movimentos sociais

A FAGULHA Nº 12 – AGOSTO/2017

É com alegria e muito trabalho coletivo que o Coletivo Quebrando Muros lança a 12ª edição do Jornal A Fagulha, publicação que já se encontra em seu sétimo ano!

Confira uma breve apresentação do coletivo seguida de textos sobre a atuação d’A Outra Campanha – PR, especialmente durante o ano passado; um balanço das manifestações que tomaram o país nos últimos anos; a importância histórica da Greve Geral enquanto instrumento de luta dos trabalhadores ainda hoje e, por fim, um pequeno resgate das mobilizações contra a PEC 241/55 e a Reforma do Ensino Médio que marcaram o ano de 2016, com enfoque no movimento de ocupações de escolas e universidades.

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A Fagulha N°11 – novembro 2015

É com alegria e muito trabalho coletivo que o Coletivo Quebrando Muros lança o 11ª edição do Jornal A Fagulha!

Confira textos sobre a Greve na UFPR, o Mês da Consciência Negra, Educação Popular, o fechamento de escolas no Paraná, a repressão do Estado a movimentos sociais e a luta das trabalhadoras terceirizadas, que tem ficado sem salário na UFPR e na UNESPAR.

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A Fagulha 11 

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[MOB] A terceirização não beneficia os/as trabalhadores/as!

Retirado de: https://organizacaodebase.wordpress.com/2015/05/28/a-terceirizacao-nao-beneficia-osas-trabalhadoresas/

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Panfleto distribuído em 01/05/2015 por ocasião do dia do trabalhador e da trabalhadora

Ao contrário do que muito se fala, o dia 1 º de maio não é o dia do trabalho, mas sim o dia dos trabalhadores e trabalhadoras. É um dia especial para fazer uma reflexão sobre o que está bom e o que está ruim na condição de vida daqueles e daquelas que todos dias contribuem com seu trabalho, seu tempo e energia para a construção da sociedade.

O Projeto de Lei 4330, mais conhecido como PL da Terceirização, foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. Se aprovado, pode significar uma grande perda para os trabalhadores e trabalhadoras. Isto porque, este projeto ataca os direitos que os trabalhadores e trabalhadoras deram duro para conquistar. Terceirização é quando uma empresa pública ou privada transfere suas atividades a um terceiro.

Como isso vai nos afetar? Isso gera contratação por indicação, fragiliza a situação do empregado em relação ao seu empregador e ainda pode acabar com os benefícios trabalhistas. O terceirizado ganha 24% menos que o trabalhador de carteira assinada, além disso pode levar calote da empresa e ser demitido por nada. Os terceirizados trabalham em média, três horas a mais na semana e de 5 acidentes de trabalho, 4 atingem os trabalhadores terceirizados. O terceirizado é tratado como um trabalhador de “segunda categoria” dentro das empresas. Os patrões e o governo não estão preocupados com o trabalhador, querem apenas lucrar em cima do nosso suor.

O que é o MOB?

O Movimento de Organização de Base é um movimento social que busca, a partir da mobilização do povo organizado, lutar na reivindicação dos direitos e das necessidades mais imediatas, seja na educação, saúde, cultura, trabalho etc.

Buscamos construir ferramentas de luta que ajudem na caminhada cotidiana em direção a estes objetivos, como centros de cultura, bibliotecas, oficinas, atividades culturais, trabalhos de produção, espaços de educação e outros.

Nos bairros, periferias, favelas, ocupações, no local de trabalho ou de estudo vamos fortalecendo o protagonismo do povo para arrancar as conquistas independente de governos, partidos ou patrões nas lutas cotidianas.

Movimento de Organização de Base – RJ

[Curitiba] 2º Círculo de Estudos em Sindicalismo Revolucionário

O Coletivo Quebrando Muros convida para o 2º encontro do Círculo de Estudos sobre Sindicalismo Revolucionário!

Nesse próximo encontro faremos uma abordagem crítica sobre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio do professor de Economia da UFPR, Lafaiete Neves.

O objetivo do Círculo de Estudos é o de construir uma proposta de atuação libertária no meio sindical e para tanto, nosso 1º encontro debateu o tema “Sindicalismo e Movimentos Sociais”, em que foram tratadas questões como burocracia sindical e o papel de um sindicato combativo e de resistência na organização da classe trabalhadora.

Quando: Sábado, 23 de maio, 15 horas.

Onde: Sala 502 – prédio Dom Pedro II – Reitoria da UFPR

SINDUEPG – Moção de apoio ao Coletivo Quebrando Muros

Ninguém fica pra trás na luta do povo

A comunidade universitária da UEPG reunida em assembleia vem a público manifestar solidariedade e apoio ao Coletivo Quebrando Muros que, após o massacre do dia 29 de abril, sofreu acusações mentirosas do governo do estado.

O governo, na figura do então Secretário de Segurança Fernando Francischinii, em entrevista à RPC, acusou o Coletivo Quebrando Muros e outros grupos “infiltrados” de terem iniciado a confusão que acabou com centenas de pessoas feridas no dia 29 de abril. Tal acusação é infundada e foi desmentida amplamente por vídeos, fotografias e testemunhas oculares, bem como pela OAB e o Ministério Público.

Numa clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais organizados, em especial os de cunho libertário, o governo busca criar “culpados” dentro do próprio povo visando legitimar o massacre ocorrido em frente à ALEP. Temos consciência de que os verdadeiros responsáveis pelo massacre são Beto Richa (PSDB) governador do estado do Paraná, suas secretarias e a PMPR, que não pode ser isentada de sua responsabilidade por “apenas” cumprir ordens, tendo em vista todo o histórico de repressão dessa corporação.

Por fim, salientamos que sem o apoio do Quebrando Muros no dia 29 de abril, o número de feridos seria muito maior. Essas e outras tentativas de criminalização utilizadas pelo Estado não nos enganam e não enfraquecerão a luta das(os) trabalhadoras(es), tampouco dos Movimentos Sociais!

Lutar não é crime!

Nenhum direito a menos!

Disponível em http://sinduepg.com.br/site/?p=3000 ]

Protestar não é crime – Criminoso é o Estado!

Depois da maior repressão ao funcionalismo público da história do Paraná, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) quer encontrar um bode expiatório para “justificar” o massacre ao movimento de luta que resiste ao desmonte da educação e da previdência dos servidores públicos do Paraná. No dia 29 de abril de 2015, no Centro Cívico de Curitiba, a polícia atacou e feriu centenas de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes. Mas o Estado quer culpar alguém por ter começado o dito “confronto”.

Quem tentou impedir a votação desse projeto de lei absurdo, que acaba com a previdência dos funcionários públicos, foi o movimento de luta composto por professores, professoras, agentes penitenciários, funcionários da saúde e educação e estudantes. Não foram grupos ‘radicais’ que protagonizaram a luta direta contra os ataques do governo – como Francischini afirmou em coletiva de imprensa, foram os próprios trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, afetados diretamente por tais ataques.

No mês de fevereiro quem impediu que o ‘pacotaço de maldades’ fosse votado a toque de caixa pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) foi a ação direta dos trabalhadores e estudantes que, por meio da ocupação daquela casa, levou à retirada do projeto. Desta vez foram, novamente, os próprios trabalhadores e estudantes que resistiram até o fim contra o PL da Previdência.

Agora, querem acusar os ‘black blocs’, o movimento Antifascista e o Coletivo Quebrando Muros de serem grupos criminosos, mas os verdadeiros responsáveis por esse massacre são Beto Richa, Fernando Francischini e todo braço do Estado (PM, CHOQUE, BOPE, cachorros treinados, atiradores de elite, cavalaria, helicóptero) que nos atacaram com jatos d’água, spray de pimenta, cassetetes, balas de borracha, chutes, socos, bombas de gás lacrimogênio vindas de todos os lados, inclusive do helicóptero, não preservando sequer as crianças da creche que fica ali perto.

Quem começou o ataque foi o próprio Governador Beto Richa quando, por meio da PL 252/2015, atacou o direito à previdência dos servidores do Paraná, e os deputados que votaram favoráveis a esse projeto de lei. O governador se utilizou do maior contingente policial da história do Paraná para reprimir o movimento social.

Foram milhares de pessoas indefesas contra uma artilharia de guerra. Apenas um lado dessa ‘guerra’ tinha armas, o que houve não foi um confronto mas sim um massacre. Centenas de pessoas desmaiaram, ficaram feridas, perderam parte da audição, parte da visão e estão de cama até agora. Além dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vão ter sua previdência destruída.

Entendemos que não foi por acaso que escolheram justo os libertários e anarquistas para serem bodes expiatórios. Há muito tempo na história da humanidade o anarquismo é erroneamente confundido como sinônimo de baderna e desordem. Entretanto, os libertários compõem um setor dos trabalhadores oprimidos que se organiza para combater toda forma de dominação e exploração. O governador Beto Richa e o seu secretário de segurança Fernando Francischini querem se aproveitar do erro banal do senso comum para colocar na cabeça do povo que a culpa do massacre não é deles, mas nossa! Eles querem usar desse jogo para tirar de foco o massacre do dia 29 de abril!

Hoje, mais de 90% da população paranaense apoia a luta dos professores e a popularidade do governo está em baixa. O governador não vai enganar o povo dizendo que usou de toda aquela força para reprimir ‘black blocs’. O povo sabe por meio da mídia alternativa e dos diversos vídeos que deixam claro que criminalizar “grupos radicais” não passa de mentiras e enganação.

Não nos deixaremos abater! Buscamos derrubar os muros que isolam e alienam todos e todas nós da realidade que nos cerca. Nós, do Coletivo Quebrando Muros, somos um coletivo libertário que atua no movimento estudantil de diversas faculdades e universidades paranaenses; somos professores estaduais do Paraná atuantes no movimento sindical; construímos um movimento comunitário por moradia digna para todas e todos e fazemos diversos trabalhos sociais como hortas agroecológicas, alfabetização de adultos, cursinhos pré-vestibulares e cirandas de educação infantil.

Somos estudantes e trabalhadores que lutam por movimentos construídos horizontalmente, com protagonismo do povo e sem líderes ou patrões. Estamos em defesa da educação, da saúde e do transporte públicos, estamos e vamos continuar na luta contra todas as formas de dominação e opressão que sofremos; nós, trabalhadores, estudantes, mulheres, homossexuais, negros, pobres da periferia.

Nenhum passo atrás!
Nenhum direito a menos!
Não à criminalização dos movimentos sociais!

naoacriminalizacaodosmovimentossociais

A Fagulha N°9 – fevereiro/2015

O Coletivo Quebrando Muros acaba de lançar a 9ª edição do jornal A Fagulha! Nesta edição homenageamos companheiros, apresentamos e discutimos temas relacionados aos movimentos sociais e à luta no Paraná.

Confira nossos texto sobre: homenagem a dois grandes companheiros que se foram no final do ano passado, o avanço da luta por moradia digna no Paraná, formas organizativas de combater as opressões nos movimentos sociais, luta pelo transporte público em Curitiba e Região Metropolitana, luta nas universidades particulares e movimentos sociais para além das instituições e entidades.

Confiram clicando na imagem ou no link: A Fagulha 09

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