das centrais sindicais convocam para o dia 15/4 mobilizações por todo o país contra a PL 4330. É importante que tomemos parte nessas mobilizações desde cada local de trabalho. Mas não devemos nos contentar com isso! Cabe a todos nós seguirmos a luta para além do dia 15/04, sem confiar em nas centrais governistas que também convocam os atos (caso da CUT e CTB por exemplo). Infelizmente, estas centrais estão mais preocupadas em negociar o PL, buscando “sensibilizar” parlamentares, ministros do TST, STF e a presidente Dilma/PT para vetar o PL.

Sabemos que tudo isso não passa de enrolação! É urgente fortalecer a luta das diversas categorias que começam a se levantar, entre elas trabalhadores terceirizados na limpeza da UFRGS e no município de POA. Fortalecer desde cada local de trabalho nossa organização e luta contra os ataques de patrões e governos, buscando unificar as lutas é a única possibilidade de termos uma grande onda de lutas contra a terceirização que possa culminar em uma greve geral.

É desde cada local de trabalho, debatendo pacientemente e envolvendo colega por colega nessa necessária e urgente luta que conseguiremos barrar este ataque brutal dos patrões contra nós, trabalhadores.

Não aceitamos nenhum direito a menos!
Basta de terceirização e empregos precários!
Basta de salários defasados e assédio moral.

Resistência Popular – Tendência Sindical