permanência estudantil

Você conhece as casas estudantis de Curitiba?

A UFPR não possui alojamento próprio para as e os estudantes, mas há algumas casas em Curitiba que oferecem moradia, sendo algumas específicas para estudantes de baixa renda, como a CEUC. Veja abaixo informações sobre as casas estudantis de Curitiba e sobre os respectivos processos de seleção para o primeiro semestre de 2019.

CEUC – CASA DA ESTUDANTE UNIVERSITÁRIA DE CURITIBA
Rua General Carneiro – 360 – Centro – CEP 80060-150 – Curitiba/PR
Fone: (41) 3079-6244
E-mail: ceucpr@gmail.com
ceucpr.blogspot.com
Facebook: facebook.com/ceucpr

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Fonte: acervo próprio.


CEUC AUTOGESTIONADA!
A Casa da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC) é mantida pela UFPR, mas sua administração é autogestionada pelas moradoras. O alojamento fica na R. General Carneiro, 360, ao lado do RU Central e para se candidatar a uma vaga é necessário cumprir os seguintes requisitos:

  1. Ser do sexo feminino;
  2. Ser estudante da UFPR;
  3. Ser estudante de graduação de baixa renda da UFPR;
  4. Não possuir pais e/ou responsáveis em Curitiba.

A experiência da CEUC autogestionada nos mostra a força de um movimento organizado e pautado pela intervenção direta das pessoas interessadas e não pela burocracia universitária, que na maioria das vezes é usada para dificultar o acesso a direitos que são justos.

Em um momento de cortes de gastos em diversos setores da universidade, as moradoras da CEUC obtiveram diversas conquistas visando a melhoria da Casa em reuniões com a Reitoria – isso porque elas não mais apostavam em uma representante para fazer as negociações sozinha, de forma individual. Por meio de Assembleias da CEUC, em que todas as moradoras eram convidadas e incentivadas a participar e dar suas opiniões, as moradoras organizaram suas pautas de reivindicação, analisaram os problemas que encontravam em sua moradia e, juntas, elaboraram propostas e solicitações à Reitoria da UFPR. Após organizarem suas demandas coletivamente, compareciam às reuniões em grande número, com todas as moradoras que tinham disponibilidade nos dias dos encontros. Dessa forma, demonstraram para a universidade que estavam cientes de seus direitos e que exigiam condições dignas de moradia para que possam concluir seus estudos! E foi assim que conseguiram o conserto dos elevadores do prédio, que há anos permaneceu quebrado. Conquistaram, também, a manutenção dos computadores do laboratório de informática, que contava com seus aparelhos inativos. Além disso, exigiram medidas de segurança, já que era comum que ocorressem assaltos e assédios na entrada da Casa. A Reitoria, que por anos se esquivou de cumprir com sua responsabilidade para com essas estudantes, se viu obrigada a fazer sua parte diante da organização coletiva das mulheres da CEUC. Isso nos mostra como a ação direta e coletiva é muito poderosa!

 

CELU – CASA DO ESTUDANTE LUTERANO UNIVERSITÁRIO
Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 239 – Centro – CEP 80020-280 – Curitiba/PR
Fone: (41) 3324-3313
www.celu.com.br
Facebook: facebook.com/CELUCTBA

Processo Seletivo CELU 2019/1 (Inscrições até 15/02/2019).

 

CENIBRAC – CASA DO ESTUDANTE NIPO-BRASILEIRA DE CURITIBA
Rua Atílio Bório, 71 – Cristo Rei – CEP 80050-250 – Curitiba – PR
Fone: (41) 3262–1912
www.cenibrac.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/cenibrac/

A banca de avaliação para o processo seletivo de 2019/1 terá as seguintes datas: banca masculina no dia 23/02/19 e banca feminina no dia 24/02/19. Para mais informações sobre o processo e a inscrição, consultar a página da casa no Facebook.

 

CEU – CASA DO ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO DO PARANÁ
Rua Luiz Leão – 01 – Centro – CEP 80030-010 – Curitiba/PR
Fone: (41) 3324-1984
ceu-pr.blogspot.com
Facebook: https://www.facebook.com/ceuparana/

O edital para o processo seletivo de 2019/1 será lançado em 08/02/19 e o período de inscrições será de 11 a 23/02/19. Para mais informações, consultar este link.

 

LAC – LAR DA ACADÊMICA DE CURITIBA
Rua Doutor Salvador de Maio – 81 – Jd. Botânico – CEP 80215-350 – Curitiba/PR
Fone: (41) 3262-2633
E-mail: lardasacademicas@gmail.com
lardaacademicadecuritiba.wordpress.com
Facebook: facebook.com/CasadeestudanteLAC

As inscrições para o processo seletivo de 2019/1 da LAC vão de 12/01/19 a 19/02/19. Consulte este link para mais informações.

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Greve Estudantil – ferramenta de luta e autonomia dxs estudantes

Neste duro ano de 2015, a crise econômica tem justificado a ampliação dos golpes contra os/as de baixo. Seja nos âmbitos municipal, estadual ou federal, no executivo ou legislativo, as medidas de austeridade são impostas por todos os lados. Afinal, o Estado tem sim um lado: o dos ricos e poderosos.

A educação pública é um dos maiores alvos destes ataques. No ensino superior, o projeto de precarização e privatização das universidades está cada vez mais acelerado. Os cortes em bolsas e programas de permanência afetam diretamente os/as estudantes que mais precisam. Eles são eles e elas que, de forma autônoma -mas ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação organizados/organizadas – que podem barrar esses ataques e garantir a manutenção de direitos.

O movimento estudantil tem demonstrado sua autonomia de luta através de uma importante ferramenta: a Greve Estudantil. Para muito além do apoio e solidariedade às greves de trabalhadores e trabalhadoras do ensino superior (professores, agentes, terceirizados), as lutas se pautam por reivindicações próprias da categoria, que referem-se diretamente à manutenção da universidade pública e gratuita e a condições dignas para a permanência nos locais de estudo.

A greve estudantil não é apenas um preparatório para lutas futuras de trabalhadores em formação, mas uma ferramenta importante na defesa da universidade pública. Nessa luta, o movimento estudantil é tão importante quanto o sindical – e é um erro secundarizar uma ou outra categoria. Estudantes, servidores, terceirizados ou professores: nossos esforços devem convergir cada vez mais, apoiando-nos um nos outros e trocando acúmulos e experiências. Para todas nós, é importante ter claro que apenas a luta construída de baixo pra cima e pautada pela Ação Direta será capaz de manter os direitos que nos tentam arrancar em nome da crise!

Nesse sentido, a mobilização estudantil tem servido como estímulo e influenciado a luta dos outros setores de trabalhadores e trabalhadoras. Apontando para um caminho autônomo de resistência, estudantes da Universidade Estadual de Londrina mantiveram-se em greve estudantil e ocuparam a reitoria após o término da greve de docentes e servidores. Provando que só a organização e a radicalização das/dos de baixo nos farão avançar em nossos direitos, estudantes conseguiram o comprometimento da reitoria em fornecer um valor mensal para alimentação dos/das estudantes bolsistas e moradores/moradoras da residência estudantil. Uma vitória da greve estudantil!

Nos campus Curitiba I e II da UNESPAR (Escola de Música e Belas Artes- EMBAP e Faculdade de Artes do Paraná- FAP), a greve estudantil traz dentre suas principais pautas a implementação de políticas de assistência estudantil. Após muita luta, os estudantes conseguiram o comprometimento da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com a implementação de bolsas auxílio-permanência para 2016, além de previsões para o término de obras inacabada e estudos ampliados sobre assistência estudantil. A greve estudantil segue mesmo após a suspensão da greve de professores e agentes, parando as aulas de todos os cursos, conseguindo o apoio dos trabalhadores e mostrando na prática a autonomia do movimento.

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Viva a autonomia do movimento estudantil!
Viva a ação direta!

MANIFESTO DA FRENTE DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL DO PARANÁ

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Nós, estudantes de universidades do Paraná, desde o início de 2015 estamos sentindo os efeitos das medidas de desmonte da educação pública, tanto nas universidades federais quanto nas estaduais. Já no início do ano, a sociedade recebeu a notícia do corte de verbas que o governo Dilma (PT) realizaria, principalmente, naquelas repassadas para a Educação. Estima-se um corte de R$ 7 bilhões do orçamento repassado para as universidades, o que tem impacto direto no pagamento de contas de luz e de água e dos contratos com empresas terceirizadas, e na assistência estudantil, tão necessária para nossa permanência. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, apesar de notas oficiais da reitoria “garantirem” as bolsas estudantis, o que se observa na prática são atrasos, redução no número de bolsas em projetos e até mesmo restrição do acesso à bolsa permanência.

No âmbito do estado do Paraná, temos também medidas de ajuste fiscal aplicados sobre os direitos trabalhistas. O governador Beto Richa (PSDB), em fevereiro, tentou aprovar seu “pacotaço”, em que figurava o projeto de alteração da previdência dos servidores públicos estaduais, a fim de cobrir o rombo que existe no orçamento paranaense. Os professores da rede estadual, tanto das universidades quanto do ensino secundário, e demais servidores estaduais não tardaram a realizar um movimento de greve em resposta a esse intitulado “pacote de austeridade”. Professores estaduais da Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), que integram a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), estão em mobilização.

Somado a isso, temos ainda a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923, considerada válida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril, que considera constitucionais as normas que dispensam licitação em contratos entre o Poder Público e Organizações Sociais (OSs). Essa decisão implica, por exemplo, na possibilidade de contratação de professores de universidades públicas via OSs e sem concurso – é a terceirização aliada à privatização da Educação. Além disso, vale lembrar que isto vale para todos os serviços públicos, inclusive no ramo da Saúde, que agora serão passíveis de executar tais contratações.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná entende que esse desmonte da educação pública não é um fenômeno isolado da realidade da classe trabalhadora brasileira. A crise que assola o país é, portanto, real e está sendo pesada para os trabalhadores e aqueles ainda em formação, isto é, nós estudantes. Não só a Educação vem sofrendo corte orçamentários e tentativas de privatização, mas também todos os trabalhadores correm o risco de terem seus trabalhos precarizados com vínculos trabalhistas mais frágeis. Atualmente, temos em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 4.330/2004 que permite a terceirização de toda e qualquer atividade de uma empresa – claramente um atentado contra a classe trabalhadora, uma das maiores retiradas de direitos dos últimos tempos. Caso aprovado, o PL criará uma situação em que haverá menos direitos trabalhistas, exploração de mão de obra, maiores jornadas de trabalho, alta rotatividade, baixa remuneração e perda de qualidade dos serviços – tudo em prol das grandes corporações e da burguesia.

Diante desse cenário, entendemos como fundamental a mobilização de estudantes contra os cortes de verbas da educação, contra a retirada dos nossos direitos conquistados (como a assistência e permanência estudantil) e pela melhoria constante da educação pública. Assim como é essencial a articulação entre os estudantes das universidades do Paraná, bem como com dos servidores e professores dessas universidades. A crise nos afeta como classe trabalhadora que somos e necessitamos da unidade da classe contra a retirada dos nossos direitos. Não é a toa que já se gritava em 29 de abril, dia do massacre dos professores estaduais do Paraná pelo estado, a GREVE GERAL.

Por isso, convocamos estudantes, servidores e professores a mobilizarem seus cursos, estando nos Centros Acadêmicos ou não, setoriais de estudo, universidades e sindicatos, e a entrarem na luta a favor de nossos direitos e futuro. Somos uma frente formada inicialmente no Conselho de Entidade de Bases (CEB) da UFPR e com participação aberta aos estudantes da Universidade. Mas temos por objetivo a articulação com outras universidades do Paraná e com os trabalhadores para pautarmos a luta unificada! Contamos com a presença de todas e todos!

VAMOS À LUTA!
É pra unir! É pra lutar! Greve geral, greve geral no Paraná!

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