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10 mil pessoas nas ruas!
10 mil pessoas na luta!

Em um dia de mobilização nacional contra a terceirização, o corte de direitos e o ajuste fiscal do governo federal que ataca a classe trabalhadora, o Paraná esteve em luta.

Um mês após o massacre de 29 de abril, inúmeras categorias se reuniram e fizeram manifestações em todo o Paraná. Em Curitiba, o ato com 10 mil pessoas seguiu rumo à Praça 29 de abril, palco do massacre do mês passado.

Os ataques do Estado não param. O Governo Beto Richa e Dilma continuam a atacar os direitos da classe trabalhadora e não cedem nas negociações, mas a resistência vai continuar!

Cada vez mais greves estão sendo deflagradas e a radicalização vem aumentando. A burocracia sindical tenta frear o povo, mas a mobilização continua. O governo estadual não cede nas negociações com os servidores públicos, mas a greve continua.

Milhões de trabalhadoras e trabalhadores deram suor e sangue pelos direitos que conquistamos; e vamos continuar essa grande história de luta da classe oprimida!

A RESISTÊNCIA CONTINUA!
NENHUM DIREITO A MENOS!
POR UMA GREVE GERAL PELA BASE!

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Nós, estudantes de universidades do Paraná, desde o início de 2015 estamos sentindo os efeitos das medidas de desmonte da educação pública, tanto nas universidades federais quanto nas estaduais. Já no início do ano, a sociedade recebeu a notícia do corte de verbas que o governo Dilma (PT) realizaria, principalmente, naquelas repassadas para a Educação. Estima-se um corte de R$ 7 bilhões do orçamento repassado para as universidades, o que tem impacto direto no pagamento de contas de luz e de água e dos contratos com empresas terceirizadas, e na assistência estudantil, tão necessária para nossa permanência. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, apesar de notas oficiais da reitoria “garantirem” as bolsas estudantis, o que se observa na prática são atrasos, redução no número de bolsas em projetos e até mesmo restrição do acesso à bolsa permanência.

No âmbito do estado do Paraná, temos também medidas de ajuste fiscal aplicados sobre os direitos trabalhistas. O governador Beto Richa (PSDB), em fevereiro, tentou aprovar seu “pacotaço”, em que figurava o projeto de alteração da previdência dos servidores públicos estaduais, a fim de cobrir o rombo que existe no orçamento paranaense. Os professores da rede estadual, tanto das universidades quanto do ensino secundário, e demais servidores estaduais não tardaram a realizar um movimento de greve em resposta a esse intitulado “pacote de austeridade”. Professores estaduais da Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), que integram a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), estão em mobilização.

Somado a isso, temos ainda a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923, considerada válida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril, que considera constitucionais as normas que dispensam licitação em contratos entre o Poder Público e Organizações Sociais (OSs). Essa decisão implica, por exemplo, na possibilidade de contratação de professores de universidades públicas via OSs e sem concurso – é a terceirização aliada à privatização da Educação. Além disso, vale lembrar que isto vale para todos os serviços públicos, inclusive no ramo da Saúde, que agora serão passíveis de executar tais contratações.

A Frente de Mobilização Estudantil do Paraná entende que esse desmonte da educação pública não é um fenômeno isolado da realidade da classe trabalhadora brasileira. A crise que assola o país é, portanto, real e está sendo pesada para os trabalhadores e aqueles ainda em formação, isto é, nós estudantes. Não só a Educação vem sofrendo corte orçamentários e tentativas de privatização, mas também todos os trabalhadores correm o risco de terem seus trabalhos precarizados com vínculos trabalhistas mais frágeis. Atualmente, temos em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 4.330/2004 que permite a terceirização de toda e qualquer atividade de uma empresa – claramente um atentado contra a classe trabalhadora, uma das maiores retiradas de direitos dos últimos tempos. Caso aprovado, o PL criará uma situação em que haverá menos direitos trabalhistas, exploração de mão de obra, maiores jornadas de trabalho, alta rotatividade, baixa remuneração e perda de qualidade dos serviços – tudo em prol das grandes corporações e da burguesia.

Diante desse cenário, entendemos como fundamental a mobilização de estudantes contra os cortes de verbas da educação, contra a retirada dos nossos direitos conquistados (como a assistência e permanência estudantil) e pela melhoria constante da educação pública. Assim como é essencial a articulação entre os estudantes das universidades do Paraná, bem como com dos servidores e professores dessas universidades. A crise nos afeta como classe trabalhadora que somos e necessitamos da unidade da classe contra a retirada dos nossos direitos. Não é a toa que já se gritava em 29 de abril, dia do massacre dos professores estaduais do Paraná pelo estado, a GREVE GERAL.

Por isso, convocamos estudantes, servidores e professores a mobilizarem seus cursos, estando nos Centros Acadêmicos ou não, setoriais de estudo, universidades e sindicatos, e a entrarem na luta a favor de nossos direitos e futuro. Somos uma frente formada inicialmente no Conselho de Entidade de Bases (CEB) da UFPR e com participação aberta aos estudantes da Universidade. Mas temos por objetivo a articulação com outras universidades do Paraná e com os trabalhadores para pautarmos a luta unificada! Contamos com a presença de todas e todos!

VAMOS À LUTA!
É pra unir! É pra lutar! Greve geral, greve geral no Paraná!

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Ninguém fica pra trás na luta do povo

A comunidade universitária da UEPG reunida em assembleia vem a público manifestar solidariedade e apoio ao Coletivo Quebrando Muros que, após o massacre do dia 29 de abril, sofreu acusações mentirosas do governo do estado.

O governo, na figura do então Secretário de Segurança Fernando Francischinii, em entrevista à RPC, acusou o Coletivo Quebrando Muros e outros grupos “infiltrados” de terem iniciado a confusão que acabou com centenas de pessoas feridas no dia 29 de abril. Tal acusação é infundada e foi desmentida amplamente por vídeos, fotografias e testemunhas oculares, bem como pela OAB e o Ministério Público.

Numa clara tentativa de criminalizar os movimentos sociais organizados, em especial os de cunho libertário, o governo busca criar “culpados” dentro do próprio povo visando legitimar o massacre ocorrido em frente à ALEP. Temos consciência de que os verdadeiros responsáveis pelo massacre são Beto Richa (PSDB) governador do estado do Paraná, suas secretarias e a PMPR, que não pode ser isentada de sua responsabilidade por “apenas” cumprir ordens, tendo em vista todo o histórico de repressão dessa corporação.

Por fim, salientamos que sem o apoio do Quebrando Muros no dia 29 de abril, o número de feridos seria muito maior. Essas e outras tentativas de criminalização utilizadas pelo Estado não nos enganam e não enfraquecerão a luta das(os) trabalhadoras(es), tampouco dos Movimentos Sociais!

Lutar não é crime!

Nenhum direito a menos!

Disponível em http://sinduepg.com.br/site/?p=3000 ]

Depois da maior repressão ao funcionalismo público da história do Paraná, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) quer encontrar um bode expiatório para “justificar” o massacre ao movimento de luta que resiste ao desmonte da educação e da previdência dos servidores públicos do Paraná. No dia 29 de abril de 2015, no Centro Cívico de Curitiba, a polícia atacou e feriu centenas de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes. Mas o Estado quer culpar alguém por ter começado o dito “confronto”.

Quem tentou impedir a votação desse projeto de lei absurdo, que acaba com a previdência dos funcionários públicos, foi o movimento de luta composto por professores, professoras, agentes penitenciários, funcionários da saúde e educação e estudantes. Não foram grupos ‘radicais’ que protagonizaram a luta direta contra os ataques do governo – como Francischini afirmou em coletiva de imprensa, foram os próprios trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, afetados diretamente por tais ataques.

No mês de fevereiro quem impediu que o ‘pacotaço de maldades’ fosse votado a toque de caixa pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) foi a ação direta dos trabalhadores e estudantes que, por meio da ocupação daquela casa, levou à retirada do projeto. Desta vez foram, novamente, os próprios trabalhadores e estudantes que resistiram até o fim contra o PL da Previdência.

Agora, querem acusar os ‘black blocs’, o movimento Antifascista e o Coletivo Quebrando Muros de serem grupos criminosos, mas os verdadeiros responsáveis por esse massacre são Beto Richa, Fernando Francischini e todo braço do Estado (PM, CHOQUE, BOPE, cachorros treinados, atiradores de elite, cavalaria, helicóptero) que nos atacaram com jatos d’água, spray de pimenta, cassetetes, balas de borracha, chutes, socos, bombas de gás lacrimogênio vindas de todos os lados, inclusive do helicóptero, não preservando sequer as crianças da creche que fica ali perto.

Quem começou o ataque foi o próprio Governador Beto Richa quando, por meio da PL 252/2015, atacou o direito à previdência dos servidores do Paraná, e os deputados que votaram favoráveis a esse projeto de lei. O governador se utilizou do maior contingente policial da história do Paraná para reprimir o movimento social.

Foram milhares de pessoas indefesas contra uma artilharia de guerra. Apenas um lado dessa ‘guerra’ tinha armas, o que houve não foi um confronto mas sim um massacre. Centenas de pessoas desmaiaram, ficaram feridas, perderam parte da audição, parte da visão e estão de cama até agora. Além dos milhares de trabalhadores e trabalhadoras que vão ter sua previdência destruída.

Entendemos que não foi por acaso que escolheram justo os libertários e anarquistas para serem bodes expiatórios. Há muito tempo na história da humanidade o anarquismo é erroneamente confundido como sinônimo de baderna e desordem. Entretanto, os libertários compõem um setor dos trabalhadores oprimidos que se organiza para combater toda forma de dominação e exploração. O governador Beto Richa e o seu secretário de segurança Fernando Francischini querem se aproveitar do erro banal do senso comum para colocar na cabeça do povo que a culpa do massacre não é deles, mas nossa! Eles querem usar desse jogo para tirar de foco o massacre do dia 29 de abril!

Hoje, mais de 90% da população paranaense apoia a luta dos professores e a popularidade do governo está em baixa. O governador não vai enganar o povo dizendo que usou de toda aquela força para reprimir ‘black blocs’. O povo sabe por meio da mídia alternativa e dos diversos vídeos que deixam claro que criminalizar “grupos radicais” não passa de mentiras e enganação.

Não nos deixaremos abater! Buscamos derrubar os muros que isolam e alienam todos e todas nós da realidade que nos cerca. Nós, do Coletivo Quebrando Muros, somos um coletivo libertário que atua no movimento estudantil de diversas faculdades e universidades paranaenses; somos professores estaduais do Paraná atuantes no movimento sindical; construímos um movimento comunitário por moradia digna para todas e todos e fazemos diversos trabalhos sociais como hortas agroecológicas, alfabetização de adultos, cursinhos pré-vestibulares e cirandas de educação infantil.

Somos estudantes e trabalhadores que lutam por movimentos construídos horizontalmente, com protagonismo do povo e sem líderes ou patrões. Estamos em defesa da educação, da saúde e do transporte públicos, estamos e vamos continuar na luta contra todas as formas de dominação e opressão que sofremos; nós, trabalhadores, estudantes, mulheres, homossexuais, negros, pobres da periferia.

Nenhum passo atrás!
Nenhum direito a menos!
Não à criminalização dos movimentos sociais!

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29 de abril será lembrado como o dia em que o governo do Estado do Paraná promoveu um massacre. A dois dias do histórico Primeiro de Maio, o Centro Cívico de Curitiba foi transformado em palco de guerra para garantir que o governador colocasse as mãos na aposentadoria de milhares de servidores e servidoras. Milhares também foram os policiais deslocados para ferir mais de 400 manifestantes, em uma operação militar brutal que mobilizou grande parte do aparelho repressivo estadual, com jatos d’água, cães, cavalaria (não utilizadas, mas estava preparada), armas de choque (estavam preparadas), e atiradores de elite (estavam mais do que preparados) além dos já habituais spray de pimenta, gás lacrimogênio e balas de borracha.

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A repressão foi para impedir que dezenas de milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes ocupassem a Assembleia Legislativa, cientes de que só a ação direta impediria a aprovação do PL 252/2015, que garante o roubo da previdência.

Para tentar nos amedrontar, também foram realizadas várias prisões, entre elas a de 4 estudantes da UEL, que estavam acampados para barrar mais este ataque. Os estudantes foram barbaramente sequestrados por policiais a paisana e enquanto se dirigiam ao acampamento sofreram diversas ameaças.

Enquanto alguns estavam presos e centenas hospitalizados o governador Beto Richa dava pronunciamento, vergonhosamente mentiroso e descarado, em que afirmava ser vitima de injustiça.

Não nos intimidaremos.

Injusta é a classe dominante! Responderemos à repressão com organização!

Hoje, quinta-feira, houve um novo ato contra os ataques do Estado aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e contra a violência do Estado, com milhares de pessoas.

Tivemos três detidos que já foram soltos.

Amanhã, Primeiro de Maio, dia de luta e luta, haverá uma nova manifestação em frente à Praça 19 de dezembro, às 9 horas!

Seguiremos convictos de que só a organização e a radicalização dos de baixo barrará os ataques dos de cima.

Contra os ataques deste governo fascista!

Contra a repressão e criminalização dos movimentos sociais!

Lutar! Criar Poder Popular!