solidariedade

Nota de Apoio à Ocupação da Reitoria da UEL

Na última segunda-feira(22/06) mais um duro golpe foi aplicado aos servidores e servidoras do Paraná: o projeto de reajuste salarial defendido pelo governo do estado foi aprovado, em detrimento aos 8,17 % de aumento, pauta defendida pelos trabalhadores e trabalhadoras do funcionalismo público e que era a principal pauta da greve de docentes e servidores/as das universidades estaduais. No dia seguinte a votação, professores e agentes da Universidade Estadual de Londrina(UEL) realizaram assembleia na qual foi votada pela maioria a saída da greve. E esse parece ser o caminho a ser seguido no decorrer da semana pelas demais universidades do estado.

Porém, os/as estudantes da UEL apontam para outro caminho, o da resistência. A greve estudantil possui pautas mais amplas, se colocando contra a precarização da universidade pública e defendendo, dentre outros tópicos, políticas de apoio à permanência estudantil, como a contratação de servidores/as para o Restaurante Universitário, a abertura do RU aos finais de semana e a ampliação do Centro Estadual de Educação Infantil, para permitir que filhos e filhas de estudantes e funcionários/as possam usufruir do serviço. Em assembleia histórica, as/os estudantes deliberaram pela continuidade da greve estudantil e pela ocupação da reitoria da universidade, mantendo-se em estado de assembleia permanente.

Somente a organização, a mobilização e a Ação Direta poderão fazer com que estudantes e trabalhadores avancem na conquista de seus direitos. Que a luta das/dos estudantes da UEL sirva de exemplo e inspiração nesse momento em que os desmandos e a truculência dos de cima tem prevalecido.

TODA SOLIDARIEDADE AS/AOS ESTUDANTES DA UEL!

VIVA A AÇÃO DIRETA!

LUTAR! CRIAR! PODER POPULAR

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Nota de solidariedade às/aos estudantes e trabalhadores da UNESP

O Coletivo Quebrando Muros vem por meio dessa nota expressar todo o apoio e solidariedade aos estudantes e trabalhadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O ano de 2015 têm sido, desde o início, um ano de muita luta e resistência diante das políticas de austeridade do Estado. Em prol do lucro dos empresários, vivemos uma época de extremo retrocesso em relação aos direitos da classe trabalhadora.

Por lutarem por direitos básicos para a permanência dos mais pobres na Universidade, como moradia e assistência estudantil, estudantes têm sido perseguidos e ameaçados pela Reitoria. Além de não atender as demandas da comunidade acadêmica por condições dignas de trabalho e estudo, a Reitoria da UNESP usa da velha tática do Estado de criminalização do movimento social, com tentativas de expulsões, sindicâncias e repressão policial contra estudantes. Isso nos mostra, mais uma vez, o real descaso do governo com relação à universalização do ensino superior.

Apesar da revogação da expulsão de 17 estudantes do campus Araraquara (que permanecem suspensos), a repressão segue contra aqueles que lutam contra os desmandos e o autoritarismo da Reitoria.

A luta por melhores condições de ensino e de trabalho nas universidades públicas é uma luta legítima pela inclusão! Desse modo, a resistência de estudantes e das trabalhadoras e trabalhadores da UNESP segue como um exemplo, e nos colocamos ombro a ombro nessa luta!

cqm

Contra a criminalização das lutas! Lutar não é crime!
Por uma universidade pública, gratuita e de qualidade! Para todas as pessoas!
Lutar! Criar Poder Popular!

Nota de Apoio ao Antifa 16

Nós do coletivo Quebrando Muros viemos ao público manifestar nosso apoio e solidariedade a luta antifascista, e principalmente na luta pela libertação de um companheiro que se encontra preso pela justiça burguesa há mais de um ano, Adriano De Souza Martins, conhecido como Para-raio.

Curitiba sempre fora marcada historicamente pela grande presença e atuação de gangues neonazistas na cidade que pelas ruas escurecidas e esquecidas da cidade modelo cometem e promovem os mais covardes episódios de violência. Atrás de um discurso nacionalista e conservador, defendem uma ideologia atrasada de ódio e intolerância, perseguem e agridem minorias: pessoas negras, gays, lésbicas, pessoas trans*, nordestinos, moradores e todos aqueles que se levantam contra essa ameaça. Mas diante de todo esse horror há ainda quem ouse resistir e combater a disseminação dessas ideias. Surgem assim grupos organizados, como o coletivo Antifa 16, que tem sofrido perseguições e ameaças constantes desses grupos fascistas.

Em março de 2014, ocorria o evento do Psycho Carnival na praça Eufrásio Correa, próximo ao shopping Estação. Durante a apresentação de algumas bandas, um grupo de neonazistas atacaram algumas pessoas que estavam ali assistindo ao evento. Diego Batista, conhecido como Xaropinho, foi esfaqueado covardemente por um grupo de 5 neonazistas, levando 6 facadas, sendo todos eles maiores e mais fortes. Durante toda a confusão, Adriano (Pararaio) é preso pela policia, acusado de esfaquear todos, inclusive seu próprio amigo Xarope, o que ressalta a incongruência da investigação policial, deixando sempre claro seu caráter e de que lado se encontra nesta trincheira: no dos muito bem afortunados jovens de classe media, que se escondem atrás da influencia e do poder econômico de suas famílias.

Para-raio se encontra encarcerado há mais de um ano. Enquanto isso, os que esfaquearam o Xaropinho e tantas outras pessoas estão livres e soltos nas ruas, com o aval da justiça para continuarem espalhando o ódio e medo na vida das pessoas. E Para-raio, por não ter condições de pagar um bom advogado nem ser filho de um, continua sendo mais um dentre milhares que compõe as estatísticas carcerárias do país, num sistema prisional atrasado que só se baseia numa única resposta para o problema da criminalidade: a prisão em massa da juventude pobre e negra desse país. País este que tem a 3ª maior população carcerária, que prende porque no futuro isso pode se tornar lucro. Um sistema de exterminação da classe pobre, negra e periférica, mas que jamais poderá ser uma proposta de reabilitação para a sociedade.

Para-raio, bastante conhecido na contracultura punk da cidade de Curitiba, um jovem que tem ideais, que acredita em outra sociedade, diferente dessa que se estrutura em exploração e dominação, ousou acreditar e ousou lutar por um mundo sem racismo, sem homofobia, onde todos sejam iguais e livres. Sempre contestou as injustiças sociais. Não se calava, não se submetia ao que lhe era imposto. E quando não aceitou ver seu amigo ser esfaqueado por cinco covardes e tentou livrar seu amigo dos agressores, foi porque acreditou naquilo, na resistência, e acabou pagando caro pela sua reação. Continua pagando o preço, só que paga mais ainda por não pertencer a uma classe privilegiada, que é o que importa antes de mais nada para ser encarcerado e privado de sua própria vida neste sistema.

Declaramos total repúdio a mais essa ação de criminalização dos movimentos sociais, e manifestar total apoio aos que lutam, aos que não se calam, aos que se encontram abaixo e a esquerda, e aos que ousam se levantar contra esse mundo de opressões e injustiças.

BASTA DE CRIMINALIZAÇÃO!!
LIBERDADEPARA PARARAIO!!
VIVA A LUTA ANTIFASCISTA!!
SOLIDARIEDADE AO COLETIVO ANTIFA 16!!

DIEGO BATISTA PRESENTE!

cqm

Nota de apoio ao Coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL

Retirado de: https://www.facebook.com/capsiuem/posts/953344464696406?fref=nf

No dia 29 de abril, o governo do Estado do paraná em um ato autoritário e repressivo, organizou grande parte do seu aparato militar (choque, rotam, bote, cavalaria, canil) para impedir que servidorxs, professorxs e estudantes intevissem na votação que aprovou as alterações no sistema de previdência pública estadual, as quais são um ataque inconcebível aos direitos conquistados através de históricas lutas na Educação.

Invocando discursos já tão desgatados pela direita conservadora, o atual governador Beto Richa (PSDB) e sua administração, buscou implantar através de acusações falsas, a idéia fictícia de um “confronto” entre forças armadas e servidorxs. Entendemos que quando há aparelhamento bélico por somente uma das partes, descrepância de forças e diferentes posturas, se trata de massacre. Neste caso, a céu aberto, durante uma manifestação legítima, contra servidores e servidoras indefesas, que ali estavam para garantir que mais um direito conquistado não fosse perdido.

Ao ver que não convencia a opinião pública de tal absurdo, o governo atacou novamente e covardemente aquelas organizações, que históricamente lutaram ombro a ombro com a classe trabalhadora, criminalizando e acusando o coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL de terem iniciado tal “confronto”. Sabemos que se trata de mais uma façanha do Estado para enganar e desmobilizar a luta dxs servidores, que resistem frente aos ostensivos ataques do governo. Nós, estudantes da UEM, enxergamos a face cruel e facista do governo PSDB no Paraná e reconhecemos a força das organizações combativas de esquerda que tem feito de sua luta a criação de um mundo novo, com suor e testemunhado sangue.

Lutar não é crime, Criminoso é o Estado!

Todo apoio ao coletivo Quebrando Muros, Antifa 16 e Estudantes da UEL!

Seguimos firmes, a greve continua!

Lutar, criar poder popular!

Centro Acadêmico de Artes Cênicas – CAAC
Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CAFF
Centro Acadêmico de Filosofia – CAFIL
Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSI
Diretório Central das/os Estudantes (DCE – UEM) – Gestão Voz Ativa – 2014/2015