poder popular

[ADIADO DEVIDO À ORGANIZAÇÃO DA GREVE – Curitiba] Construindo Poder Popular: Qual o papel do movimento estudantil?

EVENTO ADIADO DEVIDO AOS EVENTOS DE ORGANIZAÇÃO DA LUTA
Devido aos desdobramentos da construção da greve nas universidades federais e estaduais; a assembleia dos professores da UFPR que acontecerá às 16 horas, que estaremos presentes e deve se estender para o horário que seria do nosso evento; a impossibilidade da presença de compas que fariam parte da apresentação que viriam de outras cidades, pois estarão em atividades de organização das greves; ADIAREMOS O EVENTO TEMPORARIAMENTE.

LOGO QUE REMARCARMOS IREMOS DIVULGAR A NOVA DATA.

PEDIMOS QUE OS/AS ESTUDANTES DE DIREITO E OUTROS CURSOS COMPAREÇAM NA ASSEMBLEIA DOS/DAS PROFESSORES/AS NA SEGUNDA (25) E PARTICIPEM DA FRENTE DE MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL DO PARANÁ.

AGORA É GREVE!

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1438211753149359/

Neste intenso momento de lutas e perspectiva de greve nas federais, o Coletivo Quebrando Muros vem apresentar e discutir várias questões relacionadas à luta estudantil e construção do Poder Popular no Direito da UFPR. Todas e todos estão convidadas, sendo ou não do curso de Direito ou da UFPR.

A universidade pública está cada vez mais precarizada (mesmo o Direito UFPR sendo exceção) – acesso restrito, falta de assistência estudantil, falta de professores e estrutura; os serviços públicos ficando mais sucateados; os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sendo intensamente atacados; E o que o movimento estudantil tem a ver com isso?

Vamos apresentar e discutir a importância da organização no movimento estudantil, a relevância das conquistas nas últimas greves, o papel que o movimento estudantil pode cumprir em apoio à luta para além dos muros da Universidade e muito mais.

O Movimento Estudantil, dando destaque no curso de Direito, muitas vezes pode parecer se resumindo em um ciclo fechado em si mesmo, sem muita efetividade na realidade, sendo muito discurso, pouca ação e só se mobilizando em momentos de disputa de eleições de representação. Mas, o Movimento Estudantil é e pode ser muita mais do que isso.

Queremos, enfim, apresentar uma forma de se fazer movimento estudantil guiado por princípios libertários. Isso envolve se juntar, de maneira solidária e reconhecendo seu lugar, com outros movimentos. Envolve também investigar e questionar com profundidade seu método organizativo. Preocupar-se sempre com a responsabilidade e a disciplina militante, conhecendo a seriedade das consequências de suas falhas e conquistas. E ter como prioridade a ideia que só será possível alcançar o Poder Popular estando com e entre os/as de baixo não apenas nos momentos oportunos, e sim em TODOS os momentos.

A Outra Campanha: política para além das eleições!

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Mais um ano de eleições! Cavaletes estão armados pelas ruas, placas e faixas a postos, santinhos e adesivos espalhados… as caras e os números dos candidatos estão de volta. É a hora da velha história de renovação na política, de ouvir sobre “o que foi feito” e sobre as grandiosas promessas de mudanças para o futuro. Nas eleições, o povo costuma se posicionar de duas maneiras diferentes: ou acredita nas propostas de um representante, confia seu voto nele e até mesmo faz campanha, ou se afasta de qualquer assunto relacionado à política, deixando de se manifestar por considerá-la uma atividade corrupta e ineficiente.

As eleições são um momento de efervescência política e precisamos olhá-las para além das aparências. A postura de rejeição e ódio à política é favorável aos poderosos, pois se você deixa de se posicionar sobre os temas da vida pública, alguém cheio de interesses se posicionará no seu lugar, tomando decisões em seu nome. Por outro lado, confirmar o voto na urna não garante que o representante defenderá os interesses de seus eleitores. E por que isso, afinal? Porque a política e o poder não são exercidos somente pelas figuras que são eleitas pelo voto.

O voto popular não é nem de longe a principal fonte do poder na democracia representativa. As eleições já são “decididas” antes mesmo do povo votar. Pode parecer estranha tal afirmação, mas se vermos quem são os grandes apoiadores de candidaturas poderemos perceber quem manda mesmo nesse tipo de política: são as grandes empresas, donos de latifúndios e os poderosos que financiam as campanhas eleitorais e seus partidos!

Historicamente, a ocupação dos cargos políticos busca apenas a obtenção de novos privilégios para velhos privilegiados: grandes empresas, grandes proprietários de terras, meios de comunicação, bancos, caciques políticos, grupos organizados de gente poderosa e farta de grana que patrocinam os políticos profissionais para representarem os interesses deles! Vencer uma eleição custa caro, o que faz dela um grande balcão de negócios. Assim os representantes eleitos, ao longo dos mandatos, têm o compromisso prioritário com aqueles que os bancam nas eleições e não com os trabalhadores que depositam seu voto e que acabam acreditando em suas propostas.

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Alguns partidos e candidatos buscam representar o povo através dos movimentos sociais, que são segmentos do povo organizados em torno de suas necessidades, sejam elas transporte, terra, moradia, educação, saúde, emprego digno ou outros. É o caso do PT, que surgiu da união de vários movimentos sociais. Ao longo dos anos, para conseguir ganhar eleições e ocupar o Estado, o partido se aliou a gente casca grossa do poder e fez muitas negociações, dando muito mais assistência para os ricos do que para os pobres. 

Os movimentos populares, depois que o PT chegou ao poder se burocratizaram, passaram a servir aos interesses dos representantes ao invés de fazerem luta de classes. Os sindicatos, associações de moradores e o MST elegeram muitos representantes, especialmente Dilma e Lula, mas os salários, reforma agrária e urbana e os serviços públicos não aconteceram como o povo queria. Os ricos ficaram ainda mais ricos nos 12 anos de PT, mas as políticas sociais foram paliativas e as reformas estruturais que os movimentos demandavam não foram realizadas. Ou se está do lado do povo, da classe trabalhadora e oprimida, ou se está do lado dos empresários e latifundiários, classe burguesa. 

Se houve alguma melhora foi porque existiu muita luta e não pela vontade individual deste ou aquele político. E as possíveis melhoras não deixam de vir acompanhadas de muitos ataques como a venda de recursos naturais, privatizações, piora dos serviços públicos, uso do dinheiro público para financiar grandes negócios e uma série de medidas que agradam os mesmos de sempre. O povo só resiste a esses ataques quando têm a democracia em mãos. A verdadeira democracia não se faz nas urnas, mas na luta constante dos movimentos populares por seus direitos. Essa é democracia direta, onde não há a necessidade de representantes ou líderes soberanos, que de seus gabinetes irão escolher os destinos do povo. A ação política direta é a arma da população para transformar a realidade imposta.

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Uma das grandes experiências de poder popular vem das comunidades Zapatistas, no México. Desde 2006, os zapatistas desenvolvem “A Outra Campanha”, uma alternativa às eleições representativas. Partindo de uma linha claramente de esquerda e anticapitalista, “A Outra campanha” baseia-se na consulta e no diálogo direto com a população, na descentralização da prática política e no estímulo a formas autônomas de organização e cooperação. Políticos profissionais e pequenos grupos de líderes são vistos como desnecessários: é de baixo – ou seja, do povo organizado – que vem as reivindicações, propostas e ações. Um modo horizontal e autogestionário de se fazer política. Tal prática sedimentou-se não apenas nas comunidades zapatistas, onde o legado é visível na criação de espaços autônomos (como escolas e hospitais) geridos pela própria população, sem intermediários. Ela espalhou-se pelos mais diversos cantos do mundo, onde se consolidou como uma alternativa crítica à grande farsa das eleições e da democracia representativa.

Seja com candidatos “progressistas” ou com os velhos coronéis, as eleições foram, ao longo da história, ineficazes para resolver os problemas do povo e realizarem mudanças verdadeiras e profundas na sociedade. Pelo contrário, elas tendem a manter o sistema como ele é. Que em tempos de promessas, santinhos e discursos falsos e vazios, possamos tomar o exemplo dos companheiros zapatistas e pensarmos em uma Outra Campanha, em uma outra forma de se pensar e fazer política: uma forma de organizar, lutar e criar o Poder Popular, abaixo e à esquerda!

O POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM ESTADO!

Coletivo Quebrando Muros recebe calouros

Entre os dias 31.01 e 02.01.2011, os membros do Coletivo Quebrando Muros estarão recebendo os calouros de Biologia, Ciências Sociais, História e Geografia, no Prédio da Santos Andrade-UFPR, local onde vem sendo efetuadas as matrículas para os calouros 2011. O Coletivo recepciona os calouros de tais cursos, por serem esses os curso onde o militantes da organização guardam relação direta com os estudantes, desta forma buscamos um diálogo que possa se realizado de maneira direta e cotidiana, mais que propagandismo e palavras de ordem.

Esta sendo realizado com estes calouros também uma pesquisa com intuito de traçar um perfil dos estudantes que entram na Universidade Federal do Paraná, assim como conhecer melhor aqueles os quais esperamos poder contar para os próximos períodos de lutas.

Leia o texto destinado aos calouros UFPR 2011 em sua recepção:

Olá calouros, bem vindos a UFPR 2011!

Nós somos o Coletivo Quebrando Muros.

Acreditamos que estejam felizes após o objetivo alcançado. Passar no vestibular requer um intenso esforço, um ano ou mais de dedicação. Afinal, não são muitas vagas, e as que existem são concorridíssimas. Que bom se houvesse vagas para todos, não é? Afinal educação é um direito. Mas sabemos que o direito só se garante na luta. Mas queremos falar de outras questões.

Você sabe o que é movimento estudantil?

Ora, tais palavras não deixam dúvida. Somos estudantes, porque convivemos com a realidade da educação e em particular com a da universidade. E estamos nos movimentando porque não concordamos com o estado atual das coisas, e para mudá-las temos mesmo é que nos movimentar. Esta definição pode parecer óbvia, mas o papel do movimento estudantil é importantíssimo para a defesa de uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Mas você deve estar se perguntando de que forma os estudantes se organizam. É através das entidades e coletivos estudantis: os Centros Acadêmicos (CA’s) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Os CA’s são entidades onde os estudantes se organizam para discutir as questões referentes aos seus cursos, e o DCE é a entidade que coordena as lutas em suas causas comuns da universidade.

E quem somos nós?

Nós, do Quebrando Muros, acreditamos que a forma como estas entidades vem geralmente sendo organizadas – pela democracia representativa não é satisfatória.  Este método tem favorecido que os Cas e DCEs sejam partidarizados e burocratizados contemplando muitas vezes a posição de um partido e operando assim de forma hierarquizada. A nossa proposta é a da organização que permita o protagonismo do PODER POPULAR de forma AUTOGESTIONÁRIA. Mas o que seria esta organização? Seria uma organização sem hierarquias ou chefes, independente de partidos políticos, do Estado e da reitoria da universidade, ou seja, uma organização de estudantes autônoma, que consiga pensar e agir por conta própria. Os estudantes devem estar organizados em suas próprias instâncias decidiriam diretamente a cerca dos assuntos que lhes dizem respeito, isto é, todo estudante participante da assembléia contribui igualmente nas decisões assim como na concretização do que foi decidido, por meio da delegação de tarefas. Pondo fim a forma de organização que coloca de um lado dirigido, e de outro dirigentes. Mantendo nosso ideal de liberdade, porém nos inspirando em situações concretas de luta autogestionária estasdade, porém nos inspiramos capazes de dar vida as nossas utopias. Por isso, não podemos esquecer-nos dos estudantes da gestão do CAEB (Centro Acadêmico de Estudos Biológicos) 2011 – Kunlaboro que constroem a Autogestão na pratica.

Dentro dessa lógica de quebra com relações hierárquicas convidamos à discussão fraterna e igualitária sobre temas atuais da realidade de nossa Universidade. Como: Será que o reuni veio para melhorar o ensino superior? A quantidade de professores vai aumentar, ou é só uma questão de estrutura física e aparência? O projeto do corredor cultural vai reestruturar o centro da cidade. Para quem? E os moradores de rua? Quais as implicações de uma fundação estatal de direito privado estar subsidiando pesquisas na Universidade? E pra que o aumento da tarifa? Haverá uma melhora no transcretas de luta autogestionária,porte? Pra quem vai esse dinheiro?

Continuaremos essas discussões na semana do calouro.

Para mais informações entre em nosso blog ou  em contato pelo email:

autogestaoufpr@gmail.com

quebrandomuros.wordpress.com

 

“Quando os de baixo se movem, os de cima caem!