Posts com Tag ‘UFPR’

Em meio às ocupações iniciadas por secundaristas que protestam contra a MP 746, que visa uma “Reforma” no Ensino Médio, e a PEC 241, que prevê o congelamento de investimentos públicos por 20 anos, uma ocupação foi iniciada na noite do dia 24/10/2016 (segunda-feira) no prédio Dom Pedro I no campus Reitoria da UFPR fomentada principalmente a partir de estudantes do curso de Pedagogia e com a participação de alguns estudantes de outros cursos. Hoje pela manhã uma outra ocupação foi iniciada pelos estudantes de Educação Física no campus Botânico em Curitiba, onde o Restaurante Universitário está fechado e apresenta diversos problemas estruturais. Os cursos de Turismo e Filosofia já deflagraram greve estudantil. Os Técnicos Administrativos estão em greve desde a última segunda-feira. Na UFPR Litoral em Matinhos, estudantes, técnicos e professores também se mobilizam e paralisam as aulas. A luta contra essas medidas é de todos(as) trabalhadores e estudantes, pois todos(as) seremos afetados(as) por tais medidas que visam acabar com nossos poucos direitos conquistados ao longo de vários anos de lutas.

Ao mesmo tempo, a direita se organiza para tentar deslegitimar a ascensão dos movimentos de resistência.Temos assistido em Curitiba e Região a atuação da direita fomentando movimentos de desocupação com depredação e violência, na tentativa de desarticular a luta contra a precarização da educação dos secundaristas, e na Universidade vemos a mesma movimentação partindo de estudantes que insistem em desconsiderar a gravidade do congelamento dos investimentos, já insuficientes, nos serviços públicos e da precarização da formação no ensino básico que terá reflexos diretos também para o ensino superior. Entendemos que todos nós devemos colocar nossos esforços para apoiar esse movimento de ocupações nas escolas, mas enquanto estudantes da UFPR também temos pautas para lutar e as mobilizações em nossa Universidade também cumprem um papel político importante ao paralisar as aulas e prestar apoio ao movimento marcando nossa posição.

A ocupação começou sem serem consultados os Centros Acadêmicos daquele prédio, nem havendo uma conversa aberta com a base sobre como ocorreria a ocupação. Um evento foi puxado em cima da hora no intuito de construir uma reunião setorial, a partir de alguns militantes, atropelando assim a possibilidade de mobilização dos demais cursos. Ao mesmo tempo o que estava ocorrendo era uma assembleia dos estudantes da Pedagogia, desse modo no começo algumas confusões atrapalharam a unidade de estudantes do campus. Frisamos isso pelo fato de acreditarmos que as ocupações devam ser pautadas por toda a comunidade acadêmica envolvida nesse espaço ocupado com apoio mútuo e participação de todos e todas os/as estudantes que podem e devem opinar sobre o prédio ou campus ao qual estão inseridos. Não é nosso papel nesse texto criticar a ocupação em si, pois acreditamos que ela tem um papel importante nas lutas pelas nossas reivindicações e é uma forma de reanimar o movimento estudantil na Universidade, contudo, devemos ter cuidado com nossos ânimos para não deixar que o processo de ocupação se torne algo verticalizado e sem construção conjunta das bases, que são a maior força de apoio de qualquer ocupação e lutas não só no movimento estudantil como nos movimentos sociais diversos. Dessa forma, ressaltamos que nossa crítica não é direcionada à ocupação, mas sim a forma como essa ocupação foi construída inicialmente.

Neste momento a conjuntura pede união nas trincheiras para resistir aos ataques impostos ao povo. Mas não deixaremos que o oportunismo de determinados grupos políticos passe despercebido entre nossas fileiras. Setores da juventude do PT, como o coletivo Kizomba, tentam se colocar à frente do movimento e usá-lo para autopromoção, de forma semelhante ao que acontece no movimento estudantil secundaristas por parte de entidades como a UPES (União Paranaense dos Estudantes Secundaristas) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), aparelhadas pela juventude do PCdoB.  

Sabemos como tais organizações atuam atreladas aos setores da classe dominante e do Estado, com acordões impostos e que tentam colocar suas decisões de cima pra baixo passando por cima do conjunto de estudantes. Essa militância não vê problema em apoiar um Reitor e um governo que diversas vezes nos atacou em benefício dos de cima e ao mesmo tempo querer puxar uma ocupação, mas ficamos felizes em saber que o movimento de ocupação da UFPR possui em sua maioria estudantes que não compõem essas organizações e que não irão deixar que essa forte e importante mobilização para barrar os ataques à população sirva como palanque para sua atuação pelega.

A ocupação é legítima e deve ser construída lado a lado pelos estudantes de forma horizontal e autônoma, sem deixar que grupos políticos fiquem a vontade para cooptar o movimento. Que as plenárias sigam como instâncias máximas de deliberação e que não prevaleça o protagonismo de certos grupos sobre a organização do movimento. É pela ação dos de baixo e com independência que pressionaremos o Governo e a Reitoria!

14690980_1800042066927336_942542380883576554_n

Ocupar e Resistir contra a retirada de direitos, é pela base que se cria poder popular!

Intercampi UFPR para por falta de pagamento

Publicado: dezembro 1, 2015 em Sem categoria
Tags:, ,

Hoje os estudantes da UFPR não puderam utilizar o intercampi (ônibus que faz o transporte entre os campi da universidade) devido à falta de pagamento aos motoristas. Segundo alguns trabalhadores, o repasse que deixou de ser feito à empresa que contrata os motoristas terceirizados era de 2 milhões de reais. A situação não tem previsão de ser normalizada, já que o pagamento ainda não foi feito.

8554596251_80329273d6

Cortes já prejudicavam os terceirizados

Essa notícia não desperta surpresa, já que recentemente a UFPR já havia anunciado a demissão de 20% dos funcionários terceirizados. Cerca de 450 trabalhadoras e trabalhadores terceirizados – da limpeza, portaria, segurança, manutenção – serão demitidos nos próximos meses. Após anos de adotar uma política de não abertura de concursos públicos e terceirização de vários serviços da UFPR, a universidade agora demite esses trabalhadores e corta esses serviços. O projeto de terceirização de serviços da universidade falhou miseravelmente. Falhou conosco, estudantes e trabalhadores. Para a reitoria, nem tanto, já que para eles os trabalhadores terceirizados – mais fáceis de demitir do que servidores – são descartáveis.

O comando de greve dos estudantes da UFPR tentou hoje, dia 31 de agosto, continuar a negociação das pautas estudantis. Houve uma assembleia geral dos estudantes seguida de um ato para pressionar a negociação. Buscamos barrar os cortes orçamentários advindos do ajuste fiscal e defender a universidade pública e de qualidade. É importante salientar que esse processo de negociação vem acontecendo desde o começo do ano com a Frente de Mobilização do Estudantes do Paraná (FMEP) pois entendemos que só a organização coletiva dos/as diretamente implicados muda a vida. A reitoria, infelizmente, dificulta nossos avanços por meio de sua postura autoritária e burocrática, retrocedendo e não assinando nenhum documento garantindo aquilo com o qual verbalmente se comprometeram na última negociação.  Em virtude dessa postura não dialogável, foi decidido pressionar por meio de uma ocupação do prédio administrativo da reitoria.

Entendemos que nenhuma conquista vem de cima. Se hoje nossa educação ainda é pública, foi devido à organização coletiva e combativa dos/as de baixo. Assistência estudantil não é uma brincadeira e nenhuma esmola, é a resistência daqueles/as que são ameaçados a abandonar seus cursos pela falta de políticas públicas.

Uma ocupação é um meio de pressionar e garantir condições mínimas para o funcionamento da universidade.  Ela serve como um instrumento de luta legítima para pressionar a reitoria quando ela se nega a avançar nas nossas pautas. Pois de todas as possibilidades, ficar parado frente ao que nos assola é a que menos faz sentido. Somente através de ações diretas como essas tomamos a história em nossas mãos e nos provamos sujeitos ativos da luta. Pois quem não se organiza, é organizado por alguém.

Defendemos que essa organização se dê de forma horizontal e autogestionada. Ou seja, que ela tenha como princípio que todos tenham voz e participem ativamente das decisões do movimento. Quando os de baixo se movem, os de cima tremem.

SÓ A LUTA MUDA A VIDA! RUMO A NOVOS AVANÇOS!

greve ufpr

Via: Frente de Mobilização Estudantil do Paraná

O movimento estudantil experimentou mais uma vez o descaso e desonestidade da Reitoria. Há 2 semanas, no dia 23 de junho, a Frente de Mobilização Estudantil do Paraná (FMEP), juntamente com o DCE, protocolou, em ato, na Reitoria um documento com as pautas estudantis retiradas em assembléia. Essas pautas dizem respeito principalmente a recuperar a assistência estudantil que temos perdido esse ano: fechamento ou falta de alimentos do RU, atrasos e cortes de bolsas e outros cortes de verbas que afetam nossas condições de ensino.

Ficamos horas esperando o chefe de gabinete, já que ele não estava no horário que havia nos informado que estaria . Ele assinou um documento se comprometendo a marcar uma reunião aberta em no máximo 10 dias para discutir e negociar as pautas. Esse prazo era muito importante pois, em breve, entrariam as férias e a participação estudantil seria muito prejudicada.

Passaram-se os 10 dias e não obtivemos nenhuma resposta ou informação com respeito a essa reunião. Desse modo no dia 7 de julho, a FMEP chamou um novo ato para denunciar a negligência da Reitoria e exigir que nossa reunião fosse realizada. A funcionária que nos recebeu, vice-chefe do gabinete, disse que a reunião havia, sim, sido marcada e nós é que não havíamos comparecido. Explicamos que não recebemos nada e pedimos que ela nos mostrasse o e-mail em que a Reitoria marcava a reunião, ao que ela respondeu que não tinha acesso a ele no momento, mas que nos mandaria depois. Deixamos novamente o contato da FMEP e ela se comprometeu em conversar com o Reitor Zaki Akel e confirmar uma reunião para a primeira semana de Agosto, quando o semestre letivo terá iniciado e a participação estudantil possa ser novamente garantida.

O ato, então, estava se encerrando, qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o DCE estava, naquele mesmo momento, em reunião com a PRAE para negociar justamente as pautas estudantis retiradas em assembleia e protocoladas no ato anterior. Ao serem confrontados, os integrantes do DCE disseram que a reunião havia sido marcada de última hora (meio-dia) e que eles não viram a necessidade de informar a FMEP, pois eles eram suficientes para representar os estudantes. Pedimos, então, para a pró-reitora Rita de Cássia Lopes que nos recebesse para pelo menos nos informar sobre a reunião que haviam feito, entretanto ela respondeu que a negociação seria feita apenas com o DCE e que nós deveríamos nos dirigir a eles.

Nos reunimos, então, apenas com o DCE, que nos repassou o que foi discutido na reunião, que consistia em justificativas da reitoria e afirmação da inviabilidade da maior parte de nossas pautas. A reunião se encerrou com o DCE se comprometendo a repassar para a FMEP e os CA’s a relatoria da reunião com a PRAE e a participar da próxima reunião da FMEP, dia 14 de julho, terça-feira, às 15h na reitoria para pensar conjuntamente os próximos passos e incluir a FMEP nas negociações com a Reitoria.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná é uma organização aberta, que se formou em meios às mobilizações de greves nas universidades estaduais e federais, e que reúne estudantes da UFPR, UTFPR e UNESPAR. Em Assembleia Geral dos Estudantes da UFPR,  foi deliberado que a FMEP seria o polo de organização para os assuntos e pautas pertinentes ao estado de mobilização estudantil. O DCE, por sua vez, se dispos a não simplesmente articular o movimento com a FMEP, mas compô-la.

Acreditamos que o movimento estudantil deve ser feito da forma mais democrática e representativa possível. Afinal, quem melhor para nos representar do que nós mesmos? Insistimos para que as negociações sejam feitas pela Frente de Mobilização Estudantil do Paraná, pois é uma frente aberta a qualquer estudante e realiza suas deliberações e discussões de forma coletiva e democrática. Não é por acaso que a Reitoria se recusa a negociar com todo o movimento estudantil e o faz exclusivamente com um DCE que tem se colocado cada vez mais afastado do restante dos estudantes da UFPR. No que diz respeito à Reitoria, que outra vez tentou nos enrolar dizendo que “agora nao dá, mas retornamos depois pra vocês”, estamos certos que se trata de jogo político. Resta saber se a gestão do DCE também está jogando por seus interesses em detrimento do interesse da base estudantil ou se se trata de uma imensa desorganização, já que novamente o DCE está se mostrando um instrumento que mais atravanca do que potencializa a organização estudantil de luta.

fmep

Via: SINDITEST-PR

Trabalhadores terceirizados do serviço de nutrição e zeladoria do Hospital de Clínicas, contratados pela Empresa Hamirisi cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira em protesto contra a falta de pagamento salarial.

Recentemente a Hamirisi já estava contratada pelo Hospital de Clínicas para prestar serviço de zeladoria e, recentemente “ganhou” a licitação para o serviço de nutrição. A mesma empresa que no mês de janeiro já havia atrasado pagamentos.

Nesta manhã, os terceirizados paralisaram o serviço porque o salário que deveria ter sido depositado no último dia 06 de julho, até o momento não estava na conta dos funcionários, além da ausência do vale-transporte. As funcionárias sequer tem dinheiro para volta para casa.

Outro atraso também causou revolta, é a ausência do pagamento de férias dos trabalhadores FUNPAR/HC. Em resposta dada por telefone, a FUNPAR afirma que não recebeu recursos do HC para efetuar esse pagamento e que só deverá fazê-lo na próxima sexta-feira, dia 10 de julho.

Esta é a realidade do HC/EBSERH. Agora que virou empresa, o Hospital de Clínicas aprofunda a injustiça contra os trabalhadores e confirma a previsão do sindicato: a EBSERH não é a solução!

greveHC

O Coletivo Quebrando Muros presta todo apoio e solidariedade às mulheres estudantes da UFPR, em especial as dos campi Politécnico e Reitoria, que recentemente têm enfrentado uma série de ameaças e violências dentro do espaço da universidade.

No dia 25 de maio, no prédio de Arquitetura e Urbanismo apareceu um cartaz extremamente lesbofóbico e com incitação ao estupro corretivo – prática defendida para a “cura” de mulheres lésbicas – além de outros xingamentos. Na mesma semana, outras pichações com conteúdo misógino e anti-feminismo surgiram na Reitoria, em especial dentro do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS).

Aplaudimos a firme auto-organização das mulheres, que resistem apesar das duras críticas recebidas dos setores mais conservadores. Entendemos que é um certo teste de privilégio social o quanto somos permitidas a responder às nossas opressões. Infelizmente, esse é o tipo de ataque que costumamos esperar ao levantar nossas vozes. Historicamente o espaço público e da política não é destinado à mulheres, nem à pessoas negras, trans*, homossexuais e pobres. E o recado que estão tentando nos dar é bem claro: não ouse lutar, não ouse gritar!

Mas resistiremos! Sempre tentaram nos calar, mas nunca nos calarão! Acreditamos na auto-organização das pessoas de baixo, oprimidas e exploradas, para a construção de uma nova sociedade.Temos a certeza que se os nossos gritos forem cantados em consonância, serão escutados!

Que nossa revolta alimente nossa ação, e nossa raiva seja canalizada em mais força para lutar!

NÃO, NÃO, NÃO PASSARÃO!

nãopassarão

O Coletivo Quebrando Muros convida para o 2º encontro do Círculo de Estudos sobre Sindicalismo Revolucionário!

Nesse próximo encontro faremos uma abordagem crítica sobre a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o apoio do professor de Economia da UFPR, Lafaiete Neves.

O objetivo do Círculo de Estudos é o de construir uma proposta de atuação libertária no meio sindical e para tanto, nosso 1º encontro debateu o tema “Sindicalismo e Movimentos Sociais”, em que foram tratadas questões como burocracia sindical e o papel de um sindicato combativo e de resistência na organização da classe trabalhadora.

Quando: Sábado, 23 de maio, 15 horas.

Onde: Sala 502 – prédio Dom Pedro II – Reitoria da UFPR